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Como viver melhor com o aumento da longevidade

Foto-crédito: iStock-Divulgação

Viver mais é uma realidade cada vez mais presente no Brasil, transformando profundamente as demandas e os cuidados com a saúde. De acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida ao nascer subiu para 76,6 anos em 2024 — um acréscimo de 2,5 meses em comparação ao ano anterior. Esse avanço se reflete diretamente na pirâmide etária nacional: em 2026, o país já contabiliza 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, segundo dados do Ministério da Saúde.

O cenário reforça uma mudança de perspectiva de que a longevidade não significa apenas viver mais anos, mas buscar condições para chegar à maturidade com autonomia, qualidade de vida e saúde. Para isso, os cuidados não devem começar apenas depois dos 60 anos. Alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado, vacinação, acompanhamento médico e atenção à saúde mental fazem parte de uma estratégia que pode ser construída ao longo da vida.

Prevenção – Para a Dra. Jéssica Belei, médica geriatra da Paraná Clínicas, em Curitiba/PR, é possível falar em prevenção do envelhecimento muito antes da chegada à terceira idade. “A gente começa a prevenir o envelhecimento desde o momento em que começa a se alimentar bem, fazer atividade física todos os dias, usar filtro solar, ter boas relações sociais e um bom relacionamento com a família e com os amigos. Tudo isso contribui para a qualidade de vida na velhice”, afirma.

O acompanhamento médico também tem papel importante nesse processo, principalmente antes dos 60 anos. Segundo a especialista, consultas e exames preventivos podem ajudar a identificar precocemente condições que, se não forem acompanhadas, podem evoluir e afetar a saúde no futuro.

Conforme observa, “o papel do acompanhamento médico, principalmente antes dos 60 anos, é identificar condições que possam ser revertidas, como obesidade, hipertensão, diabetes e outras doenças que podem acabar evoluindo e potencializando a velocidade do envelhecimento. Os exames preventivos entram nesse processo para ajudar a identificar problemas que podem se desenvolver no futuro.”

A prática regular de atividade física, por exemplo, contribui para a qualidade de vida e pode ajudar na prevenção de doenças crônicas, além de favorecer a mobilidade, a saúde mental e o sono. A alimentação equilibrada também está entre os pilares de um envelhecimento saudável.

Depois dos 60 – Na terceira idade, alguns cuidados ganham ainda mais importância. “As principais doenças ou condições que merecem atenção especial a partir dos 60 anos são a hipertensão e o diabetes, porque podem desencadear e potencializar problemas de saúde muito sérios, como o infarto e o acidente vascular cerebral”, alerta a geriatra.

Além do acompanhamento médico, manter uma rotina ativa é fundamental para preservar a autonomia. Para quem já passou dos 60 anos, Jéssica recomenda combinar atividades que estimulem o cérebro, convivência social, alimentação equilibrada e exercícios voltados ao fortalecimento muscular.

Os principais cuidados para manter a qualidade de vida e a autonomia, pontua a médica, “são atividades de estímulo cognitivo, como palavras cruzadas, sudoku e xadrez, além de manter boas relações sociais, ter amigos e sair para realizar suas atividades. Também é importante ter uma alimentação variada, com quantidade adequada principalmente de proteínas, e praticar atividade física, preferencialmente exercícios de resistência, como a musculação, para o fortalecimento muscular e a preservação da funcionalidade.”

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