Esta realidade exige atenção especial para a prevenção
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O número de casos de câncer no Brasil e no mundo é cada vez maior, o que vem chamando a atenção dos governos e assustando a todos, uma vez que não é difícil encontrar alguém que não tenha um caso da doença na família.
Para que se tenha uma ideia da gravidade da situação, segundo a Organização Mundial de Saúde -OMS, a incidência de novos casos de câncer no mundo passou de 20 milhões em 2022 para uma projeção de 35,3 milhões para 2050. Ainda segundo a Organização, as estimativas globais revelam grande desigualdade na distribuição da doença, sendo que os maiores aumentos são previstos para países de baixa e média renda, despreparados para enfrentar a explosão de casos.
No Brasil, as projeções do Instituto Nacional do Câncer – INCA, baseadas no triênio 2023-2025, são de 704 mil novos casos por ano, sendo os mais comuns, pele não melanoma, mama (mulheres), próstata, colorretal e pulmão, com as regiões Sul e Sudeste concentrando a maioria desses casos.
Projeções apontam também para aumento contínuo de casos de mortalidade, em especial, relacionados ao câncer colorretal, com alta significativa, e melhorias, com queda de mortalidade prematura associadas ao câncer de pulmão em homens, e ao colo de útero, mas com desafios persistentes.
Pesquisas da área apontam que a idade é um dos principais fatores para o câncer, com risco aumentando após os 50-55 anos, devido ao acúmulo de danos no DNA e falhas nos sistemas de reparo celular (quando esses sistemas não funcionam corretamente, as mutações no material genético se acumulam, levando à divisão celular descontrolada e à formação de tumores).
A idade média de diagnóstico é 66 anos. No entanto, o câncer pode ocorrer em qualquer idade, com alguns tipos sendo mais comuns em jovens, como leucemia e câncer testicular. Há ainda um aumento preocupante de casos em pessoas com menos de 50 anos, associado a fatores de estilo de vida.
Diagnóstico – Não há dúvida que o aumento impressionante no número de casos deve estar associado aos constantes avanços na qualidade dos diagnósticos, o que aumenta a incidência de casos nas estatísticas oficiais. Por outro lado, as campanhas públicas de prevenção, como de pele, mama e próstata, por exemplo, são cada vez mais intensas por parte de entidades da área pública e privada, o que pode levar a uma demanda maior da população aos consultórios médicos.
Entretanto, mesmo com os avanços da área, que são muitos, o sofrimento dos pacientes e de seus familiares continua a acompanhá-los no cotidiano de combate à doença. Nesse sentido, é muito relevante também o envolvimento das áreas de Psicologia e Psiquiatra em todo o processo, ou seja, do diagnóstico ao tratamento.
A cura – Para muitos tipos de câncer há cura, especialmente quando diagnosticados precocemente. Hoje, existem terapias inovadoras, como imunoterapia e vacinas em desenvolvimento, mas a cura total para todos ainda não existe. Por isso mesmo, a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais. Para isto, a ida regular ao médico é determinante. Assim, não deixem fazer o check up periodicamente.
Façam exercícios físicos devidamente orientados e, muito importante, nada de comida industrializada e excessos alimentares. São péssimos para a saúde. Só assim as estatísticas poderão diminuir.
Luiz Francisco Corrêa e Lucio Teixeira Carvalho
Diretores do Portal Medicina & Saúde
