Casos iniciais de câncer da próstata podem ser tratados com cirurgia robótica

O urologista José Eduardo Távora: os efeitos colaterais da cirurgia robótica são menores

Os pacientes que já foram diagnosticados com câncer de próstata têm uma grande aliada para o tratamento: a cirurgia robótica. O diretor técnico do Departamento de Cirurgia Robótica dos Hospital Vila da Serra, Dr. José Eduardo Távora adianta que, das 600 cirurgias realizadas com os dois equipamentos desde setembro de 2016, em Belo Horizonte, 70% foram urológicas. “Embora o procedimento não tenha a cobertura dos planos de saúde, o método tem inúmeras vantagens em comparação com a técnica clássica”, destaca.

Entre eles, o médico destaca que é uma cirurgia minimamente invasiva e que o médico consegue ver a imagem tridimensional e ampliada em 10 vezes do local que sofrerá a intervenção, o que aumenta a precisão dos movimentos e reduz drasticamente o sangramento. “Com isso, os efeitos colaterais da cirurgia são menores e a recuperação do paciente permite que ele retome suas atividades em um prazo mais curto”, explica.

Prevenção

A cada ano, o Brasil registra entre 60 e 65 mil novos casos de câncer de próstata, uma doença que é a segunda maior causa de morte entre os homens. A prevenção ainda é o melhor remédio. Para quem tem casos na família, é recomendável iniciar o controle a partir dos 45 anos, com exames anuais do PSA, um teste de sangue comum feito em laboratório e do ainda “temido” toque retal. Para aqueles que não têm, 50 anos é a idade recomendável para se preocupar com a saúde da glândula masculina que produz parte do líquido que forma o esperma e ajuda a alimentar e a proteger os espermatozoides.

Segundo José Eduardo Távora, a campanha “Novembro Azul” é sempre uma oportunidade para fazer o checkup e deixar o preconceito de lado na hora da consulta com o urologista. “Diferente das mulheres, que são estimuladas a se consultar com a ginecologista desde a adolescência, os homens ainda têm um grande receio em relação aos exames urológicos. Mudar essa conduta é dar uma chance à vida e à cura da doença que, se diagnosticada na fase inicial, tem resultados excelentes em mais de 90% dos casos”, afirma.

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