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	<title>Atualidades Archives - Portal Medicina e Saúde</title>
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	<description>Portal Medicina e Saúde - Qualidade da informação em Medicina e Saúde</description>
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	<title>Atualidades Archives - Portal Medicina e Saúde</title>
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		<title>Nariz entupido frequente, rouquidão e dores de garganta recorrentes: hora de procurar um otorrinolaringologista</title>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2026 09:21:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Crédito-foto: Freepik &#160;Sintomas como nariz entupido, rinite frequente, dor de garganta, rouquidão, zumbido, tontura e dificuldade para respirar ou ouvir costumam ser comuns no dia a dia e, muitas vezes, são tratados como problemas passageiros. No entanto, quando esses sinais se tornam recorrentes, persistem por muitos dias ou afetam a qualidade de vida, é importante &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Crédito-foto: Freepik</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Sintomas como <strong>nariz entupido, rinite frequente, dor de garganta,</strong> <strong>rouquidão, zumbido, tontura</strong> e <strong>dificuldade para respirar ou ouvir</strong> costumam ser comuns no dia a dia e, muitas vezes, são tratados como problemas passageiros. No entanto, quando esses sinais se tornam recorrentes, persistem por muitos dias ou afetam a qualidade de vida, é importante buscar avaliação com um otorrinolaringologista. Responsável pelo cuidado de condições que afetam ouvido, nariz e garganta, esse especialista atua tanto no diagnóstico quanto no tratamento de problemas que podem ir de quadros simples e inflamatórios a alterações estruturais e doenças crônicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o <strong>otorrinolaringologista Dr. Eduardo Dolci</strong>, em São Paulo/SP,&nbsp;alguns sintomas não devem ser negligenciados, principalmente quando passam a se repetir com frequência ou deixam de responder às medidas habituais. “Muita gente convive durante meses ou até anos com queixas como obstrução nasal, ronco, rouquidão ou sensação de ouvido tampado sem procurar avaliação médica. O problema é que esses sintomas podem estar relacionados a condições que precisam de investigação adequada para evitar piora e impacto na qualidade de vida”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os sinais que merecem atenção estão a obstrução nasal persistente, crises recorrentes de sinusite, sangramentos nasais frequentes, dores de garganta repetidas, dificuldade para engolir, rouquidão por mais de duas semanas, ronco intenso, pausas respiratórias durante o sono, perda auditiva, zumbido, tonturas e infecções de ouvido de repetição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o médico, há situações em que o incômodo aparentemente simples pode esconder alterações mais importantes. “Uma rouquidão persistente, por exemplo, pode estar associada desde uso inadequado da voz até inflamações, lesões nas cordas vocais e outras condições que precisam ser avaliadas. Da mesma forma, um nariz constantemente entupido pode indicar desvio de septo, aumento de cornetos, rinite crônica, pólipos ou sinusite”, afirma o médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas crianças, a atenção também deve ser redobrada. Respirar pela boca, roncar, ter muitas infecções de garganta ou ouvido, dificuldade de concentração e alterações no sono podem estar relacionados a problemas otorrinolaringológicos, como aumento das amígdalas e adenoide. Nesse sentido, “o acompanhamento precoce é importante porque alguns quadros impactam diretamente o sono, o desenvolvimento, a alimentação e até o rendimento escolar da criança”, ressalta o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Dr. Eduardo Dolci destaca, ainda, que procurar avaliação médica não deve ser uma decisão reservada apenas para situações graves. Em muitos casos, o diagnóstico precoce permite tratamentos mais simples e evita evolução do problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nem todo sintoma significa algo grave, mas a persistência é um sinal de alerta. Quando o paciente deixa de respirar bem, dorme mal, ouve pior, sente dor com frequência ou percebe que aquele desconforto está se tornando parte da rotina, é hora de investigar”, orienta, alertando que ignorar sintomas recorrentes em ouvido, nariz e garganta pode atrasar o diagnóstico e prolongar o sofrimento do paciente. Assim, afirma, “quanto mais cedo entendemos a origem da queixa, maiores são as chances de um tratamento eficaz e de uma melhora real na qualidade de vida”.</p>
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		<title>Ozempic: por que o controle rápido do diabetes exige atenção redobrada antes da cirurgia de catarata</title>
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		<dc:creator><![CDATA[portalmedicinaesaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 09:08:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[alterações na retina]]></category>
		<category><![CDATA[COI Oftalmologia]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Ricardo Filippo]]></category>
		<category><![CDATA[Ozempeic e cirurgia da catarata]]></category>
		<category><![CDATA[Ozempic]]></category>
		<category><![CDATA[retinopatia diabética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Melhora rápida do controle glicêmico e a perda de peso acelerada exigem avaliação rigorosa da retina para garantir a segurança e o sucesso do procedimento cirúrgico Foto: crédito: Freepik A ascensão dos análogos de GLP-1, como a semaglutida (comercializada sob o nome Ozempic), revolucionou o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. No entanto, &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Melhora rápida do controle glicêmico e a perda de peso acelerada exigem avaliação rigorosa da retina para garantir a segurança e o sucesso do procedimento cirúrgico</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto: crédito: Freepik</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A ascensão dos análogos de GLP-1, como a <strong>semaglutida (comercializada</strong> <strong>sob o nome Ozempic</strong>), revolucionou o tratamento do <strong>diabetes tipo 2 e da</strong> <strong>obesidade</strong>. No entanto, a rapidez com que esses medicamentos promovem o controle metabólico trouxe um novo alerta para as salas de cirurgia oftalmológica. Para pacientes diabéticos que planejam operar a catarata, o uso dessas terapias exige uma estratégia pré-operatória muito mais criteriosa e um olhar atento à saúde do fundo do olho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fenômeno, que vem sendo chamado de &#8220;Efeito Ozempic&#8221; na oftalmologia, refere-se à relação entre a queda brusca dos níveis de glicose no sangue e o comportamento da retina. Embora o controle glicêmico seja o objetivo final, uma redução excessivamente rápida pode, paradoxalmente, causar um agravamento temporário da retinopatia diabética, o que compromete o resultado visual esperado após a retirada da catarata.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vigilância Sanitária e a Resposta Ocular ao Tratamento</strong> &#8211; Investigações sobre o impacto do <strong>Ozempic para saúde dos olhos</strong>, conduzida pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e os alertas emitidos pela Anvisa apontam que, embora a semaglutida seja eficaz no controle metabólico, ela exige uma vigilância oftalmológica proativa. A principal preocupação reside na velocidade da redução da glicemia que quando essa queda ocorre de forma abrupta, pode haver um agravamento da retinopatia ou complicações vasculares. Compreender como a estabilização metabólica acelerada interfere na microcirculação da retina é fundamental, conforme mostram <a href="https://coioftalmologia.com.br/blog/saude-ocular/ozempic-e-saude-ocular/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">os dados técnicos sobre Ozempic e saúde ocular</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cirurgia de catarata é um dos procedimentos mais realizados no mundo, mas em pacientes diabéticos, o cenário exige cautela extra. A presença de inflamação ou de novos vasos sanguíneos na retina (neovascularização) pode levar a complicações pós-operatórias graves, como o edema macular cistóide, que pode anular o ganho de visão proporcionado pela cirurgia. Estudos recentes investigam inclusive riscos raros de neuropatia óptica isquêmica anterior não-arterítica (NOIANA), reforçando que o exame pré-operatório deve ir além da análise do cristalino.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mapeamento de Retina</strong> &#8211; A integração entre o tratamento metabólico e a saúde ocular é o ponto central para evitar surpresas no pós-operatório. Diante de mudanças drásticas na glicemia, a retina pode apresentar instabilidades que não são visíveis em exames de rotina simplificados, tornando a avaliação de fundo de olho um pilar de segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o <strong>Dr. Ricardo Filippo</strong>, <strong>COI Oftalmologi</strong>a, Rio de Janeiro/RJ, a cirurgia de catarata em usuários dessas novas terapias exige uma visão que vai além do centro cirúrgico, integrando o tratamento metabólico à saúde ocular. O especialista reforça que a estabilização acelerada da glicose altera a dinâmica da visão e exige um cronograma cirúrgico personalizado. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme explica, &#8220;o controle glicêmico rápido pode desencadear uma piora temporária da Retinopatia Diabética por alterações na retina. No pré-operatório da catarata, essa instabilidade, somada à inflamação do procedimento, eleva o risco de edema macular e perda visual. Por isso, o mapeamento de retina é indispensável para estratificar o risco e definir o momento ideal da cirurgia, garantindo um pós-operatório seguro e resultados visuais satisfatórios”, adverte Ricardo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa análise técnica minuciosa permite que o cirurgião identifique precocemente micro aneurismas ou áreas de isquemia que poderiam ser exacerbadas pelo procedimento. Ainda segundo o especialista, o mapeamento de retina atua como um mapa de navegação, garantindo que a intervenção ocorra no momento de maior estabilidade ocular do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Acompanhamento multidisciplinar</strong> &#8211; A segurança do paciente depende diretamente da comunicação entre o endocrinologista e o oftalmologista. Enquanto o foco metabólico está na hemoglobina glicada e na perda de peso, o foco oftalmológico precisa garantir que a retina esteja estável o suficiente para suportar o estresse inflamatório de uma cirurgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de agendar o procedimento de catarata, usuários de semaglutida devem realizar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mapeamento de Retina detalhado: para identificar sinais de retinopatia proliferativa silenciosa.</li>



<li>OCT (Tomografia de Coerência Óptica): essencial para descartar a presença de edema macular subclínico.</li>



<li>Avaliação do Histórico Glicêmico: analisar a curva de queda da glicemia nos meses que antecedem a cirurgia.</li>



<li> </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Futuro do Tratamento e Acesso &#8211;</strong> Além dos desafios clínicos, o cenário da semaglutida enfrenta mudanças estruturais importantes. Com o fim próximo de patentes de versões do medicamento, a democratização do acesso deve aumentar significativamente o número de pacientes cirúrgicos utilizando essas substâncias. Esse novo panorama torna os protocolos de segurança oftalmológica e o acompanhamento multidisciplinar ainda mais essenciais para prevenir a perda de visão e garantir a eficácia dos tratamentos oculares a longo prazo.</p>
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		<title>Câncer de intestino: sinais ignorados ainda atrasam diagnóstico no Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2026 09:13:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[câncer colorretal]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de intestino]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Henrique Perobelli Schleinstein]]></category>
		<category><![CDATA[Rede de Hospitais São Camilo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com mais de 45 mil novos casos por ano, doença tem sintomas frequentemente confundidos com problemas benignos; especialistas alertam para a importância de investigar sinais persistentes. Foto-crédito: Freepik O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, ainda enfrenta dificuldades para o diagnóstico precoce devido à baixa percepção dos sinais iniciais da doença. O Instituto &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com mais de 45 mil novos casos por ano, doença tem sintomas frequentemente confundidos com problemas benignos; especialistas alertam para a importância de investigar sinais persistentes.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto-crédito: Freepik</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>câncer de intestino</strong>, também conhecido como <strong>câncer colorretal</strong>, ainda enfrenta dificuldades para o diagnóstico precoce devido à baixa percepção dos sinais iniciais da doença. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 45.630 novos casos por ano no Brasil, sendo 21.970 em homens e 23.660 em mulheres. A doença está entre as principais causas de morte no país, o que reforça a importância da detecção precoce como fator decisivo para ampliar as chances de cura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos números expressivos, os primeiros sintomas do câncer de intestino muitas vezes não são percebidos e podem ser confundidos com condições benignas, como hemorroidas ou problemas intestinais comuns. Entre os sinais de alerta mais frequentes estão sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal (diarreia e/ou prisão de ventre), dor ou desconforto abdominal, fraqueza e anemia, perda de peso sem causa aparente, fezes mais finas e presença de massa abdominal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora esses sintomas nem sempre indiquem câncer, especialistas reforçam a importância de investigar casos persistentes, garantindo diagnóstico correto e tratamento adequado. “A detecção precoce é um dos principais fatores para aumentar as chances de cura. Isso pode ser feito a partir da avaliação clínica e da realização de exames laboratoriais e de imagem”, explica o coloproctologista <strong>Dr. Henrique Perobelli Schleinstein</strong>, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização Mundial da Saúde recomenda o rastreamento de pessoas assintomáticas por meio do exame de sangue oculto nas fezes. Em caso de resultado positivo, a colonoscopia é indicada para detectar lesões ou pólipos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fatores de risco</strong> – Entre os fatores associados ao câncer de intestino incluem idade acima de 50 anos, sedentarismo, excesso de peso e alimentação inadequada, com baixo consumo de fibras e alta ingestão de carnes processadas e carne vermelha. Também estão relacionados histórico familiar da doença, tabagismo, consumo de álcool e doenças inflamatórias intestinais. Em alguns casos, fatores ocupacionais, como exposição ao amianto, às radiações ionizantes e o trabalho noturno, que podem afetar o ritmo biológico, também contribuem para o desenvolvimento da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevenção está diretamente ligada ao estilo de vida, com manutenção do peso, prática regular de atividade física e alimentação baseada em alimentos in natura, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais e leguminosas. A redução do consumo de carnes processadas e carne vermelha e a cessação do tabagismo também são medidas recomendadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme explica o Dr. Henrique Perobelli, “o câncer de intestino é tratável e apresenta altas chances de cura quando identificado precocemente.” O tratamento pode incluir cirurgia, além de radioterapia e quimioterapia, dependendo do estágio da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Qualquer alteração persistente no funcionamento intestinal ou a presença de sinais incomuns deve ser investigada o quanto antes. A recomendação é não adiar a busca por avaliação médica, uma vez que o diagnóstico precoce é determinante para o sucesso do tratamento.</p>
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		<title>Crise aguda por asma: desafios do controle da doença no Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2026 09:17:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Asma]]></category>
		<category><![CDATA[Asma Grave]]></category>
		<category><![CDATA[crise aguda por asma]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. José Roberto Megda]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedad de Pneumologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A condição é responsável por cerca de 120 mil internações por ano no país, muitas delas associadas à falta de controle adequado da doença. Foto-crédito: Freepik No mês de maio, marcado pelo Dia Mundial da Asma, especialistas chamam atenção para o impacto das exacerbações (crises agudas) no sistema de saúde brasileiro. Dados do Sistema de &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>A condição é responsável por cerca de 120 mil internações por ano no país, muitas delas associadas à falta de controle adequado da doença.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto-crédito: Freepik</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No mês de maio, marcado pelo <strong>Dia Mundial da Asma</strong>, especialistas chamam atenção para o impacto das exacerbações (crises agudas) no sistema de saúde brasileiro. Dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS, o SIH/SUS, mostram que a <strong>asma</strong> é responsável por cerca de 120 mil internações por ano no país, muitas delas associadas à falta de controle adequado da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>asma</strong> é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta aproximadamente 20 milhões de brasileiros. Não tem cura e pode se manifestar por sintomas como falta de ar, chiado no peito e tosse. Quando não controlada, a condição pode evoluir para crises agudas que, frequentemente, demandam atendimento de urgência e, dependendo do caso, à hospitalização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos avanços no manejo da doença, o cenário ainda é desafiador. Crianças, idosos e populações em situação de maior vulnerabilidade estão entre os mais impactados pelas internações relacionadas à asma.&nbsp; Os atuais desafios do cenário de asma no Brasil são a educação continuada para especialistas e profissionais de saúde da atenção básica, a disponibilização das medicações &#8211; que são indicadas no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde &#8211; podendo ou não estar no Farmácia Popular, e que almejam o controle dos sintomas e o risco futuro de exacerbações, a adesão ao tratamento adequado e a capacitação de profissionais para identificar e tratar a asma grave.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A asma grave, embora represente uma parcela menor dos casos, está associada a uma carga significativamente maior de morbidade, mortalidade e custos para o sistema de saúde. Pacientes com esse perfil apresentam exacerbações frequentes, maior risco de hospitalizações, uso recorrente de corticosteroides sistêmicos, piora da função pulmonar e doença não controlada, o que pode acarretar impactos clínicos relevantes ao longo do tempo. Além de os custos por paciente com asma grave podendo ser até dez vezes superiores aos custos por enfermo com a forma leve ou moderada da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Doença complexa e necessidade de controle – </strong>De acordo com o&nbsp;presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia – Regional Vale do Paraíba/Taubaté/SP, o <strong>pneumologista Dr. José Roberto</strong> <strong>Megda</strong>,“a asma é uma doença complexa, que exige acompanhamento contínuo e uma abordagem individualizada. Quando não controlada, pode impactar significativamente a maior qualidade de vida e levar a exacerbações graves”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os avanços na compreensão dos mecanismos inflamatórios da doença têm possibilitado o desenvolvimento de terapias mais direcionadas, afirma o médico, especialmente para pacientes com asma grave não controlada.&nbsp; Essas abordagens atuam em diferentes vias da inflamação e têm demonstrado reduzir exacerbações, hospitalizações e a necessidade de uso de corticosteroides orais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, o diagnóstico precoce e o manejo adequado são fundamentais para evitar a progressão da doença, perda de função pulmonar e reduzir o risco de complicações. Estratégias que incluem educação em saúde, adesão ao tratamento e acompanhamento regular são essenciais para alcançar o controle sustentado da asma, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Avanços no cuidado e impacto no sistema de saúde &#8211; </strong>A adoção de diretrizes clínicas baseadas em evidências e o fortalecimento das linhas de cuidado podem contribuir para transformar o cenário do cuidado da asma no Brasil.&nbsp; A atualização do PCDT de asma representa um avanço importante ao se alinhar com diretrizes clínicas globais, como a Iniciativa Global para a Asma &#8211; GINA, e ampliar as opções terapêuticas disponíveis no sistema público de saúde, que podem levar a uma diminuição nos custos com aquisição de medicamentos e maior intervalo de aplicação de doses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O objetivo do tratamento da asma é prevenir exacerbações e garantir o controle da doença a longo prazo. Para isso, é essencial promover uma abordagem integrada do cuidado e ampliar o acesso às terapias adequadas”, destaca Dr. Megda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fortalecimento de políticas públicas voltadas à prevenção, diagnóstico e tratamento da asma, acrescenta, “é fundamental para reduzir o número de internações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Ao mesmo tempo, a incorporação de inovações em saúde tem potencial para contribuir com sistemas de saúde mais eficientes e sustentáveis, reduzindo a carga assistencial associada às exacerbações”.</p>
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		<title>Crises de asma aumentam com clima seco, poluição e infecções respiratórias</title>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2026 09:47:20 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Vera Cruz Hospital de Campinas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dr. João Carlos de Jesus: “há maior circulação de vírus respiratórios e menor dispersão dessas partículas no ar, o que intensifica a irritação e favorece as crises” Foto: crédito- Matheus Campos A combinação de ar mais seco, piora da qualidade do ar e aumento das infecções respiratórias favorece o agravamento das crises de asma. Esse &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Dr. João Carlos de Jesus: “há maior circulação de vírus respiratórios e menor dispersão dessas partículas no ar, o que intensifica a irritação e favorece as crises”</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto: crédito- Matheus Campos</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A combinação de ar mais seco, piora da qualidade do ar e aumento das infecções respiratórias favorece o agravamento das <strong>crises de asma</strong>. Esse cenário se torna mais frequente em períodos de baixa umidade, quando se intensificam sintomas como falta de ar, tosse, chiado no peito e sensação de aperto no tórax, especialmente em pacientes que não mantêm o tratamento de forma regular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A asma é uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns do mundo, afetando cerca de 300 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que aproximadamente 20 milhões de pessoas convivam com a doença. Embora seja controlável na maioria dos casos, ainda representa uma importante causa de atendimentos e internações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o <strong>pneumologista Dr. João Carlos de Jesus, do</strong> Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), fatores ambientais têm impacto direto no aumento das crises. “O ar mais seco resseca e fragiliza as vias respiratórias, deixando-as mais sensíveis a ácaros, poeira e poluentes. Além disso, há maior circulação de vírus respiratórios e menor dispersão dessas partículas no ar, o que intensifica a irritação e favorece as crises”, explica o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O médico destaca, ainda, o papel das infecções respiratórias, como gripe, Covid-19 e vírus sincicial respiratório, que circulam com mais facilidade em ambientes fechados e podem agravar quadros de asma, levando até a complicações como pneumonia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro de casa, também estão alguns dos principais gatilhos da doença. Ácaros presentes em colchões, travesseiros, cortinas e tapetes se proliferam com mais facilidade em ambientes fechados e com pouca exposição ao sol, acumulando-se especialmente em períodos mais frios. Produtos de limpeza com cheiro forte, perfumes e a fumaça do cigarro, seja pelo uso ativo ou pelo tabagismo passivo, também podem desencadear crises.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Bombinhas</strong> &#8211; Outro ponto de alerta é o uso incorreto das chamadas “bombinhas”, ainda frequente entre pacientes. Muitos utilizam apenas a medicação de alívio, sem seguir o tratamento de controle. “As bombinhas de alívio promovem melhora rápida ao relaxar os brônquios, mas não tratam a inflamação. Já as de controle atuam diretamente nesse processo inflamatório e são fundamentais para manter a doença sob controle”, explica o médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o especialista, a dependência apenas da medicação de resgate pode mascarar a gravidade do quadro. “O paciente sente alívio momentâneo, mas a inflamação continua evoluindo. Isso aumenta o risco de crises mais graves, como o broncoespasmo, que pode levar à insuficiência respiratória e necessidade de atendimento de urgência”, alerta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os sinais de asma descontrolada estão falta de ar frequente, tosse persistente, chiado no peito e dificuldade para realizar atividades do dia a dia. O uso frequente da medicação de alívio também é um sinal de alerta. “Quando os sintomas não melhoram ou pioram progressivamente, é fundamental procurar atendimento médico o quanto antes”, orienta o pneumologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevenção envolve o uso correto e contínuo das medicações, mesmo na ausência de sintomas, além de cuidados como hidratação, vacinação contra gripe e Covid-19, uso de umidificadores e evitar atividades físicas em horários de ar mais seco. No ambiente doméstico, recomenda-se manter a casa ventilada, reduzir poeira com pano úmido e aspirador, evitar varrição e espanadores e expor roupas de cama ao sol sempre que possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Crianças e idosos merecem atenção especial, já que podem ter mais dificuldade no uso correto dos medicamentos inalatórios, sendo necessário, em muitos casos, o uso de espaçadores e ajustes no tratamento. A prática de atividade física é recomendada, desde que a doença esteja controlada. De acordo com o especialista, “com acompanhamento adequado, o paciente com asma pode levar uma vida ativa e saudável”.</p>
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		<title>Estudo aponta: cirurgia oferece maior sobrevida que ablação e quimioembolização em câncer de fígado inicial</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2026 13:38:36 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[câncer de fígado]]></category>
		<category><![CDATA[carcinoma hepatocelular multinodular]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Felipe José Fernández Coimbra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foto: crédito- Freepik Uma metanálise multicêntrica nacional, publicada no Journal of Liver Cancer, indica que a ressecção hepática está associada a maior sobrevida global e livre de doença em pacientes com câncer de fígado inicial multinodular quando comparada à ablação por radiofrequência e à quimioembolização transarterial. O estudo reúne dados de quase 3 mil pacientes &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Foto: crédito- Freepik</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma metanálise multicêntrica nacional, publicada no Journal of Liver Cancer, indica que a ressecção hepática está associada a maior sobrevida global e livre de doença em pacientes com câncer de fígado inicial multinodular quando comparada à ablação por radiofrequência e à quimioembolização transarterial. O estudo reúne dados de quase 3 mil pacientes e reacende o debate sobre os algoritmos de tratamento da doença em cenários nos quais o transplante hepático não é viável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cirurgia pode oferecer uma vantagem concreta de sobrevida para pacientes com câncer de fígado em estágio inicial. Essa é a principal conclusão de uma metanálise multicêntrica nacional que avaliou diferentes estratégias terapêuticas para o carcinoma hepatocelular (CHC) multinodular em estágio inicial, classificado como BCLC-A. Publicado em 26 de fevereiro de 2026 no <em>Journal of Liver Cancer</em>, o estudo analisou dados de 2.869 pacientes e comparou os resultados da ressecção hepática com duas abordagens amplamente utilizadas na prática clínica, que são a ablação por radiofrequência e a quimioembolização transarterial. A pesquisa envolveu o A.C.Camargo Cancer Center, de São Paulo, a Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e a Universidade Federal da Bahia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O carcinoma hepatocelular é o tipo mais comum de câncer primário do fígado e figura entre as principais causas de morte por câncer no mundo. No Brasil e em outros países com alta prevalência de hepatites virais, cirrose, síndrome metabólica e doença hepática crônica, o diagnóstico ainda costuma ocorrer em fases avançadas, o que limita as opções terapêuticas. Quando identificado precocemente, no entanto, o carcinoma hepatocelular pode ser tratado com intenção curativa. O desafio, segundo especialistas, está em definir qual estratégia oferece o melhor equilíbrio entre controle tumoral, preservação da função hepática e sobrevida a longo prazo, especialmente em pacientes com mais de um nódulo tumoral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metanálise agora publicada buscou responder justamente a essa questão. Por meio de uma revisão sistemática da literatura científica, os autores reuniram 15 estudos (dois ensaios clínicos randomizados e 13 estudos de coorte) que compararam diretamente a ressecção hepática com a ablação por radiofrequência e a quimioembolização transarterial em pacientes com carcinoma hepatocelular multinodular BCLC-A. Os desfechos analisados foram a sobrevida global, que mede o tempo de vida após o tratamento e a sobrevida livre de doença, que avalia o intervalo até a recidiva tumoral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostraram que a cirurgia esteve associada a um ganho significativo em ambos os desfechos. Em comparação com a ablação por radiofrequência, a ressecção hepática apresentou melhora estatisticamente significativa da sobrevida global e, de forma ainda mais expressiva, da sobrevida livre de doença. O mesmo padrão foi observado quando a cirurgia foi comparada à quimioembolização transarterial, com vantagem consistente para a ressecção hepática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cirurgião oncológico Felipe José Fernández Coimbra, de São Paulo/SP,&nbsp; autor sênior do estudo, explica que os dados ajudam a explicar um ponto que há anos gera controvérsia na literatura. “O que essa metanálise mostra, de forma bastante robusta, é que a ressecção hepática não deve ser vista como uma exceção nesses pacientes. Em indivíduos bem selecionados, com função hepática preservada, a cirurgia oferece um controle tumoral mais duradouro e se traduz em maior sobrevida”, afirma Coimbra, que é secretário-geral da Sociedade Mundial de Cirurgia Oncológica (WSSO), diretor do Instituto Integra e líder do Centro de Referência em Tumores do Aparelho Digestivo Alto do A.C.Camargo Cancer Center.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O benefício mais pronunciado foi observado na sobrevida livre de doença, um dado que, segundo os autores, reflete o maior controle local obtido com a retirada cirúrgica do tumor. Diferentemente das terapias locorregionais, que atuam destruindo o tecido tumoral <em>in situ</em>, a ressecção permite a remoção completa da área afetada, com margens de segurança, o que reduz o risco de recidiva precoce no mesmo segmento do fígado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando conseguimos retirar o tumor com margem adequada, estamos reduzindo de forma importante o risco de persistência microscópica da doença. Isso explica, em grande parte, por que a sobrevida livre de doença favorece a cirurgia”, pontua Coimbra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Historicamente, os principais algoritmos internacionais de tratamento do carcinoma hepatocelular recomendam a ablação ou a quimioembolização para pacientes com doença multinodular em estágio inicial, reservando a cirurgia para casos de tumor único. Essa hierarquização foi construída com base no receio de altas taxas de recidiva e no risco de insuficiência hepática após a ressecção, sobretudo em pacientes com cirrose. O novo estudo, no entanto, sugere que essa lógica pode estar excessivamente restritiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É importante destacar que não estamos defendendo cirurgia para todos”, ressalta Coimbra. “A mensagem central é que existe um grupo de pacientes, especialmente aqueles classificados como Child-Pugh A e alguns Child-Pugh B muito bem selecionados, nos quais a ressecção hepática é segura e oferece resultados oncológicos superiores. Ignorar essa possibilidade pode significar perder uma chance real de prolongar a vida desses pacientes”, alerta o médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metanálise também chama a atenção pela qualidade metodológica. Diferentemente de análises anteriores, que utilizaram dados binários em pontos fixos de tempo, o novo trabalho empregou razões de risco extraídas de curvas de sobrevida, o que permite uma avaliação mais precisa dos desfechos ao longo do tempo e leva em conta pacientes censurados. Além disso, sempre que possível, foram priorizados estudos com ajustes estatísticos, como o pareamento por escore de propensão, para reduzir vieses de seleção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos resultados favoráveis à cirurgia, os autores reconhecem limitações importantes. A maioria dos estudos incluídos é observacional, o que implica risco inerente de viés, já que pacientes encaminhados para cirurgia tendem a apresentar melhor reserva funcional e condições clínicas mais favoráveis. Ainda assim, mesmo após análises de sensibilidade, o benefício da ressecção hepática se manteve consistente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto destacado no artigo é que a cirurgia envolve riscos maiores no curto prazo, como complicações pós-operatórias e um período de recuperação mais prolongado. Em contrapartida, técnicas como a ablação por radiofrequência e a quimioembolização são menos invasivas, preservam mais parênquima hepático e podem ser repetidas com relativa facilidade em caso de recidiva. A decisão terapêutica, portanto, deve ser individualizada e tomada em ambiente especializado e multidisciplinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Coimbra, esse equilíbrio entre risco e benefício precisa ser discutido de forma transparente com o paciente. “A cirurgia não é isenta de riscos, e isso precisa ser ponderado. Mas quando olhamos para o horizonte de médio e longo prazo, especialmente em termos de sobrevida, os dados mostram que, em centros experientes, o benefício pode superar os riscos iniciais”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também reforça a importância de que esses procedimentos sejam realizados em centros de alto volume, com equipes multidisciplinares especializadas em câncer de fígado. Avaliações detalhadas da função hepática, da presença de hipertensão portal e do estado funcional do paciente são fundamentais para minimizar complicações e maximizar os resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao final, os autores defendem que os achados da metanálise justificam uma reavaliação dos algoritmos de tratamento atualmente adotados para o carcinoma hepatocelular multinodular em estágio inicial, ao menos nos cenários em que o transplante hepático não é uma opção imediata. “Os dados apontam para a necessidade de atualizar diretrizes e incorporar a ressecção hepática como uma alternativa prioritária em pacientes adequadamente selecionados”, destaca Coimbra, acrescentando: “é um movimento em direção a uma medicina mais personalizada, baseada não apenas em estadiamento, mas na real capacidade de cada paciente se beneficiar do tratamento”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se confirmados por novos estudos prospectivos e ensaios clínicos randomizados, os resultados podem ter impacto direto na prática clínica e ampliar as opções curativas para um grupo de pacientes que, até agora, vinha sendo tratado predominantemente com abordagens não cirúrgicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Alta de casos de sarampo nas Américas reforça necessidade de vacinação em massa</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2026 12:36:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Dr. Igor Maia Marinho]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com mais de 15 mil casos registrados até abril de 2026, OPAS alerta para o risco de disseminação da doença. &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Imagem: crédito- Freepik A Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) convocou, na última semana, os países da América a reforçarem as campanhas de vacinação para prevenir o sarampo. De acordo com o órgão, mais de &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com mais de 15 mil casos registrados até abril de 2026, OPAS alerta para o risco de disseminação da doença.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Imagem: crédito- Freepik</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) convocou, na última semana, os países da América a reforçarem as campanhas de vacinação para prevenir o <strong>sarampo</strong>. De acordo com o órgão, mais de 15 mil casos da doença foram registrados na região até abril de 2026. A vacina é a principal forma de prevenir a doença, que é muito contagiosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, até o momento, dois casos de sarampo foram confirmados, um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro, ambos relacionados a viagens feitas para o exterior. O país é considerado, desde 2024, livre da circulação endêmica do sarampo. No entanto, o Ministério da Saúde reforça a importância de manter a cobertura vacinal alta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O sarampo é bastante contagioso por via aérea, ou seja, uma pessoa infectada pode transmitir para dezenas de indivíduos. Manter a cobertura vacinal acima de 95% é importante para sustentar a imunidade coletiva, pois essa proteção em massa, muitas vezes, é a única salvaguarda daqueles que não podem ser vacinados, como bebês e imunossuprimidos”, explica o infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Dr. Igor Maia Marinho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sarampo se manifesta no início como uma gripe forte. Entre três a cinco dias, os principais sintomas são febre alta, tosse seca, coriza e conjuntivite, que deixa os olhos vermelhos e sensíveis à luz. “Um sinal clínico único desta fase são as manchas de Koplik, que são pequenos pontos brancos na parte interna das bochechas que aparecem pouco antes das manchas na pele”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o avanço da doença, surge o exantema, que são as manchas avermelhadas características, aparecendo primeiro no rosto e atrás das orelhas e se espalhando pelo tronco e membros. Segundo o especialista, o vírus pode evoluir para casos de pneumonia, infecções de ouvido e encefalite.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que se vacinar é importante?</strong> &#8211; A vacinação é uma das invenções da saúde contra doenças infecciosas mais efetivas da história moderna. Ela protege tanto o indivíduo, prevenindo condições graves e suas complicações, quanto a comunidade, através do conceito de imunidade de rebanho.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme explica o Dr. Marinho, “a vacina age estimulando o sistema imunológico a criar defesas de forma segura, preparando o corpo para combater o patógeno de verdade quando for necessário. A imunidade de rebanho, alcançada quando uma alta porcentagem da população está imunizada, impede a disseminação de doenças e protege aqueles que não podem ser vacinados”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos benefícios à saúde, o especialista reforça que a vacinação oferece um retorno socioeconômico relevante porque reduz drasticamente os custos com tratamentos médicos e hospitalizações por meio da prevenção.&nbsp;Garante também maior produtividade no trabalho e continuidade na educação, além de melhorar a qualidade de vida ao evitar deficiências e o ressurgimento de doenças já controladas ou erradicadas, como a varíola e a poliomielite.</p>
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		<title>Porque jovens de 20 e 30 anos estão desenvolvendo hérnia de disco cada vez mais cedo</title>
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		<pubDate>Mon, 04 May 2026 09:19:25 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[dores na lombar]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Ricardo Graciano]]></category>
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		<category><![CDATA[hérnia de disco em jovens]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade de Neurocirurgia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sedentarismo, excesso de telas e longas horas sentadas estão antecipando problemas na coluna que antes eram associados à terceira idade. crédito-foto: Freepik Durante décadas, a hérnia de disco foi considerada um problema típico de pessoas acima dos 50 anos. Hoje, esse cenário mudou. Cada vez mais jovens entre 20 e 35 anos chegam aos consultórios &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Sedentarismo, excesso de telas e longas horas sentadas estão antecipando problemas na coluna que antes eram associados à terceira idade.</em></strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>crédito-foto: Freepik</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante décadas, a <strong>hérnia de disco</strong> foi considerada um problema típico de pessoas acima dos 50 anos. Hoje, esse cenário mudou. Cada vez mais <strong>jovens entre 20 e 35 anos</strong> chegam aos consultórios médicos com <strong>dores intensas na lombar</strong>, no pescoço e até com sintomas neurológicos, como formigamento e perda de força nas pernas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que a dor lombar é atualmente a principal causa de incapacidade no mundo, afetando cerca de 619 milhões de pessoas, com projeção de crescimento nas próximas décadas. No Brasil, segundo o Ministério da Previdência Social, os afastamentos por dor nas costas estão entre os principais motivos de concessão de auxílio-doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que preocupa especialistas é a mudança de perfil dos pacientes. “Antes, a maior parte dos casos de hérnia de disco aparecia após os 50 anos, ligada ao desgaste natural da coluna. Hoje, vemos pacientes de 25, 30 anos com quadros avançados, muitas vezes associados ao estilo de vida”, explica o <strong>neurocirurgião</strong> <strong>Dr. Ricardo Graciano</strong>, São Paulo/SP, especialista em coluna, membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A geração que passa mais de 10 horas sentada</strong> &#8211; O trabalho remoto, o uso constante de celulares e <em>notebooks</em> e o sedentarismo estão no centro dessa mudança. A coluna vertebral foi projetada para movimento — não para permanecer longos períodos na mesma posição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A postura curvada, comum no uso de celular e computador, aumenta a pressão sobre os discos intervertebrais. Quando isso se repete por anos, o disco pode sofrer fissuras e evoluir para uma hérnia”, explica Graciano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos internacionais apontam que jovens adultos passam, em média, mais de 9 horas por dia sentados, somando trabalho, deslocamento e lazer digital. Essa rotina, combinada com fraqueza muscular e ausência de fortalecimento adequado, cria o cenário perfeito para lesões precoces.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, há outro fator: atividade física mal orientada. “Muitos pacientes iniciam treinos intensos sem preparo adequado, principalmente musculação com carga excessiva, o que também pode precipitar lesões na coluna”, alerta o médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando a dor deixa de ser “normal”</strong> &#8211; Nem toda dor nas costas é sinal de hérnia de disco. Mas alguns sintomas merecem atenção:</p>



<p class="wp-block-paragraph">– Dor que irradia para perna ou braço</p>



<p class="wp-block-paragraph">– Dormência ou formigamento</p>



<p class="wp-block-paragraph">– Perda de força muscular</p>



<p class="wp-block-paragraph">– Dor que piora ao tossir ou espirrar</p>



<p class="wp-block-paragraph">– Limitação para andar ou se movimentar</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme reforça o neurocirurgião, “dor persistente, que dura semanas ou interfere na rotina, não deve ser tratada apenas com analgésico. É preciso investigar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados internacionais, cerca de 5% a 10% dos casos de dor lombar estão relacionados a hérnias de disco com compressão nervosa, o que pode exigir tratamento especializado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O medo da cirurgia — e o que mudou &#8211;</strong> Para muitos jovens, o diagnóstico de hérnia de disco ainda gera medo imediato de cirurgia. No entanto, a maioria dos casos é tratada inicialmente com abordagem conservadora. “Grande parte dos pacientes melhora com fisioterapia, fortalecimento e controle da dor. Quando necessário, utilizamos bloqueios e infiltrações guiadas por ultrassom, que ajudam a reduzir a inflamação e evitar cirurgias maiores”, explica Graciano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a cirurgia é indicada, as técnicas evoluíram significativamente. A cirurgia endoscópica da coluna, por exemplo, é realizada com pequenas incisões, menor agressão muscular e recuperação mais rápida. Conforme informa, “hoje conseguimos operar uma hérnia com uma incisão de poucos milímetros. O paciente levanta no mesmo dia e retorna às atividades muito mais rapidamente do que nas técnicas tradicionais”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Prevenção antes da dor &#8211;</strong> Especialistas são unânimes: a prevenção é mais simples do que o tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as principais orientações estão:</p>



<p class="wp-block-paragraph">– Ajustar a altura da tela do computador</p>



<p class="wp-block-paragraph">– Fazer pausas a cada 50 minutos</p>



<p class="wp-block-paragraph">– Manter fortalecimento da musculatura abdominal e lombar</p>



<p class="wp-block-paragraph">– Evitar longos períodos sentado sem interrupção</p>



<p class="wp-block-paragraph">– Procurar orientação adequada antes de iniciar atividades físicas intensas</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A coluna do jovem de hoje está sendo sobrecarregada por hábitos que parecem inofensivos. Pequenas mudanças na rotina fazem diferença a longo prazo”, orienta o médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um problema da geração digital</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se antes a hérnia de disco era associada ao envelhecimento, hoje ela reflete o estilo de vida da era digital. A combinação de sedentarismo, excesso de tela e pressão por produtividade está antecipando o desgaste da coluna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o Dr. Graciano, “não é uma epidemia no sentido infeccioso, mas é um fenômeno crescente e silencioso. O mais preocupante é quando a dor vira parte da rotina e deixa de ser investigada”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma geração que vive conectada, a saúde da coluna pode ser o primeiro alerta de que o corpo está pedindo movimento.</p>
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		<title>Parkinson pode estar subdiagnosticado no Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2026 09:40:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[diagnostico Parkinson]]></category>
		<category><![CDATA[doença de Parkinson]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital Samaritano Paulista]]></category>
		<category><![CDATA[neurologista Dra. Margarete de Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Parkinson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dados sugerem atraso no diagnóstico e possível desigualdade de acesso, especialmente entre grupos mais vulneráveis Foto-crédito: Freepik Alterações no sono, perda de olfato e até mudanças no humor podem indicar a doença de Parkinson anos antes dos tremores mais conhecidos. Ainda assim, esses sinais seguem sendo frequentemente ignorados, o que pode contribuir para diagnósticos tardios &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Dados sugerem atraso no diagnóstico e possível desigualdade de acesso, especialmente entre grupos mais vulneráveis</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto-crédito: Freepik</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Alterações no sono, perda de olfato e até mudanças no humor podem indicar a <strong>doença de Parkinson</strong> anos <strong>antes dos tremores mais conhecidos</strong>. Ainda assim, esses sinais seguem sendo frequentemente ignorados, o que pode contribuir para diagnósticos tardios e possíveis desigualdades no desfecho da doença no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados epidemiológicos mais recentes reforçam esse cenário. Um estudo nacional de base populacional com quase 10 mil brasileiros com 50 anos de idade ou mais, conduzido pela coorte ELSI-Brasil, estimou que cerca de 0,8% dessa população vive com Parkinson, com aumento expressivo com o avanço da idade. O levantamento também identificou maior frequência de diagnóstico prévio entre homens em comparação às mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialistas apontam que esses números podem não refletir completamente a realidade. Como parte dos dados depende de diagnóstico prévio, há indícios de subnotificação, especialmente entre populações com menor acesso a serviços de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Embora o Parkinson seja tradicionalmente associado a sintomas motores, como tremor e rigidez, muitas vezes os primeiros sinais são não motores e passam despercebidos, tanto pelos pacientes quanto pelos profissionais de saúde”, explica a neurologista <strong>Dra. Margarete de Carvalho</strong>, do Hospital Samaritano Paulista, da Rede Américas/São Paulo/SP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse cenário pode contribuir para atrasos no diagnóstico, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade. “Quando há dificuldade de acesso a avaliação especializada, esses sinais iniciais tendem a ser subvalorizados. Isso pode estar associado a um diagnóstico mais tardio e, consequentemente, a desfechos clínicos menos favoráveis ao longo do tempo”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desigualdade pode estar associada ao atraso no diagnóstico</strong> &#8211; A doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva, associada à perda de neurônios produtores de dopamina. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 8,5 milhões de pessoas vivem com a doença no mundo, número que vem crescendo com o envelhecimento da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora estudos populacionais indiquem maior prevalência entre homens, a literatura científica também aponta lacunas importantes na análise por raça e desigualdade social, especialmente em países de renda média, como o Brasil. Pesquisas sugerem que fatores como escolaridade, renda e acesso a serviços especializados podem influenciar o momento do diagnóstico e o acompanhamento da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Na prática, isso pode significar que populações mais vulneráveis demoram mais para reconhecer os sinais iniciais, chegam mais tarde ao diagnóstico, têm menor acesso a tratamento especializado e, consequentemente, podem apresentar maior risco de complicações ao longo do tempo”, afirma a neurologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nem todo sinal de Parkinson começa com tremor</strong> &#8211; Um dos principais desafios é justamente reconhecer os sinais precoces, que podem surgir anos antes dos sintomas clássicos. Entre os principais alertas estão perda de olfato sem causa aparente, constipação intestinal persistente, distúrbios do sono, como movimentos bruscos durante sonhos, além de depressão ou ansiedade sem explicação clara.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já os sintomas motores iniciais são mais conhecidos, como tremor em repouso em mãos ou pernas, mudança na escrita, que se torna menor e mais comprimida, redução do balanço de um dos braços ao caminhar e diminuição da expressão facial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É comum que esses sintomas sejam atribuídos ao envelhecimento ou a outras condições clínicas, o que pode atrasar a investigação adequada”, explica Dr. Rafael Paterno, neurologista do Hospital Nove de Julho/São Paulo/SP.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diagnóstico precoce pode melhorar a qualidade de vida</strong> &#8211; O diagnóstico do Parkinson é clínico e depende da avaliação de um neurologista. Como não existe um exame único que confirme a doença, o reconhecimento dos sinais e o encaminhamento adequado fazem toda a diferença. A recomendação é buscar avaliação especializada ao perceber uma combinação de sintomas persistentes, especialmente quando passam a interferir nas atividades do dia a dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na maioria dos casos, o Parkinson não está relacionado à hereditariedade. Em situações específicas, como início muito precoce ou forte histórico familiar, a investigação genética pode ser considerada de forma direcionada para apoiar a avaliação clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de não ter cura, o tratamento pode ajudar a controlar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida, principalmente quando iniciado precocemente, destaca o Dr. Rafael Paterno, destacando que “o acompanhamento multidisciplinar, com uso de medicamentos e terapias de apoio, permite que muitos pacientes mantenham autonomia por anos. Por isso, identificar precocemente faz toda a diferença”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Canetas emagrecedoras: cuidado com produtos irregulares, alerta cardiologista</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 09:20:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[canetas emagrecedoras]]></category>
		<category><![CDATA[canetas emagrecedoras e coração]]></category>
		<category><![CDATA[Cardiologista Ricardo Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[Glunotex e Tirzedral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dr. Ricardo Ferreira:&#160;“quando não sabemos exatamente a composição de um medicamento, não conseguimos prever como o corpo e o coração vão reagir”. A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária de proibir a comercialização e o uso das canetas emagrecedoras Gluconex e Tirzedral acendeu o debate sobre os riscos do uso de produtos irregulares para &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Dr. Ricardo Ferreira:&nbsp;“quando não sabemos exatamente a composição de um medicamento, não conseguimos prever como o corpo e o coração vão reagir”.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária de proibir a comercialização e o uso das <strong>canetas emagrecedoras</strong> Gluconex e Tirzedral acendeu o debate sobre os riscos do uso de produtos irregulares para a saúde, especialmente para o coração.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Os dois medicamentos, vendidos como injetáveis, com ação semelhante aos análogos de GLP-1, não possuem registro no Brasil e, segundo a agência, têm composição desconhecida. A ausência de controle sobre o conteúdo e a qualidade levanta preocupações sobre possíveis efeitos adversos imprevisíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Para o <strong>Dr. cardiologista Ricardo Ferreira</strong>, São Paulo/SP, o principal risco está justamente na falta de informação sobre o que está sendo administrado no organismo. “Quando não sabemos exatamente a composição de um medicamento, não conseguimos prever como o corpo e, principalmente o coração, vão reagir”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Segundo o especialista, substâncias com ação metabólica podem interferir diretamente no sistema cardiovascular, alterando pressão arterial, frequência cardíaca e até o ritmo dos batimentos. “Produtos irregulares podem desencadear arritmias, oscilações de pressão e outros efeitos que, em alguns casos, podem ser graves”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Outro ponto de preocupação é o uso desses medicamentos sem acompanhamento médico. A facilidade de acesso, principalmente pela internet, tem levado muitas pessoas a recorrerem a soluções rápidas para perda de peso, sem avaliação prévia de riscos individuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>“Mesmo medicamentos aprovados exigem indicação e acompanhamento. No caso de produtos ilegais, o risco é ainda maior, porque não há garantia de dose, pureza ou estabilidade da substância”, destaca o cardiologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Além dos efeitos diretos, o uso indiscriminado pode mascarar problemas de saúde ou levar à falsa sensação de segurança. Conforme alerta o médico, “a pessoa emagrece e acredita que está mais saudável, mas pode estar expondo o organismo a riscos silenciosos, inclusive cardiovasculares”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Nesse sentido, a recomendação dos especialistas é clara: evitar o uso de qualquer medicamento sem registro e sempre buscar orientação médica antes de iniciar tratamentos para perda de peso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A própria Anvisa orienta que produtos irregulares não sejam utilizados em nenhuma hipótese e reforça a importância de denunciar a comercialização ilegal. Para os médicos, o episódio reforça um ponto essencial: quando o assunto é saúde, especialmente a do coração, não há espaço para atalhos.</p>
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