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	<title>Especiais Archives - Portal Medicina e Saúde</title>
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	<description>Portal Medicina e Saúde - Qualidade da informação em Medicina e Saúde</description>
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	<title>Especiais Archives - Portal Medicina e Saúde</title>
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		<title>Transplante aos 80 anos simboliza mudança de critérios na medicina</title>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2026 09:10:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Especialistas defendem avaliação individualizada e apontam impacto de novas técnicas e medicamentos na ampliação do acesso ao procedimento Foto: Divulgação No dia em que completou 80 anos, Francisco Simeão tornou-se o paciente mais idoso do Paraná a passar por um transplante renal. O caso representa a quebra de um antigo paradigma da medicina que, por &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Especialistas defendem avaliação individualizada e apontam impacto de novas técnicas e medicamentos na ampliação do acesso ao procedimento</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto: Divulgação</em></strong><strong><em></em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia em que completou 80 anos, <strong>Francisco Simeão</strong> tornou-se o paciente mais idoso do Paraná a passar por um <strong>transplante renal</strong>. O caso representa a quebra de um antigo paradigma da medicina que, por décadas, limitou esse tipo de procedimento com base na idade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O novo rim, doado pela irmã de 73 anos, veio após sete meses de diálise, quando ele apresentava apenas 9% da função renal. A história de Simeão reflete uma mudança no país. Apenas no primeiro semestre de 2025, o Brasil realizou 3.236 transplantes renais, e 22,5% foram em pacientes com mais de 60 anos, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Realizado no Hospital São Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR), o procedimento marca também o primeiro transplante intervivos da instituição e simboliza a evolução da medicina diagnóstica. Segundo o <strong>médico nefrologista Rafael Piné</strong>, responsável pela cirurgia, a &#8220;fragilidade biológica&#8221; hoje sobrepõe-se à certidão de nascimento. “No passado, a combinação entre diretrizes rigorosas e a escassez de órgãos impunha restrições etárias à realização de transplantes. O procedimento era pouco frequente em pacientes com mais de 70 anos devido a avaliações baseadas primariamente na expectativa de vida”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, hoje em dia esse cenário mudou. “A idade cronológica, isoladamente, não é mais um critério de exclusão. A indicação é feita de forma individualizada, considerando as condições biológicas, funcionais e clínicas do paciente”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o médico, com reserva funcional e suporte familiar, o transplante restabelece a qualidade de vida e a esperança a octogenários. “Se o paciente tem um coração forte, cognição preservada e suporte familiar, a idade cronológica torna-se um detalhe secundário. Além disso, novas técnicas cirúrgicas menos invasivas e imunossupressores mais modernos e “ajustáveis” permitem que o corpo de um octogenário, como é o caso de Simeão, receba o novo órgão com um risco de complicações drasticamente menor do que há 20 anos”, pontua.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prova viva dessa vitalidade é o próprio paciente. Empresário com uma rotina intensa, Simeão continua trabalhando ativamente e enxerga no transplante a oportunidade de dar sequência aos seus projetos. “Aos 80 anos, eu ainda tenho muita energia e não passa pela minha cabeça parar de trabalhar. Passar pela diálise foi um desafio, mas receber esse presente me deu uma nova chance. A idade é só um número na identidade quando temos vontade de viver e continuar produzindo”, comemora o paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O gesto de amor veio da irmã mais nova, a médica pediatra Beth Casimiro, que mora em Cambé (PR). Para ela, a cirurgia representou uma retribuição de vida, coroada pela coincidência da data. “O Chico sempre foi o alicerce da família. Sempre tive a impressão de que eu devia um presente a essa altura para ele, só não esperava que fosse no dia do aniversário dele. Se eu podia, por que não fazer? Foi o presente mais inusitado que eu poderia dar. É a oportunidade de oferecer uma vida nova a ele, para que continue sendo essa pessoa ativa e presente na nossa família”, emociona-se a doadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Simeão, que construiu uma trajetória marcada por influência e liderança, o transplante representa mais um capítulo voltado a projetos de legado e de impacto. Seu caso serve de estímulo para outros pacientes, mostrando que a idade, por si só, não é um impeditivo para a saúde e a renovação.</p>
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		<title>Pressão alta avança no Brasil entre adultos jovens. Metade dos hipertensos ainda desconhece diagnóstico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[portalmedicinaesaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 09:14:44 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Cardiologia da Rede Mater Dei]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Doença silenciosa já atinge quase um em cada três brasileiros e está associada ao aumento de infartos, AVCs, insuficiência renal e casos de demência vascular. Foto: Divulgação&#8211;Mater Dei A hipertensão arterial continua avançando de forma silenciosa no Brasil e já atinge quase um terço da população adulta. Dados do Vigitel 2025, em levantamento anual do &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Doença silenciosa já atinge quase um em cada três brasileiros e está associada ao aumento de infartos, AVCs, insuficiência renal e casos de demência vascular.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto: Divulgação</em></strong>&#8211;<em>Mater Dei </em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>hipertensão arterial</strong> continua avançando de forma silenciosa no Brasil e já atinge quase um terço da população adulta. <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2026/janeiro/diabetes-cresce-135-no-brasil-em-18-anos-hipertensao-e-obesidade-tambem-avancam-saude-lanca-viva-mais-brasil-com-r-340-mi-para-a-promocao-da-saude">Dados do Vigitel 2025</a>, em levantamento anual do Ministério da Saúde, mostram que a prevalência da doença passou de 22,6%, em 2006, para 29,7% em 2024 &#8211; crescimento de 31% em menos de duas décadas. O cenário se torna ainda mais preocupante diante da estimativa de que cerca de <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-05/dia-mundial-da-hipertensao-condicao-atinge-30-dos-adultos-no-brasil">metade dos hipertensos</a> não saiba que convive com a condição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerada um dos principais fatores de risco para infarto, AVC, insuficiência cardíaca, insuficiência renal e até demência vascular, a hipertensão costuma evoluir sem sintomas aparentes durante anos. Em muitos casos, o diagnóstico só acontece após uma complicação grave.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a <strong>cardiologista Patrícia Tavares</strong>, coordenadora do <strong>Serviço de Cardiologia da Rede Mater Dei de Saúde</strong>, “a hipertensão é uma doença silenciosa porque, em até 85% dos casos, não causa sintomas, mesmo quando a pressão está muito elevada. Muitas pessoas convivem com a condição sem saber e só descobrem após um infarto, um AVC ou alguma complicação cardiovascular importante”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto do diagnóstico tardio foi reforçado por um estudo publicado no ano passado no periódico científico <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2836402">JAMA Network Open</a>. A pesquisa mostrou que pacientes diagnosticados com hipertensão mais de um ano após apresentarem medições elevadas consecutivas tiveram risco aproximadamente 29% maior de desenvolver eventos cardiovasculares graves, como infarto, insuficiência cardíaca e AVC isquêmico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço da hipertensão acompanha outra mudança importante no perfil de saúde da população brasileira. Segundo o próprio Vigitel, no mesmo período em que a pressão alta cresceu 31%, os casos de obesidade aumentaram 118% e os diagnósticos de diabetes avançaram 135%. Atualmente, 62,6% dos adultos brasileiros estão acima do peso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a Dra. Patrícia Tavares, essas doenças passaram a caminhar juntas e refletem mudanças importantes no estilo de vida da população. “Hipertensão, obesidade, diabetes, sedentarismo e alterações do sono formam um conjunto de fatores que aumentam significativamente o risco cardiovascular. O excesso de alimentos ultraprocessados, o consumo elevado de sódio, a falta de atividade física e o estresse crônico ajudam a explicar esse crescimento”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais fatores de risco modificáveis para hipertensão estão o consumo excessivo de sal, a baixa ingestão de frutas e vegetais, o sedentarismo, a obesidade, a resistência à insulina, o consumo frequente de álcool e os distúrbios do sono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A preocupação em torno da doença levou a Sociedade Brasileira de Cardiologia, em conjunto com as sociedades brasileiras de Hipertensão e Nefrologia, a atualizar, em 2025, os parâmetros nacionais para diagnóstico e acompanhamento da pressão arterial. Com a publicação da <a href="https://www.scielo.br/j/abc/a/BXT7Vk4B9VKQnJFsJhgJ4Hn/?lang=pt"><strong>9ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arteria</strong>l</a>, a pressão de 120/80 mmHg, antes considerada normal, passou a ser classificada como pressão elevada ou pré-hipertensão. Pela nova recomendação, apenas valores abaixo disso são considerados ideais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a especialista da Rede Mater Dei de Saúde, a mudança busca ampliar o rastreamento precoce e reduzir complicações futuras. “O objetivo é identificar pacientes em risco antes que eles desenvolvam lesões cardiovasculares importantes. Quanto mais cedo houver diagnóstico e controle da pressão, menores são as chances de complicações graves”, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a hipertensão seja silenciosa na maior parte do tempo, alguns sintomas podem indicar emergência médica e exigem atendimento imediato, como dor de cabeça intensa, falta de ar, dor no peito, visão embaçada, sangramento nasal, confusão mental e fraqueza ou dormência em um dos lados do corpo. Pressão arterial igual ou superior a 180/110 mmHg é considerada situação de emergência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recomendação é que adultos acima de 20 anos façam a aferição da pressão arterial ao menos a cada dois anos. A partir dos 40 anos &#8211; ou antes, em pessoas com fatores de risco &#8211; o acompanhamento deve ser anual.</p>
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		<title>Hantavírus, uma nova pandemia?</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2026 09:09:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Dra. Paula Pinhão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160;Dra. Paula Pinhão: “É natural que as pessoas associem qualquer notícia envolvendo vírus ao cenário vivido durante a pandemia de Covid-19. Mas é importante entender que o hantavírus possui características muito diferentes e, até o momento, não apresenta potencial pandêmico semelhante” &#160;Foto: Divulgação Após a repercussão internacional envolvendo mortes e casos suspeitos de hantavírus em &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>&nbsp;Dra. Paula Pinhão: “É natural que as pessoas associem qualquer notícia envolvendo vírus ao cenário vivido durante a pandemia de Covid-19. Mas é importante entender que o hantavírus possui características muito diferentes e, até o momento, não apresenta potencial pandêmico semelhante”</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>&nbsp;Foto: Divulgação</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a repercussão internacional envolvendo mortes e casos suspeitos de <strong>hantavírus em um navio de cruzeiro</strong>, investigado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), uma pergunta começou a circular nas redes sociais e nos mecanismos de busca: afinal, o hantavírus pode se transformar em uma nova pandemia? O alerta ganhou força após autoridades sanitárias investigarem uma possível transmissão entre humanos em passageiros e tripulantes da embarcação, hipótese considerada rara pelos especialistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante do aumento das dúvidas e do receio da população, a infectologista Dra. Paula Pinhão, em Bauru/SP, diretora do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, esclarece o que é fato e o que é desinformação quando o assunto é hantavírus, doença viral potencialmente grave, mas ainda pouco conhecida pelos brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme ela explica, “é natural que as pessoas associem qualquer notícia envolvendo vírus ao cenário vivido durante a pandemia de Covid-19. Mas é importante entender que o hantavírus possui características muito diferentes e, até o momento, não apresenta potencial pandêmico semelhante”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a médica, a principal forma de transmissão continua sendo o contato indireto com secreções, urina e fezes de roedores infectados, especialmente em ambientes fechados ou mal ventilados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Hantavírus pode virar uma pandemia?</strong> &#8211; De acordo com a Dra. Paula, a resposta mais provável hoje é não. “A maioria das variantes do hantavírus não apresenta transmissão sustentada entre pessoas. Existem registros raros de transmissão interpessoal associados ao hantavírus dos Andes, identificado na América do Sul, mas são situações muito específicas e monitoradas pelas autoridades sanitárias”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A infectologista destaca que o cenário atual não deve gerar pânico, mas reforça a importância da informação correta e da vigilância epidemiológica. “O<em> fato de um vírus não ter potencial pandêmico elevado não significa que ele não mereça atenção. O hantavírus pode causar quadros graves e tem alta taxa de mortalidade quando o diagnóstico é tardio</em>”, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mitos e verdades sobre o hantavírus</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O hantavírus passa facilmente de pessoa para pessoa</strong>. MITO = A transmissão entre humanos é extremamente rara e não acontece na maioria das variantes conhecidas do vírus.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A doença pode ser grave.</strong> VERDADE = A hantavirose pode evoluir rapidamente para uma síndrome cardiopulmonar grave, com insuficiência respiratória e risco de morte.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os sintomas podem parecer uma gripe comum.</strong> VERDADE = Febre, dores musculares, fadiga, dor abdominal e mal-estar costumam</p>



<p class="wp-block-paragraph">aparecer nos primeiros dias, o que pode dificultar o diagnóstico inicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Qualquer contato com rato transmite hantavírus</strong>. MITO = O principal risco está na inalação de partículas contaminadas presentes em fezes, urina ou saliva de roedores infectados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Limpar ambientes fechados sem proteção pode aumentar o risco</strong>. VERDADE = Ao varrer locais contaminados, partículas virais podem ficar suspensas no ar. O ideal é ventilar o ambiente, utilizar máscara e fazer a desinfecção correta antes da limpeza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recomendação é procurar avaliação médica diante de sintomas respiratórios ou gripais após exposição recente a locais com presença de roedores, especialmente em áreas rurais, depósitos, galpões, trilhas, acampamentos ou imóveis fechados há muito tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que gerar medo, enfatiza a médica,“esse momento deve servir para ampliar a conscientização sobre prevenção, diagnóstico precoce e combate à desinformação”.</p>
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		<title>Pesquisa da cientista Tatiana Sampaio é esperança para pacientes com lesões na medula óssea</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 09:52:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Cientista Tatiana Sampaio]]></category>
		<category><![CDATA[esperança paciente lesão na medula]]></category>
		<category><![CDATA[Laboratório de Matrziz Extracelular da UFRJ]]></category>
		<category><![CDATA[lesões na medula óssea]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cientista Tatiana Sampaio, da UFRJ: quase três décadas de estudos Foto: Divulgação UFRJ Uma importante notícia para a saúde de pacientes com lesões na medula óssea tem sido destaque no noticiário brasileiro e em diversos outros países, o que é muito merecido, pois a cientista Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>A cientista Tatiana Sampaio, da UFRJ: quase três décadas de estudos</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto: Divulgação UFRJ</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma importante notícia para a saúde de pacientes com <strong>lesões na medula</strong> <strong>óssea</strong> tem sido destaque no noticiário brasileiro e em diversos outros países, o que é muito merecido, pois a cientista Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), descobriu uma possível saída para esses pacientes, através da <strong>polilaminina</strong>, molécula capaz de desenvolver movimentos humanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;polilaminina&nbsp;é uma substância desenvolvida a partir da&nbsp;laminina, proteína que já existe no corpo humano e é&nbsp;encontrada em grande quantidade na placenta.&nbsp;Ela é importante para a formação dos tecidos e para o crescimento das células, principalmente durante o desenvolvimento do bebê na gestação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No sistema nervoso,&nbsp;a laminina ajuda no crescimento dos axônios, que são partes dos neurônios responsáveis por transmitir os impulsos nervosos. Quando ocorre uma<a href="https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/biologia/coluna-vertebral" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;lesão na medula</a>, esses axônios podem ser danificados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A polilaminina é preparada para atuar como um suporte no local da lesão. Ela forma uma espécie de estrutura que ajuda as&nbsp;<a href="https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/biologia/celulas-nervosas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">células nervosas</a>&nbsp;a se reorganizarem. Em estudos, ela se mostrou com potencial para auxiliar na regeneração dos axônios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para produzi-la,&nbsp;a laminina é extraída de placentas doadas após o parto. Ela passa por um processo de purificação e é preparada no momento da aplicação cirúrgica. O objetivo é criar um ambiente favorável para a&nbsp;recuperação do tecido nervoso lesionado. (Fonte Educa Brasil)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A substância já foi testada em humano, com ótimo resultado, como é o caso do bancário Bruno Drummond de Freitas, de 32 anos. Em 2018, ele sofreu um acidente de carro que resultou em uma lesão cervical completa, perdendo a função motora e sensorial abaixo do nível da lesão.<br><br>Ele se submeteu ao tratamento experimental e duas semanas depois de receber a polilaminina, conseguiu realizar movimento voluntário com o dedo polegar do pé direito. Com muita fisioterapia, ele recuperou a capacidade de andar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Agência Brasil, a Anvisa autorizou o início de um estudo clínico de fase 1 em humanos para a primeira avaliação oficial da segurança de um tratamento inovador para lesões na medula espinhal, desenvolvido pelo Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular, coordenado pela professora Tatiana Sampaio, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB/UFRJ). O estudo foi priorizado pela Anvisa por se tratar de uma pesquisa de interesse público, considerando seu impacto social e relevância para a saúde, e durou quase três décadas de estudo intenso da pesquisadora e sua equipe.<br><br>Nessa fase, a prioridade do estudo é monitorar e avaliar sistematicamente todos os eventos adversos, inclusive os não graves, garantindo a segurança dos participantes. Essa fase será realizada com cinco voluntários. Os critérios para participação são: terem idade entre 18 e 72 anos;<br>sofrido lesões agudas completas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10, ocorridas há menos de 72 horas; e terem indicação cirúrgica.<br><br>Para que a aprovação do tratamento avance, ainda serão necessárias as aprovações das fases 2 e 3, que avaliam a eficácia do medicamento e confirmam os resultados em um número maior de participantes.</p>
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		<title>Aumento de câncer de mama em mulheres jovens reforça a necessidade de maior atenção clínica</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 09:43:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Aumento câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama em jovens]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgião oncológico Juliano Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[influenciadora digital Bruna Furlan]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A incidência em jovens exige atenção diferenciada pela maior agressividade média dos tumores e pelo potencial de diagnóstico em estágios mais avançados. Foto: crédito- Freepik Embora a maior incidência do câncer de mama ocorra após os 50 anos, uma parcela significativa dos diagnósticos atinge mulheres consideradas jovens do ponto de vista oncológico (abaixo dos 30, &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>A incidência em jovens exige atenção diferenciada pela maior agressividade média dos tumores e pelo potencial de diagnóstico em estágios mais avançados.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto: crédito- Freepik</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a maior incidência do <strong>câncer de mama</strong> ocorra após os 50 anos, uma parcela significativa dos diagnósticos atinge mulheres consideradas <strong>jovens do ponto de vista oncológico (abaixo dos 30, 40 e 50 anos</strong>). Nesses grupos etários, a doença tende a apresentar características biológicas mais agressivas, impacto ampliado sobre a vida reprodutiva e profissional e maior complexidade terapêutica. Dados globais da IARC/OMS e o debate reacendido por um anúncio tornado público, recentemente, por Bruna Furlan (neta do apresentador Carlos Alberto de Nóbrega), reforçam a necessidade de atenção clínica, informação qualificada e políticas de saúde sensíveis à idade</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico de câncer de mama em mulheres com menos de 30 anos ainda é raro quando observado sob a ótica epidemiológica global. No entanto, quando ocorre, costuma estar associado a tumores biologicamente mais agressivos, com maior taxa de proliferação celular e maior probabilidade de subtipos menos responsivos às terapias hormonais. Esse padrão, embora menos frequente em números absolutos, impõe desafios clínicos relevantes e exige abordagem especializada desde o início do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados do Globocan 2022, o levantamento mais recente da Agência Internacional para Pesquisa do Câncer, vinculada à Organização Mundial da Saúde, ajudam a dimensionar esse cenário. Em todo o mundo, foram registrados 40.919 casos de câncer de mama em mulheres de zero a 29 anos. O número cresce de forma expressiva nas faixas etárias seguintes, alcançando 246.060 diagnósticos entre mulheres de zero a 39 anos e 668.650 casos até os 49 anos. Considerando todas as idades, o total chega a 2.296.840 novos casos em 2022, consolidando o câncer de mama como o tipo mais incidente entre mulheres em escala global, excluídos os tumores de pele não melanoma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na oncologia, mulheres diagnosticadas antes dos 40 e mesmo antes dos 50 anos também são frequentemente classificadas como mulheres jovens, não apenas pela idade cronológica, mas pelos impactos específicos da doença nessa fase da vida. Questões relacionadas à fertilidade, maternidade, carreira profissional, imagem corporal e saúde mental tornam o cuidado mais complexo. Ainda assim, é fundamental destacar que a maior incidência do câncer de mama permanece concentrada após os 50 anos, especialmente no período pós-menopausa. As faixas etárias mais jovens representam uma proporção menor do total de casos, mas exigem atenção diferenciada pela maior agressividade média dos tumores e pelo potencial de diagnóstico em estágios mais avançados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o câncer de mama é responsável por cerca de três em cada dez casos de câncer entre mulheres e permanece como a neoplasia feminina mais incidente em mais de 157 países. Informações do Ministério da Saúde indicam que 22,6% dos diagnósticos ocorrem em mulheres entre 40 e 49 anos, grupo que passou a integrar o rastreamento sistemático na rede pública. Como demonstrado no Globocan 2022, cerca de 30% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama têm menos de 50 anos, proporção que vem crescendo de forma contínua, sobretudo em países de renda média e baixa, onde o acesso ao rastreamento é mais limitado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diagnóstico de câncer de mama aos 24 anos&nbsp; &#8211; Esse contexto ganhou nova visibilidade com o anúncio tornado público pela influenciadora digital Bruna Furlan, recentemente, que reacendeu o debate sobre câncer de mama em mulheres jovens e a necessidade de ampliar a informação qualificada. Entre os subtipos tumorais mais associados a mulheres jovens está o câncer de mama triplo negativo (que não possui receptores de estrogênio e progesterona e também é negativo para a proteína HER2).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa característica biológica limita o uso de terapias-alvo e hormonioterapia, tornando a quimioterapia a principal estratégia sistêmica inicial. “Por não responder ao tratamento hormonal, o tratamento inicial costuma ser a quimioterapia, muitas vezes associada à imunoterapia, seguida da cirurgia para retirada do tumor”, explica Viviane Rezende de Oliveira, vice-presidente da SBCO.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista clínico, os tumores triplo negativos costumam gerar maior apreensão entre as pacientes, justamente por sua agressividade potencial. O cirurgião oncológico Juliano Cunha, diretor de Comunicação da SBCO e presidente do Congresso Brasileiro de Câncer na Mulher, a ser realizado em agosto em Belo Horizonte, contextualiza esse impacto. Os tumores triplo negativos têm uma característica de agressividade maior do que os tumores hormonais, os chamados subtipos luminais. Por isso, acabam causando mais medo. Em sua maioria, esses tumores são tratados com quimioterapia antes da cirurgia, o que chamamos de quimioterapia neoadjuvante. A adoção da quimioterapia antes do procedimento cirúrgico não elimina a necessidade da cirurgia, mas oferece vantagens importantes no planejamento do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o cirurgião oncológico e mastologista Juliano Cunha, diretor de Comunicação da SBCO, essa estratégia permite avaliar a resposta tumoral ao tratamento sistêmico e, em alguns casos, possibilita cirurgias mais conservadoras. “A princípio, a estratégia cirúrgica não muda, mas o tratamento pré-operatório pode aumentar a chance de evitarmos uma mastectomia. Hoje, para tumores acima de um centímetro, a indicação é iniciar pela quimioterapia e depois realizar a cirurgia. Essa é a principal orientação nesses casos”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto central no cuidado das mulheres jovens com câncer de mama é o risco de recidiva. Tumores triplo negativos apresentam taxas mais elevadas de recorrência nos primeiros anos após o tratamento, especialmente quando não há resposta patológica completa à quimioterapia. Dados de centros internacionais de referência, como o MD Anderson Cancer Center, indicam que pacientes que permanecem livres da doença após cinco anos têm risco residual baixo, em torno de 2% a 3%, independentemente do estágio inicial. Ainda assim, o acompanhamento rigoroso nos primeiros anos é considerado fundamental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O risco de recidiva é mais acentuado especialmente nos dois primeiros anos”, complementa Viviane Rezende de Oliveira. A recorrência pode ocorrer na mama operada, em linfonodos regionais ou em órgãos distantes, como pulmão, fígado, ossos e cérebro. Por isso, o seguimento clínico estruturado e a atuação de equipes multidisciplinares são determinantes para a detecção precoce de eventuais recaídas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de não ser possível prevenir todos os casos de câncer de mama, especialmente aqueles associados a maior predisposição hereditária, há evidências de que hábitos de vida saudáveis contribuem para a redução do risco. Manter peso corporal adequado, praticar atividade física regularmente, evitar o tabagismo, limitar o consumo de bebidas alcoólicas e realizar acompanhamento médico periódico são medidas amplamente recomendadas. A atenção a sinais clínicos também é decisiva, independentemente da idade. Nódulos mamários, alterações na pele da mama, mudanças no mamilo, secreções anormais ou caroços nas axilas devem sempre motivar investigação médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Congresso Brasileiro de Câncer na Mulher – V Congresso de Oncoginecologia – III Congresso de Neoplasias das Mamas, evento multidisciplinar organizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), reunirá especialistas nacionais e internacionais para debater temas atuais e avanços no cuidado oncológico feminino, incluindo o câncer</p>
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		<title>Quedas entre idosos disparam e reforçam importância de adaptação do ambiente</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 09:39:17 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[casa para idosos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Exercícios, avaliação médica e ajustes em casa reduzem o risco de fraturas e internações em pessoas acima de 60 anos Foto: crédito- Freepik Mais de 62 mil idosos foram internados após sofrerem quedas no Brasil, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde referentes ao primeiro quadrimestre de 2025. O sistema de saúde &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Exercícios, avaliação médica e ajustes em casa reduzem o risco de fraturas e internações em pessoas acima de 60 anos</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto: crédito- Freepik</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Mais de 62 mil <strong>idosos</strong> foram internados <strong>após sofrerem quedas no Brasil</strong>,</em> segundo os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde referentes ao primeiro quadrimestre de 2025. O sistema de saúde brasileiro registrou, ainda, 67 mil atendimentos ambulatoriais no período, sem a necessidade de hospitalização. Somente em 2024, o país contabilizou mais de 344 mil atendimentos ou hospitalizações. Desse total, 13.385 <strong>idosos morreram em decorrência dos ferimentos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados recentes de uma empresa de tele assistência mostram que o número de quedas entre idosos aumentou 11% em 2025, quando comparado ao mesmo período de 2024. As quedas se tornaram, pela primeira vez, o principal motivo de acionamento de emergência, representando 22% do total de ocorrências registradas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialistas em ortopedia alertam que a expectativa é de aumento nos casos de lesões ortopédicas em pessoas acima de 60 anos, acompanhando o crescimento da longevidade. A projeção foi apresentada em setembro durante o congresso internacional Orto in Rio, organizado pela Rede D’Or, que reuniu <a href="https://www.rededorsaoluiz.com.br/encontre-um-medico/ortopedista/em/rj">ortopedistas na cidade do Rio de Janeiro</a> ao lado de centenas de colegas pesquisadores e estudantes de todo o país. Dados internacionais indicam que devem ocorrer entre 7 milhões e 21 milhões de fraturas de fêmur anualmente no mundo até 2050, segundo informações levantadas no evento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Impacto econômico</strong> &#8211; Um estudo publicado na revista Ciência &amp; Saúde Coletiva analisou a tendência temporal de quedas em idosos entre 2000 e 2020 e estimou o impacto econômico para 2025. Os pesquisadores projetam que as internações por quedas no Brasil estarão próximas a 150 mil neste ano, gerando custos em torno de R$ 260 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise identificou aumento significativo das internações nos dois períodos estudados, de 2000 a 2008 e de 2008 a 2020. O valor médio das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH) aprovadas apresentou crescimento de 4,4% ao ano entre 2000 e 2020. O número de óbitos por quedas também subiu no período, com variação anual de 6,4%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) aponta que 90% das fraturas do fêmur são causadas pela queda da própria altura – ou seja, não é preciso cair de uma escada ou sofrer um acidente grave; basta um tropeço ou desequilíbrio.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um em cada quatro idosos que vivem em cidades já sofreu queda</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), coordenado pela Fiocruz e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), encontrou prevalência de 25% de quedas na população idosa residente em áreas urbanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Ministério da Saúde, entre idosos com 80 anos ou mais, 40% sofrem quedas todos os anos. Os que moram em instituições de longa permanência, asilos ou casas de repouso, a estimativa é que 50% podem cair.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ex-presidente da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico (SBTO), Tito Rocha, afirmou no Orto in Rio que 48% dos idosos caem uma vez a cada dois anos. Segundo ele, 70% das mortes acidentais em pessoas acima de 75 anos são causadas por quedas, o que representam a segunda maior causa de óbito por acidente entre aqueles com 80 anos ou mais, conforme informações do governo federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso a fratura tenha sido do fêmur, o risco aumenta consideravelmente. De acordo com o INTO, aproximadamente 20% dos pacientes idosos morrem dentro de um ano após quebrar o fêmur. A mortalidade em 30 dias após a fratura chega a 10%, segundo dados apresentados no congresso. A <a href="https://www.rededorsaoluiz.com.br/especialidades/cirurgia">lista de espera para cirurgia</a> pode influenciar esses índices de mortalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O óbito costuma ocorrer por causa do agravamento de problemas preexistentes do coração, pulmão e rins. Uma das razões, segundo médicos ortopedistas, é que as fraturas na coxa são lesões em que o osso demora a se consolidar, afetando tanto a vida do paciente quanto o dia a dia das famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ELSI-Brasil identificou que 1,8% das quedas resultaram em fratura de quadril ou fêmur. Entre essas fraturas, 31,8% necessitaram de cirurgia com colocação de prótese, conforme dados do Ministério da Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sequelas psicológicas</strong> &#8211; A médica Nubia Queiroz, de São Paulo/SP, especialista em gerontologia, explica que as quedas representam um risco muito mais grave para pessoas idosas em razão da maior fragilidade óssea, com maior propensão a fraturas, como as de quadril, e ao tempo de recuperação mais longo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes, o problema pode comprometer de forma definitiva a mobilidade, a independência e a qualidade de vida. Além dos efeitos físicos, muitos idosos ficam com medo de cair novamente após um episódio, o que acaba resultando na redução das atividades físicas e sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exercício e adaptação da casa são essenciais &#8211; O Ministério da Saúde identificou fatores multidimensionais associados às quedas: sexo feminino, faixa etária igual ou superior a 75 anos, medo de cair devido a defeitos nos passeios, medo de atravessar a rua, artrite ou reumatismo, diabetes e depressão. As recomendações oficiais incluem avaliação multidimensional de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) lista intervenções com eficácia comprovada nas diretrizes oficiais: exercício físico orientado para força muscular e equilíbrio, otimização medicamentosa (especialmente psicoativos), correção de fatores de risco ambientais por profissional especializado, prática de Tai Chi Chuan e intervenções multifatoriais. Estas últimas combinam exercícios, correção visual, tratamento de hipotensão ortostática e revisão de medicamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialistas ressaltam a importância de adaptar o ambiente doméstico conforme a idade vai aumentando. Entre as medidas estão retirar tapetes soltos, instalar barras de apoio em banheiros, melhorar a iluminação e eliminar obstáculos nos caminhos. Alertam ainda para a necessidade de acompanhamento médico e cuidado redobrado com medicamentos que podem causar tonturas.</p>
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		<title>Escolhas diárias podem prevenir até 50% dos casos de câncer</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2026 09:34:29 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[alimentação e câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Código Caribenho contra o câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Dra. Maira Caleffi]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital Moinhos do Vento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Exame de imagem realizado no Hospital Moinhos do Vento Foto: crédito-Divulgação Exposição prolongada ao sol, alimentação ultraprocessada e a frequência (ou a ausência) de atividades físicas são escolhas corriqueiras do cotidiano que têm impacto direto na prevenção de doenças graves. O Código Latino-Americano e Caribenho contra o Câncer reúne 17 recomendações baseadas em evidências científicas &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Exame de imagem realizado no Hospital Moinhos do Vento</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto: crédito-Divulgação</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exposição prolongada ao sol, alimentação ultraprocessada e a frequência</strong> (<strong>ou a ausência) de atividades físicas</strong> são escolhas corriqueiras do cotidiano que têm impacto direto na prevenção de doenças graves. O <strong>Código Latino-Americano e Caribenho contra o Câncer</strong> reúne 17 recomendações baseadas em evidências científicas que podem reduzir significativamente os riscos de câncer e outras doenças crônicas não transmissíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento é resultado de um extenso trabalho de pesquisa que reuniu especialistas e representantes da sociedade civil da América Latina e do Caribe, convocados pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), e pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Entre os especialistas convidados está  a Dra. Maira Caleffi, médica mastologista e chefe do Núcleo Mama do Hospital Moinhos de Vento/Porto Alegre/RS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;As recomendações incluem abandono do tabaco e redução do consumo de álcool, manutenção de peso saudável, alimentação baseada em vegetais, frutas e grãos integrais, prática regular de atividade física, vacinação contra HPV e Hepatite B, proteção contra exposição solar e poluição, aleitamento materno e participação em programas de rastreamento para detecção precoce de cânceres de mama, colo do útero e colorretal. Estudos demonstram que cerca de um terço dos casos de câncer poderiam ser prevenidos com o controle de fatores de risco modificáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS, 30% a 50% dos casos de câncer mais comuns poderiam ser evitados com a adoção de mudanças simples nos hábitos diários.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Revolução que começa em casa</strong> &#8211;&nbsp;Este é o primeiro documento mundial planejado especificamente para as particularidades das comunidades latinas e caribenhas, mostrando como a adoção consciente de novos hábitos pode ser a revolução que começa em casa e ecoa em toda a comunidade. “A importância deste guia reside na sua capacidade de combater não apenas o câncer, mas um conjunto de doenças não comunicáveis &#8211; DCNTs, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, que compartilham os mesmos fatores de risco. A prevenção reduz significativamente as possibilidades de incidência de câncer e o Código é um compilado valioso&#8221;, destaca a médica, que também é fundadora do FEMAMA e preside o Conselho Administrativo do Instituto de Governança e Controle do Câncer (IGCC).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O guia propõe que os países estabeleçam metas intermediárias para alcançar a implementação gradual das recomendações que requerem infraestrutura não disponível no momento da publicação do código. O material está disponível nos idiomas português, espanhol e inglês, acompanhado de programas de treinamento para profissionais da saúde da atenção primária, visando capilarizar estas diretrizes em toda América Latina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O objetivo central é que o óbvio seja dito e praticado: cuidar da saúde de forma integral, gerenciando o estresse e modificando hábitos, é a solução mais eficaz para conter o avanço das doenças crônicas na América Latina”, enfatiza a Dra. Maira Caleffi.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>FDA retira tarja preta de medicamento para reposição hormonal</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 09:56:26 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[FDA tira tarja preta meidcamento p reposição hormonal]]></category>
		<category><![CDATA[ginecologista Walter Pace]]></category>
		<category><![CDATA[menopausa]]></category>
		<category><![CDATA[reposição hormonal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dr. Walter Pace: “a nova realidade representa um marco na história da Ginecologia e de um novo momento para a saúde da mulher”. Um novo paradigma na área médica, da maior importância para a saúde da mulher, foi a recente notícia da FDA- Food and Drug Admistration de quenão exigirá mais avisos nos tratamentos de &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Dr. Walter Pace: “a nova realidade representa um marco na história da Ginecologia e de um novo momento para a saúde da mulher”.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um novo paradigma na área</strong> <strong>médica</strong>, da maior importância para a <strong>saúde da mulher</strong>, foi a recente notícia da <em>FDA- Food and Drug Admistration de </em>quenão exigirá mais avisos nos tratamentos de reposição hormonal, nos medicamentos destinados a sintomas da <strong>menopausa</strong>, fase da vida feminina cada vez mais em debate no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova análise da FDA indicou que o risco para doença é minimizado quando a terapia hormonal é utilizada de forma adequada, como no caso da menopausa, e está pedindo que os fabricantes removam o aviso de tarja preta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o <strong>ginecologista Walter Pace</strong>, defensor da reposição hormonal, “a nova realidade representa um marco na história da Ginecologia e de um novo momento para a saúde da mulher”. O Dr. Walter Pace é titular da Academia Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (ABGO) e Professor Doutor da Pó -Graduação de Ginecologia da Faculdade ciências Médicas de Minas Gerais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Há dezenas de anos, Pace vem fazendo a defesa da terapia de reposição hormonal na menopausa, desde que utilizada adequadamente para cada paciente. Ao logo dos últimos anos, ele tem destacado o tema em conferências, mesas-redondas e entrevista na mídia. Segundo ele, “este é um momento muito importante da medicina e será lembrado por gerações futuras”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Menopausa&nbsp;</strong>&#8211; Conforme explica, a menopausa é uma fase natural que marca o fim definitivo dos ciclos menstruais e da capacidade reprodutiva da mulher. Geralmente ocorre entre os 45 e 55 anos, mas pode variar para mais cedo ou mais tarde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é um período bastante difícil para muitas mulheres, que ficam deprimidas exatamente porque os sintomas da menopausa afetam drasticamente o seu dia a dia, sendo primordial trabalhar o seu bem-estar mental e emocional, que merece especial atenção por parte da paciente e seu parceiro ou parceira”, observa o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sintomas da menopausa afetam significativamente a vida de muitas mulheres. Entre eles, o Dr. Walter Pace cita suores noturnos, secura vaginal, alterações de humor, insônia, redução da libido, dores articulares e musculares e alterações cognitivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o ginecologista, além desses sintomas, a menopausa também pode aumentar o risco de determinadas condições de saúde.&nbsp;Por exemplo, a redução dos níveis de estrogênio está associada a um maior risco de osteoporose, doenças cardiovasculares e alterações no metabolismo lipídico. “Por isso, é importante cuidar da saúde como um todo, durante este período e adotar medidas preventivas adequadas”, alerta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Reposição Hormonal</strong> &#8211; Dentro desse contexto, é cada vez mais comum a busca pelo tratamento com reposição hormonal com o objetivo de eliminar todos esses transtornos causados pelos sintomas da menopausa. Segundo Pace, o Implante hormonal é uma via de administração de hormônios de forma subcutânea. Pelo fato da medicação não passar pelo fígado e pelo estômago, esse procedimento traz uma série de vantagens, principalmente, evita efeitos colaterais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele é inserido na pele, através de um tubinho de 4cm a 5cm, contendo substâncias que caem na corrente sanguínea, e, de maneira controlada, passam a regular a quantidade de hormônios no organismo feminino. É comum a utilização desses hormônios para bloquear a evolução e tratar desequilíbrios, assim como em casos de doenças hormônio dependentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tratamentos individualizados</strong> – Com relação aos tratamentos individualizados, o Dr. Pace, que está à frente da Sociedade Brasileira de Medicina Personalizada, explica que são usadas substâncias e doses específicas para cada paciente. “Esse é um aspecto muito importante que levamos em consideração, porque, evidentemente, cada caso é um caso”, Os tratamentos individualizados, afirma, “podem minimizar o surgimento de efeitos colaterais, como sangramento uterino anormal, transtornos da pele e do couro cabeludo, irritabilidade e inchaço, entre outros”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Partindo do princípio que o hormônio em si não faz mal, mas, sim, o seu excesso ou a sua carência, a partir de uma medicação ou esquema hormonal que seja equilibrado, esses efeitos colaterais tendem a reduzir. Os tratamentos hormonais, na maioria das vezes, têm como propósito tratar uma determinada carência, ou algumas vezes, tratar o excesso. O que de fato faz mal é o desequilíbrio, pontua Pace, acrescentando ainda que, “por meio de um tratamento individualizado, é possível montar um esquema equilibrado, eliminando os efeitos colaterais”.</p>
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		<title>Infância sob ameaça climática: 8 em cada 10 brasileiros temem efeitos da crise do clima nas crianças</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2025 09:41:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[efeito clima em crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação Marua Cecilia Vidigal]]></category>
		<category><![CDATA[infância sob ameaça climática]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana Luz]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisa da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, divulgada às vésperas da COP 30 no Brasil, mostra que população considera que a emergência climática pode ameaçar o acesso à saúde, à segurança e aos recursos básicos &#160;Foto: Freepik No ano em que o Brasil sedia a COP30, maior encontro global sobre o clima, pesquisa inédita revela &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Pesquisa da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, divulgada às vésperas da COP 30 no Brasil, mostra que população considera que a emergência climática pode ameaçar o acesso à saúde, à segurança e aos recursos básicos</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em><br>&nbsp;Foto: Freepik</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No ano em que o Brasil sedia a COP30, maior encontro global sobre o clima, pesquisa inédita revela que mais de 80% da população está preocupada ou muito preocupada com os efeitos das mudanças climáticas em bebês e crianças de 0 a 6 anos. Os dados são do estudo <a href="https://biblioteca.fmcsv.org.br/biblioteca/panorama-da-primeira-infancia-o-impacto-da-crise-climatica/">“<strong>Panorama da Primeira Infância: o impacto da crise climátic</strong>a</a>”, encomendado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal ao Datafolha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ver que a população reconhece o risco que as crianças enfrentam já é uma vitória — significa que entendemos quem está na linha de frente da crise e que há urgência em agir. As crianças na primeira infância são as menos culpadas pela emergência climática e, ainda assim, é o público mais afetados. Essa injustiça exige que cada medida tomada considere a vulnerabilidade de quem depende da proteção dos adultos”, afirma Mariana Luz, CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Impactos </strong>&#8211; Ao serem questionados sobre como as mudanças climáticas podem impactar as crianças na primeira infância, os entrevistados destacam problemas de saúde como o principal risco: 7 em cada 10 (71%) acreditam que o clima afetará a saúde das crianças, destacando as doenças respiratórias; 39% preveem um maior risco de desastres (como enchentes, secas e queimadas) e 32% indicam a dificuldade em acessar água limpa e comida.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ciência confirma esse cenário. As crianças na primeira infância são biologicamente mais vulneráveis a eventos climáticos adversos. Dados recentes divulgados pelo Núcleo Ciência pela Infância (NCPI), em junho desse ano, revelam que <a href="https://ncpi.org.br/wp-content/uploads/2025/06/a-primeira-infancia-no-centro-do-enfrentamento-da-crise-climatica.pdf"><strong>crianças nascidas hoje enfrentarão, ao longo da vida, 6,8 vezes mais ondas de calor do que seus avó</strong>s</a>. Em 2024, a Sociedade Brasileira de Pediatria revelou que doenças ligadas à poluição do ar já provocam cerca de 465 mortes por dia de crianças menores de 5 anos.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Panorama da Primeira Infância mostra, ainda, que 15% acreditam que as mudanças climáticas estimularão maior consciência ambiental nas novas gerações e apenas 6% confiam que a sociedade encontrará soluções para reduzir os danos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Políticas públicas de mitigação</strong> &#8211; Para amenizar esses impactos, políticas climáticas devem considerar, de forma prioritária, a proteção dos direitos de bebês e crianças, com foco na equidade, em medidas preventivas e em respostas rápidas às suas necessidades específicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório “<strong><a href="https://ncpi.org.br/wp-content/uploads/2025/06/a-primeira-infancia-no-centro-do-enfrentamento-da-crise-climatica.pdf">A primeira infância no centro do enfrentamento da crise climática”</a></strong><strong>, pro</strong>duzido pelo NCPI, reúne um conjunto de recomendações que incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>fortalecer a atenção primária à saúde;</li>



<li>modernizar o saneamento básico;</li>



<li>promover a agroecologia e a agricultura familiar integrada a programas de transferência de renda;</li>



<li>criar espaços seguros para acolhimento infantil em situações de deslocamento;</li>



<li>reforçar o cuidado com a saúde mental infantil;</li>



<li>priorizar reassentamento digno para famílias afetadas;</li>



<li>instalar zonas climatizadas em creches e escolas — já que bairros densos podem ser até 5°C mais quentes e muitas escolas não têm áreas verdes;</li>



<li>capacitar educadores;</li>



<li>promover a escuta e participação das crianças nas ações de prevenção.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme destaca a Dra. Mariana Luz, “a proteção à criança, desde a primeira infância, precisa entrar na agenda climática. Já não podemos mais falar desses assuntos de forma separada. É urgente que as políticas públicas sejam construídas levando em consideração todos os impactos aos quais esse grupo está exposto. Não dá mais para esperar. É responsabilidade de todos garantir que bebês e crianças pequenas tenham prioridade absoluta — em saúde, educação e proteção — diante da crise que já atinge suas vidas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal - </strong>Em 2025, a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal completa 60 anos de história. Criada em 1965, a Fundação nasceu em memória de Maria Cecilia, filha do banqueiro Gastão Eduardo de Bueno Vidigal – vítima de leucemia aos 12 anos – com intuito de fomentar pesquisas no campo da hematologia. Em 2007, a instituição abraçou a causa da primeira infância com a certeza de que as experiências vividas no começo da vida são fundamentais para o desenvolvimento não só da criança, mas de toda a sociedade.      </p>
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		<title>Estudo traz esperança para pacientes com câncer de pâncreas não operável</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Oct 2025 09:39:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de pâcreas]]></category>
		<category><![CDATA[Oncologia D’Or]]></category>
		<category><![CDATA[oncologista Ana Carolina Nobre]]></category>
		<category><![CDATA[pâncreas]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade de Oncologia Clínica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tumor difícil de tratar ganha nova abordagem terapêutica &#160;Imagem: Divulgação O uso de campos elétricos sobre o câncer de pâncreas não operável, aliado à quimioterapia, aumentou a sobrevida global e livre de dor de pacientes com a doença. É o que mostra um estudo norte-americano de fase 3, publicado pela revista da Sociedade Americana de &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Tumor difícil de tratar ganha nova abordagem terapêutica</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>&nbsp;Imagem: Divulgação</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso de campos elétricos sobre o <strong>câncer de pâncreas não</strong> <strong>operáve</strong>l, aliado à quimioterapia, aumentou a sobrevida global e livre de dor de pacientes com a doença. É o que mostra um estudo norte-americano de fase 3, publicado pela <strong>revista da Sociedade Americana de Oncologia Clínica</strong> (Asco). Até hoje, a terapia que utiliza os campos elétricos para impedir a multiplicação de células tumorais se limitava ao tratamento de glioblastomas, um tipo de tumor cerebral. O trabalho trouxe esperança às pessoas com esta enfermidade difícil de tratar — apenas 13% dos pacientes sobrevivem cinco anos após o diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa envolveu 571 adultos com adenocarcinoma, o tumor de pâncreas que responde por 95% dos casos. Todos passaram por sessões de quimioterapia, mas apenas 50% receberam a aplicação de ondas elétricas. “Comparado a outros tumores, o câncer de pâncreas apresenta poucas opções de tratamento. Por isso, este estudo é muito bem-vindo, principalmente por sugerir uma alternativa sem efeito colateral, como o campo elétrico”, observa a oncologista Ana Carolina Nobre, da Oncologia D’Or, Rio de Janeiro/RJ.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ela, o diagnóstico do câncer de pâncreas é desafiador, porque os sintomas só aparecem numa fase avançada, quando surgem sinais como icterícia, fadiga, falta de apetite, perda de peso e dores no abdômen e nas costas. A descoberta tardia e o comportamento agressivo fazem do câncer de pâncreas uma enfermidade altamente letal. “Mesmo quando é diagnosticado em sua fase inicial, o tumor pode não ser ressecável, se tiver invadido vasos sanguíneos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo PANOVA, realizado em 20 países sob a coordenação da Clínica Mayo, acompanhou os pacientes por cinco anos. Passados 12 meses, 68% dos que fizeram a nova terapia estavam vivos, 8% acima do grupo de controle. A sobrevida livre de dor foi de 15 meses nos pacientes submetidos às ondas elétricas, bem superior aos nove meses registrados no outro grupo.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A doença &#8211; </strong>O câncer de pâncreas é o 14º tumor mais prevalente no País, sem considerar o câncer de pele não melanoma. Em 2025, deverão ser diagnosticados 10.980 casos da doença, responsável por 5% das mortes por todos os tipos de câncer no Brasil<sup>3</sup>. Só entre 2011 e 2020, a taxa de letalidade dessa neoplasia subiu 53,9%, passando de 7.726 para 11.893. Embora seja mais comum em homens, ela vem crescendo entre as mulheres, passando a figurar entre os 10 tipos de câncer mais comuns da população feminina das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fenômeno não ocorre apenas no Brasil. Um estudo estatístico publicado na revista da Associação Médica Americana projetou a incidência e a mortalidade por câncer nos Estados Unidos entre 2020 e 2040. A previsão é que, em 17 anos, o câncer de pâncreas será o segundo mais letal, ficando atrás apenas do câncer de pulmão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A doença tem origem multifatorial, sendo associada ao histórico familiar e fatores externos, como obesidade, tabagismo, diabetes e alcoolismo. É mais comum a partir dos 60 anos. De acordo com a União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), a incidência aumenta com o avanço da idade. Na faixa dos 40 a 50 anos, são registrados 10 casos a cada 100 mil habitantes. Entre 80 e 85 anos, essa proporção sobe para 116 casos a cada 100 mil pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As medidas preventivas incluem controlar o peso, praticar atividade física, ter uma dieta rica em frutas, verduras e carnes magras, não fumar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas e alimentos ultraprocessados. Não há exame de rastreio para detectar o câncer de pâncreas de maneira precoce.</p>
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