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	<title>Últimas Matérias Archives - Portal Medicina e Saúde</title>
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	<description>Portal Medicina e Saúde - Qualidade da informação em Medicina e Saúde</description>
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	<title>Últimas Matérias Archives - Portal Medicina e Saúde</title>
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		<title>Setembro Amarelo alerta para a saúde mental: estresse prolongado e sobrecarga podem repercutir em funções como a atenção e a memória</title>
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		<dc:creator><![CDATA[portalmedicinaesaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 11:35:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mente & Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Dra. Michelle Melgarejo da Rosa]]></category>
		<category><![CDATA[estresse e saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[funcionamento do cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[Setembro Amarelo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crédito-imagem: Magnific Saúde mental não se resume à presença ou à ausência de um diagnóstico. Antes mesmo de falar em transtornos, situações prolongadas de estresse e sobrecarga podem repercutir no funcionamento do cérebro e ser percebidas no cotidiano, inclusive em aspectos como atenção, memória e sono. Entender essas respostas é uma das contribuições da neurociência &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Crédito-imagem: Magnific</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Saúde mental</strong> não se resume à presença ou à ausência de um diagnóstico. Antes mesmo de falar em transtornos, situações prolongadas de estresse e sobrecarga podem repercutir no <strong>funcionamento do cérebro</strong> e ser percebidas no cotidiano, inclusive em aspectos como atenção, memória e sono. Entender essas respostas é uma das contribuições da <strong>neurociência</strong> para uma discussão que ganha ainda mais espaço durante o Setembro Amarelo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tema ganhou dimensão global a partir de 2019, quando dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontavam cerca de 970 milhões de pessoas vivendo com algum transtorno mental enquanto a ansiedade e a depressão tiveram crescimento expressivo no período da pandemia. Levantamentos internacionais também vêm colocando a saúde mental entre as principais preocupações de saúde da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, ansiedade, depressão e esgotamento têm impacto relevante na saúde e na vida profissional, reforçando uma discussão que vai além do diagnóstico e envolve as condições em que as pessoas vivem, trabalham e se relacionam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a neurocientista e pesquisadora <strong>Dra. Michelle Melgarejo da Rosa</strong>, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e autora do livro Anatomia da Recusa – Um Olhar Pessoal e Científico sobre a Anorexia Nervosa, falar sobre saúde mental é falar também sobre aquilo que acontece todos os dias, muitas vezes antes mesmo de percebermos que algo não vai bem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Às vezes pensamos em saúde mental como uma questão que só aparece quando existe um diagnóstico. Mas nosso cérebro está funcionando, se adaptando e respondendo ao ambiente o tempo inteiro. A maneira como dormimos, o estresse que acumulamos, as relações que estabelecemos, as escolhas que fazemos, a forma como lidamos com nosso corpo, com as cobranças e até com pequenas situações do cotidiano têm impacto sobre esse sistema”, explica Michelle.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa transformar cada dificuldade da vida em uma doença. Pelo contrário. Para a pesquisadora, compreender a relação entre cérebro, comportamento e ambiente também ajuda a olhar para a saúde mental de maneira mais ampla. Quanto mais se entende como o cérebro e o organismo respondem aos diferentes contextos, mais ferramentas existem para reconhecer fatores que influenciam o bem-estar e identificar aquilo que pode ser modificado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A neurociência tem investigado, por exemplo, como o estresse crônico se relaciona com circuitos envolvidos na memória, atenção, tomada de decisões e processamento das emoções. Essas interações ajudam a compreender por que, em períodos de grande sobrecarga, uma pessoa pode perceber maior dificuldade para se concentrar, ter esquecimentos, sofrer alterações no sono ou mudanças de humor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Vivemos em uma sociedade que muitas vezes transforma cansaço em falta de produtividade, tristeza em fraqueza e dificuldade de concentração em falta de disciplina. Mas somos organismos biológicos inseridos em contextos sociais. Não podemos exigir do cérebro um desempenho constante sem considerar as condições em que ele está funcionando”, pontua a pesquisadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse contexto também inclui uma rotina marcada por excesso de informações, notificações, cobranças e comparações. O cérebro precisa selecionar continuamente estímulos, manter a atenção, regular emoções e tomar decisões, enquanto encontra cada vez menos espaços de pausa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A gente cobra resiliência do cérebro, mas nem sempre se pergunta em que ambiente esse cérebro está tentando ser resiliente. Estamos inseridos em uma realidade de muito ruído, muita comparação e pouca pausa. Entender como esse contexto interfere nos processos de atenção, memória, sono, emoções e comportamento é também uma forma de entender por que, em determinados momentos, podemos nos sentir tão sobrecarregados”, acrescenta a neurologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, o cérebro não é estático. A neuroplasticidade permite que o sistema nervoso se modifique em resposta às experiências, aos aprendizados e aos ambientes aos quais somos expostos. Isso não significa que seja possível controlar tudo o que sentimos, mas mostra que o cérebro possui capacidade de adaptação e que mudanças de hábitos, experiências e contextos podem repercutir em seu funcionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, falar de saúde mental também envolve conexão, escuta e capacidade de reconhecer quando algo não vai bem. Verbalizar sentimentos, buscar ajuda e oferecer apoio são aspectos importantes do cuidado, especialmente em uma sociedade marcada por rotinas aceleradas e maior exposição a estímulos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nesse sentido, o Setembro Amarelo é um convite à reflexão, à escuta e ao amparo. Mas também pode ser um convite para aprendermos mais sobre nós mesmos. Quando compreendemos melhor como funcionamos, podemos reconhecer sinais, buscar ajuda, modificar contextos e construir novas alternativas diante das dificuldades. E essas mudanças podem repercutir não apenas na prevenção do sofrimento, mas também na nossa capacidade de estabelecer conexões, sustentar a atenção, aprender, formar memórias, desenvolver nosso potencial e, sobretudo, viver com mais saúde mental”, enfatiza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a Dra. Michelle, esse é também um dos papéis fundamentais da divulgação científica: aproximar o conhecimento produzido nos laboratórios da vida cotidiana.</p>
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		<title>Saúde mental infantojuvenil é destaque no Sabará-Pensi, evento marcado para 1º a 3 de outubro, em São Paulo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[portalmedicinaesaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 10:59:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[8º Congresso de Saúde Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Sabará-Pensi]]></category>
		<category><![CDATA[Dra. Daniella Bomfim]]></category>
		<category><![CDATA[Sabará Hospital Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental infantojuvenil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pela primeira vez, evento dedica um dia à psiquiatria infantil, com debates sobre comportamentos suicidas, transtornos alimentares e critérios de internação; programação também inclui atividades específicas sobre autismo e síndrome de Down. A saúde mental infantojuvenil terá um espaço inédito no 8º Congresso Internacional Sabará-Pensi de Saúde Infantil. Pela primeira vez, o evento concentrará um &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Pela primeira vez, evento dedica um dia à psiquiatria infantil, com debates sobre comportamentos suicidas, transtornos alimentares e critérios de internação; programação também inclui atividades específicas sobre autismo e síndrome de Down.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong><em>saúde mental infantojuvenil</em></strong> terá um espaço inédito no <strong>8º Congresso Internacional Sabará-Pensi de Saúde Infantil</strong>. Pela primeira vez, o evento concentrará um dia de programação em temas da psiquiatria infantil, incluindo <strong>depressão grave e comportamentos suicidas em adolescentes</strong>, transtornos alimentares, emergências psiquiátricas, indicações de internação e triagem de risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O congresso será realizado de 1º a 3 de outubro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. A programação de saúde mental acontecerá no segundo dia e reunirá médicos e pesquisadores para discutir diferentes manifestações do sofrimento psíquico na infância e na adolescência, seus impactos sobre o cuidado pediátrico e a atuação integrada das equipes de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos destaques será a participação do psiquiatra da infância e adolescência do Sabará Hospital Infantil e USP, Guilherme Polanczyk, que apresentará a palestra “Depressão grave e comportamentos suicidas em adolescentes”. A mesa sobre transtornos neuropsiquiátricos na infância também terá discussões sobre tiques, transtorno obsessiva-compulsivos e crises não epilépticas psicogênicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outras atividades abordarão o impacto do adoecimento psíquico em crianças com doenças crônicas, a relação entre dor crônica e sofrimento emocional e a contribuição de equipes transdisciplinares para o atendimento desses pacientes. A programação inclui ainda conferência sobre transtornos alimentares e uma mesa sobre emergências psiquiátricas, indicações de internação, espaço físico destinado ao tratamento e estratégias de triagem e estratificação de risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Pela primeira vez, teremos no congresso uma programação dessa dimensão voltada à psiquiatria infantil. Além do Simpósio de Autismo, teremos um dia dedicado a temas como comportamentos suicidas, psiquiatria hospitalar, triagem de risco e abordagem multiprofissional”, afirma a <strong>Dra. Daniella Bomfim</strong>, infectologista pediátrica, diretora técnica do Sabará Hospital Infantil e médica técnica responsável pelo congresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Autismo</strong> &#8211; O Simpósio de Autismo será realizado no primeiro dia do congresso, com uma programação própria e independente, mas que complementa a agenda de psiquiatria infantil. As atividades abordarão saúde mental e desafios no diagnóstico, bases clínicas e critérios de avaliação do Transtorno do Espectro Autista (TEA), genética, comorbidades e avaliações multiprofissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O simpósio também discutirá comunicação alternativa, estereotipias, sobrecarga sensorial, seletividade alimentar, orientação parental e intervenções baseadas em evidências. O Dr. Guilherme Polanczyk apresentará a conferência inicial do dia sobre saúde mental e desafios no diagnóstico, moderada pelo neuropediatra, Dr. Carlos Takeuchi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A grade contará também com a contribuição do médico geneticista, Dr. Rodrigo Fock, que abordará os aspectos genéticos ligados ao TEA, e da pediatra do desenvolvimento, Dra. Mariana Granato, discutindo os critérios para avaliações multiprofissionais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A programação foi estruturada para reunir diferentes dimensões do cuidado, desde a avaliação clínica até as intervenções e o acompanhamento das famílias. Participam profissionais de diferentes áreas da saúde, reforçando o caráter multiprofissional do congresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Síndrome de Down: programação própria</strong> &#8211; A Síndrome de Down também contará com atividades específicas no segundo dia. A agenda inclui a apresentação do Protocolo Clínico da Trissomia 21 da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).&nbsp;&nbsp;A programação mantém a Síndrome de Down como um eixo separado das discussões de saúde mental e autismo, respeitando as especificidades clínicas e assistenciais de cada tema.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Outros temas &#8211;</strong> “Teremos três dias com temáticas definidas: segurança alimentar, no primeiro, saúde mental, no segundo, e doenças respiratórias, no terceiro. Esses temas foram escolhidos porque são relevantes, estão alinhados aos pilares da instituição e ocupam um lugar central na pediatria”, afirma o Dr. Gustavo Wandalsen, chefe do Departamento de Pesquisa em Ciências da Saúde do Instituto Pensi e presidente da comissão científica do congresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A programação tem caráter multiprofissional e interdisciplinar, com atividades voltadas à medicina, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, odontopediatria, farmácia, bioética, <em>Child Life</em> e outras áreas relacionadas ao cuidado infantojuvenil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Serviço:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento: 8º Congresso Internacional Sabará-Pensi de Saúde Infantil</p>



<p class="wp-block-paragraph">Data: 1º a 3 de outubro de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Local:</strong> Centro de Convenções Frei Caneca</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Endereço:</strong> Rua Frei Caneca, 569, 5º andar, Bela Vista, São Paulo</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Informações e inscrições:</strong> <a href="https://www.congressosabarapensi.org.br/">https://www.congressosabarapensi.org.br/</a></p>
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		<title>Estudo feito em São Paulo revela que 8 em cada 10 pacientes com câncer de pulmão chegam ao diagnóstico em estágio avançado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[portalmedicinaesaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 10:57:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Foco]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de pulmão]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Fernando Conrado Abrão]]></category>
		<category><![CDATA[estudo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[estudo sobre câncer de pulmão]]></category>
		<category><![CDATA[Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pesquisa mostra como o diagnóstico tardio, a desigualdade socioeconômica e o acesso a exames impactam a sobrevida Quando o câncer de pulmão é descoberto em estágio avançado, a perspectiva do tratamento muda. Em muitos casos, a possibilidade de cura dá lugar a estratégias para controlar a doença, estabilizar o quadro e prolongar a vida &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>A pesquisa mostra como o diagnóstico tardio, a desigualdade socioeconômica e o acesso a exames impactam a sobrevida</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o câncer de pulmão é descoberto em estágio avançado, a perspectiva do tratamento muda. Em muitos casos, a possibilidade de cura dá lugar a estratégias para controlar a doença, estabilizar o quadro e prolongar a vida do paciente. Um estudo com participação do Hospital Alemão Oswaldo Cruz aponta que essa ainda é a realidade de grande parte dos pacientes: 79% dos casos analisados foram diagnosticados em estágios III ou IV da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Publicado no Journal of Thoracic Disease em julho, o estudo avaliou 16.038 pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células atendidos no sistema público de saúde do estado de São Paulo. Foram incluídos casos diagnosticados entre janeiro de 2000 e dezembro de 2016, com acompanhamento até dezembro de 2022. A pesquisa analisou fatores clínicos e socioeconômicos associados à sobrevida, como estágio da doença no momento do diagnóstico, idade, sexo, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e disponibilidade de exames de imagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do total analisado, 49,8% dos pacientes estavam em estágio IV e 29,1% em estágio III no momento do diagnóstico. Apenas 11,6% foram diagnosticados em estágio I e 6,8% em estágio II.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O principal ponto do estudo é mostrar que o diagnóstico tardio ainda é uma das grandes barreiras no câncer de pulmão. Quando o paciente chega em estágio avançado, o tratamento muda de perspectiva: deixa de ser uma estratégia com maior chance de erradicar a doença e passa a ser, em muitos casos, uma tentativa de controle da doença pelo maior tempo possível”, explica o Dr. Fernando Conrado Abrão, cirurgião torácico do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz/São Paulo/SP e coordenador do estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença entre os estágios também aparece nos desfechos. Em comparação com pacientes diagnosticados em estágio I, aqueles em estágio III tiveram risco de morte por câncer cerca de quatro vezes maior. No estágio IV, esse risco foi mais de seis vezes maior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A grande questão é que gostaríamos de inverter esse número. O ideal seria que a maioria dos pacientes chegasse ao diagnóstico em estágios iniciais (I e II), quando ainda conseguimos falar com mais força em chance de cura. Hoje, o que vemos é o contrário: muitos chegam tarde, quando o tratamento já se torna mais complexo”, afirma Abrão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desigualdade &#8211; Além do estágio da doença, o levantamento observou associação entre condições socioeconômicas e desfechos dos pacientes. No modelo de mortalidade específica por câncer, cada aumento de 0,1 ponto no IDH foi associado a uma redução de 7% no risco de morte pela doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o autor, o dado reforça que a sobrevida no câncer de pulmão não depende apenas das características do tumor ou do tratamento em si. Ela também pode ser influenciada por fatores como acesso a serviços especializados, exames diagnósticos, estrutura de saúde e tempo até o início do cuidado adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando falamos de desigualdade no câncer, não estamos tratando apenas de acesso ao medicamento. O paciente precisa chegar ao serviço de saúde, realizar exames, confirmar o diagnóstico, fazer o estadiamento correto da doença e iniciar o tratamento em tempo adequado. Cada etapa dessa jornada pode representar uma barreira”, diz o médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acesso a exames pode atrasar definição do tratamento &#8211; Entre os exames importantes para definir a conduta está o PET-CT, usado para avaliar a extensão do tumor antes do início do tratamento. O exame combina duas tecnologias: medicina nuclear (PET), que ajuda a identificar áreas de maior atividade metabólica no corpo, e a tomografia computadorizada (CT), que mostra imagens detalhadas da anatomia. Na prática, ele permite investigar se o tumor está restrito ao pulmão ou se já há sinais de metástase em outros órgãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme o Dr. Abrão explica, “a tomografia avalia o pulmão e a relação do tumor com as estruturas ao redor. Já o PET-CT permite olhar praticamente o corpo inteiro, com exceção do cérebro, e identificar se há metástases. Isso muda completamente a estratégia de tratamento. Se a doença está localizada, o paciente pode ser candidato à cirurgia. Se já há metástase, o tratamento passa a ter outro objetivo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo mostra que mais da metade dos pacientes (53,8%) vivia em regiões com menos de 10 aparelhos de PET-CT. Enquanto quase 45% também estavam em locais com menor oferta de PET-CT e tomografia. Depois do diagnóstico, o tratamento começou, em geral, após 34 dias; em parte dos casos, esse intervalo ficou entre 12 e 67 dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nem todos os serviços têm PET-CT disponível. Muitas vezes, o paciente fica aguardando o exame e o tempo vai passando. E essa é apenas uma etapa da jornada: depois, ainda é preciso passar com o especialista, definir conduta, aguardar cirurgia ou iniciar tratamento oncológico. Cada atraso pode impactar o desfecho”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diagnóstico mais precoce &#8211; O câncer de pulmão é um dos tumores mais associados à mortalidade no mundo. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 35.380 novos casos de câncer de traqueia, brônquios e pulmão por ano no triênio 2026–2028. No Estado de São Paulo, onde foi realizado o estudo, são estimados 8.570 novos casos em 2026. Apesar dos avanços em cirurgia, imunoterapia, terapias-alvo e outras modalidades de tratamento, o diagnóstico precoce continua sendo um dos principais desafios para melhorar os resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A complexidade do cuidado também exige integração entre diferentes áreas, como cirurgia torácica, oncologia, radiologia, patologia e medicina nuclear. Em instituições de alta complexidade, essa articulação é importante para definir o estágio da doença, discutir a melhor estratégia terapêutica e conduzir casos que exigem avaliação multidisciplinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a participação em estudos como esse, pelo seu Centro Internacional de Pesquisa, também destaca a contribuição do corpo clínico para a produção científica e para a discussão sobre barreiras de acesso no cuidado oncológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os achados do estudo, segundo Dr. Fernando Abrão, reforçam a necessidade de ampliar o acesso a exames, serviços especializados e estratégias de detecção precoce, especialmente em regiões com menor infraestrutura de saúde. O estudo também aponta que investimentos direcionados em tecnologia diagnóstica e centros oncológicos podem ajudar a reduzir desigualdades e atrasos no cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estudos como esse ajudam a mostrar onde estão as barreiras e podem apoiar gestores na tomada de decisão”, destaca o Dr. Abrão, observando ainda que “quando conseguimos mensurar desigualdades de acesso e seu impacto na sobrevida, damos um passo importante para pensar em políticas públicas e estratégias de cuidado mais efetivas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Hospital Mater Dei Santo Agostinho é eleito um dos melhores do mundo em Cardiologia pelo ranking internacional da Newsweek e Statista</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 10:47:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hospitais do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Ligório]]></category>
		<category><![CDATA[José Henrique Salvador]]></category>
		<category><![CDATA[Mater Dei melhores do mundo Cardiologia]]></category>
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		<category><![CDATA[Rede Mater Dei]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Avaliada por especialistas de todo o mundo sob rigorosos critérios de qualidade, instituição mineira garantiu sua presença na seleta classificação, comprovando sua excelência assistencial A Rede Mater Dei de Saúde consolida sua posição como referência em alta complexidade com a nomeação do Hospital Mater Dei &#8211; Unidade Santo Agostinho, localizado em Belo Horizonte, como um &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Avaliada por especialistas de todo o mundo sob rigorosos critérios de qualidade, instituição mineira garantiu sua presença na seleta classificação, comprovando sua excelência assistencial</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>Rede Mater Dei de Saúde</strong> consolida sua posição como referência em alta complexidade com a nomeação do <strong>Hospital Mater Dei &#8211; Unidade Santo</strong> <strong>Agostinho</strong>, localizado em Belo Horizonte, como um dos melhores hospitais especializados do mundo na área de Cardiologia, sendo a única instituição de Minas Gerais na lista. O reconhecimento integra o <em>ranking</em> internacional “World’s Best Specialized Hospitals 2027”, elaborado pela revista norte-americana Newsweek em parceria com a empresa global de pesquisa de dados Statista, e atesta a capacidade da instituição em oferecer serviços de saúde com padrões de qualidade comparáveis aos maiores e mais respeitados centros médicos globais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ranking possui uma metodologia de avaliação baseada em três pilares. O primeiro é a reputação, medida por meio de um levantamento no qual médicos, profissionais de saúde e gestores hospitalares de diversos países recomendam instituições com base em sua expertise clínica. O segundo pilar é a acreditação, que analisa as certificações hospitalares relevantes para atestar os padrões estruturais e a qualidade geral da unidade. Já o terceiro critério é a implementação de PROMs (Medidas de Resultados Relatados pelos Pacientes), que atribui uma pontuação aos hospitais a partir de dados sobre a aplicação dessas métricas, coletados por uma pesquisa anual da Statista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o CEO da Rede Mater Dei de Saúde, <strong>José Henrique Salvador</strong>, a inclusão no <em>ranking</em> evidencia a consolidação das boas práticas adotadas na Rede. “Esse reconhecimento reafirma o nosso compromisso com a governança clínica e o oferecimento de uma assistência de qualidade aos nossos pacientes, refletindo a maturidade da nossa operação em Minas Gerais e reforçando nosso objetivo de sermos referência em saúde de alta complexidade”, afirma o executivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com <strong>Felipe Ligório</strong>, Vice-Presidente Médico e Assistencial de Mater Dei, “o tratamento cardiológico de ponta demanda uma integração contínua entre tecnologia avançada e equipes multidisciplinares altamente treinadas”. Segundo ele, “o reconhecimento da Newsweek e da Statista reflete a eficácia dos nossos fluxos de atendimento, desde a emergência cardiovascular até os procedimentos de alta complexidade e a reabilitação, garantindo que o paciente receba um cuidado oportuno, completo e dedicado às suas necessidades.”</p>
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		<title>Av. Paulista recebe 10ª Pedalada e Caminhada Rosa do IQ&#038;B, pela prevenção e combate ao câncer de mama</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 11:02:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[10ª Pedalada e Caminhada Rosa]]></category>
		<category><![CDATA[Atvidaade física e câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Quimioterapia e Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[outubro rosa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Evento reúne pacientes, familiares, mulheres, crianças e pets no dia 11 de outubro, com renda revertida para projetos sociais do Instituto Quimioterapia e Beleza Pelo décimo ano consecutivo, a Avenida Paulista se transformará em palco de conscientização do combate ao câncer de mama, em um dos principais atos do calendário de Outubro Rosa. No dia &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Evento reúne pacientes, familiares, mulheres, crianças e pets no dia 11 de outubro, com renda revertida para projetos sociais do Instituto Quimioterapia e Beleza</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo décimo ano consecutivo, a Avenida Paulista se transformará em palco de conscientização do combate ao câncer de mama, em um dos principais atos do calendário de <strong>Outubro Rosa</strong>. No dia 11 de outubro, o Instituto Quimioterapia e Beleza (IQ&amp;B) realizará a <strong>10ª Pedalada e Caminhada Rosa,</strong> evento que colore a Avenida Paulista de rosa. O encontro reúne pacientes, famílias, mulheres, crianças e cidadãos interessados em apoiar a causa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A arrecadação com as vendas do kit de participação (mochilinha, camiseta e bandana) será revertida integralmente aos projetos do IQ&amp;B, entre eles o Banco de Lenços, que já doou mais de 50 mil lenços para mulheres em tratamento de câncer em todo o Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mobilização ganha força diante dos números da doença no país. Segundo o INCA, são estimados 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil em cada ano do triênio 2026-2028, sendo o câncer de mama o tipo mais incidente entre as mulheres. Estudos indicam que a prática regular de atividade física pode reduzir de 10% a 30% o risco de diversos tipos de câncer e a recomendação do próprio INCA é de ao menos 150 minutos de atividade moderada, ou 75 minutos de atividade vigorosa, por semana. Nesse sentido, o evento ainda promove a atividade física como aliada na prevenção e no cuidado oncológico através de uma “pedalada” pela avenida Paulista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que exercício, um ato de cuidado &#8211; Reconhecida como um dos hábitos mais importantes na prevenção do câncer, a atividade física também desempenha papel central durante o tratamento oncológico: contribui para a preservação da massa muscular, a manutenção da funcionalidade e da independência física, além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Hoje, o exercício é compreendido não apenas como parte da reabilitação, mas como elemento fundamental tanto na prevenção quanto no próprio tratamento da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do percurso simbólico pela Paulista, a Pedalada e Caminhada Rosa contará com atrações voltadas à autoestima e ao bem-estar na tenda principal. No espaço haverá estação de maquiagem, sorteios, área de adoção de pets e uma horta-terapêutica, com distribuição de mudinhas de tempero. A programação se encerra com show da Amber Produções e sua banda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Kit de participação &#8211; Toda a arte do kit de participação é assinada pela artista plástica Aline Bispo (@aalinebispo, da @labaraque_creative). A arrecadação do evento será revertida integralmente aos projetos do IQ&amp;B, entre eles o Banco de Lenços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apoios &#8211; A edição deste ano conta com o apoio de Delboni Medicina Diagnóstica, Vivara, Nestlé Oncologia, Unidas, Prefeitura e Câmara Municipal de São Paulo, além do apoio institucional da SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Serviço: 10ª Pedalada e Caminhada Rosa do IQ&amp;B<br>Data: 11 de outubro de 2026 (domingo) | Horário: a partir das 8h30<br>Local: Praça Marechal Cordeiro de Farias (Av. Paulista com a Av. Angélica)<br>Percurso: Av. Paulista (Rua Aberta) até a Av. Brigadeiro Luís Antônio (ida e volta).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Informações e inscrições: <a href="https://www.ticketsports.com.br/e/-10-PEDALADA-E-CAMINHADA-ROSA-DO-IQeB-2026-87764">https://www.ticketsports.com.br/e/-10-PEDALADA-E-CAMINHADA-ROSA-DO-IQeB-2026-87764</a></p>
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		<title>Gravidez: quando o excesso de informação é prejudicial?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[portalmedicinaesaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 10:53:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Foco]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[ginecologia e gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez e informação]]></category>
		<category><![CDATA[informação sobre gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[obstetra Albino Bonomi]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dr. Albino Bonomi: “o problema começa quando ela recebe dezenas de informações diferentes todos os dias e tenta interpretar tudo sozinha” Foto-crédito: Divulgação Nunca foi tão fácil encontrar informações sobre gravidez. Basta uma busca nas redes sociais para uma gestante ter acesso a vídeos sobre parto, sintomas, alimentação, desenvolvimento do bebê, possíveis complicações, experiências de outras &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Dr. Albino Bonomi: “o problema começa quando ela recebe dezenas de informações diferentes todos os dias e tenta interpretar tudo sozinha”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Foto-crédito: Divulgação</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nunca foi tão fácil encontrar informações sobre <strong>gravidez. </strong>Basta uma busca nas redes sociais para uma gestante ter acesso a vídeos sobre parto, sintomas, alimentação, desenvolvimento do bebê, possíveis complicações, experiências de outras mães e uma infinidade de recomendações sobre o que fazer — ou não fazer — durante os nove meses. Mas será que tanta informação está <strong>deixando as mulheres mais preparadas ou mais inseguras?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o médico obstetra e escritor Albino Bonomi, em Ribeirão Preto/SP, o acesso ao conhecimento trouxe benefícios importantes, mas criou também um novo desafio: aprender a separar informação de qualidade de opiniões, experiências individuais e conteúdos que podem provocar medo desnecessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Informação é importante e a gestante deve participar ativamente das decisões relacionadas à sua gravidez. O problema começa quando ela recebe dezenas de informações diferentes todos os dias e tenta interpretar tudo sozinha. Aquilo que deveria trazer segurança pode acabar produzindo exatamente o contrário”, afirma Bonomi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um sintoma, dezenas de respostas &#8211; Segundo o obstetra, uma situação aparentemente simples pode ilustrar o problema. A gestante percebe uma alteração no corpo, pesquisa na internet e, em poucos minutos, encontra desde explicações absolutamente comuns até relatos envolvendo complicações graves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas redes sociais, o cenário se torna ainda mais complexo. Algoritmos podem fazer com que, depois de assistir a um vídeo sobre determinada complicação ou experiência traumática, a mulher passe a receber vários outros conteúdos semelhantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Uma experiência relatada na internet pertence àquela mulher, àquela gestação e àquelas circunstâncias. Ela não pode ser automaticamente transportada para todas as outras gestantes. O acompanhamento médico existe justamente para individualizar a avaliação”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um relato gera medo &#8211; Relatos de parto também ocupam espaço significativo nas redes sociais. Experiências positivas podem ajudar mulheres a se prepararem para a maternidade, mas histórias traumáticas, quando consumidas repetidamente e sem contextualização, também podem aumentar a apreensão em relação ao nascimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bonomi destaca que não se trata de defender que as gestantes deixem de pesquisar ou de compartilhar experiências. “Não devemos demonizar a internet. Ela democratizou o acesso à informação e permitiu que as mulheres conhecessem mais sobre o próprio corpo, sobre seus direitos e sobre possibilidades relacionadas à gestação e ao parto. O cuidado está em não transformar a experiência de outra pessoa em uma previsão sobre aquilo que acontecerá com você”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A busca pelo “pré-natal perfeito” &#8211; Outro fenômeno observado na era das redes sociais é a comparação. Rotinas de exercícios, alimentação impecável, enxovais, quartos planejados, ensaios fotográficos e relatos de uma gravidez aparentemente tranquila podem criar uma imagem idealizada da gestação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, cada mulher atravessa esse período de maneira diferente. “Não existe uma competição para saber quem terá a gravidez mais perfeita. Há mulheres que passam muito bem e outras que enfrentam desconfortos, inseguranças e dificuldades. Comparar permanentemente a própria gestação com aquilo que aparece nas redes sociais pode gerar uma cobrança absolutamente desnecessária”, afirma Bonomi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Humanizar também é saber ouvir &#8211; Autor de Pré-Natal Humanizado – Gerando Crianças Felizes, Albino Bonomi defende uma assistência que considere a gestante para além dos exames e aspectos biológicos da gravidez. Nesse processo, a consulta também deve funcionar como espaço para perguntas, medos e dúvidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, “o médico precisa ouvir. Quando uma gestante chega ao consultório preocupada porque viu alguma coisa na internet, simplesmente dizer que aquilo é bobagem não resolve. É necessário explicar, contextualizar e ajudá-la a compreender por que aquela informação pode ou não se aplicar ao caso dela. Isso também é humanizar o pré-natal.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia e o acesso à informação, afirma, devem funcionar como aliados, sem substituir o diálogo entre a gestante e os profissionais que acompanham sua gravidez. “A mulher bem informada participa das decisões e compreende melhor o que está acontecendo com seu corpo. Mas informação precisa vir acompanhada de discernimento. Em uma fase tão importante da vida, acumular centenas de respostas pode ser menos importante do que ter profissionais de confiança com quem seja possível fazer as perguntas certas”, observa.</p>
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		<title>Rede Mater Dei realiza mais um curso casal grávido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[portalmedicinaesaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 11:44:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Curso Casal Grávido do Mater Dei]]></category>
		<category><![CDATA[curso para gestantes]]></category>
		<category><![CDATA[Mater Dei]]></category>
		<category><![CDATA[Rede Mater Dei]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Evento acontece nas modalidades on-line e presencial no Mater Dei Santo Agostinho Crédito: Divulgação Rede Mater Dei A chegada de um bebê muda a rotina, traz novas responsabilidades e também muitas dúvidas para quem está se preparando para a parentalidade. Para ajudar os futuros pais a vivenciarem esse período com mais informação e segurança, a &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Evento acontece nas modalidades on-line e presencial no Mater Dei Santo Agostinho</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Crédito: Divulgação Rede Mater Dei</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A chegada de um bebê muda a rotina, traz novas responsabilidades e também muitas dúvidas para quem está se preparando para a parentalidade. Para ajudar os futuros pais a vivenciarem esse período com mais informação e segurança, a <strong>Rede Mater Dei de Saúde</strong> realiza, nos dias 23 e 24 de setembro, das 19h30 às 21h30, o curso “<strong>Casal Grávido</strong>”. O encontro é gratuito e será realizado em formato híbrido &#8211; presencial e <em>on-line,</em> permitindo que os participantes escolham a forma mais adequada de acompanhá-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem optar pela participação presencial, o curso será realizado no auditório principal do Hospital Mater Dei de sua unidade Santo Agostinho, com entrada pelo estacionamento da Rua Gonçalves Dias, nº 2.700, no bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte/MG. A participação é destinada à gestante e a um acompanhante, sendo necessário retirar apenas um ingresso no momento da inscrição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem escolher o formato <em>on-line</em>, o <em>link</em> da transmissão ao vivo será enviado para o e-mail cadastrado antes do evento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com vagas limitadas, a Rede Mater Dei orienta os interessados a realizarem a inscrição antecipadamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Serviço:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Evento:</strong> Curso do Casal Grávido – Rede Mater Dei de Saúde</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Data:</strong> 23 e 24 de setembro | <strong>Horário:</strong> 19h30 às 21h30</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Formato:</strong> Presencial e <em>on-line</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Local:</strong> Auditório Principal do Hospital Mater Dei Santo Agostinho</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Endereço:</strong> Rua Gonçalves Dias, 2.700 – Santo Agostinho, Belo Horizonte/MG</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Participação:</strong> Gestante + 1 acompanhante</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Inscrição:</strong> <a href="https://www.sympla.com.br/evento/curso-do-casal-gravido-hospital-mater-dei-santo-agostinho/3580723">https://www.sympla.com.br/evento/curso-do-casal-gravido-hospital-mater-dei-santo-agostinho/3580723</a></p>
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		<title>Doença de Alzheimer: atividade física pode ajudar na prevenção e na redução da progressão da demência</title>
		<link>https://portalmedicinaesaude.com/doenca-de-alzheimer-atividade-fisica-pode-ajudar-na-prevencao-e-na-reducao-da-progressao-da-demencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[portalmedicinaesaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 11:35:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Foco]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[atividade física e Alzheimer]]></category>
		<category><![CDATA[Demências]]></category>
		<category><![CDATA[doença de Alzheimer]]></category>
		<category><![CDATA[Dra. Elisa França Resende]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento Alzheimer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Imagem-crédito: Gerd Altmann por Pixabay Considerada um dos tipos mais comuns de demência, a doença de Alzheimer é responsável por cerca de 60% a 70% dos casos no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com o Relatório Nacional sobre a Demência: Epidemiologia, (re)conhecimento e projeções futuras, do Ministério da Saúde, mais 5 milhões &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Imagem-crédito: <a href="https://pixabay.com/pt/users/geralt-9301/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=6690306">Gerd Altmann</a> por <a href="https://pixabay.com/pt/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=6690306">Pixabay</a></em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerada um dos tipos mais comuns de demência, a <strong>doença de Alzheimer</strong> é responsável por cerca de 60% a 70% dos casos no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com o Relatório Nacional sobre a Demência: Epidemiologia, (re)conhecimento e projeções futuras, do Ministério da Saúde, mais 5 milhões de brasileiros serão diagnosticados com demência até 2050. Embora não tenha uma cura definitiva, o Alzheimer possui tratamentos que auxiliam na melhor qualidade de vida dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o objetivo de reforçar a importância da conscientização sobre a doença de Alzheimer, a campanha nacional Setembro Lilás dedica o mês inteiro a ações de conscientização sobre a doença e outros tipos de demência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o que é a doença de Alzheimer? &#8211; A doença de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo progressivo que provoca alterações no cérebro. Ao longo do tempo, esse transtorno compromete a memória, o raciocínio, a linguagem e a capacidade de realizar as atividades do dia a dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de ainda não ter uma causa definida, alguns fatores de risco já são associados à doença de Alzheimer, como idade avançada e histórico familiar. “A idade é o principal fator de risco, mas envelhecer não significa necessariamente desenvolver Alzheimer. Também estão associados ao risco fatores genéticos e familiares, além de hipertensão, diabetes, colesterol elevado, sedentarismo, tabagismo, perda auditiva não tratada, isolamento social e baixa estimulação cognitiva, entre outros”, explica a professora da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG), <strong>Dra. Elisa de Paula França Resende</strong>, em Belo Horizonte/MG.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Ministério da Saúde, o quadro clínico desse transtorno costuma ser dividido em quatro estágios:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estágio 1 (forma inicial): com alterações na memória, na personalidade e nas habilidades visuais e espaciais dos pacientes;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estágio 2 (forma moderada): dificuldade na fala, na realização de tarefas simples e coordenação de movimentos, além de agitação e insônia;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estágio 3 (forma grave): dificuldade para realizar a execução de tarefas diárias, incontinência urinária e fecal, dificuldade para comer e deficiência motora progressiva;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estágio 4 (terminal): restrição ao leito, mutismo, dor ao engolir e infecções intercorrentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sinais de alerta e diagnóstico &#8211; O avanço do Alzheimer acontece de forma gradual e irreversível. Um dos principais sinais de alerta dessa doença silenciosa é a perda de memória recente. “Quando a pessoa esquece de acontecimentos recentes, passa a repetir perguntas ou histórias e não consegue se lembrar depois, mesmo recebendo pista”, reforça a professora da FCM-MG.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas há outros sinais, como dificuldade para encontrar palavras, organizar tarefas que antes eram simples, lidar com dinheiro ou medicamentos, orientar-se em lugares conhecidos e tomar decisões. Mudanças de comportamento, apatia ou maior dificuldade para acompanhar conversas também podem ocorrer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Pequenos esquecimentos fazem parte do envelhecimento normal. A preocupação é quando as alterações são progressivas, mais frequentes e começam a interferir no funcionamento habitual da pessoa”, enfatiza a Dra. Resende.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Investigação &#8211; O início da investigação da doença de Alzheimer conta com uma avaliação clínica, que inclui conversas com o paciente e seus familiares, a avaliação da memória e de outras funções cognitivas, além da verificação do impacto dos sintomas nas atividades cotidianas. Exames de sangue e exames de imagem, como a ressonância magnética, também ajudam a investigar outras possíveis causas. Entre os profissionais que podem conduzir essa investigação estão neurologistas, geriatras e psiquiatras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a especialista, “o diagnóstico precoce permite que o tratamento seja iniciado no momento mais adequado e, principalmente, que a pessoa participe das decisões sobre seu próprio futuro enquanto ainda mantém autonomia. É possível planejar questões familiares, financeiras e de cuidados, orientar familiares e cuidadores e tratar condições que podem piorar a cognição.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hábitos que ajudam &#8211; De acordo com estudos comprovados, a prática regular de atividade física está associada a uma menor incidência de demência e pode contribuir para reduzir a progressão da doença. “Pessoas que praticam exercícios físicos regularmente, especialmente atividades aeróbicas que elevam a frequência cardíaca, apresentam menor incidência de demência. Esse tipo de exercício está relacionado tanto à prevenção da doença quanto à redução da sua progressão em pessoas que já foram diagnosticadas com demência”, destaca a professora da FCM-MG.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de ainda não ter uma cura definitiva, a doença de Alzheimer possui, além dos tratamentos medicamentosos, alguns hábitos e estratégias que podem auxiliar na manutenção da autonomia e das funções cognitivas da pessoa afetada. “A atividade física regular é uma das medidas mais importantes”, afirma a Dra. Elisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Também recomendamos manter uma vida social ativa, estimular o cérebro com atividades que sejam prazerosas e significativas para aquela pessoa, cuidar da audição e da visão e manter uma alimentação equilibrada”, enfatiza, lembrando ser também “essencial controlar adequadamente pressão arterial, diabetes e colesterol, além de garantir um sono de boa qualidade. Para quem já apresenta comprometimento cognitivo, rotinas estruturadas, calendários, lembretes e adaptações no ambiente podem ajudar a preservar a independência e a segurança. O mais importante é estimular a pessoa sem infantilizá-la e permitir que continue realizando, com segurança, tudo aquilo que ainda consegue fazer.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Cruz Vermelha São Paulo propõe reflexão sobre solidariedade e participação social</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 11:28:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Atuação contínua reúne voluntariado, educação, prevenção e respostas a emergências orientadas pelas necessidades de comunidades e territórios Imagem- crédito: Jackie Ramirez por Pixabay Setembro, mês em que é celebrado o Dia Internacional da Caridade, em 5 de setembro, abre espaço para ampliar a reflexão sobre o papel da solidariedade e da ação humanitária na sociedade. &#8230;</p>
<p>The post <a href="https://portalmedicinaesaude.com/cruz-vermelha-sao-paulo-propoe-reflexao-sobre-solidariedade-e-participacao-social/">Cruz Vermelha São Paulo propõe reflexão sobre solidariedade e participação social</a> appeared first on <a href="https://portalmedicinaesaude.com">Portal Medicina e Saúde</a>.</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Atuação contínua reúne voluntariado, educação, prevenção e respostas a emergências orientadas pelas necessidades de comunidades e territórios</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Imagem- crédito: <a href="https://pixabay.com/pt/users/parentrap-2161438/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1550327">Jackie Ramirez</a> por <a href="https://pixabay.com/pt/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1550327">Pixabay</a></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Setembro, mês em que é celebrado o Dia Internacional da Caridade, em 5 de setembro, abre espaço para ampliar a reflexão sobre o papel da solidariedade e da ação humanitária na sociedade. Para a Cruz Vermelha São Paulo &#8211; CVSP, a solidariedade mobiliza diante das necessidades de outras pessoas, enquanto a ação humanitária transforma essa disposição de ajudar em respostas concretas, organizadas e orientadas pelas necessidades reais de quem precisa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na CVSP, essa mobilização acontece tanto em campanhas emergenciais quanto em iniciativas realizadas ao longo de todo o ano, voltadas a comunidades e territórios que convivem diariamente com diferentes situações de vulnerabilidade. Muitas dessas necessidades não ganham visibilidade pública e permanecem fora do olhar de grande parte da sociedade, embora exijam atenção e apoio contínuos. Por isso, a instituição busca atuar como elo entre quem deseja contribuir e quem precisa de apoio, aproximando a sociedade de realidades que também precisam ser reconhecidas e atendidas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse trabalho se reflete também no alcance da instituição. Só em 2025, a CVSP beneficiou mais de 175 mil pessoas e mais de 150 Organizações da Sociedade Civil, por meio de diferentes frentes de atuação em áreas como saúde, educação, assistência social e ajuda humanitária.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na educação, por meio do Centro Formador (CEFOR), a CVSP oferece os cursos Técnico e Auxiliar em Enfermagem, além de capacitações em áreas como Primeiros Socorros, Hemodiálise, Venopunção e Cuidador de Idosos, contribuindo para a formação e qualificação de profissionais da área da saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prevenção, a Campanha Adeus Mosquito promove atividades educativas voltadas ao combate ao <em>Aedes aegypti</em>, compartilhando orientações práticas e estimulando a adoção de medidas preventivas no cotidiano, para que esse conhecimento também chegue às famílias e comunidades dos participantes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O voluntariado</strong> &#8211; É outra das principais formas de participação da sociedade na atuação da CVSP. Em 2026, a instituição conta com 194 voluntários ativos e, entre janeiro e agosto, somou mais de 5,9 mil horas doadas. Eles apoiam campanhas, organizam e distribuem donativos, promovem ações educativas e participam de respostas a situações de emergência. Mais do que disponibilizar tempo, os voluntários colocam conhecimentos, experiências e habilidades a serviço da causa humanitária, dentro de uma estrutura guiada pelos sete princípios fundamentais do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O voluntariado empresarial também integra essa mobilização. Entre janeiro e agosto, foram realizadas 12 ações, com a participação de 154 colaboradores e 474 horas doadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As demandas sociais e de saúde, porém, precisam ser compreendidas de forma integrada. Alimentação, moradia, renda, higiene e acesso à saúde não são questões isoladas e, quando se sobrepõem, podem ampliar situações de vulnerabilidade. Ao mesmo tempo, a prevenção e o acesso à informação ganham importância diante de questões como saúde mental, doenças transmissíveis e arboviroses.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mudanças climáticas também vêm ampliando e modificando essas demandas. Enchentes, ondas de calor, períodos de frio intenso, secas e outros eventos extremos podem afetar simultaneamente saúde, moradia, alimentação, renda e acesso a serviços essenciais, com impactos ainda maiores sobre populações que já se encontram em situação de vulnerabilidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, atender às necessidades imediatas continua sendo essencial, assim como avançar na prevenção, na preparação e no fortalecimento de comunidades e organizações que atuam diretamente nos territórios. Esse trabalho depende de uma participação contínua da sociedade, que pode acontecer por meio do voluntariado, do apoio às iniciativas e campanhas da CVSP e da construção de parcerias com pessoas e empresas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o gerente de Projetos Sociais e Voluntariado da Cruz Vermelha São Paulo, Jorge Andreatta, “construir uma sociedade mais solidária passa justamente por compreender que todos podemos contribuir e que essa participação precisa acontecer também no cotidiano, e não somente quando uma grande emergência mobiliza nossa atenção”. Nesse sentido, ressalta, “o apoio de pessoas, empresas e parceiros é fundamental para manter e ampliar as iniciativas que já respondem às necessidades atuais.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Dor de cabeça e alterações na visão: sinais de alerta para o aneurisma cerebral</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 11:24:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Foco]]></category>
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		<category><![CDATA[aneurisma]]></category>
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		<category><![CDATA[Dor de cabela e alteração visual]]></category>
		<category><![CDATA[Dra Vanessa Milanese]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade de Neurocirurgia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Maioria dos aneurismas não apresenta sintomas, mas dor súbita e intensa associada a alterações visuais e outros sinais neurológicos exige atendimento imediato Crédito- Imagem de&#160;Gerd Altmann&#160;por&#160;Pixabay Dor de cabeça e alterações na visão estão entre as queixas mais comuns da população e, na maioria das vezes, não significam a presença de uma doença neurológica grave. &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Maioria dos aneurismas não apresenta sintomas, mas dor súbita e intensa associada a alterações visuais e outros sinais neurológicos exige atendimento imediato</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Crédito- Imagem de&nbsp;<a href="https://pixabay.com/pt/users/geralt-9301/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=9188521">Gerd Altmann</a>&nbsp;por&nbsp;<a href="https://pixabay.com/pt/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=9188521">Pixabay</a></em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dor de cabeça e alterações na visão</strong> estão entre as queixas mais comuns da população e, na maioria das vezes, não significam a presença de uma doença neurológica grave. Porém, <strong>em algumas situações</strong>, principalmente quando surgem de maneira súbita, intensa ou acompanhadas de outros sintomas neurológicos, podem indicar uma emergência. Entre as condições que precisam ser descartadas está o <strong>aneurisma cerebral.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estimativas internacionais indicam que aproximadamente 3% da população adulta pode apresentar um aneurisma intracraniano não roto. Grande parte dessas alterações permanece silenciosa e pode nunca provocar sintomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme explica a diretora de comunicação da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia – SBN, neurocirurgiã Dra<strong>. Vanessa Milaneses</strong>/São Paulo/SP, o aneurisma cerebral ocorre quando há uma dilatação em uma região enfraquecida da parede de uma artéria do cérebro. O principal risco é a ruptura, que pode provocar uma hemorragia subaracnóidea e exige atendimento médico imediato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ter dor de cabeça ou visão embaçada não significa que a pessoa tenha um aneurisma. São sintomas muito frequentes e que podem estar relacionados a inúmeras condições. O que merece atenção é principalmente uma mudança no padrão habitual, o início abrupto e a associação com outros sinais neurológicos”, destaca, observando que quando ele não se rompe, geralmente, o aneurisma cerebral não causa manifestações, sobretudo quando é pequeno. Entretanto, aneurismas maiores podem comprimir nervos e estruturas próximas, provocando dor acima ou atrás de um dos olhos, alteração do tamanho da pupila, visão dupla ou outras mudanças visuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário muda diante da ruptura. A manifestação clássica é uma dor de cabeça extremamente intensa e de início súbito, frequentemente descrita pelos pacientes como uma dor diferente de qualquer outra já sentida. Náuseas, vômitos, rigidez no pescoço, visão turva ou dupla, sensibilidade à luz, confusão, convulsões e perda de consciência também podem ocorrer.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Uma dor que começa subitamente e atinge uma intensidade muito forte em segundos ou poucos minutos não deve ser tratada em casa como uma cefaleia habitual, especialmente quando vem acompanhada de alteração visual, vômitos, desmaio, confusão ou algum déficit neurológico. Nesses casos, a orientação é procurar um serviço de emergência imediatamente”, alerta a especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fatores de risco</strong> &#8211; Entre os fatores associados à formação e à ruptura de aneurismas estão principalmente o tabagismo e a hipertensão arterial não controlada. Histórico familiar e algumas condições genéticas, como doença renal policística e doenças que afetam o tecido conjuntivo, também podem aumentar o risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Dra. Vanessa ressalta, porém, que não há indicação de exames de imagem indiscriminados para toda pessoa que apresenta dor de cabeça. “O histórico do paciente, as características da dor, a presença de fatores de risco e o exame clínico ajudam o médico a definir quando existe necessidade de investigação. O mais importante é conhecer os sinais de alerta e não banalizar uma dor ou uma alteração visual que aparece de forma muito diferente do habitual”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando há suspeita, exames de imagem permitem avaliar os vasos cerebrais e identificar a presença de aneurismas. Nos casos diagnosticados antes da ruptura, a conduta é individualizada e leva em consideração características como tamanho, formato e localização do aneurisma, além da idade, condições clínicas e histórico do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nem todo aneurisma diagnosticado precisa ser operado imediatamente, afirma a neurologista. Segundo ela, “existem situações em que o acompanhamento é a melhor conduta e outras em que o tratamento é recomendado. Essa decisão deve ser individualizada. O diagnóstico permite justamente avaliar o risco e definir a estratégia mais segura para cada paciente. ”</p>
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