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	<title>Últimas Matérias Archives - Portal Medicina e Saúde</title>
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	<title>Últimas Matérias Archives - Portal Medicina e Saúde</title>
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		<title>Como diferenciar nódulos benignos de sinais de alerta para o câncer de mama durante a amamentação?</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 11:03:23 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[radiologista Dra. Amdréia Brandão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Agosto Dourado, mês dedicado ao aleitamento materno, especialista responde às principais dúvidas sobre alterações mamárias na lactação Foto-crédito: Magnific&#160; O mês de agosto é dedicado ao Agosto Dourado e à Semana Mundial da Amamentação, período focado na conscientização da importância do aleitamento materno. Durante essa fase, o corpo da mulher passa por uma intensa &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>No Agosto Dourado, mês dedicado ao aleitamento materno, especialista responde às principais dúvidas sobre alterações mamárias na lactação</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto-crédito: Magnific</em></strong><em></em><br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mês de agosto é dedicado ao <strong>Agosto Dourado</strong> e à <strong>Semana Mundial da Amamentação,</strong> período focado na conscientização da importância do <strong>aleitamento materno</strong>. Durante essa fase, o corpo da mulher passa por uma intensa transformação hormonal e anatômica, sendo comum o aparecimento de caroços, nódulos ou áreas endurecidas nos seios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a maioria dessas alterações seja benigna, seu surgimento costuma assustar ao ser confundido com alguma lesão suspeita de câncer de mama. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para o Brasil, são esperados cerca de 78,6 mil novos casos da doença para cada ano do triênio de 2026 a 2028. O Ministério da Saúde reforça que a amamentação é um dos fatores naturais mais potentes de proteção: a cada 12 meses de aleitamento acumulados ao longo da vida, o risco de a mulher desenvolver a doença fica entre 4,3% e 6%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para tirar dúvidas e ensinar as lactantes a reconhecer os sinais do corpo, a <strong>radiologista Dra. Andreia Brandão</strong>, especialista em exames de mama do Núcleo de Mama do Alta Diagnósticos/Dasa, no Rio de Janeiro, responde às principais dúvidas sobre alterações mamárias na lactação. Confira:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. É comum surgirem nódulos no seio durante a amamentação? Quais são as causas mais frequentes?</strong> &#8211; É extremamente comum e, na maioria das vezes, esperado. A mama que está produzindo leite passa por um momento de intensa atividade glandular e vascular. Nesse período, o motivo mais frequente para o aparecimento de um caroço é o leite empedrado, tecnicamente chamado de ingurgitamento mamário, ou a obstrução de um ducto por onde o líquido deveria passar. Também vemos muito a formação de galactoceles, que são cistos benignos preenchidos por leite, além de quadros inflamatórios, como a mastite. Outro ponto que vale destacar é que a mulher já pode ter um nódulo benigno antigo, como um fibroadenoma, que cresce um pouco mais durante a gestação e a amamentação por conta das alterações hormonais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Como a mulher pode diferenciar um nódulo comum da amamentação de algo que exige investigação para câncer de mama? &#8211;</strong> A melhor forma de diferenciar é observando como esse nódulo se comporta antes e depois da ordenha ou do bebê mamar. Nódulos benignos tendem a mudar de tamanho, amolecer ou até desaparecer. Além disso, eles costumam ser doloridos ao toque e podem vir acompanhados de calor ou vermelhidão na pele. Já os sinais que pedem atenção e investigação são aqueles nódulos persistentes, endurecidos, que não diminuem de tamanho após a esvaziamento da mama e que geralmente não doem. Atenção, também, ao notar retrações na pele ou no mamilo, saída de secreção com sangue ou o aparecimento de caroços na região da axila.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Por que a amamentação atua como um fator de proteção contra o câncer de mama?</strong> &#8211; A amamentação protege o corpo feminino por meio de dois caminhos principais. O primeiro é hormonal: enquanto a mulher está amamentando exclusivamente, as taxas de hormônio, como o estrogênio, permanecem mais baixas, o que reduz a exposição do tecido mamário ao estímulo da divisão celular. O segundo é um processo de renovação celular. Durante a produção e a saída do leite, o tecido mamário passa por uma espécie de esfoliação e eliminação natural de células que poderiam ter sofrido algum tipo de mutação genética. Quanto mais tempo a mulher amamenta, maior é esse efeito protetor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Se a mãe notar um nódulo suspeito, é seguro fazer exames de imagem sem interromper o aleitamento? &#8211;</strong> Com certeza, e é fundamental reforçar que a mãe não precisa desmamar para se cuidar. O primeiro exame que indicamos para mulheres jovens e lactantes é a ultrassonografia das mamas, que não utiliza radiação e é indolor. Se o médico achar necessário complementar com uma mamografia ou tomossíntese, o exame pode ser feito com total segurança. A única orientação prática é que a mãe amamente ou retire o leite logo antes do exame para que a mama fique mais vazia e a imagem saia com a melhor qualidade possível.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico precoce é nosso maior aliado e agir rápido garante tranquilidade para a mãe e segurança para o bebê.</p>
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		<title>Como o envolvimento dos pais no cuidado emocional e nas tarefas diárias contribui para o bem-estar familiar</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 10:56:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mente & Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[CEJAM]]></category>
		<category><![CDATA[Dia dos Pais]]></category>
		<category><![CDATA[envolvimento dos çpais na adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[envolvimento dos pais na infância]]></category>
		<category><![CDATA[psicólogo Emerson Marques]]></category>
		<category><![CDATA[UBS Jardom Eledy]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A presença afetiva da figura paterna atua como pilar de segurança para o desenvolvimento dos filhos e reduz significativamente o estresse e a sobrecarga no ambiente doméstico Foto-crédito: Magnific O envolvimento dos pais nos cuidados cotidianos da infância e da adolescência cria conexões de segurança e proteção que contribuem para o desenvolvimento dos filhos e &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>A presença afetiva da figura paterna atua como pilar de segurança para o desenvolvimento dos filhos e reduz significativamente o estresse e a sobrecarga no ambiente doméstico</em></strong><strong><em></em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto-crédito: Magnific</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>envolvimento dos pais nos cuidados cotidianos da infância e da adolescência</strong> cria <strong>conexões de segurança e proteção</strong> que contribuem para o desenvolvimento dos filhos e o bem-estar de toda a família. Mas, afinal, como esse vínculo se estabelece na prática do dia a dia?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da recente comemoração do Dia dos Pais<strong>, Emerson Marques</strong>, psicólogo da UBS Jardim Eledy, unidade da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP) gerenciada pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas &#8220;Dr. João Amorim&#8221;, explica que &#8220;a paternidade ativa vai muito além da presença física ou da divisão de tarefas. Ela se constrói na disponibilidade para participar da vida da criança, brincar, ouvir, acolher emoções e compartilhar os cuidados diários. São nessas experiências repetidas que a criança aprende que pode contar com alguém, desenvolvendo autoestima e confiança para explorar o mundo e construir relações saudáveis&#8221;, pontua o profissional.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Emerson destaca também que o bem-estar emocional depende da consistência do afeto e que essa função protetora se estende aos mais diversos arranjos familiares. &#8220;O que realmente faz diferença é a presença de um adulto que exerça essa função de cuidado de maneira consistente. Em muitas famílias esse papel é desempenhado pelo pai; em outras, pela mãe, pelos avós, padrastos, tios ou outros cuidadores significativos. O que fortalece a saúde mental da criança é se sentir vista, protegida, acolhida e valorizada&#8221;, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Equilíbrio familiar &#8211; </strong>Além de favorecer a formação infantil, o exercício consciente da parentalidade desempenha um papel fundamental na dinâmica do casal e no clima geral da casa. O acúmulo das tarefas do cotidiano, como o planejamento da rotina, os cuidados de saúde e a atenção, costuma sobrecarregar desproporcionalmente um dos lados da relação. Nesse sentido, o psicólogo analisa os desdobramentos práticos quando há uma postura de corresponsabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, “quando o pai assume esse lugar de forma ativa, toda a família é beneficiada. O compartilhamento das responsabilidades reduz a sobrecarga mental frequentemente vivenciada pelas mães, favorece uma relação mais equilibrada entre o casal e transmite aos filhos uma importante mensagem sobre cooperação e respeito.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desenvolvimento emocional e novos caminhos &#8211; </strong>Esse movimento de aproximação também traz impactos para a saúde mental dos próprios pais. No entanto, muitos homens ainda enfrentam barreiras culturais e sociais para expressar afeto e vulnerabilidade. &#8220;Muitos cresceram em contextos em que expressar sentimentos era visto como sinal de fragilidade. A vivência da paternidade pode representar uma oportunidade de desenvolver novas formas de demonstrar afeto e ampliar o repertório emocional. Cuidar, acolher e demonstrar carinho não diminuem a autoridade de um pai; ao contrário, fortalecem sua presença na vida dos filhos e promovem sua própria saúde emocional&#8221;, pontua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o especialista ressalta que esse vínculo não exige atos grandiosos, mas sim presença consciente: &#8220;Não é necessário esperar uma ocasião especial. O vínculo é construído nos pequenos momentos do cotidiano, em uma conversa sem distrações, uma brincadeira, uma refeição compartilhada, interesse genuíno pelo que a criança sente e pensa. Mais do que pais perfeitos, as crianças precisam de adultos disponíveis, capazes de reconhecer seus erros, oferecer acolhimento e construir uma relação baseada em respeito, confiança e afeto”.</p>
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		<title>Brasil registrou quase 80 mil procedimentos de congelamento de óvulos nos últimos seis anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[portalmedicinaesaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 11:54:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[congelamento de óvulos no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Dra. Mylena Naves da Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[maternidade mais tarde]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução assistida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Procedimentos no país cresceram 136,7% entre 2020 e 2025, principalmente a partir do aumento da idade média para maternidade. Foto-crédito: Magnific É fato: a maternidade tem acontecido cada vez mais tarde no Brasil. O país presenciou, na última década, o aumento da idade média das brasileiras ao terem o primeiro filho, refletindo mudanças sociais, profissionais, &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Procedimentos no país cresceram 136,7% entre 2020 e 2025, principalmente a partir do aumento da idade média para maternidade.</em></strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto-crédito: Magnific</em></strong><em></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">É fato<strong>: a maternidade tem acontecido cada vez mais tarde no Brasil</strong>. O país presenciou, na última década, o aumento da <strong>idade média das</strong> <strong>brasileiras ao terem o primeiro</strong> filho, refletindo mudanças sociais, profissionais, amorosas e econômicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o total de mulheres com 30 anos ou mais que se tornam mães no Brasil atingiu a média de 39% em 2022. De 22% nos anos 2000, as mulheres mães de 30 a 39 anos passaram a representar 26,1% em 2010, e 34,5% em 2022. Já as mães com 40 ou mais, subiram de 2%, em 2000, para 4,2%, em 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, o congelamento de óvulos passou a ser uma importante ferramenta do planejamento reprodutivo de milhares de mulheres. Dados recentes do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio) confirmam essa mudança de comportamento: entre 2020 e 2025, os procedimentos no país saltaram de 7.872 para 18.631 — um aumento expressivo de 136,7%, com uma taxa média de crescimento de 18,8% ao ano. Somando todos os procedimentos feitos nos últimos seis anos, o país atingiu a marca de 79.360 ciclos de coletas de óvulos destinadas ao congelamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a médica ginecologista e especialista em reprodução humana da Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), <strong>Dra. Mylena</strong> <strong>Naves Rocha</strong>, em Goiânia/GO, a preservação da fertilidade tem registrado crescimento contínuo no país nos últimos anos, tanto pelo avanço das técnicas de vitrificação, quanto pelo adiamento da maternidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O principal fator associado ao aumento dessa procura é o adiamento da maternidade, motivado por questões profissionais, acadêmicas, financeiras e pessoais. À medida que a mulher posterga o projeto reprodutivo, cresce o interesse por estratégias de preservação da fertilidade, como o congelamento de óvulos.”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento da procura também reflete a maior conscientização das mulheres sobre a fertilidade. Esse avanço é resultado do trabalho de educação realizado por especialistas em reprodução humana, sociedades científicas e ginecologistas, que têm ampliado o acesso à informação sobre planejamento reprodutivo e avaliação da reserva ovariana&#8221;, explica a especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não exista uma idade limite para se congelar os óvulos, a idade do congelamento dos óvulos é um dos fatores mais importantes para um melhor prognóstico reprodutivo. Isso acontece pois o potencial reprodutivo feminino sofre uma redução mais acentuada após os 35 anos, tornando a preservação da fertilidade uma estratégia importante para mulheres que ainda não pretendem engravidar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O cenário ideal é que a mulher realize pelo menos um ciclo de congelamento antes dos 35 anos, sendo em torno dos 30 anos a idade, considerada uma idade favorável, uma vez que a grande maioria das mulheres nessa faixa etária ainda tem uma reserva ovariana satisfatória, com melhor qualidade e quantidade de óvulos. Mulheres acima dos 35 ou até por volta dos 40 anos ainda podem realizar o procedimento, mas precisam ser orientadas sobre suas reais chances e possível necessidade de mais de uma coleta para obter um número adequado de óvulos&#8221;, explica a Dra. Mylena Naves Rocha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das mulheres que buscam o procedimento por uma questão de planejamento de vida, existem condições de saúde que tornam o procedimento uma recomendação clínica, segundo a especialista. Dentre elas se destaca a falência ovariana prematura, diagnosticada em mulheres com menos de 40 anos que apresentam irregularidade menstrual, alterações hormonais (hormônio anti-mulleriano e/ou FSH) e sintomas da pré menopausa. Nesse caso, a paciente tem urgência em congelar seus óvulos caso deseje ter filhos com seus próprios óvulos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra indicação clássica é o diagnóstico oncológico em mulheres em idade reprodutiva. Antes do início da quimioterapia ou radioterapia, tratamentos potencialmente gonadotóxicos, essas pacientes devem ser avaliadas por um especialista em reprodução humana para discutir estratégias de preservação da fertilidade, incluindo o congelamento de óvulos quando indicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as condições clínicas que podem comprometer a fertilidade, destaca-se a endometriose, especialmente quando há acometimento ovariano por endometriomas, condição que pode levar à redução da reserva ovariana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As chances de sucesso do tratamento com óvulos previamente congelados dependem de um conjunto de fatores. Entre os principais estão a idade da paciente e a quantidade de óvulos no momento do congelamento, a qualidade do sêmen no momento da fertilização e as futuras condições do útero. &#8220;Quanto mais jovem for a paciente no momento do congelamento e maior o número de óvulos preservados, maiores são as chances futuras de obtenção de embriões viáveis e de gravidez&#8221;, resume a médica, lembrando ainda que os avanços da vitrificação transformaram a preservação da fertilidade, tornando o armazenamento de óvulos uma estratégia segura e eficaz. &#8220;Os óvulos vitrificados podem permanecer armazenados por tempo indeterminado, sem evidências de perda da qualidade relacionada ao período de armazenamento. O potencial reprodutivo permanece o mesmo observado no momento do congelamento”, observa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como recomendação para aquelas mulheres que desejam engravidar, mas que ainda não se sentem prontas ou não estão no momento ideal em relação à vida profissional, a especialista em reprodução assistida da SBRA deixa um recado: “toda mulher que pretende adiar a maternidade deve receber orientação sobre sua fertilidade e conhecer a possibilidade do congelamento de óvulos. A decisão deve ser individualizada, mas quanto mais precoce a preservação da fertilidade, maiores tendem a ser as chances de sucesso reprodutivo no futuro.”</p>
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		<title>Uso excessivo de telas antes de dormir pode agravar o bruxismo e comprometer a qualidade do sono</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 11:49:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Odontologia & Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[agravamento do bruxismo]]></category>
		<category><![CDATA[Bruxismo]]></category>
		<category><![CDATA[ortodontista Luisa Cardoso]]></category>
		<category><![CDATA[uso excessivo de telas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dra. Luísa Casado: “Quando usamos telas até minutos antes de dormir, deixamos o cérebro em estado de alerta, dificultando o relaxamento. Isso pode favorecer os fatores que levam ao bruxismo” Crédito-foto: Mateus Takenaka O hábito de usar celulares, tablets e computadores antes de dormir pode comprometer a qualidade do descanso. A exposição prolongada às telas &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Dra. Luísa Casado: “Quando usamos telas até minutos antes de dormir, deixamos o cérebro em estado de alerta, dificultando o relaxamento. Isso pode favorecer os fatores que levam ao bruxismo</em></strong><em>”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Crédito-foto: Mateus Takenaka</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>hábito de usar celulares, <em>tablets</em> e computadores antes de dormir</strong> pode comprometer a qualidade do descanso. A exposição prolongada às telas estimula o cérebro justamente quando se deve desacelerar. Essa ativação no cérebro, além de dificultar o relaxamento, o comportamento pode favorecer o surgimento ou o <strong>agravamento do bruxismo</strong>, condição caracterizada pelo <strong>apertamento ou ranger involuntário dos dentes.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos indicam que cada hora adicional de uso de telas antes de dormir aumenta em 63% o risco de insônia e reduz em cerca de 24 minutos o tempo total de sono. De acordo com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a luz azul emitida pelos aparelhos eletrônicos inibe a produção de melatonina, hormônio responsável por regular o ciclo do sono. Além disso, conteúdos estimulantes, como vídeos curtos, redes sociais e jogos, mantêm o cérebro em estado de alerta e dificultam o início do descanso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação entre a qualidade do sono e o bruxismo é reconhecida por especialistas. Segundo a Associação Brasileira de Odontologia do Sono (ABROS), a condição tem origem multifatorial e está associada a fatores como estresse, ansiedade e alterações do sono. Assim, hábitos que dificultam um descanso reparador, como o uso excessivo de telas antes de dormir, podem contribuir para intensificar os episódios de apertamento ou ranger dos dentes em pessoas predispostas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as principais consequências do bruxismo estão dores nos músculos da mandíbula, cefaleia, sensibilidade dentária, desgaste dos dentes e sensação de cansaço ao despertar. Muitas pessoas também relatam desconforto na região do pescoço e dos ombros, reflexo da tensão muscular provocada pelos episódios de apertamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Quando usamos telas até minutos antes de dormir, deixamos o cérebro em estado de alerta, dificultando o relaxamento. Isso pode favorecer os fatores que levam ao bruxismo. Embora o uso de telas não seja a causa direta da condição, pode contribuir para o agravamento, podendo causar dores na face, que podem irradiar para o ouvido, pescoço e ombros, dores de cabeça e sensibilidade nos dentes&#8221;, explica a ortodontista especialista em sono, <strong>Dra. Luísa Casado</strong>, em Brasília/DF.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adotar hábitos saudáveis antes de dormir também contribui para uma noite de sono mais reparador. Reduzir o uso de telas pelo menos uma hora antes de deitar, manter o ambiente escuro, silencioso e confortável e investir em atividades relaxantes, como leitura, meditação ou exercícios de respiração, ajudam o organismo a entrar no ritmo adequado para o descanso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Uma boa higiene do sono é um dos principais pilares para conquistar noites de sono reparador e preservar a saúde como um todo. Pequenas mudanças de hábito, como evitar aparelhos eletrônicos antes de dormir, manter horários regulares para dormir e acordar e criar um ambiente tranquilo no quarto, podem melhorar a qualidade do sono e contribuir para reduzir fatores associados ao agravamento do bruxismo. Caso os sintomas persistam, é importante procurar um profissional para obter o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado&#8221;, orienta a Dra. Luísa Casado.</p>
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		<title>Coceira íntima nem sempre é candidíase</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 11:56:43 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Veja também]]></category>
		<category><![CDATA[Coceira íntima]]></category>
		<category><![CDATA[Dra. Karoline Prado]]></category>
		<category><![CDATA[Infecções Sexualmente Transmissíveis]]></category>
		<category><![CDATA[ISTs]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Automedicação e desinformação podem mascarar doenças ginecológicas e atrasar o tratamento correto &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Imagem: Magnific A coceira íntima é um dos sintomas mais comuns relatados por mulheres, mas tratá-la automaticamente como candidíase pode ser um erro com consequências importantes. O hábito de recorrer a medicamentos sem orientação médica ainda é frequente e pode mascarar diferentes &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Automedicação e desinformação podem mascarar doenças ginecológicas e atrasar o tratamento correto</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Imagem: Magnific</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>coceira íntima</strong> é um dos sintomas <strong>mais comuns relatados por mulheres</strong>, mas tratá-la automaticamente como candidíase pode ser um erro com consequências importantes. O hábito de recorrer a medicamentos sem orientação médica ainda é frequente e pode mascarar diferentes condições, como <strong>vaginose bacteriana</strong>, <strong>infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e até dermatites.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a ginecologista Dra. Karoline Prado, Joinville/SC, o problema vai além do desconforto imediato. “Nem toda coceira é candidíase, embora essa seja a associação mais comum”. Como a doutora explica, “quando a mulher se automedica, ela pode aliviar temporariamente os sintomas, mas não resolve a causa e isso pode agravar o quadro”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do diagnóstico equivocado, o uso indiscriminado de antifúngicos pode contribuir para o desequilíbrio da microbiota vaginal, favorecendo infecções recorrentes. Outro fator que merece atenção é o excesso de produtos íntimos, como sabonetes específicos, duchas e fragrâncias, que podem alterar o pH natural da região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A vulva e a vagina têm mecanismos próprios de defesa. Interferir demais, seja com medicamentos ou produtos, pode ser prejudicial. O ideal é procurar avaliação médica sempre que houver mudança nos sintomas”, orienta a especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os sinais de alerta, que exigem investigação, estão corrimento com odor forte, dor, ardência ao urinar e recorrência dos sintomas. O diagnóstico correto é fundamental para um tratamento eficaz e seguro.</p>
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		<title>Câncer renal: cuidado! Tabagismo, obesidade e hipertensão são fatores de risco importantes</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 11:51:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A doença atinge pessoas entre 50 a 70 anos, sendo mais comum aos 65 anos. Nas crianças, predomina um tipo específico denominado tumor de Wilms, que possui características clínicas e patológicas distintas do tumor do adulto. &#160;&#160; Foto-crédito: Magnific De 2026 a 2028, estima-se que o País registre anualmente mais de oito mil casos novos &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>A doença atinge pessoas entre 50 a 70 anos, sendo mais comum aos 65 anos. Nas crianças, predomina um tipo específico denominado tumor de Wilms, que possui características clínicas e patológicas distintas do tumor do adulto.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>&nbsp;&nbsp; Foto-crédito: Magnific</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De 2026 a 2028, estima-se que o País registre anualmente mais de oito mil casos novos de <strong>câncer de rim</strong>, segundo estatísticas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). É o <strong>15º tipo de câncer mais comum no Brasil</strong>, sendo a 17ª causa de morte, aponta o Global Cancer Observatory. A incidência da doença acomete 60% dos homens e 40% das mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudo realizado com pacientes do SUS mostrou 31.388 mil hospitalizações por neoplasia renal durante o período de 2013 a 2023, com uma tendência de aumento anual nas taxas internações, em especial nas pessoas acima de 60 anos, em ambos os sexos e em todas as regiões do País.&nbsp; Os casos vêm aumentando nas últimas décadas, devido provavelmente ao uso generalizado de exames de imagem como o ultrassom e tomografia de abdome para triagem clínica na população, destaca o <strong>professor Dr. Marcus Sadi</strong>, coordenador do Departamento de Uro-Oncologia da Sociedade Brasileira de Urologia – Seccional São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, o tabagismo continua sendo um dos fatores de risco mais importantes, dobrando as chances de desenvolver a doença. A obesidade aumenta em 50% o risco da doença, seguida pela hipertensão arterial, assim como insuficiência renal crônica em diálise. A exposição a produtos como&nbsp;amianto, cádmio, derivados de petróleo, assim como o contato com substâncias usadas no curtimento de couro, também aumentam o risco de câncer de rim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme ele explica, existe ainda uma diferença genética entre o câncer renal hereditário, e o não hereditário (esporádico).&nbsp; “Nos casos hereditários (germinativo) nasce-se com uma mutação genética em todas as células do corpo, herdada dos pais, representando 5% a 8% dos casos que, em geral, surgem antes dos 45 e 50 anos. No câncer renal esporádico (somático) uma mutação genética acontece ao acaso, no órgão comprometido, sem ser herdada. É a forma mais comum da doença, em mais de 90% dos casos, e acontece mais comumente em pessoas com idade superior a 50 e 60 anos”, ressalta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos estágios iniciais, o câncer renal não apresenta sintomas. Por isso, o ideal é encontrar o tumor assintomático, ativamente por exames de imagem e, justamente por isso, é importante sua detecção precoce. De fato, isso ocorre com frequência na atualidade. Estima-se que mais da metade dos casos são diagnosticados em exames de imagem de abdome realizados por outros motivos, sendo que esse percentual pode chegar a 80% nos casos de tumores pequenos de até 4 centímetros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Com a progressão da doença e, nos estádios mais avançados, surgem sinais e sintomas. É comum a presença de hematúria (sangue na urina) que pode ser macroscópica (identificada visualmente pelos pacientes) ou microscópica (detectada somente no exame de urina). Outras manifestações são dor lombar, presença de massa na região lombar ou no hipocôndrio, perda de peso inexplicável, febre sem causa aparente, fadiga intensa e sensação de mal-estar geral”, diz Marcus Sadi.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Impactos </strong>&#8211; A sobrevida mediana dos pacientes com câncer renal em cinco anos está ao redor de 75%, mas este percentual pode mudar de acordo com o estágio da doença no momento do diagnóstico. Para tumores pequenos e restritos ao rim, que são submetidos à cirurgia, essa taxa é superior a 90%. Nesses casos, após o tratamento, os pacientes têm uma vida completamente normal.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O risco de recidiva tumoral deve ser avaliado com base em diversos fatores clínicos e patológicos. Pode ser local, quando ocorre próxima do câncer renal original, ou à distância, mais frequentemente nos&nbsp;pulmões, ossos, fígado e cérebro. O maior risco de recidiva ocorre nos&nbsp;primeiros cinco anos&nbsp;após o tratamento, mas a doença pode recidivar tardiamente. Por isso, o acompanhamento de longo prazo é fundamental”, alerta o médico, ao destacar que a recidiva está fortemente ligada ao estágio do tumor ao diagnóstico: tumores pequenos e restritos ao rim têm sobrevida de cinco anos ao redor de 95%&nbsp;dos casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, acrescenta, “tumores localmente avançados têm risco aumentado de recidiva da doença, em 20% a 40% dos casos. Outros fatores importantes para recidivas são: grau nuclear do tumor; subtipo histológico; margens cirúrgicas positivas; idade mais avançada; sexo masculino; presença de sintomas; alterações nos exames laboratoriais ao diagnóstico.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tratamento &#8211;</strong> As estratégias são baseadas no estágio da doença e na avaliação de risco do paciente. Deve-se considerar também os subtipos histológicos do câncer renal, uma vez que eles diferem em suas características genéticas e clínicas. O tratamento endovenoso sistêmico pode ser necessário para pacientes com tumores avançados, quer sejam operados ou não, o que pode afetar negativamente a qualidade de vida. Entretanto, vários estudos confirmam que, mesmo nos casos de tumores metastáticos que necessitam submeter-se ao tratamento sistêmico, há uma grande melhora no bem-estar emocional, social e físico, incluindo desaparecimento de sintomas como fadiga, dor, melhora de sono e apetite em curto período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com as diretrizes internacionais, o câncer renal geralmente é tratado com nefrectomia parcial, quando os tumores têm tamanho pequeno e localização anatômica favorável, ou com nefrectomia radical quando existem tumores de maior volume. “A nefrectomia parcial para tumores com até quatro centímetros, com preservação do rim, deve ser a primeira opção terapêutica quando tecnicamente viável, pois oferece o mesmo percentual de cura comparada com a exérese total do rim, e preserva melhor a função cardiovascular de longo prazo”, aponta o urologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, segundo ele, deve-se ter o cuidado de selecionar corretamente cada caso para não deixar margens cirúrgicas positivas (tumor residual) após o procedimento, pois isso pode afetar adversamente os resultados de cura. A maioria dessas cirurgias são realizadas por via minimamente invasiva, seja por via laparoscópica exclusiva ou com auxílio de robôs.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra modalidade de tratamento é a ablação térmica percutânea, em geral, crioterapia ou a radiofrequência, ambas consideradas boas opções para casos de cânceres renais pequenos. Raramente pode-se utilizar a radioterapia estereotáxica, uma técnica que utiliza radiação de alta precisão ou vigilância ativa, mais comum para os casos que não são elegíveis ao tratamento cirúrgico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os pacientes com a doença de maior volume ou agressividade, que, em geral, são submetidos à nefrectomia radical, recomenda-se o uso de imunoterapia após a cirurgia (adjuvante) para casos selecionados. Já nos casos metastáticos, as terapias sistêmicas com agentes imunoterápicos e inibidores da tirosina-quinase são recomendadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Dr. Sadi, “a detecção precoce é a maior aliada do paciente. Nesse sentido, as campanhas de conscientização têm um papel importantíssimo ao alertar a população sobre a doença e seus impactos na saúde a curto e longo prazo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Doenças oculares podem evoluir sem sintomas e levar à perda de visão</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 11:45:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Foco]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Cegueira]]></category>
		<category><![CDATA[deficiência visual]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças oculares]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Daniel Vitor]]></category>
		<category><![CDATA[perda de visão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Condições como catarata, glaucoma, erros de refração e doenças da retina estão entre as principais causas. Crédito-foto: Magnific Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,2 bilhões de pessoas no mundo vivem com algum grau de deficiência visual. Em aproximadamente metade dos casos, a perda de visão poderia ter sido evitada ou ainda &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Condições como catarata, glaucoma, erros de refração e doenças da retina estão entre as principais causas.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Crédito-foto: Magnific</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,2 bilhões de pessoas no mundo vivem com algum grau de <strong>deficiência visual.</strong> Em aproximadamente metade dos casos, a perda de visão poderia ter sido evitada ou ainda não foi tratada. No Brasil, estudos indicam que a maioria dos <strong>casos de cegueira</strong> está relacionada a condições evitáveis ou reversíveis, como catarata e erros de refração não corrigidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Hospital das Clínicas da UFMG, integrante da Rede HU Brasil, disponibiliza atendimento especializado em Oftalmologia por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O coordenador do Serviço de Oftalmologia do HC-UFMG/HU Brasil, o <strong>Dr. Daniel Vitor</strong>, em Belo Horizonte/MG, destaca que as alterações mais comuns são os erros refracionais, como miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia (vista cansada), além de condições como conjuntivites, alergias oculares e síndrome do olho seco. Embora frequentes, essas doenças costumam ser corrigidas com óculos, lentes de contato ou tratamento clínico, sem risco de perda visual definitiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A catarata também está entre as principais causas de deficiência visual, especialmente em pessoas com mais de 50 anos. Daniel explica que, na maioria dos casos, o tratamento cirúrgico é eficaz e permite recuperação da visão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já as doenças capazes de provocar perda visual permanente e que variam conforme a faixa etária são as que mais preocupam. Na infância e adolescência, ele cita malformações oculares, traumas e infecções congênitas, com destaque para a toxoplasmose. “Entre as infecções congênitas, a toxoplasmose merece atenção especial, pois pode causar lesões na retina em até 80% dos bebês acometidos”, alerta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na vida adulta, a principal causa de cegueira irreversível é a retinopatia diabética, associada ao tempo de doença e ao controle inadequado da glicemia. Já entre idosos, destacam-se a degeneração macular relacionada à idade, que afeta a visão central, e o glaucoma, doença silenciosa que provoca perda progressiva do campo visual periférico. Conforme destaca, “o glaucoma é um exemplo clássico de doença silenciosa. Os sintomas surgem apenas em fases avançadas, quando já há perda visual irreversível.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Doenças sistêmicas</strong> &#8211; Diabetes, hipertensão, doenças autoimunes e infecções são algumas doenças sistêmicas que podem se manifestar nos olhos. Em alguns casos, o exame oftalmológico pode contribuir para o diagnóstico de condições gerais do organismo. O oftalmologista reforça que o diagnóstico precoce é fundamental para preservar a visão, especialmente em doenças assintomáticas nas fases iniciais, por isso mesmo a importância do acompanhamento periódico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A frequência das consultas deve ser individualizada, considerando idade, doenças associadas, histórico familiar e uso de medicamentos. Mesmo sem sintomas, a avaliação regular permite identificar alterações precoces e reduzir o risco de cegueira. Entre os sinais de alerta que exigem atendimento imediato estão perda súbita da visão, dor ocular intensa, vermelhidão importante, visão dupla, alterações no campo visual e surgimento de manchas escuras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista reforça ainda que hábitos de vida saudáveis contribuem para a saúde ocular, como alimentação equilibrada, atividade física, hidratação adequada e proteção contra a radiação ultravioleta. Também alerta para riscos evitáveis, como automedicação com colírios, especialmente os que contêm corticoides, que podem favorecer o desenvolvimento de glaucoma e catarata. Outro cuidado importante é evitar o hábito de coçar os olhos, que pode causar lesões na superfície ocular e contribuir para doenças como o ceratocone.</p>
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		<title>Coração em alerta: sinais de que ele pode estar fora de ritmo</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 13:34:13 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Arritmias cardíacas]]></category>
		<category><![CDATA[Associação Brasileira de Estimulação Cardíaca]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Marcelo Luiz Peixoto]]></category>
		<category><![CDATA[Marcapasso]]></category>
		<category><![CDATA[Palpitações]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foto-crédito: Magnific Palpitações, falta de ar, tontura, desmaios e cansaço excessivo podem indicar arritmias cardíacas. Reconhecer os sintomas e buscar avaliação médica é essencial para prevenir complicações graves Palpitações frequentes, sensação de que o coração &#8220;falha&#8221;, tonturas ou falta de ar costumam ser atribuídas ao estresse, à ansiedade ou ao excesso de cafeína. Embora isso &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto-crédito: Magnific</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Palpitações, falta de ar, tontura, desmaios e cansaço excessivo podem <strong>indicar arritmias</strong> <strong>cardíacas</strong>. Reconhecer os sintomas e buscar avaliação médica é essencial <strong>para prevenir complicações graves</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Palpitações frequentes, sensação de que o coração &#8220;falha&#8221;, tonturas ou falta de ar costumam ser atribuídas ao estresse, à ansiedade ou ao excesso de cafeína. Embora isso possa acontecer, esses sintomas também podem indicar uma arritmia cardíaca, alteração no ritmo dos batimentos que, dependendo do tipo, aumenta o risco de complicações como acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e até morte súbita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fibrilação atrial, considerada a arritmia sustentada mais comum no mundo, afeta cerca de 60 milhões de pessoas e está associada a um risco até cinco vezes maior de AVC. O problema é que muitas pessoas convivem com a doença durante anos sem diagnóstico, porque os sintomas podem ser leves, esporádicos ou até inexistentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Muitas pessoas acreditam que sentir o coração acelerado ou perceber batimentos irregulares é apenas consequência da ansiedade. Embora isso possa ocorrer, esses sinais também podem indicar uma arritmia. Quando são recorrentes ou aparecem acompanhados de falta de ar, tontura ou desmaios, é importante procurar avaliação médica&#8221;, explica o presidente da Associação Brasileira de Estimulação Cardíaca (ABEC). Segundo o especialista, cinco sinais merecem atenção: palpitações, falta de ar, tontura <strong>Dr. Marcelo Luiz Peixoto Sobra</strong>l, em São Paulo/SP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ou desmaios, cansaço excessivo sem causa aparente e dor ou desconforto no peito. Isoladamente, eles não confirmam uma doença cardíaca, mas quando surgem com frequência ou se repetem, devem ser investigados por um cardiologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;As arritmias podem fazer o coração bater rápido demais, devagar ou de forma irregular. Felizmente, hoje contamos com exames capazes de identificar essas alterações com precisão e indicar o tratamento mais adequado para cada paciente. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de evitar complicações&#8221;, afirma Sobral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico pode ser feito por exames, como eletrocardiograma e monitorização do ritmo cardíaco, enquanto o tratamento varia conforme o tipo de arritmia e pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos, ablação por cateter ou implante de dispositivos cardíacos, como marcapassos e cardiodesfibriladores.</p>
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		<title>Seegene Brazil amplia automação inteligente para laboratórios de diagnóstico molecular</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 13:25:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde & Negócios]]></category>
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		<category><![CDATA[automação inteligente]]></category>
		<category><![CDATA[biólogo Pedro Aguiar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nova solução integra gerenciamento automatizado de amostras com aumento de produtividade, rastreabilidade e confiabilidade dos processos laboratoriais A Seegene Brasil anuncia o lançamento do AIOS-VCMS no mercado brasileiro, solução que integra o sistema pré-analítico de gerenciamento automatizado de tampas de frascos (VCMS – Vial Cap Management System), tubos que contêm as amostras biológicas dos pacientes, &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Nova solução integra gerenciamento automatizado de amostras com aumento de produtividade, rastreabilidade e confiabilidade dos processos laboratoriais</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Seegene Brasil</strong> anuncia o lançamento do AIOS-VCMS no mercado brasileiro, solução que integra o sistema pré-analítico de gerenciamento automatizado de tampas de frascos (VCMS – Vial Cap Management System), tubos que contêm as amostras biológicas dos pacientes, ao <strong>Seegene STARlet-AIOS</strong>, proporcionando um fluxo de trabalho de diagnóstico totalmente conectado e inteligente. A tecnologia automatiza etapas críticas do processamento das amostras, contribuindo para aumentar a produtividade, reduzir erros humanos e garantir a rastreabilidade durante todo o processo laboratorial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O VCMS realiza automaticamente a leitura óptica dos códigos de barras, o destampamento, a aliquotagem e o retampamento dos frascos, permitindo que todo o processo pré-analítico ocorra de forma integrada ao sistema de diagnóstico molecular. O equipamento também é compatível com diferentes formatos globais de frascos para citologia em base líquida (LBC).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o gerente técnico e científico da Seegene Brazil, biólogo Pedro Aguiar, “o AIOS-VCMS representa um avanço importante na automação laboratorial ao integrar, em um único fluxo de trabalho, etapas que tradicionalmente exigem intervenção manual. Isso proporciona maior produtividade, rastreabilidade das amostras e mais confiabilidade ao diagnóstico, reduzindo significativamente a possibilidade de erros humanos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os diferenciais da solução está a capacidade de processar até 94 frascos em aproximadamente 50 minutos durante a etapa pré-analítica, além do reconhecimento automático das amostras por meio de códigos de barras 1D e 2D, com rastreamento e registro em tempo real para gestão completa dos dados laboratoriais. O sistema também prioriza posições internas durante o processamento para minimizar a contaminação cruzada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fluxo operacional foi desenvolvido para simplificar a rotina dos laboratórios. Após o carregamento das amostras, o equipamento automatiza a digitalização, a remoção das tampas, a divisão em alíquotas e a recolocação das tampas, preparando de forma integrada as amostras para os testes da Seegene e assegurando total integração com os sistemas de informação laboratoriais (LIS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Pedro Aguiar, “a automação completa permite que os profissionais concentrem seus esforços em atividades de maior valor agregado, enquanto o sistema garante padronização dos processos, rastreabilidade total e maior eficiência operacional”. Quando integrado ao Seegene STARlet-AIOS, o VCMS oferece um fluxo totalmente automatizado, desde o carregamento dos frascos até a obtenção do resultado da PCR em tempo real. O sistema reúne em uma única plataforma as etapas de extração de ácidos nucleicos, preparo da PCR, transferência e selagem das placas, amplificação e análise, proporcionando um processo contínuo, preciso e escalável para laboratórios de grande volume.</p>
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		<title>Doenças de pele: cuidado com os conteúdos oferecidos pelas redes sociais</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 13:36:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Doenças de pele]]></category>
		<category><![CDATA[Dra. Camila Mazza]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crédito-foto: Magnific As doenças de pele afetam entre 4,7 e 4,9 bilhões de pessoas em todo o mundo e figuram entre as principais causas globais de incapacidade. O cenário levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a reconhecer, em 2025, as doenças dermatológicas como uma prioridade global de saúde pública, reforçando a necessidade de ampliar &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Crédito-foto: Magnific</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">As doenças de pele afetam entre 4,7 e 4,9 bilhões de pessoas em todo o mundo e figuram entre as principais causas globais de incapacidade. O cenário levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a reconhecer, em 2025, as doenças dermatológicas como uma prioridade global de saúde pública, reforçando a necessidade de ampliar o acesso à informação, ao diagnóstico e ao tratamento. Apesar da dimensão do problema, muitos brasileiros ainda recorrem às redes sociais antes de buscar orientação médica para cuidar da pele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisa Datafolha mostrou que 54% dos brasileiros procuram conteúdos sobre cuidados com a pele, produtos, procedimentos e profissionais. Entre eles, 19% recorrem às redes sociais e criadores de conteúdo, enquanto apenas 14% buscam orientação médica. Entre os jovens, o cenário preocupa ainda mais. De acordo com levantamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), 70% dos brasileiros de 16 a 24 anos que apresentam acne, principal motivo de queixas dermatológicas nessa faixa etária, nunca consultaram um dermatologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se fala em cuidados com a pele, muita gente ainda pensa primeiro em procedimentos estéticos e rotina de <em>skincare</em>. Mas a pele, maior órgão do corpo humano, exerce funções essenciais para a proteção do organismo, controle da temperatura, defesa contra agentes externos e percepção sensorial. Uma pele saudável não é sinônimo de perfeição, mas de uma pele protegida, íntegra e com seus sinais de alerta reconhecidos precocemente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a dermatologista Camila Mazza, em São Paulo/SP, ainda existe uma percepção equivocada de que o dermatologista é procurado apenas por motivos estéticos. &#8220;A pele é um órgão e merece ser cuidada como qualquer outro. Manchas, feridas que não cicatrizam, coceiras persistentes, descamação, pintas que mudam de tamanho, cor ou formato e lesões que sangram podem indicar doenças que precisam de avaliação médica. Cuidar da pele também é prevenir, diagnosticar cedo e tratar corretamente&#8221;, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No consultório, a médica observa que esse comportamento tem se tornado cada vez mais frequente. &#8220;Hoje muitas pessoas começam um tratamento pela internet, misturam ativos, seguem tendências e só procuram um médico quando a pele já está sensibilizada ou apresenta complicações. Informação é importante, mas precisa vir de fontes confiáveis. Nem toda rotina serve para todos os tipos de pele&#8221;, alerta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da estética, a pele também pode refletir alterações sistêmicas, doenças inflamatórias, infecções, alergias e até alguns tipos de câncer. Por isso, mudanças persistentes não devem ser ignoradas. &#8220;A pele conversa com o nosso organismo o tempo todo. Quanto mais cedo aprendemos a observar seus sinais e adotamos hábitos simples de prevenção, maiores são as chances de manter não apenas uma pele saudável, mas também uma melhor qualidade de vida&#8221;, destaca a médica, dando, a seguir, algumas dicas para manter uma pele saudável no dia a dia:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Use protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados e durante o inverno;</li>



<li>Hidrate a pele regularmente com produtos adequados ao tipo de pele, especialmente após o banho;</li>



<li>Evite banhos muito quentes e demorados, que comprometem a barreira de proteção natural da pele;</li>



<li>Não copie rotinas de <em>skincare</em> das redes sociais. O que funciona para uma pessoa pode causar irritações, alergias ou agravar doenças dermatológicas em outra;</li>



<li>Observe sinais de alerta, como manchas que mudam de cor ou tamanho, feridas que não cicatrizam, coceiras persistentes, descamação ou lesões que sangram, e procure avaliação médica;</li>



<li>Mantenha hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, hidratação, sono de qualidade e controle do estresse, fatores que também influenciam diretamente na saúde da pele;</li>



<li>Evite a automedicação e o uso indiscriminado de ácidos ou produtos sem orientação profissional;</li>



<li>Consulte um dermatologista regularmente, principalmente em caso de histórico familiar de câncer de pele, doenças dermatológicas ou alterações persistentes.</li>
</ul>
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