Esclerose múltipla: diagnóstico precoce ajuda a reduzir avanço da doença

 Foto- crédito: Magnific

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 40 mil brasileiros convivem com esclerose múltipla, doença autoimune que afeta o sistema nervoso central e atinge principalmente o cérebro e a medula espinhal. A condição acontece quando o sistema imunológico passa a atacar a mielina, estrutura responsável por proteger os nervos e garantir a transmissão adequada dos impulsos nervosos. Apesar de ainda não existir cura, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado ajudam a controlar a progressão da doença e a reduzir o risco de sequelas mais graves.

De acordo com a radiologista Dra. Nathália Hatano, do Sabin Diagnóstico e Saúde de São Paulo/SP, os sintomas são diversos e podem variar conforme a região do sistema nervoso afetada. Entre os sinais mais comuns estão visão embaçada, perda de força muscular, formigamento, dificuldades de equilíbrio, fadiga intensa, tontura e alterações na coordenação motora. “Em alguns casos, os sintomas iniciais podem ser vagos e transitórios, o que pode atrasar a procura por atendimento médico”, alerta.

O grande desafio para o diagnóstico precoce é justamente essa variabilidade. Além disso, esses sintomas podem ser facilmente confundidos com outras condições tanto neurológicas quanto não neurológicas, como estresse, ansiedade, deficiências nutricionais ou doenças reumatológicas. Por causa disso, observa, “muitos pacientes chegam a consultar diferentes especialistas (oftalmologistas, ortopedistas, clínicos gerais) por anos antes de chegarem ao neurologista e ao diagnóstico correto”.

Quando esses sinais surgem de forma persistente ou recorrente, a recomendação é buscar avaliação médica o quanto antes. Isso porque a esclerose múltipla pode evoluir progressivamente quando não é identificada e tratada precocemente. “O acompanhamento desde as fases iniciais ajuda a reduzir crises inflamatórias, controlar sintomas e preservar a qualidade de vida dos pacientes”, explica a médica.

Exames de imagem – Os exames de imagem têm papel central no diagnóstico da doença, principalmente a ressonância magnética, que permite identificar lesões no cérebro e na medula espinhal causadas pelo processo inflamatório, característico da esclerose múltipla. Além de auxiliar na confirmação do diagnóstico, a ressonância também é importante para acompanhar a evolução da doença e avaliar a resposta ao tratamento ao longo do tempo.

Em alguns casos, o médico pode solicitar exames com contraste para observar, com mais precisão, áreas de inflamação ativa. Outras avaliações complementares também podem ser indicadas para descartar doenças com sintomas semelhantes e garantir um diagnóstico mais seguro. “Quanto antes a doença é identificada e o tratamento iniciado, maior é a chance de preservar as funções neurológicas do paciente e retardar a progressão da doença”, enfatiza a radiologista.

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