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	<description>Portal Medicina e Saúde - Qualidade da informação em Medicina e Saúde</description>
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		<title>Violência contra a mulher: quando dizer &#8220;não&#8221; se torna uma questão de sobrevivência</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 10:45:53 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Psicólogo Paulo Zago Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foto-crédito: Magnific O aumento dos casos de violência contra a mulher e dos índices de feminicídio no Brasil acende um alerta para um problema que, muitas vezes, começa muito antes das agressões físicas, a incapacidade de dizer “não&#8221;, dificultando o rompimento de relacionamentos abusivos. Na maioria das vezes, essa vulnerabilidade é resultado de uma combinação &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto-crédito: Magnific</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>aumento dos casos de violência contra a mulher</strong> e dos índices de <strong>feminicídio </strong>no Brasil acende um alerta para um problema que, muitas vezes, começa muito antes das agressões <strong>físicas, a incapacidade de dizer “não&#8221;, dificultando o rompimento de</strong> <strong>relacionamentos abusivos.</strong> Na maioria das vezes, essa vulnerabilidade é resultado de uma combinação de fatores emocionais, familiares, financeiros e sociais que se fortalecem ao longo dos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o <strong>psicólogo Paulo Zago</strong> <strong>Neto</strong>, conhecido como <strong>Neto Zago</strong>, em Bebedouro/SP, o ciclo de violência costuma ser gradual. Ele se inicia através de táticas de controle, desvalorização, isolamento social e a sistemática destruição da autoestima da mulher. Quando o confronto físico ocorre, é comum que a vítima já se encontre em um estado de fragilidade emocional profunda, sentindo-se incapaz de romper o vínculo. Esse cenário é muitas vezes agravado por traumas de infância, como rejeição ou abandono, que levam a mulher a aceitar abusos por temer que o fim do relacionamento seja mais doloroso do que a própria permanência na dinâmica de sofrimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme explica Neto Zago, “para o cérebro humano, processar o medo da rejeição é um dos desafios mais complexos, assemelhando-se muitas vezes à experiência de dor física. Tal fato esclarece as razões pelas quais diversas mulheres se mantêm em vínculos que deterioram seu bem-estar psíquico. Através de sucessivas humilhações, críticas e manobras manipulativas, elas acabam por acreditar que não são dignas de um tratamento superior. Ao subestimarem seu próprio valor, tornam-se propensas a aceitar migalhas afetivas, convencendo-se de que é impossível encontrar um novo companheiro ou recomeçar. Passam a crer que a felicidade está condicionada à aprovação alheia, sentem incapazes de manifestar o que pensam e, consequentemente, impossibilitadas de contrariar o parceiro.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o especialista, quanto mais tempo a mulher permanece nesse ciclo, maior tende a ser o risco de agravamento da violência. Entre os fatores que mais dificultam o rompimento estão a dependência emocional, dependência financeira, medo de represálias, filhos, falta de apoio familiar, crenças religiosas distorcidas, baixa autoestima, histórico de violência familiar, medo da solidão e julgamento social.&nbsp;Quando não há intervenção e fortalecimento emocional, a violência pode escalar até sua forma mais extrema, como perder a vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil registrou em média, um feminicídio a cada 5 horas e 25 minutos nos três primeiros meses de 2026, um aumento de 7,55% em comparação ao primeiro trimestre de 2025, considerado o maior número já contabilizado desde 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neto Zago explica que o primeiro “não” costuma ser o mais difícil. Muitas mulheres sentem culpa, medo e insegurança ao começar a se posicionar. Mas é justamente esse “não” que pode salvar a saúde emocional, a liberdade e, em alguns casos, o mais importante, a própria vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas atitudes podem ajudar mulheres a retomarem o controle, como reconhecer os sinais de abuso, buscar ajuda psicológica especializada, fortalecer a autoestima, reativar vínculos familiares e amizades, construir autonomia financeira, desenvolver autoconhecimento, aprender a estabelecer limites saudáveis, denunciar situações de violência, procurar apoio jurídico e redes de proteção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você sofre violência ou conhece alguém que esteja passando por uma situação de abuso, procure ajuda: ligue 180 &#8211; a Central de Atendimento à Mulher funciona gratuitamente, 24 horas por dia, todos os dias.</p>
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		<title>Vitiligo: a desinformação ainda é um dos principais obstáculos para quem convive com a doença</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 11:06:10 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[dermatologista Dr. Juliano Barros]]></category>
		<category><![CDATA[desinformação sobre vitiligo]]></category>
		<category><![CDATA[transmissão de vitiligo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foto-crédito-Magnific No Dia Mundial do Vitiligo, que foi celebrado em 25 de junho, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) reforça a importância da orientação médica e do acesso à informação de qualidade. O vitiligo é uma doença crônica caracterizada pela perda da pigmentação da pele em decorrência da diminuição da função e da destruição &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto-crédito-Magnific</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No <strong>Dia Mundial do Vitiligo</strong>, que foi celebrado em 25 de junho, a <strong>Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) reforça a importância da orientação médica</strong> e do acesso à informação de qualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>vitiligo</strong> é uma doença crônica caracterizada pela perda da pigmentação da pele em decorrência da diminuição da função e da destruição dos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina. A condição pode surgir em qualquer fase da vida e tem origem multifatorial, como genéticos, alterações imunológicas e neurológicas, distúrbios oxidativos celulares, estresse físico ou emocional e traumas na pele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o dermatologista <strong>Dr. Juliano Barros</strong>, em Santo André/SP, especialista e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), a desinformação ainda representa um dos principais obstáculos para quem convive com a doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, &#8220;é comum ouvir que o vitiligo pode ser transmitido pelo contato físico, mas isso não acontece. A doença não é contagiosa e não oferece qualquer risco de transmissão. Esclarecer esse tipo de informação é fundamental para reduzir o estigma enfrentado por muitos pacientes.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra característica que costuma gerar dúvidas é a ausência de sintomas físicos. Na maioria dos casos, o vitiligo não provoca dor, coceira ou desconforto. Seu principal sinal é o surgimento de manchas mais claras ou completamente despigmentadas em diferentes regiões do corpo. Conforme explica o Dr. Juliano, &#8220;o aparecimento dessas manchas costuma ser a manifestação mais evidente da doença”. Nesse sentido, “sempre que houver alteração na coloração da pele, a recomendação é buscar avaliação dermatológica para confirmar o diagnóstico e definir a melhor conduta, orienta.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução do quadro varia de pessoa para pessoa. Em alguns pacientes, as manchas permanecem restritas a determinadas áreas do corpo. Em outros, podem surgir em diferentes regiões ao longo do tempo. Por esse motivo, o acompanhamento médico é essencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das dúvidas relacionadas às causas da doença, ainda existe a falsa percepção de que não há tratamento disponível. Segundo o especialista, os avanços da dermatologia ampliaram as possibilidades terapêuticas e permitem controlar a progressão do quadro em muitos casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O tratamento busca regular a resposta imunológica envolvida no processo que afeta os melanócitos. Entre as opções disponíveis estão medicamentos imunomoduladores, agentes antioxidantes, procedimentos cirúrgicos em casos específicos e a fototerapia com luz ultravioleta, que pode estimular a repigmentação da pele e contribuir para resultados bastante positivos&#8221;, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos aspectos clínicos, o vitiligo também pode afetar a autoestima e a qualidade de vida dos pacientes. O preconceito e a falta de informação ainda fazem parte da realidade de muitas pessoas que convivem com a doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o Dr. Juliano, quanto mais conhecimento houver sobre o vitiligo, menores serão as barreiras enfrentadas pelos pacientes. O acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequados contribui para o controle da doença e ajuda a combater preconceitos que não têm fundamento”.</p>
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		<title>Hospital de Amor realiza primeira telecirurgia robótica</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 11:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hospitais do Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[Dr. Luis Romagnolo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O procedimento, que ocorreu a aproximadamente 2.700 quilômetros de distância, representa um marco para o Hospital de Amor e para o Sistema Único de Saúde (SUS) Foto: Divulgação O Hospital de Amor, anteriormente conhecido como Hospital de Câncer de Barretos/SP realizou no 30 de junho, a primeira telecirurgia robótica de longa distância do SUS, conectando, &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O procedimento, que ocorreu a aproximadamente 2.700 quilômetros de distância, representa um marco para o Hospital de Amor e para o Sistema Único de Saúde (SUS)</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto: Divulgação</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Hospital de Amor</strong>, anteriormente conhecido como Hospital de Câncer de Barretos/SP realizou no 30 de junho, a <strong>primeira telecirurgia robótica de longa distância do SUS</strong>, conectando, em tempo real, as unidades de Porto Velho (RO) e Barretos (SP). O procedimento foi realizado em um paciente com neoplasia maligna do reto, que estava no centro cirúrgico do HA Amazônia, em Rondônia, enquanto uma equipe médica atuava remotamente a partir da sede da instituição, no interior de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cirurgia, que ocorreu a aproximadamente 2.700 quilômetros de distância, representa um marco para o Hospital de Amor e para o Sistema Único de Saúde (SUS), ao demonstrar, na prática, como a combinação entre cirurgia robótica, conectividade de alta performance e equipes especializadas pode ampliar o acesso a procedimentos de alta complexidade em regiões distantes dos grandes centros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o cirurgião <strong>Dr. Luis Romagnolo</strong>, diretor de Inovação do HA e diretor científico do IRCAD América Latina, a telecirurgia permite que o comando do procedimento seja feito à distância, mantendo a lógica de uma cirurgia presencial, com a segurança de uma equipe completa ao lado do paciente. “Estamos falando de uma comunicação de milhares de quilômetros. O paciente e toda a equipe, com o robô, estão em Porto Velho, enquanto nós estamos no controle da cirurgia em Barretos. A conectividade faz essa tecnologia acontecer. O procedimento não muda; o que garante a qualidade é uma conexão segura, que permite atuar como se estivéssemos operando no local”, explica o médico, lembrando que o maior benefício está na possibilidade de aproximar pacientes e equipes locais de cirurgiões com alta expertise, mesmo quando a distância física seria um obstáculo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grande benefício para o paciente “é ter acesso à experiência de um cirurgião que, muitas vezes, não conseguiria estar presencialmente por causa da distância”, afirma o Dr. Romagnolo. A tecnologia aproxima esse profissional da equipe local e ajuda a entregar o melhor cuidado possível, permitindo, dessa forma, levar cirurgiões de alta expertise para pacientes do Sistema Único de Saúde, em tempo real.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura utilizada para o procedimento contou com uma rede dedicada de fibra óptica, redundância em 5G e recursos de segurança para garantir estabilidade, baixa latência e integração entre os equipamentos. A latência, que corresponde ao tempo entre o comando feito pelo cirurgião e a resposta do robô, é um dos fatores mais importantes para que a telecirurgia aconteça de forma segura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, acompanhou o procedimento em Barretos e destacou o papel da infraestrutura digital para viabilizar o avanço. Segundo ele, “construímos uma rede específica, dedicada, com redundância e resiliência, para garantir estabilidade, baixa latência e integração total durante o procedimento. Esse projeto começa conectando Porto Velho a Barretos, mas pode chegar a qualquer lugar do Brasil que tenha robô e infraestrutura digital adequada. O propósito é usar a tecnologia para reduzir desigualdades, ampliar o acesso e melhorar a experiência dos pacientes.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O procedimento também foi acompanhado remotamente pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que reforçou o significado da iniciativa para a modernização do SUS e para a descentralização do acesso a cirurgias complexas. “Esse é um grande avanço tecnológico. Significa oferecer aos pacientes atendidos 100% pelo SUS o que há de mais moderno, garantindo que uma pessoa em Porto Velho possa realizar uma cirurgia de alta complexidade perto da sua casa, sem precisar se deslocar para um grande centro. O movimento feito pelo cirurgião em Barretos percorre 2.700 quilômetros até Porto Velho em tempo real, sem delay. É uma revolução tecnológica no SUS, especialmente para regiões mais remotas”, ressaltou o ministro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Henrique Prata, presidente do Hospital de Amor, o momento simboliza a continuidade da missão que deu origem à instituição: levar cuidado de excelência a quem mais precisa. “Quando o Hospital de Amor nasceu, o nosso sonho era cuidar de quem mais precisava. Hoje, ver um paciente em Porto Velho sendo operado com o apoio de uma equipe em Barretos mostra que esse sonho continua crescendo. Isso é uma revolução no SUS e um passo muito importante para o futuro da saúde no Brasil. A tecnologia, quando está a serviço da vida, encurta distâncias, melhora a recuperação do paciente e leva esperança para lugares onde antes era muito mais difícil chegar. Somos muito gratos ao Ministério da Saúde e ao Ministério das Comunicações por caminharem conosco nessa missão”, destacou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O início do programa em Rondônia também tem significado especial pela realidade geográfica da região Norte, onde longas distâncias ainda representam uma barreira para o acesso a procedimentos especializados. Para o Dr. Carlos Alexandre Ramagem, médico cirurgião e diretor técnico do HA Amazônia, o avanço mostra como a tecnologia pode ajudar a superar desigualdades históricas. “Este é um momento extremamente importante, um marco para a medicina pública, não apenas de Rondônia, mas de todo o Brasil. Eu estou em Rondônia há quase 30 anos e conheço bem as dificuldades de viver e atuar em um estado distante dos grandes centros, especialmente na formação de profissionais. Trazer, por meio da tecnologia e da telecirurgia, a oportunidade de oferecer aos pacientes um tratamento adequado, com acesso a cirurgias de ponta, realizadas nos maiores centros do país e do mundo, é um avanço enorme”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do impacto direto para o paciente, a telecirurgia robótica abre novas possibilidades para integração entre equipes, troca de conhecimento e qualificação profissional. <strong>O Dr. Marcos Denadai</strong>, médico do Departamento de Cirurgia Colorretal do Hospital de Amor que esteve em Porto Velho para acompanhar o procedimento, avalia que o programa pode se tornar um divisor de águas. “Hoje, o acesso a esse tipo de cirurgia pelo sistema público ainda é muito difícil e, muitas vezes, restrito aos grandes centros. Iniciar esse programa em Porto Velho é algo muito importante para a região, para a instituição e, principalmente, para o paciente. Estamos falando de uma cirurgia mais delicada, mais precisa, com menos sangramento, menos complicações e, muitas vezes, uma recuperação mais rápida. Com a telecirurgia, ainda temos a possibilidade de integrar equipes, trocar experiências entre centros especializados e ampliar esse conhecimento. No fim, quem mais ganha é o paciente”, reforçou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O marco também evidencia a importância da educação médica para a incorporação segura de novas tecnologias. Em Barretos, o procedimento contou, ainda, com a participação do Dr. Armando Melani, cirurgião e diretor do IRCAD América Latina, reforçando o papel do centro de treinamento cirúrgico instalado no Hospital de Amor na formação de profissionais em cirurgia minimamente invasiva e robótica de toda a América Latina. Para o diretor, a telecirurgia não representa apenas a ampliação do acesso dos pacientes, mas também uma nova possibilidade de integração, ensino e suporte técnico entre equipes médicas, em tempo real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expectativa do Hospital de Amor é que, após esta primeira cirurgia, os procedimentos com suporte remoto sejam incorporados à rotina da instituição, não apenas entre Barretos e Porto Velho, mas também com as demais unidades espalhadas pelo país, fortalecendo a conexão entre as equipes e ampliando, gradualmente, a aplicação da tecnologia, visando beneficiar ainda mais pacientes do SUS em diferentes regiões do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Dr. Luis Romagnolo, o futuro da saúde passa justamente por essa integração entre assistência, inovação e acesso. “Levar uma plataforma robótica a lugares remotos, com a conectividade que estamos utilizando, significa oferecer benefícios reais aos pacientes e também aos médicos, que passam a ter acesso a equipes mais experientes. Por mais distantes que estejamos, a inovação aproxima as pessoas”, concluiu.</p>
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		<title>Cardiopatias congênitas: diagnóstico precoce e ampliação de redes especializadas são fundamentais no atendimento a pacientes com esta condição</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 12:07:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Foco]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[cardiopatias congênitas]]></category>
		<category><![CDATA[Cirurgia Cardíaca Pediátrica do InCor-HCFMUSP.]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Gustavo Foronda]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Marcelo Jatene]]></category>
		<category><![CDATA[InCor-HCFUSP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foto-crédito: Magnific Referência nacional no diagnóstico e tratamento de cardiopatias congênitas de alta complexidade, o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor-HCFMUSP) acompanha de perto a evolução dos cuidados destinados a crianças nascidas com malformações cardíacas. Apesar dos avanços expressivos da medicina nas últimas décadas, especialistas da instituição &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto-crédito: Magnific</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Referência nacional no diagnóstico e tratamento de <strong>cardiopatias congênitas</strong> de alta complexidade, o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (<strong>InCor-HCFMUSP</strong>) acompanha de perto a evolução dos cuidados destinados a crianças nascidas com malformações cardíacas. Apesar dos avanços expressivos da medicina nas últimas décadas, especialistas da instituição alertam que o principal desafio no Brasil continua sendo garantir acesso oportuno ao diagnóstico e tratamento especializado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As cardiopatias congênitas correspondem à malformação congênita mais frequente na infância e afetam entre 27 mil e 30 mil crianças por ano no país, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A condição pode englobar alterações na estrutura ou no funcionamento do coração presentes desde o nascimento e pode variar de quadros leves até casos complexos, que exijam intervenção nos primeiros meses de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reconhecido como um dos principais centros de referência da América Latina, o InCor realiza anualmente entre 500 e 600 cirurgias cardíacas pediátricas e entre 500 e 800 procedimentos por cateterismo em pacientes com cardiopatias congênitas. O ambulatório especializado recebe cerca de 50 novos pacientes por mês, encaminhados de diversas regiões do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Hoje dispomos de conhecimento, tecnologia e equipes altamente especializadas capazes de tratar a maioria das cardiopatias congênitas com excelentes resultados. O grande desafio é garantir que todas as crianças tenham acesso a esse cuidado no momento adequado”, explica Dr.&nbsp; Marcelo Jatene, diretor da Unidade de Cirurgia Cardíaca Pediátrica do InCor-HCFMUSP.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diagnóstico precoce &#8211;</strong> Diagnóstico precoce pode garantir o sucesso do tratamento. O principal exame para identificação das cardiopatias congênitas durante a gestação é o ecocardiograma fetal, que permite planejar o parto e garantir atendimento especializado desde os primeiros momentos de vida. No entanto, a realidade brasileira ainda é marcada pela distribuição desigual de profissionais e serviços especializados. Em muitas regiões, a falta de acesso ao diagnóstico fetal faz com que crianças cheguem tardiamente aos centros de referência, reduzindo as possibilidades de intervenção no momento ideal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>“O diagnóstico durante a gestação permite que toda a assistência seja organizada previamente, garantindo que o recém-nascido receba o tratamento necessário imediatamente após o nascimento. Quando isso não acontece, a jornada até o atendimento adequado costuma ser mais complexa”, observa Dr. Gustavo Foronda, coordenador-geral da Unidade de Cardiologia Pediátrica e Cardiopatia Congênita no Adulto do InCor-HCFMUSP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do diagnóstico, a insuficiência de leitos de terapia intensiva pediátrica, de equipes capacitadas e de centros habilitados para procedimentos de alta complexidade ainda representa um importante gargalo para o sistema de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mais adultos com cardiopatias congênitas</strong> &#8211; O trabalho desenvolvido por centros especializados, como o InCor, tem contribuído diretamente para a mudança no prognóstico dos pacientes. Atualmente, segundo diretrizes da American Heart Association (AHA) e do American College of Cardiology (ACC), cerca de 85% das crianças com cardiopatias congênitas alcançam a vida adulta, cenário impensável há algumas décadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialistas da instituição explicam, também, que uma parcela crescente desses pacientes leva uma vida plenamente integrada à sociedade, com independência funcional, inserção no mercado de trabalho e prática regular de atividades físicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Dr. Marcelo Jatene, “os avanços obtidos ao longo dos últimos anos mudaram a história natural dessas doenças. Hoje observamos cada vez mais pacientes chegando à vida adulta com qualidade de vida e integração social plena.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Novas tecnologias</strong> &#8211; Como centro de referência, o InCor também está na vanguarda da incorporação de tecnologias que ampliam a precisão diagnóstica e a segurança dos tratamentos. Ferramentas como ecocardiografia tridimensional, tomografia computadorizada de alta resolução, ressonância magnética cardíaca avançada e soluções baseadas em inteligência artificial fazem parte da rotina assistencial da instituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os recursos mais inovadores está a impressão 3D aplicada à cardiologia, que permite reproduzir com precisão a anatomia cardíaca de cada paciente para auxiliar no planejamento de cirurgias de alta complexidade. “Essas tecnologias nos permitem compreender melhor cada caso e definir estratégias terapêuticas mais seguras e personalizadas”, aponta Jatene.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O avanço dos procedimentos por cateterismo também tem ampliado as opções de tratamento, possibilitando, em determinadas situações, substituir cirurgias convencionais por abordagens minimamente invasivas. “Em muitos pacientes, conseguimos reduzir o tempo de internação, acelerar a recuperação e melhorar a qualidade de vida graças a essas novas tecnologias”, acrescenta Dr. Foronda.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ampliação do acesso</strong> &#8211; Para os especialistas do InCor, o Brasil já dispõe do conhecimento técnico necessário para enfrentar a cardiopatia congênita. O desafio agora é expandir o acesso a esse cuidado por meio do fortalecimento do diagnóstico fetal, da ampliação da rede de centros especializados e da formação de novos profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Além da assistência, o InCor participa de bancos de dados nacionais e internacionais voltados ao monitoramento de resultados e à melhoria contínua da qualidade do atendimento, reforçando seu papel como centro de excelência na produção de conhecimento e no desenvolvimento de soluções para as cardiopatias congênitas.</p>
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		<title>Doação de Sangue: A.C.Camargo registra mais de 6 mil bolsas utilizadas em 2026 e reforça chamado à doação</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 11:58:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Campanhas]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[A.C. Camargo]]></category>
		<category><![CDATA[Cancer Center]]></category>
		<category><![CDATA[doação de sangue]]></category>
		<category><![CDATA[Doador de Sangue]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma única doação pode salvar até quatro vidas. No hospital, o sangue é insumo crítico que sustenta cirurgias, transplantes e tratamentos oncológicos de alta complexidade Foto-Crédito: Magnific De janeiro a maio de 2026, o A.C.Camargo Cancer Center/São Paulo/SP utilizou 6.127 bolsas de sangue em transfusões realizadas nos momentos mais críticos do cuidado oncológico: internações, UTIs, &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Uma única doação pode salvar até quatro vidas. No hospital, o sangue é insumo crítico que sustenta cirurgias, transplantes e tratamentos oncológicos de alta complexidade</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto-Crédito: Magnific</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De janeiro a maio de 2026, o <strong>A.C.Camargo Cancer</strong> <strong>Center/São Paulo/SP</strong> utilizou 6.127 bolsas de sangue em transfusões realizadas nos momentos mais críticos do cuidado oncológico: internações, UTIs, transplantes, cirurgias e emergências. No mesmo período, o hospital recebeu 3.716 doações, um volume essencial, mas que precisa ser constante para garantir que cada etapa do tratamento aconteça com segurança e no tempo certo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um <strong>Cancer Center</strong>, a transfusão integra etapas complexas do tratamento, viabiliza procedimentos de alta exigência e sustenta decisões clínicas em tempo real. Manter os estoques em níveis seguros é um desafio contínuo para que o cuidado não para, lembrando ainda que uma única doação de sangue é separada em até quatro componentes (hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado) e pode beneficiar até quatro pacientes diferentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Afinal, cada componente atende a uma necessidade específica, como as hemácias que são indicadas em casos de anemia; as plaquetas, para pacientes com plaquetopenia; e o plasma, para diversas outras condições clínicas. Isso significa que um único gesto pode chegar a quatro pessoas ao mesmo tempo, tornando a doação de sangue uma das ações voluntárias de maior impacto em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como fazer sua doação</strong> &#8211; O agendamento é obrigatório e pode ser feito pelo link <a href="https://accamargo.org.br/form/agendamento-doacao-sangue">accamargo.org.br/form/agendamento-doacao-sangue</a>. Também é possível ligar para (11) 2189-5000, opção 5, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Requisitos para doação:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Estar em boas condições de saúde</li>



<li>Estar alimentado</li>



<li>Ter entre 16 e 69 anos</li>



<li>Pesar mais de 50 kg</li>



<li>Levar documento de identidade com foto</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Horários de atendimento:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Segunda a sexta-feira: 8h às 17h</li>



<li>Sábados: 8h às 15h</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Local: </strong>A.C.Camargo Cancer Center — Unidade Castro Alves Assistencial</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rua Castro Alves, 131 — Aclimação, São Paulo/SP</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sobre o A.C. Camargo Cancer Center &#8211; </strong>Desde sua fundação, há mais de 70 anos, o A.C.Camargo tem como propósito cuidar das pessoas e ampliar o acesso ao tratamento do câncer no Brasil. Referência internacional em oncologia, o Cancer Center atua de forma integrada em prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos. Seu propósito — honrar a vida, desafiando as fronteiras da oncologia e promovendo educação e pesquisa para a sociedade — está no centro de todas as suas ações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com um modelo assistencial e resultados iguais ou superiores aos dos principais centros oncológicos do mundo, o A.C.Camargo integra assistência de excelência, geração de conhecimento científico e formação de profissionais especializados. Ao todo, são cinco mil profissionais, entre eles mais de 700 médicos de seu corpo clínico fechado, dedicados e especializados no cuidado com pacientes oncológicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pioneiro na implementação de conceitos como Gestão de Alto Desempenho e Saúde Baseada em Valor, o Cancer Center também possui uma robusta frente de Impacto Social de alcance nacional, em que atua em parceria com o CONASEMS para a formação de mais de 500 mil agentes comunitários de saúde em todo o Brasil. Também é responsável por conduzir o projeto Missão A.C.Camargo em parceria com municípios de todo o país, oferecendo suporte para as secretarias de saúde desenvolverem programas de rastreio e prevenção do câncer. Desde maio de 2025, é uma instituição de reconhecida excelência no PROADI-SUS.</p>
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		<title>Fogueira, rojão e churrasco: cuidado com esse trio. Eles podem causar sérios acidentes durante os festejos julinos e jogos da Copa</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 09:54:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[acidentes com queimaduras]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Ariosto Santos]]></category>
		<category><![CDATA[fogos e queimaduras]]></category>
		<category><![CDATA[jogos da Copa e queimaduras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dr. Ariosto Santos: &#8220;normalmente, observamos um aumento de 40% a 50% no número de pacientes com queimaduras, tanto nos atendimentos ambulatoriais quanto nas internações, nesta época do ano. Crédito-foto: Divulgação O cheiro de milho cozido, o calor da fogueira, os fogos colorindo o céu e a torcida reunida para acompanhar os jogos. Poucas épocas do &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Dr. Ariosto Santos: &#8220;normalmente, observamos um aumento de 40% a 50% no número de pacientes com queimaduras, tanto nos atendimentos ambulatoriais quanto nas internações, nesta época do ano.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Crédito-foto: Divulgação</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O cheiro de milho cozido, o calor da fogueira, os fogos colorindo o céu e a torcida reunida para acompanhar os jogos. Poucas épocas do ano concentram tantas celebrações quanto os meses de inverno. Mas, junto com as festas juninas, julinas e as confraternizações motivadas pela Copa do Mundo, cresce também um alerta importante: <strong>cuidado com os acidentes por queimaduras</strong>. É nessa época do ano que os hospitais costumam registrar um aumento expressivo desse tipo de ocorrência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Normalmente, observamos um aumento de 40% a 50% no número de pacientes com queimaduras, tanto nos atendimentos ambulatoriais quanto nas internações, nesta época do ano. Isso acontece porque as pessoas passam mais tempo em casa, utilizam líquidos aquecidos com maior frequência e participam de eventos que envolvem fogueiras, fogos de artifício e churrascos. A ingestão de álcool reduz a atenção e favorece comportamentos de risco, aumentando a chance de queimaduras graves”, alerta <strong>Dr. Ariosto Santos</strong>, diretor científico da <strong>Sociedade Brasileira de</strong> <strong>Queimaduras </strong>e cirurgião plástico do Hospital Vitória Apart/Vitória/ES, observando que em ano de Copa do Mundo, esse cenário pode se intensificar ainda mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para curtir a temporada sem transformar a festa em emergência, ele pontua, a seguir, alguns cuidados essenciais durante os festejos:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Nunca use álcool para acender fogueiras ou churrasqueiras</strong> &#8211; Essa é uma das principais causas de queimaduras graves. “A chama pode percorrer o jato de combustível até o recipiente e provocar uma explosão. É um tipo de acidente que continua acontecendo todos os anos e pode causar queimaduras muito graves em quem está manipulando o produto e nas pessoas ao redor”, explica o médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Deixe a fogueira sob responsabilidade de um único adulto &#8211; </strong>A recomendação é utilizar apenas materiais apropriados para acendimento, manter distância segura e deixar a tarefa sob responsabilidade de um único adulto. Quanto menos pessoas manipulando o fogo, menor o risco de acidentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Nada de pular fogueira &#8211;</strong> Por mais tradicional que a brincadeira possa parecer, quedas sobre brasas ainda provocam queimaduras graves todos os anos. “Já atendemos pacientes que caíram sobre brasas ao tentar atravessar a fogueira. Mesmo quando o fogo parece estar apagando, o risco continua existindo”, assegura o médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Não solte fogos de artifício após ingerir bebida alcoólica &#8211;</strong> Os fogos de artifício seguem entre as principais causas de queimaduras graves nessa época do ano. O perigo aumenta quando são manuseados sem equipamentos adequados ou após o consumo de bebidas alcoólicas. “O álcool reduz os reflexos e aumenta a impulsividade, favorecendo erros durante o manuseio de rojões e outros artefatos”, alerta o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. Nunca segure rojões ou fogos nas mãos</strong> &#8211; O correto é utilizar suportes apropriados e seguir rigorosamente as orientações do fabricante. Uma explosão prematura pode causar lesões muito graves. “As pessoas sabem que o correto é utilizar suportes para lançar rojões, mas muitas acabam segurando os artefatos nas mãos. Quando ocorre uma explosão prematura, as lesões costumam ser severas e podem comprometer dedos, mãos e rosto”, afirma Ariosto Santos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. Oriente as crianças a não reacender bombinhas &#8211;</strong> Outro cuidado importante é nunca tentar reacender bombinhas ou fogos que falharam. “A recomendação vale especialmente para as crianças que, frequentemente, se aproximam do artefato acreditando que ele não funcionará mais e tentam manipulá-lo novamente. A explosão pode ocorrer de forma inesperada”, comenta o médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>7. Mantenha crianças longe de fogueiras, churrasqueiras e alimentos quentes &#8211;</strong> Panelas, caldos, canjicas, chocolates quentes e outros preparos típicos podem causar queimaduras importantes, especialmente em crianças pequenas. “Quanto menor a idade da criança, maior o risco de acidentes graves. Além dos fogos e fogueiras, alimentos e bebidas muito quentes também representam perigo. Panelas, recipientes aquecidos e líquidos ferventes podem causar queimaduras importantes em poucos segundos”, alerta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>8. Redobre a supervisão durante festas e jogos &#8211;</strong> Segundo Ariosto Santos, a combinação entre confraternizações, distrações e consumo de álcool costuma aumentar a ocorrência de acidentes domésticos. &#8220;Os pais precisam manter atenção constante. Muitas vezes, basta um momento de distração para que a criança se aproxime de uma fogueira, churrasqueira ou recipiente com líquido quente&#8221;, observa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Se a queimadura acontecer, o que fazer?</strong> &#8211; Em caso de queimadura, a orientação é resfriar a área afetada com água corrente em temperatura ambiente por alguns minutos e procurar atendimento médico. Receitas caseiras, como pasta de dente, manteiga, pó de café ou pomadas sem orientação profissional, não devem ser utilizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não passe nada. Lava com água corrente, coloca um pano limpo e vai direto para um hospital que tenha unidade de queimados”, orienta Dr. Ariosto Santos, informando que, quando a queimadura não recebe os cuidados adequados logo após o acidente, o risco de infecção aumenta e as lesões podem se tornar mais profundas, deixando sequelas e cicatrizes importantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um sinal de alerta, destaca o médico, “é quando a região fica esbranquiçada ou apresenta pouca dor, pois isso pode indicar uma queimadura mais grave, um comprometimento mais profundo dos tecidos, tornando o caso uma emergência médica.”</p>
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		<title>Sociedade Brasileira de Medicina Personalizada apoia alerta de ministra sobre estigma da endometriose e defende terapias de precisão contra dores crônicas</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 09:49:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Guilherme Renke]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Walter Pace]]></category>
		<category><![CDATA[estigma da endometriose]]></category>
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		<category><![CDATA[Sociedade de Medicina Personalizada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Presidente da SBMP, Prof. Dr. Walter Pace: “a iniciativa de destinar recursos científicos para essas patologias é um marco histórico e um passo importante para que a saúde da mulher seja tratada com a seriedade clínica e a urgência que o tema exige”&#160; A Sociedade Brasileira de Medicina Personalizada (SBMP) manifestou oficialmente seu total apoio &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Presidente da SBMP, Prof. Dr. Walter Pace: “a iniciativa de destinar recursos científicos para essas patologias é um marco histórico e um passo importante para que a saúde da mulher seja tratada com a seriedade clínica e a urgência que o tema exige”<br>&nbsp;</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>Sociedade Brasileira de Medicina Personalizada (SBMP</strong>) manifestou oficialmente seu total apoio ao recente lançamento do projeto de pesquisa e desenvolvimento de <strong>tecnologias voltado à endometriose, à dor pélvica e à</strong> <strong>saúde menstrual</strong>, anunciado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O programa visa criar soluções inovadoras para condições que afetam milhões de mulheres no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o evento de lançamento, a Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, chamou a atenção para o &#8220;verdadeiro estigma&#8221; que ainda envolve o tema no país, destacando o impacto prático na rotina feminina: “Eu tenho uma filha que tem dores e cólicas menstruais. Há dias em que ela não consegue ir para o colégio, mas ela fica morta de vergonha porque acha que ninguém deve saber que é por causa da cólica. Então há muita subjetividade nisso, o que prejudica o desempenho escolar. Você imagina, então, no trabalho”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o presidente da SBMP, <strong>Prof. Dr. Walter Pace</strong>, a iniciativa de destinar recursos científicos para essas patologias é um marco histórico e um passo importante para que a saúde da mulher seja tratada com a seriedade clínica e a urgência que o tema exige. De acordo com Pace, o maior estigma enfrentado pelas pacientes reside exatamente na naturalização da dor.&nbsp; &#8220;Historicamente, a sociedade e, até mesmo, parte da comunidade médica, condicionaram a mulher a acreditar que sentir dores incapacitantes durante o período menstrual era algo normal. Não é. Essa banalização da cólica severa cria uma barreira invisível que faz com que uma paciente demore, em média, de sete a dez anos para obter um diagnóstico definitivo de endometriose profunda no Brasil. Apoiar a fala da ministra Luciana Santos significa lutar para que essas mulheres parem de sofrer em silêncio&#8221;, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente da SBMP ressalta ainda que, além do diagnóstico precoce, o grande desafio na promoção da saúde feminina está em garantir o acesso a terapias modernas e individualizadas que barrem a evolução da doença. Conforme destaca, &#8220;a endometriose profunda, a adenomiose e os miomas uterinos provocam hemorragias e dores crônicas devastadoras. Quando a ministra fala em quebrar o estigma e buscar tratamentos adequados, nós, como médicos, precisamos falar em garantir o direito de tratar essas mulheres com o que há de mais eficiente na medicina de precisão, incluindo a via dos implantes hormonais subcutâneos de liberação contínua, que tratam a raiz da dor sem a toxicidade hepática dos medicamentos orais.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O vice-presidente da entidade médica, <strong>Dr. Guilherme Renke</strong>, corrobora com a análise e alerta sobre o impacto social e econômico da doença, que afeta cerca de uma a cada dez mulheres em idade reprodutiva no país. Segundo ele, &#8220;a endometriose não é apenas uma condição física; ela compromete a saúde mental, os relacionamentos e a capacidade produtiva da mulher. Estudos mostram que as dores intensas podem afastar as mulheres do trabalho por mais de 10 horas semanais. Nesse sentido, combater o estigma mencionado pela ministra Luciana Santos é também entender a endometriose como um problema de saúde pública e de economia ativa.”<br> </p>



<p class="wp-block-paragraph">O endocrinologista alerta ainda que o atual ecossistema de debate no Brasil precisa separar a medicina séria dos modismos estéticos para proteger essas pacientes. Infelizmente, afirma, “a desinformação gerou um novo estigma: o de associar tratamentos hormonais legítimos ao ganho estético. A SBMP condena veementemente o uso de implantes para fins de beleza ou performance esportiva, mas defende que o cerco regulatório aos abusos não pode punir a mulher doente. O tratamento individualizado, desenhado sob exames laboratoriais rigorosos, devolve a dignidade e a qualidade de vida a milhares de brasileiras que sofrem com essa condição silenciosa. A saúde feminina precisa de ciência, acolhimento e políticas públicas integradas, exatamente como defendeu a ministra.”</p>
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		<title>Campanha do Agasalho: Grupo Neocenter arrecada doações para o Lar Teresa de Jesus/Belo Horizonte</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 10:24:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Campanhas]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Campanha do Agasalho so Neocenter]]></category>
		<category><![CDATA[Diretor Presidente do Grupo Neocenter]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Wagner Neder Issa]]></category>
		<category><![CDATA[Flávia Braga Miquelino]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Neocenter]]></category>
		<category><![CDATA[Lar Teresa de Jesus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crédito-Foto: Divulgação A Campanha do Agasalho 2026 do Grupo Neocenter arrecadou roupas, luvas, toucas, meias, cachecóis e agasalhos para doar ao Lar Teresa de Jesus/BH/MG. As doações foram entregues à Instituição e serão disponibilizadas tanto para o público assistido pela entidade, quanto para venda no bazar beneficente realizado periodicamente pelo Lar, com o objetivo de &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Crédito-Foto: Divulgação</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>Campanha do Agasalho 2026</strong> do <strong>Grupo Neocenter</strong> arrecadou roupas, luvas, toucas, meias, cachecóis e agasalhos para doar ao <strong>Lar Teresa de</strong> <strong>Jesus/BH/MG</strong>. As doações foram entregues à Instituição e serão disponibilizadas tanto para o público assistido pela entidade, quanto para venda no bazar beneficente realizado periodicamente pelo Lar, com o objetivo de arrecadar fundos para a manutenção da prestação de serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inspirados pelo mote ‘<strong>Aqueça um coração’</strong>, colaboradores do Neocenter Maternidade, Neocenter Felício Rocho e Neocenter Sede Administrativa/Belo Horizonte/MG, se uniram em prol de um mesmo propósito, ajudar a combater o frio daqueles que precisam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com <strong>Flávia Braga Miquelino</strong>, assistente social do Lar Teresa <strong>de Jesus</strong>, “receber diariamente mães que enfrentam momentos de grande preocupação e angústia é um grande desafio para nós, mas saber que podemos contar com uma instituição que compartilha do mesmo propósito de acolher, cuidar e oferecer esperança fortalece ainda mais a nossa missão. Acreditamos que grandes transformações acontecem quando diferentes mãos se unem em favor da vida. Por isso, agradecemos ao Neocenter por caminhar ao nosso lado, contribuindo para que tantas pessoas encontrem apoio, conforto e acolhimento nos momentos em que mais precisam. Esta parceria gera cuidado, solidariedade e esperança.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Lar Teresa de Jesus acolhe familiares e acompanhantes de pacientes internados nas unidades assistenciais do <strong>Grupo Neocenter</strong>. A parceria entre as instituições foi firmada em 2022 e, se depender da Diretoria e dos colaboradores, vai ser mantida por muitos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando nos unimos para ajudar o próximo, transformamos pequenos gestos em grandes demonstrações de cuidado. A entrega dessas doações ao Lar Teresa de Jesus representa muito mais do que a arrecadação de agasalhos; ela simboliza o carinho e a solidariedade dos nossos colaboradores com famílias que enfrentam momentos desafiadores enquanto acompanham seus entes queridos em tratamento. Ver o engajamento dos nossos colaboradores em iniciativas como esta demonstra que a solidariedade faz parte da nossa cultura. Temos a certeza de que essa união continuará gerando impacto positivo por muitos anos”, afirma <strong>Dr.</strong> <strong>Wagner Neder Issa, Diretor-Presidente do Grupo Neocenter.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das acomodações do Lar Teresa de Jesus, os acompanhantes de pacientes do Neocenter que necessitam de um ponto de apoio podem realizar até seis refeições no local, assim como utilizar o espaço para a guarda de pertences, banho e descanso. E ainda, uma parcela desse público, pode pernoitar na entidade enquanto o paciente estiver internado no Neocenter.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Lar Teresa de Jesus</strong><em> &#8211; </em>Fundado por Dona Magdalena de Araújo, o Lar Teresa de Jesus tem como missão o acolhimento de forma integral, com ações baseadas em valores espirituais, sociais e humanísticos, por meio da garantia de acesso à cidadania e promoção humana de pessoas em tratamento do câncer ou doenças crônicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer fazer uma doação e fazer parte dessa corrente do bem? Entre em contato: (31) 9 8711-6476/ (31) 3291-1330.</strong></p>
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		<title>Infertilidade afeta uma em cada seis pessoas no mundo. Metade dos casos envolve fatores masculinos</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 10:11:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Dra. Roberta Sacchetto]]></category>
		<category><![CDATA[infertilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Infertilidade fatores mascuinos]]></category>
		<category><![CDATA[Rede Mater Dei]]></category>
		<category><![CDATA[Reprodução Humana da Rede Mater Dei]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Especialista da Rede Mater Dei destaca a importância da investigação precoce e da avaliação do casal Crédito-foto: GettyImages Pela primeira vez, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou uma diretriz global para o cuidado da infertilidade. Na publicação, a entidade faz um alerta aos países: o acesso à saúde reprodutiva precisa se tornar mais seguro, &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Especialista da Rede Mater Dei destaca a importância da investigação precoce e da avaliação do casal</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Crédito-foto: GettyImages</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pela primeira vez, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou uma diretriz global para o <strong>cuidado da infertilidade</strong>. Na publicação, a entidade faz um alerta aos países: o acesso à saúde reprodutiva precisa se tornar mais seguro, equitativo e acessível. A medida marca uma mudança importante na forma como o tema é tratado, deixando de ser visto apenas como uma questão individual para ocupar espaço entre as prioridades da saúde pública mundial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números ajudam a explicar essa preocupação. Segundo a OMS, cerca de 17,5% da população adulta mundial &#8211; aproximadamente uma em cada seis pessoas &#8211; enfrentará infertilidade em algum momento da vida. No Brasil, estimativas da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) apontam que cerca de 8 milhões de pessoas convivem com a condição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o Mês da Conscientização sobre a Infertilidade, especialistas reforçam que o diagnóstico precoce continua sendo uma das principais ferramentas para ampliar as chances de gravidez e definir estratégias de tratamento mais eficazes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fatores masculinos &#8211; </strong>Um dos principais equívocos relacionados à infertilidade é acreditar que a dificuldade para engravidar está associada apenas à mulher. Para a ginecologista especialista em <strong>Reprodução Humana</strong> <strong>da Rede Mater Dei,</strong> <strong>Dra. Roberta Sacchetto</strong>, que atende nas unidades da rede Santo Agostinho e Betim-Contagem, a investigação deve envolver o casal desde o início. “Os fatores masculinos e femininos têm participação muito semelhante nos casos de infertilidade. Por isso, não podemos concentrar toda a investigação apenas na mulher. O espermograma é um exame simples, acessível e fundamental para avaliar a fertilidade masculina”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando procurar ajuda &#8211; </strong>A recomendação médica é que casais procurem avaliação especializada após 12 meses de tentativas regulares sem sucesso e sem uso de métodos contraceptivos. Para mulheres com mais de 35 anos, o prazo cai para seis meses. Além disso, algumas situações justificam a busca antecipada por orientação médica, como ciclos menstruais irregulares, histórico de endometriose, cirurgias ovarianas prévias ou alterações já identificadas nos exames do parceiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a <strong>Dra. Roberta Sacchetto</strong>, “a fertilidade feminina sofre uma redução natural com o passar dos anos, especialmente após os 35 anos. Muitas vezes essa queda acontece sem sintomas perceptíveis, o que torna a avaliação médica ainda mais importante”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Corrida contra o tempo</strong> &#8211; Apesar dos avanços da medicina reprodutiva, a idade permanece como um dos fatores que mais influenciam as chances de gravidez. Por isso, especialistas reforçam que o tempo é um dos recursos mais valiosos para quem deseja ter filhos. A investigação pode incluir exames hormonais, avaliação da reserva ovariana, ultrassonografia, histerossalpingografia – exame que avalia as trompas, e análise seminal. A partir dos resultados, o tratamento é definido de forma individualizada. “Quanto mais cedo identificarmos a causa da dificuldade para engravidar, maiores tendem a ser as opções de tratamento e as chances de sucesso reprodutivo”, ressalta a especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Reprodução assistida ganha espaço &#8211; </strong>O aumento da idade média da maternidade e a maior conscientização sobre infertilidade têm impulsionado a procura por tratamentos de reprodução assistida nos últimos anos. Entre as principais técnicas está a fertilização in vitro (FIV), indicada para diferentes situações, como alterações tubárias, endometriose, fatores masculinos e diminuição da reserva ovariana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), a técnica consiste na fecundação do óvulo pelo espermatozoide em laboratório, seguida da transferência do embrião para o útero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os avanços tecnológicos ampliaram a precisão dos diagnósticos e a segurança dos tratamentos, permitindo abordagens cada vez mais personalizadas. Ainda assim, especialistas reforçam que nenhuma tecnologia é capaz de eliminar completamente o impacto da idade sobre a fertilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quebrar o tabu também faz parte do tratamento &#8211; </strong>Além dos desafios clínicos, a infertilidade ainda é cercada por estigmas que atrasam a busca por ajuda especializada. O medo do julgamento, a vergonha ou a expectativa de que a gravidez aconteça naturalmente com o tempo podem fazer com que muitos casais adiem a investigação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme destaca a<strong> Dra. Roberta Sacchetto</strong>, “buscar ajuda não significa fracasso. Significa entender o que está acontecendo e ampliar as possibilidades de encontrar o tratamento mais adequado para cada caso”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Nova droga para câncer de pâncreas foi destaque na ASCO 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[portalmedicinaesaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 10:22:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[ASCO 2026]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de pâncreas]]></category>
		<category><![CDATA[Dr.  Felipe José Fernández Coimbra]]></category>
		<category><![CDATA[Nova droga para câncer de pâncreas]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade de Cirurgia Oncológica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dr. Felipe Coimbra: “Embora ainda existam perguntas importantes sem resposta, os dados representam um dos avanços mais relevantes observados nos últimos anos para esse tipo de tumor”. O estudo mais comentado da ASCO 2026, principal congresso mundial de Oncologia Clínica, realizado em Chicago, nos Estados Unidos, apresentou resultados promissores para pacientes com câncer de pâncreas &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Dr. Felipe Coimbra: “Embora ainda existam perguntas importantes sem resposta, os dados representam um dos avanços mais relevantes observados nos últimos anos para esse tipo de tumor”. </em></strong><strong><em></em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo mais comentado da <strong>ASCO 202</strong>6, principal congresso mundial de Oncologia Clínica, realizado em Chicago, nos Estados Unidos, apresentou resultados promissores para pacientes com câncer de pâncreas avançado. O assunto teve ampla repercussão mundial nas últimas semanas. E o motivo para o tema ter sido o destaque do evento é justamente a sua relevância, conforme explica o cirurgião oncológico <strong>Dr. &nbsp;Felipe José Fernández</strong> <strong>Coimbr</strong>a, em São Paulo/SP, secretário-geral da <strong>Sociedade Mundial de Cirurgia Oncológica – WSSO.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme ressalta, a pesquisa avaliou uma nova droga chamada daraxonrasib e mostrou aumento da sobrevida, maior controle da doença, mais respostas tumorais e menos efeitos adversos graves em comparação com a quimioterapia utilizada atualmente nesse cenário. Embora ainda existam perguntas importantes sem resposta, os dados representam um dos avanços mais relevantes observados nos últimos anos para esse tipo de tumor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender melhor a importância desse estudo, o Dr. Felipe expõe, a seguir, os principais tópicos da pesquisa, confira:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 &#8211; O estudo foi realizado em um dos cânceres mais difíceis de tratar</strong> &#8211; Embora represente uma parcela relativamente pequena dos diagnósticos de câncer, o câncer de pâncreas está entre as principais causas de morte pela doença em todo o mundo. Isso acontece porque os sintomas costumam surgir apenas em fases mais avançadas, quando o tumor já cresceu significativamente ou se espalhou para outros órgãos. Como consequência, muitos pacientes recebem o diagnóstico quando as possibilidades de cura já são limitadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o câncer de pâncreas é conhecido por seu comportamento agressivo e por responder menos aos tratamentos do que outros tumores. Nas últimas décadas, a oncologia registrou avanços importantes em áreas como câncer de mama, pulmão, melanoma e alguns tumores hematológicos. No entanto, os progressos no câncer de pâncreas ocorreram de forma mais lenta, fazendo com que a doença continuasse associada a altas taxas de mortalidade e poucas opções terapêuticas capazes de mudar significativamente seu prognóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi justamente nesse cenário que o daraxonrasib chamou a atenção dos especialistas durante a ASCO 2026. O estudo envolveu pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático metastático, a forma mais comum do câncer de pâncreas. Isso significa que a doença já havia se espalhado para outras partes do corpo, como fígado, pulmões ou peritônio. Nessa fase, a cirurgia normalmente deixa de ser uma opção curativa e o tratamento passa a ter como objetivos controlar o crescimento do tumor, aliviar sintomas, preservar a qualidade de vida e prolongar a sobrevida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por se tratar de uma população com doença avançada e prognóstico historicamente desfavorável, qualquer ganho consistente em sobrevida ou controle tumoral costuma despertar grande interesse da comunidade científica. É uma das razões pelas quais os resultados do daraxonrasib foram considerados um dos destaques do congresso deste ano</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 &#8211; Os pacientes já haviam recebido outros tratamentos. Justamente por isso o estudo chamou tamta atenção &#8211;</strong> O daraxonrasib não foi testado em pessoas recém-diagnosticadas com câncer de pâncreas. Todos os participantes já haviam recebido tratamento anterior e apresentaram progressão da doença. Em outras palavras, neste grupo de pacientes, o câncer continuou crescendo apesar das terapias utilizadas até então.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No câncer de pâncreas metastático, o tratamento inicial geralmente envolve combinações de quimioterapia. Quando a doença volta a crescer ou deixa de responder, os médicos precisam recorrer a outras opções terapêuticas, conhecidas como segunda ou terceira linha de tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Historicamente, os resultados nessa fase costumam ser mais limitados. É nesse contexto que o daraxonrasib foi estudado. A droga pertence a uma categoria chamada terapia-alvo. Diferentemente da quimioterapia, que atua principalmente sobre células que se multiplicam rapidamente, as terapias-alvo procuram bloquear mecanismos específicos que ajudam o tumor a crescer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma forma simples de entender a diferença é imaginar uma árvore cheia de galhos. A quimioterapia tenta reduzir o crescimento da árvore como um todo. Já a terapia-alvo procura identificar qual raiz está alimentando aquele crescimento e interferir diretamente nela.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 &#8211; O estudo comparou a nova droga diretamente com a quimioterapia</strong> &#8211; Os pesquisadores recrutaram 500 pacientes na América do Norte, Europa e Ásia e os distribuíram aleatoriamente para receber daraxonrasib ou quimioterapia. Esse tipo de comparação direta é considerado um dos métodos mais rigorosos da pesquisa clínica porque permite avaliar se o novo tratamento realmente oferece vantagens em relação ao padrão atualmente utilizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos desse tipo são fundamentais para demonstrar se um novo medicamento produz benefícios reais para os pacientes. Ao comparar diretamente as duas estratégias, os pesquisadores conseguem avaliar diferenças em sobrevida, controle da doença, resposta tumoral e segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 &#8211; A sobrevida praticamente dobrou &#8211;</strong> O principal resultado do estudo foi o aumento da sobrevida global. Os pacientes tratados com daraxonrasib alcançaram uma sobrevida mediana de 13,2 meses. Entre aqueles que receberam quimioterapia, a sobrevida foi de aproximadamente 6,7 meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora os números absolutos possam parecer modestos para quem não está familiarizado com a oncologia, a diferença chamou atenção porque ganhos dessa magnitude são raramente observados em pacientes com câncer de pâncreas metastático previamente tratado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 &#8211; O ganho de alguns meses é considerado relevante pelos especialistas</strong> &#8211; Uma dúvida comum é por qual motivo um aumento de sobrevida de alguns meses pode ser considerado importante. A resposta está no contexto da doença. O câncer de pâncreas continua sendo um dos tumores mais agressivos da medicina. Apesar dos avanços observados em diversas áreas da oncologia nas últimas décadas, poucas terapias conseguiram alterar de forma significativa a evolução natural desse câncer, especialmente quando ele já se encontra metastático.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, os especialistas não analisam apenas o número absoluto de meses ganhos, mas também o tamanho do benefício em relação ao que existia anteriormente. No estudo apresentado na ASCO 2026, a sobrevida mediana passou de aproximadamente 6,7 meses para 13,2 meses. Na prática, isso significa que os pacientes tratados com a nova droga viveram quase o dobro do tempo observado no grupo que recebeu quimioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o cirurgião oncológico Dr. Felipe José Fernández Coimbra, os resultados precisam ser interpretados dentro da realidade da doença. “Quando falamos de câncer de pâncreas metastático, estamos diante de um cenário em que os avanços costumam ocorrer de forma incremental. Por isso, observar um ganho dessa magnitude em pacientes previamente tratados chama a atenção e merece ser acompanhado com muito cuidado pela comunidade oncológica”, afirma Coimbra, que é também coordenador da Comissão de Neoplasias Hepato-Bilio-Pancreáticas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e Líder do Centro de Referência em Tumores do Aparelho Digestivo Alto do A.C.Camargo Cancer Center/ São Paulo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6 &#8211; Mais pacientes tiveram redução dos tumores</strong> &#8211; Nem sempre um tratamento que aumenta a sobrevida consegue reduzir significativamente os tumores. Por isso, outro resultado que chamou atenção foi a taxa de resposta objetiva, indicador utilizado para medir quantos pacientes apresentaram diminuição importante das lesões cancerosas. Entre os pacientes tratados com daraxonrasib, a taxa de resposta foi de 31,6%. No grupo que recebeu quimioterapia, esse percentual foi de 11,2%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, isso significa que aproximadamente um em cada três pacientes apresentou redução relevante dos tumores com a nova droga, quase três vezes mais do que com o tratamento convencional. Para muitos pacientes, isso pode representar não apenas controle da doença, mas, também, redução de sintomas relacionados ao crescimento tumoral. “Isso abre a oportunidade para novos estudos dessa droga combinada a cirurgia em tumores inicialmente não passíveis de serem removidos”, afirma Coimbra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>7 &#8211; A doença demorou mais para voltar a crescer</strong> &#8211; Além de aumentar a sobrevida, o daraxonrasib conseguiu prolongar o tempo de controle da doença. A chamada sobrevida livre de progressão foi de 7,2 meses entre os pacientes tratados com a nova terapia, contra 3,6 meses no grupo que recebeu quimioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse indicador mede quanto tempo o câncer permanece estável antes de voltar a crescer. Embora não represente cura, ele ajuda os médicos a avaliar por quanto tempo um tratamento consegue manter a doença sob controle.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um medicamento consegue retardar a progressão tumoral, os pacientes tendem a permanecer por mais tempo em uma mesma estratégia terapêutica antes da necessidade de novas mudanças de tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como destaca Dr. Coimbra, uma das questões mais importantes agora é entender como este avanço poderá ser incorporado ao longo da jornada do paciente. “Se estamos aprendendo a controlar melhor a doença avançada, uma pergunta inevitável é o que poderá acontecer quando essas estratégias forem testadas mais cedo, em pacientes que ainda têm possibilidade de cirurgia, principalmente por que a cirurgia ainda é o principal tratamento com chance de cura desta doença”, observa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o medicamento ainda está em avaliação regulatória e não está disponível para uso rotineiro no Brasil. Embora os resultados aumentem as expectativas em relação à futura aprovação da droga, ainda não há definição sobre quando ela poderá chegar aos pacientes brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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