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		<title>Diabetes tipo 2: mitos e Verdades sobre a cirurgia metabólica</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 11:32:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Crédito-foto: Pixabay A cirurgia metabólica, uma importante ferramenta no tratamento do diabetes tipo 2, vem ganhando espaço nos últimos anos, especialmente quando a pessoa tem obesidade e dificuldade para controlar o índice glicêmico com medicamento. Mas, apesar dos resultados expressivos, ainda existem muitas dúvidas sobre o procedimento. Afinal, ela é igual à cirurgia bariátrica? Pode &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Crédito-foto: Pixabay</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>cirurgia metabólica</strong>, uma importante ferramenta no tratamento do <strong>diabetes tipo 2</strong>, vem ganhando espaço nos últimos anos, especialmente quando a pessoa tem obesidade e dificuldade para controlar o índice glicêmico com medicamento. Mas, apesar dos resultados expressivos, ainda existem muitas dúvidas sobre o procedimento. Afinal, ela é igual à cirurgia bariátrica? Pode curar o diabetes? O paciente deixa de tomar remédios? E quem tem diabetes tipo 1 pode fazer?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Preocupada com informações às vezes exageradas sobre o procedimento, a <strong>Sociedade Brasileira de Diabetes</strong> quer esclarecer a população sobre a cirurgia, indicando os seus reais efeitos. Veja, abaixo, mitos e verdades sobre a cirurgia metabólica:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A cirurgia metabólica é invasiva? &#8211; Verdade. </strong>A cirurgia metabólica é um procedimento cirúrgico realizado com o objetivo de melhorar o controle do metabolismo, especialmente do diabetes tipo 2. Ela utiliza técnicas semelhantes às da cirurgia bariátrica, como o <em>bypass</em> gástrico e a gastrectomia vertical (<em>sleeve</em>), mas sua principal indicação é o tratamento de doenças metabólicas e não apenas a perda de peso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os benefícios ocorrem porque a cirurgia provoca alterações hormonais e intestinais que melhoram a ação da insulina e o controle da glicose, muitas vezes antes mesmo de uma perda significativa de peso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cirurgia metabólica e bariátrica são a mesma coisa? &#8211; Mito. </strong>Embora utilizem técnicas cirúrgicas semelhantes, os objetivos são diferentes. Enquanto na cirurgia bariátrica a principal finalidade é o tratamento da obesidade, a cirurgia metabólica é indicada para tratar o diabetes tipo 2 e outras alterações metabólicas, podendo, inclusive, ser realizada em pessoas com índices de massa corporal (IMC) menores do que os tradicionalmente indicados para a bariátrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, muitos especialistas utilizam o termo “cirurgia bariátrica e metabólica”, já que os benefícios costumam abranger tanto a perda de peso quanto a melhora das doenças associadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A cirurgia metabólica cura o diabetes? &#8211; Mito. </strong>O termo mais correto é “remissão” e não cura. Após a cirurgia, muitos conseguem manter níveis normais de glicemia sem necessidade de medicamentos por anos. Entretanto, o diabetes tipo 2 pode voltar, especialmente se houver recuperação de peso ou progressão natural da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos mostram que a cirurgia metabólica é mais eficaz do que o tratamento exclusivamente clínico para promover remissão do diabetes e melhorar o controle glicêmico a longo prazo. Em alguns casos, a melhora ocorre poucos dias após o procedimento, antes mesmo do emagrecimento significativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A cirurgia metabólica é uma técnica nova? &#8211; Mito. </strong>Embora o termo “cirurgia metabólica” tenha se tornado mais conhecido nos últimos anos, a relação entre cirurgias para obesidade e melhora do diabetes é observada desde os anos 1950 e 1960.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os médicos perceberam que muitas pessoas submetidas a procedimentos bariátricos apresentavam melhora dos níveis de glicose, muitas vezes antes mesmo de perder peso significativamente. A partir dos anos 2000, estudos científicos passaram a investigar esse fenômeno de forma mais aprofundada, demonstrando que alterações hormonais e intestinais provocadas pela cirurgia têm papel importante no controle do diabetes tipo 2.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O reconhecimento formal da cirurgia metabólica como tratamento para diabetes ocorreu gradualmente, impulsionado por pesquisas internacionais e pela publicação de diretrizes de entidades médicas. Hoje, ela é considerada uma opção terapêutica validada para pacientes selecionados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A cirurgia metabólica é segura? &#8211; Verdade. </strong>Sim, quando realizada por equipes experientes e em centros especializados. Os avanços nas técnicas cirúrgicas, especialmente com o uso da videolaparoscopia, reduziram significativamente os riscos e aceleraram a recuperação dos pacientes. Atualmente, as taxas de complicações graves e mortalidade são baixas e comparáveis às de outras cirurgias amplamente realizadas, como a retirada da vesícula biliar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa que o procedimento seja isento de riscos. Como qualquer cirurgia, podem ocorrer complicações como sangramentos, infecções, tromboses, vazamentos nas suturas e deficiências nutricionais a longo prazo. Por isso, uma avaliação criteriosa antes da operação e o acompanhamento multidisciplinar após a cirurgia são fundamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com sociedades médicas internacionais, os benefícios da cirurgia metabólica para pacientes adequadamente selecionados geralmente superam os riscos, especialmente quando o diabetes está mal controlado e aumenta a probabilidade de complicações cardiovasculares, renais e neurológicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quem faz a cirurgia pode parar de tomar remédios? &#8211; Verdade, mas apenas em parte.</strong> Muitas pessoas conseguem reduzir ou até suspender medicamentos para diabetes após a cirurgia. Entretanto, isso não acontece com todos. A possibilidade de interromper o uso de remédios depende de diversos fatores, como tempo de diagnóstico do diabetes, reserva de produção de insulina pelo pâncreas, idade e controle da doença antes da cirurgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão sobre reduzir ou suspender medicamentos deve ser tomada exclusivamente pelo endocrinologista responsável pelo acompanhamento do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Depois da cirurgia não é mais necessário acompanhamento médico? &#8211; Mito.</strong> O acompanhamento continua sendo fundamental. A cirurgia metabólica não elimina a necessidade de consultas regulares com endocrinologista, cirurgião, nutricionista e outros profissionais da equipe multidisciplinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do monitoramento do diabetes, é preciso avaliar possíveis deficiências nutricionais, acompanhar a perda de peso, orientar a alimentação e prevenir complicações tardias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sucesso do procedimento depende da combinação entre cirurgia, alimentação adequada, atividade física e acompanhamento médico contínuo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A cirurgia metabólica serve para diabetes tipo 1? &#8211; Mito. </strong>Ela é indicada apenas para pessoas com diabetes tipo 2. No diabetes tipo 1, o organismo deixa de produzir insulina devido à destruição autoimune das células pancreáticas. Como a cirurgia não restaura a produção de insulina, ela não trata a causa do diabetes tipo 1. Embora pacientes com DM1 e obesidade possam apresentar benefícios relacionados à perda de peso, o procedimento não substitui a insulinoterapia nem promove remissão da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A cirurgia metabólica faz emagrecer? &#8211; Verdade.</strong> Embora o foco principal seja o controle metabólico, a perda de peso é um dos efeitos mais importantes do procedimento. A redução do peso corporal contribui para melhorar a resistência à insulina, reduzir a pressão arterial, controlar o colesterol e diminuir o risco cardiovascular. Dependendo da técnica utilizada e das características da pessoa, a perda de peso pode ser bastante significativa e duradoura.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão</strong> &#8211; A cirurgia metabólica representa um dos maiores avanços no tratamento do diabetes tipo 2 nas últimas décadas. Os resultados podem ser impressionantes, incluindo remissão da doença, redução do uso de medicamentos e melhora da qualidade de vida. No entanto, ela não é uma cura definitiva nem dispensa mudanças de hábitos. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e acompanhamento médico continuam sendo pilares essenciais para manter os benefícios conquistados com a cirurgia.</p>
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		<title>Achei um nódulo pulmonar. E agora?</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 11:09:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[cirurgião torácico Alessandro Mariani]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dr. Alessandro Mariani: “Um nódulo não é interpretado sozinho. Ele precisa de contexto” Crédito-foto: Divulgação Encontrar um nódulo no pulmão em um exame de imagem costuma gerar medo imediato. A associação com câncer é quase automática para muitos pacientes, especialmente quando o achado aparece em uma tomografia feita por outro motivo, como em um check-up &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Dr. Alessandro Mariani: “Um nódulo não é interpretado sozinho. Ele precisa de contexto”</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Crédito-foto: Divulgação</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Encontrar um <strong>nódulo no pulmão</strong> em um exame de imagem costuma gerar medo imediato. A associação com câncer é quase automática para muitos pacientes, especialmente quando o achado aparece em uma tomografia feita por outro motivo, como em um <em>check-up</em> ou durante a investigação de sintomas respiratórios. Nesses casos, o primeiro passo não deve ser o pânico nem o descaso: <strong>deve ser a avaliação correta</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o <strong>cirurgião torácico Alessandro Mariani</strong>, Professor Doutor de Cirurgia Torácica da FMUSP e Preceptor de Cirurgia Torácica Robótica, em São Paulo/SP, a palavra “nódulo” no laudo não indica, por si só, câncer. “Nem todo nódulo pulmonar é câncer. Muitos são benignos e podem estar relacionados a cicatrizes, infecções antigas, inflamações ou outras alterações. Mas isso não significa que o achado deva ser ignorado. O risco está nos detalhes”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tema ganha importância porque o câncer de pulmão segue como um dos grandes desafios da saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde, em página atualizada em abril de 2026, a doença é a principal causa de casos e mortes por câncer no mundo, com estimativa de 2,5 milhões de novos casos e 1,8 milhão de mortes em 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta 35.380 novos casos de cânceres de traqueia, brônquio e pulmão por ano no triênio 2026-2028. Desse total, são estimados 18.730 casos entre homens e 16.650 entre mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mortalidade também reforça a relevância do tema: em 2023, o Brasil registrou 31.237 óbitos por cânceres de traqueia, brônquio e pulmão, sendo 16.758 entre homens e 14.479 entre mulheres, segundo a publicação Estimativa 2026, do INCA.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Identificação</strong> &#8211; O nódulo pulmonar é uma alteração identificada nos exames de imagem, especialmente na tomografia. Em muitos casos, ele é descoberto por acaso e não provoca sintomas. O desafio está em diferenciar quais achados podem ser apenas acompanhados e quais exigem investigação mais aprofundada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando avalio um nódulo pulmonar, não olho apenas para a palavra escrita no laudo. É preciso analisar tamanho, formato, bordas, densidade, localização, crescimento ao longo do tempo, histórico de tabagismo, idade, doenças prévias, sintomas e exames anteriores. Um nódulo não é interpretado sozinho. Ele precisa de contexto”, afirma Mariani.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme destaca, diretrizes e materiais de orientação sobre nódulos pulmonares consideram justamente fatores como tamanho, aparência, histórico de saúde, risco individual e crescimento ou mudança do nódulo ao longo do tempo. Na prática, o caminho pode variar bastante. Alguns nódulos pequenos e de baixo risco podem ser acompanhados com tomografias periódicas. Outros exigem exames complementares, como tomografia mais detalhada, PET-CT, biópsia ou avaliação cirúrgica. A decisão depende da probabilidade de malignidade e do perfil clínico do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o especialista, um erro comum é imaginar que todo nódulo precisa ser retirado imediatamente. O outro é fazer o oposto: minimizar o achado e perder a oportunidade de diagnóstico precoce. “Existem nódulos que devem ser observados. Existem nódulos que precisam ser investigados. E existem situações em que a cirurgia pode ser a melhor estratégia. A decisão não deve ser automática. Ela precisa ser proporcional ao risco”, observa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As recomendações da Fleischner Society, uma das principais referências internacionais para o acompanhamento de nódulos pulmonares incidentais, foram atualizadas em 2017 e reforçam a necessidade de individualizar a conduta, considerando características do nódulo e fatores de risco do paciente. A Society of Thoracic Surgeons também destaca que essas recomendações se aplicam a nódulos encontrados fora de programas formais de rastreamento e devem incorporar a percepção clínica de baixo ou alto risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Dr. Mariani, um dos pontos mais importantes é comparar o exame atual com imagens antigas, quando disponíveis. “Às vezes, a informação mais importante não está apenas na tomografia feita hoje, mas na comparação com exames anteriores. Um nódulo estável há anos costuma ter uma leitura diferente de um nódulo que cresceu nos últimos meses”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O histórico do paciente também muda a interpretação. Pessoas com tabagismo atual ou passado, idade mais avançada, exposição ocupacional a agentes carcinogênicos, histórico familiar ou doenças pulmonares prévias podem ter risco diferente de um paciente jovem, sem fatores de risco e com achado pequeno e estável. A OMS lista, além do tabagismo, fatores como fumaça passiva, poluição, exposição ocupacional a asbestos, sílica e diesel, radônio, doenças pulmonares crônicas e suscetibilidade genética entre fatores associados ao câncer de pulmão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da forte relação entre tabagismo e câncer de pulmão, o especialista reforça que a doença também pode ocorrer em pessoas que nunca fumaram. “O tabagismo continua sendo o principal fator de risco, mas não é o único. Por isso, a avaliação de um nódulo não deve se limitar à pergunta ‘você fumou ou não fumou?’. Ela precisa integrar todos os dados clínicos e radiológicos”, enfatiza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos pacientes de alto risco, o rastreamento com tomografia computadorizada de baixa dose pode ter papel importante. A Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos recomenda rastreamento anual com tomografia de baixa dose para adultos de 50 a 80 anos com histórico de 20 maços-ano de tabagismo, que fumam atualmente ou pararam nos últimos 15 anos. Mas rastreamento e investigação de nódulo não são a mesma coisa. O rastreamento é feito em pessoas de alto risco, mesmo sem sintomas, para procurar sinais precoces de câncer. Já a avaliação de um nódulo acontece quando o achado apareceu em um exame e precisa ser interpretado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Encontrar um nódulo pulmonar não significa ter câncer. Mas significa que existe uma pergunta a ser respondida com método. O paciente precisa entender o que foi encontrado, qual o risco estimado, quais são as alternativas e qual é o próximo passo mais seguro”, orienta Mariani.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns casos, especialmente quando há suspeita de câncer em estágio inicial, a cirurgia pode ter papel central no tratamento. Com o avanço das técnicas minimamente invasivas, incluindo videotoracoscopia e cirurgia robótica, muitos procedimentos podem ser planejados com menor agressão cirúrgica, desde que a indicação seja correta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A tecnologia pode ajudar muito, mas ela vem depois da decisão médica. Antes de falar em robótica, biópsia ou cirurgia, é preciso responder: esse nódulo representa risco real? O paciente precisa apenas ser acompanhando? Precisamos investigar melhor? Ou já estamos diante de uma situação em que tratar cedo pode mudar o prognóstico?”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o especialista, o principal recado ao paciente é não tomar decisões precipitadas. Conforme destaca, “o nódulo no pulmão não deve ser tratado como sentença, mas também não deve ser deixado de lado. O melhor caminho é buscar uma avaliação especializada, reunir os exames anteriores e entender o caso com clareza. Em saúde, especialmente quando falamos de pulmão e câncer, decidir bem também faz parte do tratamento.”</p>
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		<title>Quando a amamentação é contraindicada?</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 11:11:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Agosto Dourado]]></category>
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		<category><![CDATA[pediatra Dra. Laura Netto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dra. Laura Netto: “essas condições são identificadas ainda no pré-natal” Foto: Divulgação Estamos no Agosto Dourado, mês que destaca o incentivo à amamentação, em que a cor se refere ao padrão ouro de qualidade do leite materno. A Semana Mundial de Aleitamento Materno tem o objetivo de estimular as ações relacionadas ao tema. Ela é &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Dra. Laura Netto: “essas condições são identificadas ainda no pré-natal”</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto: Divulgação</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos no <strong>Agosto Doura</strong>do, mês que destaca o incentivo à amamentação, em que a cor se refere <strong>ao padrão ouro de qualidade do leite materno. A Semana</strong> Mundial de Aleitamento Materno tem o objetivo de estimular as ações relacionadas ao tema. Ela é celebrada de 1º a 7 de agosto em mais de 120 países para reforçar que o leite humano contém tudo o que o bebê precisa, fornecendo os nutrientes essenciais para o seu crescimento e o desenvolvimento, protege contra infecções respiratórias e diarreias e contribui para reduzir o risco de doenças, como hipertensão, diabetes e obesidade, ao longo da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, infelizmente, algumas situações impedem que a mãe possa amamentar seu bebê, seja de forma definitiva ou temporária. A pediatra <strong>Dra. Laura Netto</strong>, em Goiânia/GO, explica que atualmente são poucas as contraindicações formais para o aleitamento. “As principais e que causam impedimento permanente de amamentar são infecções pelo HIV, HTLV-1 e HTLV-2 (vírus da mesma família do HIV, mas que originam doenças diferentes)”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já outras circunstâncias levam a contraindicações temporárias de amamentar. “Algumas situações específicas de tuberculose ativa sem tratamento, até que a mãe deixe de transmitir a doença e lesões herpéticas na mama, quando presentes na região que o bebê mama. Além disso, alguns tratamentos, como quimioterapia ou uso de medicamentos incompatíveis com a amamentação, também exigem a suspensão temporária ou definitiva”, pontua a especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Identificação &#8211; </strong>Laura Netto ressalta que essas condições são identificadas ainda no pré-natal. “Exames laboratoriais, avaliação clínica e o acompanhamento obstétrico permitem diagnosticar a maioria das doenças antes mesmo do nascimento”, afirma a pediatra. Após o parto, se surgirem sintomas ou alguma suspeita clínica, a mãe deve procurar atendimento médico para uma avaliação individual, completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a especialista, os tratamentos variam de acordo com a causa e cada um terá uma abordagem específica. “Por isso, a importância do acompanhamento médico, inicialmente com o obstetra e, depois, com o pediatra”, destaca a pediatra, lembrando que na maioria dos casos é possível que a mãe possa retomar a amamentação, mas que é necessária uma avaliação antes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dependendo da causa, se o problema não foi identificado a tempo, pode ser transmitido para o filho. “Algumas infecções podem ser transmitidas para o bebê e causar quadros graves, especialmente no recém-nascido. Outras podem comprometer o crescimento, provocar infecções ou aumentar o risco de complicações. Por isso, na suspeita clínica, o acompanhamento médico é indispensável”, observa a médica.</p>
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		<title>Uso de cigarro eletrônico entre jovens acende alerta para aumento futuro de câncer de boca</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 11:05:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de boca]]></category>
		<category><![CDATA[cigarro eletrônico]]></category>
		<category><![CDATA[cigarro eletrônico e câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Dra. Ana Gabriela Reis]]></category>
		<category><![CDATA[vapes e câncer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisas apontam alterações celulares associadas ao uso do vape, embora as consequências clínicas possam levar anos para se manifestar Foto-crédito: Magnific Estudos experimentais indicam que o vapor do cigarro eletrônico provoca alterações celulares e genéticas na mucosa da boca, capazes de favorecer o desenvolvimento de tumores ao longo do tempo. O alerta tem preocupado especialistas &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Pesquisas apontam alterações celulares associadas ao uso do vape, embora as consequências clínicas possam levar anos para se manifestar</em></strong><strong><em></em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto-crédito: Magnific</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos experimentais indicam que o <strong>vapor do cigarro eletrônico</strong> provoca alterações celulares e genéticas na mucosa da boca, capazes de favorecer o desenvolvimento de tumores ao longo do tempo. O alerta tem preocupado especialistas porque, como o câncer costuma levar anos para se desenvolver, os efeitos do consumo entre adolescentes e jovens adultos só devem aparecer nos consultórios daqui a algum tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme alerta a <strong>Dra.&nbsp; Ana Gabriela Neis</strong>, cirurgiã de cabeça e pescoço do Hospital São Marcelino Champagnat/Curitiba/PR, “como o cigarro eletrônico é consumido principalmente por uma população mais jovem, a tendência é que esses impactos apareçam na prática clínica daqui a alguns anos. Hoje, o foco precisa ser a prevenção. Já observamos diversas repercussões respiratórias, mas, em relação ao câncer de boca, ainda não vemos um aumento expressivo de casos, embora existam evidências consistentes de que os mecanismos envolvidos no desenvolvimento da doença já estejam presentes”,</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Instituto Nacional de Câncer &#8211; Inca, o câncer de boca já está entre os tumores que mais crescem no país, com cerca de 15,1 mil novos casos por ano no triênio 2023-2025. Os principais fatores de risco já conhecidos da doença são tabagismo, consumo de álcool, exposição solar nos lábios e infecção por HPV.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que o número atual de usuários de <em>vape</em>, o que preocupa os especialistas é o perfil de quem consome esses dispositivos: adolescentes e jovens adultos, que tendem a permanecer expostos aos seus efeitos por décadas. Dados divulgados pelo Inca, com base no Vigitel 2024, do Ministério da Saúde, mostram que o uso de cigarros eletrônicos entre adultos brasileiros atingiu 2,6%, o maior índice desde o início da série histórica, em 2019. Entre jovens de 18 a 24 anos, 10,1% utilizam o vape atualmente, enquanto quase um quarto (24,8%) já o experimentou. Entre os adolescentes, 76,3% mantêm o uso do dispositivo após o primeiro contato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com a comercialização proibida no Brasil desde 2009 — decisão mantida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2024, após reavaliação das evidências científicas —, o <em>vape</em> continua circulando por canais informais e nas redes sociais, frequentemente associado a sabores adocicados e à falsa percepção de ser uma alternativa mais segura do que o cigarro convencional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os riscos</strong> &#8211; O contato repetido da mucosa da boca com o aerossol do <em>vape</em> desencadeia processos inflamatórios, aumenta o estresse oxidativo, reduz a capacidade de defesa do organismo e pode provocar alterações nas células. Esse conjunto de fatores, ao longo dos anos, favorece o surgimento de tumores. Uma revisão de 22 estudos, publicada em 2023 na revista científica <em>Drug Testing and Analysis,</em> reuniu evidências de que o vapor do cigarro eletrônico causa danos ao DNA das células da boca por diferentes mecanismos, incluindo a exposição a compostos potencialmente cancerígenos identificados na saliva de usuários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A exposição à nicotina também costuma ser maior do que o usuário imagina. Um estudo do Instituto do Coração &#8211; InCor, da Universidade de São Paulo &#8211; USP, publicado em 2025, mediu os níveis de nicotina na saliva de 417 usuários exclusivos de <em>vape</em>. Em parte da amostra, foram identificadas concentrações equivalentes às observadas em pessoas que fumam cerca de 20 cigarros por dia, evidenciando o alto potencial de dependência desses dispositivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre esse mal, a Dra. Ana Gabriela enfatiza que “há estudos experimentais mostrando que os vapores desses dispositivos provocam alterações celulares, reduzem a imunidade local e apresentam efeitos mutagênicos, capazes de modificar geneticamente as células. Esse conjunto de alterações favorece o desenvolvimento de tumores malignos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da nicotina, os dispositivos contêm substâncias como propilenoglicol, glicerina e aromatizantes que, submetidas a altas temperaturas, podem formar compostos tóxicos, incluindo metais pesados, como níquel, chumbo e cromo, reconhecidos por seus efeitos nocivos à saúde quando inalados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Falsa sensação de segurança</strong> &#8211; Para a médica do Hospital São Marcelino Champagnat, um dos maiores desafios é combater a falsa ideia de que o cigarro eletrônico oferece menos riscos à saúde do que o cigarro convencional. A ausência do cheiro característico do tabaco e a presença de aromatizantes reforçam essa percepção e favorecem o início do consumo, especialmente entre adolescentes e jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Dizer que o cigarro eletrônico é uma alternativa segura em relação ao cigarro convencional é uma falácia. Ele contém substâncias potencialmente cancerígenas e pode ter consequências crônicas para a saúde. Como costuma ser usado por pessoas cada vez mais jovens, a exposição ocorre durante um período muito maior da vida”, alerta Ana Gabriela.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sinais de alerta</strong> &#8211; Segundo ela, independentemente da causa, alguns sintomas não devem ser ignorados, sobretudo por pessoas que fumam ou utilizam cigarros eletrônicos. Feridas na boca que não cicatrizam por mais de duas semanas, dor persistente para engolir, rouquidão ou mudança na voz por mais de 15 dias, caroços no pescoço e sangramentos sem causa aparente devem ser avaliados por um médico. Conforme destaca, “o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de sucesso do tratamento e permite abordagens menos invasivas. Quanto mais cedo identificamos uma lesão suspeita, maiores são as possibilidades de cura e menores as sequelas para o paciente.”</p>
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		<title>Violência, fugas e afogamentos: os riscos que tornam a prevenção ainda mais urgente para crianças autistas</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2026 11:23:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[crianças autistas]]></category>
		<category><![CDATA[elopement autistas]]></category>
		<category><![CDATA[psicóloga Mayra Gaiato]]></category>
		<category><![CDATA[segurança crianças autistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Psicóloga e neurocientista Mayra Gaiato: “também precisamos ensinar a criança a reconhecer situações de risco e preparar os adultos para agir de forma preventiva. Proteger também é desenvolver” Casos recentes envolvendo violência contra pessoas vulneráveis, desaparecimentos e acidentes fatais voltaram a colocar a segurança infantil no centro do debate. Para especialistas, porém, a discussão precisa &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Psicóloga e neurocientista Mayra Gaiato: “também precisamos ensinar a criança a reconhecer situações de risco e preparar os adultos para agir de forma preventiva. Proteger também é desenvolver”</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Casos recentes envolvendo violência contra pessoas vulneráveis, desaparecimentos e acidentes fatais voltaram a colocar a <strong>segurança infantil </strong>no centro do debate. Para especialistas, porém, a discussão precisa ir além da repercussão de tragédias e incluir um tema ainda pouco abordado: as vulnerabilidades específicas enfrentadas por <strong>muitas crianças autistas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fugas inesperadas, afogamentos, violência, acidentes domésticos e situações de risco no ambiente digital fazem parte de uma realidade que exige estratégias próprias de prevenção e uma rede de proteção que envolva famílias, escolas, profissionais e toda a sociedade. Conforme explica a <strong>psicóloga e neurocientista Mayra Gaiato</strong>, em São Paulo/SP, &#8220;segurança também precisa fazer parte do plano de cuidado. Assim como ensinamos comunicação, autonomia e habilidades sociais, também precisamos ensinar a criança a reconhecer situações de risco e preparar os adultos para agir de forma preventiva. Proteger também é desenvolver.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fugas: um risco que pode ser fatal</strong> &#8211; Um dos maiores desafios é o elopement, termo utilizado para descrever episódios em que a criança se afasta inesperadamente dos responsáveis ou de um ambiente seguro. Essas fugas não acontecem por desobediência. Em muitos casos, a criança está tentando escapar de uma sobrecarga sensorial, seguir um interesse específico ou explorar um ambiente sem compreender os perigos ao redor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As consequências podem ser graves. Estudos mostram que cerca de 71% das mortes relacionadas ao elopement em crianças autistas ocorrem por afogamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Supervisão não significa apenas olhar de longe. Em locais com água, ruas movimentadas ou ambientes desconhecidos, muitas vezes é necessário que o adulto permaneça próximo, ao alcance de um braço. Pequenas atitudes podem salvar vidas&#8221;, orienta Mayra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela também recomenda barreiras físicas, como portões trancados, alarmes em portas, cercas ao redor de piscinas, além do uso de pulseiras de identificação e dispositivos de localização em passeios e viagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A água: atenção redobrada</strong> &#8211; Muitas crianças autistas demonstram grande interesse por água, seja em piscinas, rios, lagos ou praias. Essa atração, associada à dificuldade de perceber riscos em algumas situações, aumenta a necessidade de vigilância. &#8220;Aprender a nadar é importante para qualquer criança, mas, no caso do autismo, aulas adaptadas desde cedo podem representar uma estratégia adicional de proteção. Saber flutuar pode fazer diferença em uma situação de emergência, embora nunca substitua a supervisão constante&#8221;, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ensinar segurança </strong>&#8211; Outro aspecto pouco discutido é a prevenção da violência. Dependendo do perfil da criança, dificuldades de comunicação, de interpretação das intenções das outras pessoas ou de reconhecer situações de perigo podem aumentar sua vulnerabilidade. Por isso, ensinar segurança precisa fazer parte da rotina. &#8220;Precisamos conversar sobre quem pode ajudar, quem pode tocar no corpo, o que fazer se a criança se perder e como pedir ajuda. Esses aprendizados devem ser adaptados ao nível de compreensão de cada criança, utilizando recursos visuais, histórias sociais e muita repetição quando necessário&#8221;, explica Mayra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ambiente digital</strong> &#8211; À medida que crescem, muitas crianças e adolescentes autistas passam a utilizar jogos <em>on-line</em>, redes sociais e aplicativos de mensagens. Esse ambiente também exige acompanhamento. Segundo Mayra, é fundamental que as famílias conheçam as plataformas utilizadas pelos filhos, conversem sobre privacidade, exposição de informações pessoais e mantenham supervisão compatível com a idade e o nível de autonomia da criança. A internet, observa, “oferece oportunidades de aprendizagem e socialização, mas também apresenta riscos. Assim como ensinamos uma criança a atravessar a rua com segurança, precisamos ensiná-la a navegar no ambiente digital de forma protegida.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ambientes públicos &#8211;</strong> <em>Shoppings</em>, parques, aeroportos, praias e grandes eventos podem representar desafios para muitas crianças autistas, principalmente por causa do excesso de estímulos sensoriais ou da dificuldade em lidar com mudanças de rotina. Por isso, o planejamento faz diferença. Conhecer previamente o local, combinar pontos de encontro, utilizar identificação, explicar o que acontecerá durante o passeio e respeitar os limites da criança são medidas que reduzem riscos e tornam essas experiências mais seguras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vigilância constante &#8211;</strong> Para a <strong>jornalista Debora Saueressig</strong>, mulher autista e mãe de Benjamin, de 8 anos, também autista, a preocupação com a segurança acompanha a família diariamente. &#8220;Quem convive com uma criança autista aprende que a prevenção faz parte da rotina. Não porque nossos filhos sejam incapazes, mas porque muitas vezes eles percebem o mundo de uma forma diferente e podem não reconhecer determinados riscos. A gente pensa na fuga, na água, em ambientes desconhecidos, em pessoas mal-intencionadas. É uma atenção constante&#8221;, relata</p>



<p class="wp-block-paragraph">.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ela, esse estado permanente de vigilância também cobra um preço das famílias. &#8220;Existe um momento em que o medo começa a limitar a vida. Muitos pais deixam de viajar, evitam parques, praias, <em>shoppings</em> ou eventos porque estão sempre imaginando tudo o que pode dar errado. Sem perceber, a família inteira vai se isolando. O desafio é encontrar um equilíbrio entre proteger e permitir que a criança viva experiências importantes para o desenvolvimento.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Debora, a informação ajuda justamente a construir esse caminho. &#8220;Quando entendemos os riscos e aprendemos estratégias de prevenção, conseguimos substituir parte da ansiedade pelo planejamento. Isso nos dá mais segurança para sair de casa, participar da vida em sociedade e permitir que nossos filhos explorem o mundo de forma mais protegida. O objetivo não é viver com medo, mas preparar a criança e o ambiente para que ela tenha mais autonomia ao longo da vida&#8221;, acrescenta Debora Saueressig.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a psicóloga Mayra Gaiato, esse cuidado não pode recair apenas sobre os ombros da família. &#8220;A responsabilidade pela segurança de uma criança autista também é coletiva. Escolas, profissionais de saúde, espaços públicos, empresas e toda a sociedade precisam compreender que algumas crianças podem não perceber determinados riscos da mesma forma. Estar atento, acolher, saber como agir diante de uma situação de vulnerabilidade e oferecer ambientes mais seguros também é uma forma de inclusão. Uma comunidade que conhece essas características protege mais e julga menos&#8221;, explica Mayra Gaiato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela reforça que o objetivo não é criar famílias com medo, mas construir uma rede de proteção. &#8220;Autonomia não significa deixar a criança sozinha antes da hora. Significa ensinar habilidades, adaptar o ambiente e contar com uma sociedade preparada para reconhecer situações de risco e agir quando necessário. Quando todos entendem seu papel, a criança ganha mais oportunidades de explorar o mundo com segurança, desenvolver autonomia e participar da vida em comunidade&#8221;, ressalta.</p>
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		<title>Insuficiência Cardíaca: falta de ar e cansaço podem indicar doença cardíaca grave</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 10:13:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Foco]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[doenças cardiovasculares]]></category>
		<category><![CDATA[doenças do coração e morte]]></category>
		<category><![CDATA[Dra.Bianca Maria Prezepiorski]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital Cradiológico Costantini]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diagnóstico precoce pode salvar vidas Crédito-foto: Divulgação O Hospital Cardiológico Costantini/Curitiba/PR chama a atenção para a insuficiência cardíaca, uma doença que ainda é pouco conhecida pela população, apesar de estar entre as principais causas de internação e mortalidade cardiovascular no Brasil. Silenciosa em muitos casos, a insuficiência cardíaca costuma se manifestar por sintomas aparentemente comuns, &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Diagnóstico precoce pode salvar vidas</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Crédito-foto: Divulgação</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Hospital Cardiológico Costantini/Curitiba/PR</strong> chama a atenção para a <strong>insuficiência cardíaca</strong>, uma doença que ainda é pouco conhecida pela população, apesar de estar entre as principais causas de internação e mortalidade cardiovascular no Brasil. Silenciosa em muitos casos, a insuficiência cardíaca costuma se manifestar por sintomas aparentemente comuns, como falta de ar, cansaço excessivo e inchaço nas pernas, fatores que frequentemente atrasam o diagnóstico e comprometem o tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O alerta ganha ainda mais importância diante de um cenário preocupante. As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde- (OMS, elas são responsáveis por aproximadamente 18 milhões de óbitos por ano, o equivalente a quase um terço de todas as mortes registradas globalmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, as doenças do coração também lideram as estatísticas de mortalidade e representam uma das maiores demandas do sistema de saúde. Dentro desse grupo, a insuficiência cardíaca merece atenção especial por seu impacto crescente, especialmente entre idosos e pessoas que convivem com hipertensão, diabetes, obesidade ou já sofreram infarto. A doença ocorre quando o coração perde a capacidade de bombear sangue de forma eficiente para suprir as necessidades do organismo, comprometendo o funcionamento de diversos órgãos e reduzindo significativamente a qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a cardiologista <strong>Dra.Bianca Maria Prezepiorski</strong>, do Hospital Cardiológico Costantini, um dos maiores desafios ainda é fazer com que a população reconheça os primeiros sinais da doença. &#8220;É muito comum que os pacientes interpretem os sintomas como consequência da idade, da rotina ou da falta de condicionamento físico. Quando a falta de ar começa a limitar atividades simples ou o inchaço nas pernas passa a ser frequente, muitas vezes a insuficiência cardíaca já está instalada há bastante tempo”. Nesse sentido, ressalta, “quanto mais cedo esse quadro for identificado, maiores são as chances de controlar a evolução da doença e preservar a função do coração&#8221;, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora seja considerada uma condição crônica, a insuficiência cardíaca pode ser tratada e controlada. Os avanços da cardiologia nas últimas décadas permitiram ampliar a expectativa e a qualidade de vida dos pacientes por meio de novos medicamentos, protocolos terapêuticos e acompanhamento multidisciplinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O tratamento evoluiu muito e hoje conseguimos oferecer uma perspectiva bastante diferente daquela de alguns anos atrás. O grande diferencial continua sendo o diagnóstico precoce, aliado ao acompanhamento especializado e à adesão do paciente ao tratamento&#8221;, destaca a cardiologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A insuficiência cardíaca não surge normalmente de forma isolada, observa. Hipertensão arterial, doença arterial coronariana, infarto do miocárdio, diabetes, obesidade, doenças das válvulas cardíacas e algumas cardiomiopatias estão entre as principais causas da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Grande parte desses fatores pode ser controlada. Manter a pressão arterial em níveis adequados, tratar corretamente o diabetes, praticar atividade física, abandonar o cigarro, manter uma alimentação equilibrada e realizar consultas periódicas são medidas capazes de reduzir significativamente o risco de desenvolver insuficiência cardíaca&#8221;, afirma Dra. Bianca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira a seguir, as principais sinais de alerta da insuficiência cardíaca:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Falta de ar durante esforços ou mesmo em repouso;</li>



<li>Cansaço excessivo para atividades rotineiras;</li>



<li>Inchaço nos pés, tornozelos, pernas ou abdômen;</li>



<li>Ganho rápido de peso provocado por retenção de líquidos;</li>



<li>Tosse persistente, principalmente ao deitar;</li>



<li>Dificuldade para dormir totalmente deitado;</li>



<li>Palpitações;</li>



<li>Redução da capacidade para caminhar ou subir escadas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quem deve ficar mais atento?</strong> &#8211; Pessoas com hipertensão arterial, diabetes, obesidade, histórico de infarto, doença coronariana, alterações nas válvulas cardíacas ou antecedentes familiares de doenças cardiovasculares devem realizar acompanhamento cardiológico periódico, mesmo quando não apresentam sintomas.</p>
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		<title>Hospital Alemão Oswaldo Cruz reúne referências internacionais em simpósio sobre alta confiabilidade na saúde</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 09:47:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital Alemão Oswaldo Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital Alemão Oswaldo Cruz realiza simpósio]]></category>
		<category><![CDATA[I Simpósio de Alta Confiabilidade em Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Simpósio Pfizer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crédito-foto: Magnific O Hospital Alemão Oswaldo Cruz realiza, no dia 15 de agosto, o I Simpósio Internacional de Alta Confiabilidade em Saúde, encontro que reunirá especialistas nacionais e internacionais para discutir como organizações de saúde podem estruturar processos mais seguros, consistentes e capazes de prevenir danos evitáveis. Promovido pelo Ensino Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Crédito-foto: Magnific</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Hospital Alemão Oswaldo Cruz</strong> realiza, no dia 15 de agosto, o <strong>I Simpósio Internacional de Alta Confiabilidade em Saúde</strong>, encontro que reunirá especialistas nacionais e internacionais para discutir como organizações de saúde podem estruturar processos mais seguros, consistentes e capazes de prevenir danos evitáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Promovido pelo Ensino Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o evento será realizado presencialmente, das 8h às 18h, em São Paulo. A programação é voltada a médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, gestores e profissionais que atuam nas áreas de qualidade, segurança do paciente e gerenciamento de riscos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conceito de alta confiabilidade tem origem em setores que operam sob riscos elevados e precisam manter resultados seguros de forma consistente, como aviação, indústria de óleo e gás e transporte metroviário. Durante o simpósio, especialistas discutirão como os métodos desenvolvidos nessas áreas podem ser adaptados ao ambiente hospitalar para fortalecer a cultura de segurança, melhorar a comunicação entre as equipes e reduzir falhas nos processos assistenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência de uma das instituições de saúde mais reconhecidas internacionalmente será apresentada pelo médico intensivista Pablo Moreno Franco, diretor médico da Quality Academy e líder da área de cuidados críticos da Mayo Clinic na Flórida. Na palestra “Transforming Quality into High Reliability: How Mayo Clinic’s Experience Structures and Sustains Safety and Clinical Excellence”, o especialista mostrará como a Mayo Clinic estruturou e mantém iniciativas de qualidade, segurança e excelência clínica em sua operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A programação contará ainda com o Simpósio Pfizer – “Da variabilidade à previsibilidade: o papel do plano terapêutico na alta confiabilidade assistencial”, apresentado pelo médico intensivista César Buchalla, especialista em gestão em saúde, qualidade e segurança do paciente, e com o Simpósio Sanofi – “Da elaboração à execução: como aumentar a confiabilidade dos protocolos assistenciais”, conduzido por Leiliane Rodrigues Marcatto. As apresentações abordarão estratégias para reduzir a variabilidade do cuidado, fortalecer a aplicação dos protocolos na rotina das equipes e ampliar a segurança assistencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento também promoverá o diálogo com outros setores reconhecidos pela gestão de operações de alto risco. Entre os destaques, José Alexandrino Machado, conselheiro da União Brasileira de Qualidade – UBQ, apresentará a experiência da indústria de óleo e gás no uso dos fatores humanos como estratégia para reduzir riscos operacionais e fortalecer a cultura de segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Serviço: </strong>I Simpósio Internacional de Alta Confiabilidade em Saúde</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Data:</strong> 15 de agosto de 2026 | <strong>Horário:</strong> das 8h às 18h | <strong>Formato:</strong> presencial</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Local:</strong> Auditório do Bloco E – Hospital Alemão Oswaldo Cruz</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rua Treze de Maio, 1.815 – Bela Vista, São Paulo</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Informações e inscrições:</strong> <a href="https://www.sympla.com.br/evento/i-simposio-internacional-de-alta-confiabilidade-em-saude/3215328">https://www.sympla.com.br/evento/i-simposio-internacional-de-alta-confiabilidade-em-saude/3215328</a></p>
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		<title>Mater Dei recebe homenagem da Câmara de Vereadores de BH</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 09:39:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[CEO da Rede Mater Dei]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Henrique Salvador]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. José Salvador Silva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dr. Marcus Martins (coordenador da Cirurgia da Rede Mater Dei e Presidente da Unicooper), Dr. Paulo Poggiali (coordenador da Neonatologia, representando o corpo clínico), Dr. Felipe Salvador Ligório (vice-presidente médico assistencial),&#160; Fernanda Altoé (vereadora), Dr. Henrique Salvador (presidente do Conselho de Administração), Dra. Márcia Salvador Geo (vice-presidente do Conselho de Administração), Dra. Maria Norma Salvador &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Dr. Marcus Martins (coordenador da Cirurgia da Rede Mater Dei e Presidente da Unicooper), Dr. Paulo Poggiali (coordenador da Neonatologia, representando o corpo clínico), Dr. Felipe Salvador Ligório (vice-presidente médico assistencial),&nbsp; Fernanda Altoé (vereadora), Dr. Henrique Salvador (presidente do Conselho de Administração), Dra. Márcia Salvador Geo (vice-presidente do Conselho de Administração), Dra. Maria Norma Salvador Ligório (vice-presidente do Conselho de Administração), Christiana Renault (primeira-dama de MG) e José Henrique Salvador (CEO da Rede Mater Dei)</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Crédito:-foto: BS Fotografias</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>Rede Mater Dei de Saúde</strong> recebeu, no dia 10 de agosto, o <strong>Diploma de</strong> <strong>Honra ao Mérito</strong> concedido pela Câmara Municipal de Belo Horizonte. A homenagem, proposta pela vereadora Fernanda Altoé, reconhece a trajetória de 46 anos da instituição na promoção da saúde da população de Belo Horizonte e de Minas Gerais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o CEO da Rede Mater Dei, <strong>José Henrique Salvador</strong>, o diploma reafirma o vínculo da instituição com a cidade que a viu nascer. “A Rede Mater Dei nasceu em Belo Horizonte e é daqui que seguimos escrevendo a nossa história. É uma obra que não é minha, nem da família Salvador, mas de todos que estiveram com a gente, em especial dos pacientes, que nos entregam o seu bem mais precioso, que é a própria vida. Podemos abrir novas fronteiras e ir para novas cidades, mas as nossas raízes estarão sempre plantadas aqui.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Emocionado, o presidente do Conselho de Administração da Rede Mater Dei, <strong>Dr. Henrique Salvador</strong>, destacou que a instituição tem um DNA diferente. “Seguindo o sonho de seus fundadores, conseguimos, ao longo de mais de quatro décadas, mudar o padrão de atendimento em BH e em Minas Gerais sem nunca perder a nossa cultura e a nossa essência. Hoje não somos mais uma instituição somente mineira, mas foi aqui que nascemos e é dos mineiros que queremos estar cada vez mais próximos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vereadora Fernanda Altoé, autora do requerimento que resultou na diplomação, destacou que a Rede Mater Dei carrega um propósito que vai além da assistência médica: “Vocês realmente são muito diferenciados. Recebam meu agradecimento como cidadã, como moradora de Belo Horizonte e como paciente”, declarou a vereadora durante a sessão solene.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Trajetória em Belo Horizonte</strong> &#8211; Fundada em 1º de junho de 1980 por um jovem médico &#8211; <strong>Dr. José Salvador Silva</strong> &#8211; que via na medicina uma forma de cuidar com atenção e proximidade, a Rede Mater Dei ampliou sua atuação para novas cidades e se consolidou como referência em diversas especialidades, sem deixar de lado o compromisso com a comunidade onde nasceu. Com nove unidades hospitalares de alta complexidade e cobertura completa espalhadas pelo Brasil, sendo as mais recentes a de Salvador (BA), Goiânia (GO) e Nova Lima (MG), agora, a rede prepara sua chegada a São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sobre a Rede Mater Dei</strong> &#8211; Uma rede de saúde completa, com mais de 45 anos de história, que coloca o paciente no centro de tudo, ancorada em três princípios: inteligência e humanização como pilares do atendimento; tecnologia como garantidora da excelência; e a solidez das governanças clínica e corporativa. Oferece serviços médico-hospitalares com qualidade assistencial e profissionais altamente capacitados. A Rede Mater Dei de Saúde segue em expansão, levando para mais pessoas o Jeito Mater Dei de Cuidar e de Acolher, valorizando a vida dos pacientes em cada atendimento e disponibilizando o melhor que a medicina pode oferecer.</p>
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		<title>Sarampo: como reconhecer os primeiros sintomas e prevenir a doença</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 10:20:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Infectologista Dr. Júlio Onita]]></category>
		<category><![CDATA[Sarampo]]></category>
		<category><![CDATA[Sintomas de sarampo]]></category>
		<category><![CDATA[surto de sarampo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conhecida como uma das infecções mais contagiosas, a doença tem na vacinação a principal forma de prevenção, o que evita sua disseminação e o agravamento dos casos Crédito-foto: Divulgação Desde 2026, o Brasil é considerado um país livre da circulação endêmica do sarampo. No entanto, o vírus voltou a exigir atenção das autoridades de saúde. &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Conhecida como uma das infecções mais contagiosas, a doença tem na vacinação a principal forma de prevenção, o que evita sua disseminação e o agravamento dos casos</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Crédito-foto: Divulgação</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2026, o Brasil é considerado um país livre da circulação endêmica do <strong>saram</strong>po. No entanto, o vírus voltou a exigir atenção das autoridades de saúde. <strong>O país registra um surto</strong> a<strong>tivo concentrado no estado de São Paulo</strong>, cenário que levou o Ministério da Saúde a ampliar a vacinação nos municípios paulistas, Guarulhos e São Bernardo do Campo, que concentram a maior parte dos casos confirmados em 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Causado por um vírus da família Paramyxoviridae, o sarampo é transmitido pelo ar, principalmente por meio de tosse, espirro, fala ou contato próximo com uma pessoa infectada. A doença está entre as infecções mais contagiosas conhecidas e pode se espalhar rapidamente entre pessoas não imunizadas.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora muitos pacientes apresentem evolução favorável, o sarampo pode causar complicações, como pneumonia e encefalite, e, em casos mais graves, levar à morte. Crianças pequenas, gestantes e pessoas imunossuprimidas estão entre os grupos que exigem maior atenção.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;De acordo com o <strong>infectologista Dr. Júlio Onita</strong>, coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital IGESP/São Paulo/SP, o cenário atual reforça a necessidade de manter a vacinação em dia. “O risco de novos casos está diretamente relacionado à circulação de pessoas não vacinadas e à introdução do vírus por viajantes provenientes de regiões com transmissão ativa. Além disso, pacientes imunossuprimidos, como aqueles em tratamento oncológico, reumatológico ou neurológico, podem apresentar uma resposta imunológica reduzida e desenvolver formas mais graves da doença. Por isso, manter a cobertura vacinal em dia é essencial para interromper a circulação do vírus”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sintomas &#8211; </strong>Os primeiros sintomas costumam aparecer entre sete e 14 dias após a exposição ao vírus e podem ser confundidos com os de outras infecções respiratórias. O quadro geralmente começa com febre acima de 38°C, tosse seca, coriza, conjuntivite e mal-estar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes do surgimento das manchas na pele, também pode aparecer pequena lesão esbranquiçada na parte interna da boca, um dos sinais característicos do sarampo. Entre o terceiro e o quinto dia após o início dos sintomas, surgem manchas avermelhadas na pele, inicialmente no rosto. Em seguida, elas podem se espalhar para o pescoço, tronco, braços e pernas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A combinação entre febre alta, sintomas respiratórios e manchas pelo corpo deve servir como sinal de alerta. Diante desse quadro, principalmente em pessoas não vacinadas ou com esquema vacinal incompleto, é fundamental procurar atendimento médico rapidamente e informar sobre viagens recentes ou contato com casos suspeitos ou confirmados”, orienta o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Prevenção &#8211; </strong>A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo. No Brasil, a imunização está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e da tetraviral, que também oferece proteção contra a varicela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O esquema de imunização prevê duas doses, e o Ministério da Saúde estabelece como meta alcançar 95% de cobertura vacinal da população-alvo, índice considerado necessário para reduzir a circulação do vírus e proteger também pessoas que não podem ser vacinadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recomendação da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) é que todos os moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, com idade entre seis meses e 59 anos, procurem os postos de saúde, independentemente da situação vacinal, para receber a vacina de reforço contra o sarampo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de viagens nacionais ou internacionais, especialmente para regiões com circulação do sarampo, também é importante verificar a situação vacinal. Em caso de dúvidas ou necessidade de atualização da caderneta, a orientação é procurar uma unidade de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Evitar contato próximo com pessoas que apresentam sintomas compatíveis com a doença também contribui para reduzir o risco de transmissão. Isso porque o vírus pode ser transmitido cerca de cinco dias antes do início dos sintomas e permanecer transmissível até quatro dias após o surgimento das manchas avermelhadas. Em caso de suspeita, a recomendação é buscar atendimento médico e informar sobre possíveis exposições ao vírus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Dr. Júlio Onita, o sarampo não é uma doença do passado. “Enquanto houver pessoas suscetíveis e cobertura vacinal insuficiente, o vírus continuará encontrando oportunidades para circular. A boa notícia é que existe uma forma segura, eficaz e amplamente disponível de prevenção: a vacinação”, destaca.</p>
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		<title>Ansiedade tira mais qualidade de vida das crianças brasileiras que qualquer doença física, aponta estudo</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 10:13:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mente & Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade das crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital Moinhos do Vento]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatra Christian Kieling]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental infantojuvenil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Levantamento com dados do Global Burden of Disease (GBD) estima que mais de 15 milhões de brasileiros de 5 a 29 anos convivam com pelo menos um transtorno mental Foto-crédito: Magnific Desde os 5 anos de idade, nenhuma doença física tira mais qualidade de vida das crianças brasileiras do que a ansiedade. É o que &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Levantamento com dados do Global Burden of Disease (GBD) estima que mais de 15 milhões de brasileiros de 5 a 29 anos convivam com pelo menos um transtorno mental</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto-crédito: Magnific</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde os 5 anos de idade, nenhuma doença física tira mais qualidade de vida das <strong>crianças brasileiras do que a ansiedade</strong>. É o que mostra a análise mais abrangente já feita sobre <strong>saúde mental infantojuvenil</strong> no país. O estudo comparou transtornos mentais com mais de trezentas outras condições de saúde monitoradas no Brasil. Os transtornos de ansiedade aparecem em primeiro lugar como causa de anos vividos com incapacidade em todas as faixas etárias analisadas, dos 5 aos 29 anos. A partir dos 15, a depressão assume o segundo lugar. O impacto de ambas as condições é maior entre meninas e mulheres jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento estima que mais de 15 milhões de brasileiros de 5 a 29 anos convivam com, pelo menos, um transtorno mental, e que 2,5 milhões preencham critérios diagnósticos para transtorno por uso de substâncias, como álcool ou outras drogas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa foi liderada pelo p<strong>siquiatra Christian Kieling</strong>, do Hospital Moinhos de Vento/Porto Alegre/RS, e professora de Psiquiatria da UFRGS, e publicada na revista <em>The Lancet Regional Health – Americas</em>. É a primeira a detalhar essa realidade &#8211; faixa etária por faixa etária, da infância ao início da vida adulta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os 5 e os 9 anos, mais de 10% das crianças brasileiras já preenchem critérios para pelo menos um transtorno mental. A proporção sobe de forma constante ao longo da infância e da juventude e chega a quase 25% entre 25 e 29 anos, com média de 20% em todo o intervalo de 5 a 29 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Uma mensagem crucial deste estudo é a necessidade de implementar ações de proteção à saúde mental desde muito cedo, já na infância e na adolescência&#8221;, afirma Kieling. &#8220;Os problemas de saúde mental nos jovens nem sempre apresentam os contornos de um diagnóstico formal, mas, mesmo sem esse diagnóstico, prestar atenção a esses sinais é essencial para evitar que eles se tornem um transtorno estabelecido&#8221;, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também traça um retrato da mortalidade por suicídio entre jovens brasileiros. A taxa por 100 mil habitantes sobe de 1,24 na faixa de 10 a 14 anos para 13,43 entre 25 e 29 anos. Ao todo, o levantamento estima 5.402 mortes por suicídio ao ano entre 10 e 29 anos no país, 77% delas entre rapazes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Os números de suicídio mostram uma diferença grande entre os sexos, que precisa orientar políticas específicas de prevenção voltadas a jovens do sexo masculino, um grupo historicamente pouco alcançado pelos serviços de saúde mental&#8221;, complementa Claudia Buchweitz, pesquisadora e primeira autora do levantamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo revela ainda uma lacuna na produção de conhecimento. Para estimar a situação de toda a população brasileira de 5 a 29 anos, o GBD contou com apenas 66 fontes de dados nacionais, a maioria concentrada em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Praticamente não há dados de saúde mental infantojuvenil vindos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. &#8220;Esse volume limitado de estudos reflete e, ao mesmo tempo, contribui para a falta de atenção à saúde mental dos jovens no Brasil, com impactos negativos e de longo prazo para toda a sociedade&#8221;, diz Claudia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Mesmo com fontes limitadas, as análises são rigorosas e os dados são contundentes. Precisamos de ação imediatamente&#8221;, enfatiza a pesquisadora, orientando quem precisar de ajuda a ligar para o CVV no 188 — gratuito e disponível 24 horas — ou procurar um CAPS.</p>
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