Hospital registra alta de 9 em cada 10 pacientes e redefine percepção sobre UTI e evidencia um novo cenário na medicina.
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Durante muito tempo, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foi associada, no imaginário coletivo, a um lugar de finitude e poucas chances de recuperação. No entanto, a realidade atual da medicina intensiva transformou completamente esse cenário. No Hospital Moinhos de Vento/Porto Alegre/RS, aproximadamente 9 em cada 10 pacientes que são internados na UTI recebem alta e retornam às suas rotinas.
De acordo com registros do hospital, a unidade registra cerca de 340 internações mensais, evidenciando o alto volume aliado a resultados consistentes, mantendo uma mortalidade global baixa, entre 6% e 8%.
O diferencial do Hospital Moinhos de Vento se torna ainda mais evidente ao se analisar a complexidade dos casos recebidos. Os pacientes internados apresentam um alto grau de gravidade, com escore SAPS em torno de 48 pontos (pontuação que indica gravidade intermediária a alta). Para medir a qualidade assistencial frente a esse desafio, o hospital utiliza o Standardized Mortality Ratio (SMR), um dos principais indicadores internacionais que compara a mortalidade observada com a mortalidade esperada.
Nos últimos 12 meses, o SMR da UTI do Moinhos de Vento esteve sustentado entre 0,5 e 0,8. Na prática, isso indica que a mortalidade chega a ser de 20% a 50% inferior ao esperado para esse perfil clínico.
Conforme explica o Dr. Gregory Saraiva Medeiros, médico internista e intensivista do Hospital Moinhos de Vento, “a UTI continua sendo um ambiente de alta complexidade, mas cada vez mais é também um lugar de recuperação. Hoje conseguimos reverter quadros graves com mais qualidade, segurança e previsibilidade de desfechos”. A performance de excelência é fruto de um modelo assistencial altamente estruturado, que inclui equipe médica composta por especialistas em terapia intensiva; atuação multiprofissional integrada e dedicada; protocolos clínicos robustos e monitoramento contínuo; além da incorporação de tecnologias avançadas.
De acordo com o Dr. Luiz Antônio Nasi, Superintendente Médico do Hospital Moinhos de Vento, “o nosso propósito de cuidar das pessoas ganha sua forma mais genuína dentro da UTI. Quebrar o paradigma de que a terapia intensiva é um destino final e transformá-la em um centro de reabilitação e vida é a maior prova da maturidade do nosso corpo clínico. Temos orgulho de entregar à sociedade uma medicina que alia altíssima complexidade a desfechos clínicos que superam os padrões internacionais”.
