Hospital São Lucas Copacabana-Rio de Janeiro, inaugura Centro de Hepatologia e Cirurgia de Fígado/Pâncreas

Lutador de Jiu-Jitsu Honório Filho, que passou por um transplante triplo de coração, fígado e rins, reencontra Dr. Eduardo Fernandes, cirurgião responsável pelo seu transplante

Foto: Divulgação/Rede Américas

O Hospital São Lucas Copacabana/Rio de Janeiro, inaugurou, nesta terça-feira (14), o Centro de Hepatologia e Cirurgia de Fígado/Pâncreas, um novo espaço que reúne atendimento, internação e procedimentos de alta complexidade para pacientes com doenças do fígado, das vias biliares e do pâncreas. Entre os convidados para a inauguração, uma presença especial: o lutador Honório Filho, que retornou ao hospital depois de cinco anos, desta vez não como paciente, mas como símbolo de superação, após ter sido submetido a um transplante triplo na própria unidade, em 2021.

Aos 61 anos, o faixa preta 6º grau de Jiu-Jitsu se emocionou ao reencontrar o médico Eduardo Fernandes, cirurgião responsável pelo procedimento, e relembrou o período em que sua saúde se deteriorou rapidamente. O quadro começou com problemas no fígado, evoluiu para insuficiência renal, sessões de diálise e culminou em uma grave condição cardíaca. Sem conseguir respirar e com o coração comprometido, ele recebeu um prognóstico considerado crítico. “Eu tinha certeza de que ia morrer. Já tinha feito até testamento”, afirma.

Foi nesse contexto que surgiu a possibilidade de um transplante triplo envolvendo coração, fígado e rins, procedimento até então inédito no Brasil e na América Latina. A cirurgia só foi viabilizada após a identificação de um doador jovem, com órgãos compatíveis, condição essencial para a realização de uma intervenção dessa magnitude. A notícia do transplante representou uma virada em sua trajetória. “Quando soube, voltei a ter esperança. Era a chance de continuar lutando”, relembra.

O procedimento foi bem-sucedido e se tornou um marco na história recente da medicina no país. Hoje, aos 61 anos e plenamente recuperado, Honório Filho leva uma vida ativa e já voltou ao tatame. Apenas dois anos após a cirurgia, participou de um torneio brasileiro, retomando a rotina no esporte. Sua presença na inauguração do novo centro reforça não apenas os avanços médicos, mas também o impacto direto da doação de órgãos. “Se não fosse um doador, eu não estaria aqui. A doação salva-vidas!, destaca.

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