Mês de conscientização sobre a doença será marcado pelo movimento “Eu Apoio”, com ações coordenadas e intervenções urbanas por todo o Brasil, incluindo caminhada na Avenida Paulista
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Crise de epilepsia não é tudo igual e saber reconhecer os tipos e como agir pode ser fundamental tanto para o diagnóstico quanto para ajudar alguém que enfrenta a doença. É o que alerta a Associação Brasileira de Epilepsia – ABE, neste Março Roxo, mês de conscientização que, neste ano, será marcado por uma série de ações por todo o Brasil com o movimento “Eu Apoio”, incluindo caminhada na Avenida Paulista no dia 29.
De acordo com o presidente da ABE, Daniel Braz, “a doença pode acontecer com qualquer pessoa em qualquer fase da vida e as causas vão desde genética até traumas com lesões cerebrais, infecções – como meningites e encefalites, ou complicações peri-parto. O fato é que a epilepsia não tem cara e muitos escondem a condição de seus familiares por medo de serem rejeitados. Apoiar a causa é fundamental, porque só informação e conhecimento levam a correta identificação, o que fazer, além de derrubar uma série de mitos e crenças populares”.
Tipos de crise – Nesse sentido, informa, a epilepsia pode se manifestar de formas diferentes. As três principais ocorrências são: convulsiva, marcada por contrações musculares por todo o corpo e com risco de queda; a “ausência”, que é semelhante a um “desligamento”, onde, com olhar fixo, a pessoa perde contato com o meio por alguns segundos; e a crise “alerta” que, como o nome diz, é caracterizada por um estado de atenção com movimentos involuntários e fala incompreensível.
Como ajudar alguém em crise – Existe um protocolo, elaborado pela própria ABE e que funciona como um guia simples de primeiros socorros. O nome é C.A.L.M.A., trazendo uma simbologia importante e de fácil memorização que significa:
- Coloque a pessoa deitada de lado, com a cabeça elevada, e não segure pernas ou braços;
- Apoie a cabeça em algo macio e não tente abrir a boca ou colocar objetos;
Localize e afaste objetos que possam machucar, além de afrouxar roupas apertadas;
Monitore o tempo da crise. Se durar mais de 5 minutos ou se repetir, acione o SAMU (192); - Acompanhe a pessoa até que ela recupere a consciência. Em caso de ferimentos ou se for a primeira crise, procure atendimento médico.
Dados – Epilepsia no Brasil e no Mundo – Conforme estimativas da Liga Brasileira de Epilepsia, 65 milhões de pessoas no mundo têm epilepsia, sendo mais de 4 milhões no Brasil, sendo, segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 5 milhões de novos diagnósticos são registrados a cada ano.
“O tema deste ano mostra que precisamos de apoio em todas as frentes. Seja na disseminação de informação e conhecimento, no maior cuidado e atenção ou na cobrança de políticas públicas mais efetivas. O tratamento, por exemplo, existe, mas é preciso que chegue a todas as pessoas. E quando há falta, seja na rede pública ou particular, isso representa um risco importante e um problema de toda a sociedade”, afirma o presidente da ABE, ao destacar queaté 70% das pessoas que vivem com a doença podem ficar livres de convulsões com o uso adequado de medicamentos.
Mobilização no Brasil – O calendário do Purple Day deste ano tem uma programação intensa. Atividades estão programadas por todo o país. Uma das mais tradicionais e emblemáticas é a caminhada na Avenida Paulista, confirmada para o próximo dia 29. O Objetivo é reunir pessoas com epilepsia, familiares, amigos, apoiadores, profissionais da saúde, educação e outras áreas para ampliar a visibilidade sobre a condição e fortalecer redes de apoio.
Outros locais com ações incluem: Brasília, Minas Gerais, Bahia e Santa Catarina. Para a lista completa, acesse as redes sociais da Associação Brasileira de Epilepsia (@abe.epilepsia).
