Observar os hábitos de sono também faz parte do cuidado com a saúde

A posição ao dormir, além da escolha do travesseiro e do colchão, pode aliviar a sobrecarga na articulação e favorecer a recuperação de dores nas articulações dos ombros e pescoço
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Acordar com dor no ombro ou perceber que o incômodo parece ainda maior logo pela manhã é uma queixa comum entre pessoas que convivem com problemas na articulação. Embora muitos associem o desconforto apenas ao esforço físico ou a lesões, um hábito rotineiro pode estar contribuindo para o problema: a forma de dormir. A posição adotada durante o sono, assim como o colchão e o travesseiro utilizados, pode aumentar a sobrecarga sobre o ombro e dificultar a recuperação, especialmente quando já existe alguma lesão ou inflamação.
Durante o sono, o corpo permanece na mesma posição por um longo período, o que pode aumentar a pressão sobre músculos, tendões e outras estruturas do ombro. Dormir sobre o lado dolorido, por exemplo, tende a comprimir a articulação e agravar o desconforto. Além disso, um travesseiro muito alto ou muito baixo e um colchão que não oferece suporte adequado também podem alterar o alinhamento do corpo e favorecer a sobrecarga na região.
Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo – SBCOC, Dr. Eduardo Malavolta, a posição adotada durante o sono pode influenciar até mesmo o tempo de recuperação em alguns casos. “Quando o paciente já apresenta dor ou alguma lesão no ombro, permanecer por várias horas em uma posição que aumenta a pressão sobre a articulação pode intensificar o desconforto e dificultar a recuperação. Por isso, observar os hábitos de sono também faz parte do cuidado com a saúde do ombro”, explica.
Além da posição em que a pessoa dorme, a escolha do travesseiro e do colchão também merece atenção. O travesseiro deve manter a cabeça e o pescoço alinhados com a coluna, sem deixar o ombro elevado ou inclinado, enquanto o colchão precisa oferecer sustentação adequada ao corpo. Quando esses itens não proporcionam um bom alinhamento, podem aumentar a tensão na articulação e prolongar a dor, especialmente em pessoas com lesões ou inflamações prévias.
Embora alguns ajustes na rotina possam ajudar a aliviar o desconforto, a dor persistente no ombro não deve ser ignorada. Conforme o Dr. Eduardo observa, quando o incômodo dura por vários dias, limita os movimentos, desperta a pessoa durante a noite ou vem acompanhado de perda de força, é importante procurar avaliação médica. “Identificar a causa da dor e iniciar o tratamento adequado o quanto antes é fundamental para evitar a progressão do problema e preservar a qualidade de vida”, alerta.




