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	<title>mastologista André Mattar Archives - Portal Medicina e Saúde</title>
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		<title>Câncer de mama agressivo impacta a sobrevida de pacientes e os custos no SUS</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Apr 2025 09:38:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) revela a necessidade de agilizar os diagnósticos e também disponibilizar tratamentos inovadores na rede pública de saúde. Foto: Freepik – IA O câncer de mama triplo-negativo se associa a um alto índice de mortalidade no Brasil, especialmente entre mulheres jovens. Diferentemente de outros tipos de câncer de &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) revela a necessidade de agilizar os diagnósticos e também disponibilizar tratamentos inovadores na rede pública de saúde.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Foto: Freepik – IA</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>câncer de mama triplo-negativo</strong> se associa a um alto índice de mortalidade no Brasil, especialmente entre mulheres jovens. Diferentemente de outros tipos de <strong>câncer de mama</strong>, esta forma agressiva da doença não responde a terapias hormonais, tornando a <strong>quimioterapia </strong>a principal opção de tratamento. Para investigar a realidade de pacientes diagnosticadas com este subtipo, especialistas da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), com a participação de pesquisadores de várias universidades e hospitais brasileiros, realizaram um estudo que revela o impacto do câncer triplo-negativo na sobrevida de mulheres atendidas no hospital público Pérola Byington, em São Paulo (SP). O levantamento também dimensiona os custos do tratamento no SUS (Sistema Único de Saúde).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como primeiro autor do artigo “Sobrevida global e impacto econômico do câncer de mama triplo-negativo na saúde pública brasileira: um estudo do mundo real”, publicado no periódico <em>JCO Global Oncology</em>, o mastologista André Mattar, membro da SBM, destaca que o subtipo agressivo da doença é de rápida evolução e apresenta uma taxa de mortalidade no Brasil entre 30% e 40%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A classificação “triplo-negativo” define a ausência dos receptores de estrogênio, progesterona e HER2, que controlam o crescimento do tumor, das células mamárias e da divisão celular. Mais incidente em jovens com menos de 40 anos, também é comum em mulheres que apresentam mutação dos genes hereditários BRCA1 e/ou BRCA2, responsáveis por proteger o corpo do aparecimento de tumores. Ao sofrer mutação, a função destes genes diminui e as chances de desenvolvimento do câncer aumentam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estágio em que o câncer triplo-negativo é diagnosticado, segundo Mattar, representa uma grande diferença na chance de sobrevivência das pacientes. O mastologista ressalta que entre mulheres que descobrem a doença no estágio II, o risco de morte é 47% menor do que entre pacientes diagnosticadas no estágio III. Além disso, acrescenta, quem consegue uma resposta completa ao tratamento inicial, com o desaparecimento temporário da doença, tem risco de morte reduzido em 79%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo conduzido pela SBM entre 2010 e 2019 analisou 710 mulheres com câncer triplo-negativo atendidas no hospital público Pérola Byington. A média de idade no diagnóstico foi de 52,5 anos. Entre as participantes da pesquisa, 50,8% eram negras e 46,1%, brancas. A maioria das pacientes foi classificada como estágio III (46,6%), seguida por estágio II (42,1%). De acordo com André Mattar, os regimes de quimioterapia consistiram em tratamento baseado em antraciclinas e taxanos, com um total de 412 mulheres submetidas à terapia neoadjuvante. “Neste universo, 232 (54,6%) foram tratadas com carboplatina e 96 (22,6%) atingiram resposta patológica completa”, observa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o mastologista da SBM, o estudo lança luz sobre a importância de estratégias terapêuticas nos casos de câncer triplo-negativo para atingir a meta nos tratamentos, ou seja, a resposta patológica completa. “No Sistema de Saúde Pública do Brasil, o tratamento deste subtipo da doença é limitado à quimioterapia convencional. Entre as novas drogas há o pembrolizumabe, imunoterapia usada especificamente para o tripo-negativo, mas ainda não disponível no SUS”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o estudo, o custo do tratamento no SUS aumenta conforme o câncer triplo-negativo avança. Para uma paciente em estágio inicial 1, o gasto médio mensal com quimioterapia é de US$ 101,87 (cerca de R$ 570), enquanto para uma mulher com câncer avançado &#8211; estágio IV, o valor sobe para US$ 314,77 (cerca de R$ 1.760) na primeira linha de tratamento, e pode ser ainda maior em fases mais avançadas. No total, o SUS pode gastar mais de US$ 625 mil por paciente que precisa tratar a doença em estágio avançado. “Se conseguíssemos acesso e tratamento mais rápido para as pacientes da rede pública de saúde, teríamos melhores resultados e o orçamento poderia ser investido em tratamentos inovadores, já acessíveis na saúde suplementar”, avalia Mattar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, cerca de 75% dos brasileiros contam com o SUS para assistência médica. Embora seja gratuito ao usuário, o sistema enfrenta desafios, como limitações de recursos, longo tempo de espera e acesso desigual a terapias avançadas. O setor privado, por sua vez, atende aproximadamente 25% da população, oferecendo acesso mais rápido a serviços e tratamentos e opções em geral indisponíveis no sistema público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Com a pesquisa que realizamos no hospital público Pérola Byington, queremos reforçar a importância do diagnóstico precoce e do acesso rápido ao tratamento”, diz André Mattar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo, afirma, demonstra ainda que novas alternativas, como a imunoterapia, poderiam trazer grandes benefícios, se disponibilizadas para pacientes na rede pública. “Sem dúvida, investir em prevenção, rastreamento e no acesso a tratamentos inovadores pode salvar mais vidas e reduzir os custos da doença para o SUS”, conclui o especialista da Sociedade Brasileira de Mastologia.</p>
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		<title>Mulheres com câncer de mama têm risco de desenvolver formas graves dengue</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Mar 2024 11:14:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), a baixa imunidade decorrente de quimioterapia e radioterapia pode agravar a infecção pela doença Com cerca de 1 milhão de casos de dengue nos dois primeiros meses do ano, mais da metade do total registrado em 2023, e com a perspectiva de crescimento em março e &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), a baixa imunidade decorrente de quimioterapia e radioterapia pode agravar a infecção pela doença</em><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com cerca de 1 milhão de casos de dengue nos dois primeiros meses do ano, mais da metade do total registrado em 2023, e com a perspectiva de crescimento em março e abril, o Ministério da Saúde estima em 4,2 milhões os diagnósticos da doença em 2024. Diante deste panorama, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) alerta para a infecção em mulheres com câncer de mama. “Nestas pacientes, a imunidade tende a ser mais baixa e configura fator de risco para o desenvolvimento das formas mais graves da doença, principalmente entre as que estão em tratamento oncológico”, afirma o mastologista André Mattar, tesoureiro adjunto e membro do Departamento de Tratamento Sistêmico da SBM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós temos hoje uma epidemia de dengue no Brasil”, afirma Mattar. Mas para a SBM, a possibilidade de infecção da doença em mulheres com câncer de mama é motivo de grande preocupação. Nestas pacientes, o tratamento da dengue, segundo o mastologista, é basicamente direcionado aos sintomas, com melhora da dor, hidratação adequada via oral e mesmo aplicação de soro. “No entanto, há uma atenção redobrada com o grupo que se submete à quimio e à radioterapia”, alerta, ao explicar que nos dois procedimentos prescritos para o tratamento de câncer de mama, o organismo se ressente com a baixa imunidade. “Nestes casos, o quadro de dengue pode ser mais grave e, às vezes, temos que suspender as medidas contra o câncer, algo que não apenas atrasa o tratamento, mas compromete a saúde geral da paciente”, observa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eventualmente, a quimioterapia ataca o fígado da paciente com câncer de mama. A dengue também tem potencial para afetar as células do órgão e provocar lesões. Os efeitos que advêm da combinação das duas doenças podem ser severos”, destaca o especialista da SBM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por conter o vírus vivo atenuado, a vacina da dengue é contra indicada para pessoas imunossuprimidas. “E aqui nós incluímos as pacientes com câncer de mama”, afirma. Mesmo para o grupo de mulheres que se submete somente à radioterapia, a vacina não é recomendada. Segundo Mattar, mulheres que passam por quimio ou radioterapia devem esperar seis meses após o tratamento para se vacinarem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cepas &#8211;</strong> O vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do mosquito <em>Aedes aegypti</em>. Atualmente, há quatro sorotipos diferentes circulando no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença. No entanto, idosos, pessoas com doenças crônicas e mulheres diagnosticadas com câncer de mama têm maior risco de evolução para casos graves da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na chamada dengue clássica, os sintomas mais comuns são febre súbita, entre 39° C e 40° C, dores de cabeça, no corpo, nas articulações e atrás dos olhos. “Estas dores não melhoram e é essencial que a pessoa procure ajuda médica quanto antes”, afirma Mattar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Prevenção</strong> &#8211; Nos casos de dengue grave, também conhecida como dengue hemorrágica, há queda acentuada da pressão arterial, seguida de insuficiência circulatória severa, que pode levar à falência de múltiplos órgãos e até à morte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como forma de evitar a dengue, o especialista da SBM recomenda a prevenção. Segundo o Ministério da Saúde, 74% das larvas do mosquito <em>Aedes aegypti</em> são encontradas próximas às residências e no entorno das casas. “Como se reproduzem em qualquer reservatório sem proteção com água limpa, desde uma simples tampinha de garrafa a uma piscina sem cloro, é importante manter a limpeza de quintais e terrenos, não se descuidando nem mesmo dos vasos de plantas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso de repelente, especialmente no final da tarde, quando há maior circulação do mosquito, também é indicado pelo especialista. “Deve-se observar a frequência recomendada para as aplicações e utilizar produtos com pelo menos 20% de icaridina. Este princípio ativo é eficaz contra mosquitos provenientes de climas úmidos e tropicais”, observa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme ressalta Mattar, “nunca é demais ressaltar que a infecção por dengue entre pessoas saudáveis já é extremamente preocupante. Mas em mulheres com câncer de mama, a doença deve ter a prevenção elevada ao máximo de rigor”.</p>
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