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Novas tecnologias facilitam o diagnóstico e tratamento do câncer de próstata

Sistema de micro-ultrassom, cirurgia robótica e testes genéticos, que ainda são novidade para o grande público, ajudam desde o diagnóstico ao pós-cirúrgico

Foto: crédito-Freepik

O diagnóstico de câncer de próstata já foi recebido como uma sentença de perda de qualidade de vida. O medo da incontinência urinária, da impotência e do desconforto do exame de toque afastava os homens dos consultórios, alimentando uma estatística cruel: mais de 70 mil novos casos por ano no Brasil. No entanto, uma revolução silenciosa nos corredores dos grandes centros médicos está mudando esse jogo.

De acordo com o urologista Dr. Frederico Xavier, de Goiânia/GO, testes genéticos, inteligência de imagem e cirurgia robótica estão entre os recursos que elevam as chances de cura para impressionantes 90% quando a doença é detectada cedo. “Com essa ferramenta é possível analisar as mutações do DNA do tumor e prever o comportamento dialógico do câncer, se irá se desenvolver de forma rápida ou lenta, se é agressivo, e, a partir dessas informações, definir qual será o melhor tratamento”, explica.

Entre os avanços, o ExactVu oferece imagens com definição até 3 vezes superior ao ultrassom convencional, permitindo identificar áreas suspeitas de câncer com maior precisão e guiar biópsias com segurança. Conforme o Dr. Frederico explica, “em cirurgias prostáticas, como a prostatectomia (remoção da próstata) ou em procedimentos de biópsias direcionadas, ele pode ser utilizado para orientar o cirurgião e ajudar na identificação precisa de áreas afetadas por tumores. A alta resolução das imagens proporciona localização exata de tumores ou lesões na próstata, permitindo que o cirurgião tenha uma visão detalhada antes de iniciar a cirurgia“.

Outra técnica disponível é a cirurgia robótica, que reúne segurança, precisão, recuperação mais rápida e melhores resultados. Ela oferece visão em três dimensões de alta definição que permite ao cirurgião enxergar a área operada com profundidade e ampliação, diferentemente da visão em duas dimensões da laparoscopia convencional. 

As pinças robóticas, que são manuseadas pelo cirurgião, executam movimentos de 360º (similares ao pulso humano), o que facilita suturas delicadas e dissecções em espaços restritos, superando a rigidez dos instrumentos laparoscópicos, trazendo mais precisão ao procedimento.

Os benefícios da cirurgia para o paciente são imediatos. “Cerca de 94% dos pacientes recuperam o controle em até um ano, com resultados ainda mais rápidos na técnica robótica devido à preservação do esfíncter – que preserva a ereção com a precisão milimétrica que protege os nervos adjacentes à próstata”, observa o médico. 

Prevenção – Embora a evolução da tecnologia tenha vindo para aumentar a eficiência do tratamento, o   urologista lembra que a prevenção continua sendo fundamental. Inclusive, destaca: “a detecção precoce aumenta significativamente as chances de cura da doença”. 

Segundo ele, “essa precocidade é extremamente importante para o prognóstico de cura da doença, que pode chegar a mais de 90% quando o câncer de próstata é descoberto ainda na fase inicial”.

A doença não costuma apresentar sintomas na fase inicial, acrescenta. Por isso, é fundamental realizar o acompanhamento anual com um especialista, fazer os exames de rotina a partir dos 50 anos, ou 45 para grupos de risco, manter um estilo de vida saudável – com alimentação balanceada e exercícios, evitar o uso de tabaco e consumo excessivo de álcool, alerta o médico.

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