Einstein e Ministério da Saúde levam missão humanitária a populações indígenas da Amazônia

Iniciativa reunirá especialistas e ações de capacitação, além de oferecer exames para ampliar o acesso à saúde, diminuir tempo de espera e fortalecer a assistência em territórios indígenas
Foto-crédito: Magnific
O Einstein Hospital Israelita está realizando mais uma missão humanitária, desta vez na Casa de Saúde Indígena – CASAI, de Macapá/AP, entre os dias 16 e 21 de junho. A iniciativa acontece em conjunto com o Ministério da Saúde, por meio da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS – AgSUS, como parte do programa Agora Tem Especialistas – do Governo do Brasil, e com o Distrito Sanitário Especial Indígena – DSEI. Ao todo, 12 profissionais do Einstein participarão da ação, incluindo especialistas em cardiologia, anestesiologia, pediatria, radiologia, clínica médica e saúde da mulher.
Com o objetivo de fortalecer o acesso à assistência especializada e reduzir gargalos assistenciais identificados na Casa de Saúde Indígena (CASAI) de Macapá, durante uma semana a equipe dará atendimento especializado, fará exames diagnósticos e promoverá ações de saúde junto a populações indígenas da região.
A missão foi estruturada a partir de necessidades mapeadas pelo Ministério da Saúde, a AgSUS e pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Amapá e Norte do Pará. Atualmente, a unidade acolhe, em média, cerca de 200 indígenas por dia, entre pacientes e acompanhantes, apesar de ter sido planejada para aproximadamente 120 pessoas, cenário que reflete a elevada demanda por atendimentos especializados e os desafios de acesso enfrentados pelas populações indígenas da região.
O levantamento realizado pela CASAI para o desenvolvimento da estratégia da missão apontou demanda reprimida para especialidades como ginecologia e obstetrícia (88 pacientes), pediatria (70), endocrinologia (60), cardiologia (55) e avaliações anestésicas (40), além da necessidade de exames diagnósticos como ultrassonografias (100) e exames preventivos ginecológicos (60). A expectativa é da equipe médica realizar mais de 400 atendimentos especializados e exames ao longo da ação, incluindo consultas, avaliações pré-operatórias, exames diagnósticos e procedimentos voltados à saúde da mulher. Os materiais coletados serão encaminhados para análise complementar no Einstein, garantindo seguimento ao cuidado.
Além dos atendimentos presenciais, serão disponibilizados suportes de telemedicina em cardiologia, neuropediatria e endocrinologia, ampliando o acesso a especialistas e apoiando a continuidade do cuidado após a missão. A expectativa é atender pelo menos 150 mulheres nas ações específicas voltadas à saúde feminina.
A ação também vai oferecer métodos contraceptivos de longa duração, como DIU (Dispositivo Intrauterino) e Implanon, atendimento pediátrico para crianças e tratamento de doenças infecciosas e parasitárias.
A equipe do Einstein também realizará atividades de capacitação junto aos times assistenciais locais, compartilhando protocolos assistenciais e orientações para o acompanhamento de pacientes após o encerramento da missão. A iniciativa inclui treinamento para manejo de lesões por pressão e fornecimento de insumos que permitirão a manutenção da assistência nos meses seguintes.
A CASAI de Macapá recebe indígenas de diferentes territórios da região amazônica que necessitam de acompanhamento de saúde fora de suas comunidades. Criadas para funcionar como estruturas de acolhimento e apoio durante tratamentos e deslocamentos assistenciais, essas unidades desempenham papel fundamental na articulação do cuidado e no acesso a serviços especializados.
“Esta será a primeira missão realizada pelo Einstein em uma Casa de Saúde Indígena (CASAI) e representa o início de uma parceria muito importante com a AgSUS. A agência possui uma visão ampla das necessidades dos diferentes Distritos Sanitários Especiais Indígenas do país, o que contribui para direcionar ações com maior potencial de impacto. Nossa expectativa é que essa experiência ajude a estruturar um modelo de atuação que possa ser aperfeiçoado e replicado em outras CASAIs, fortalecendo a continuidade do cuidado em diferentes regiões do Brasil”, afirma Claudia Luz, Coordenadora de Enfermagem e uma das responsáveis também pela coordenação da missão.

