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	<title>Odontologia &amp; Saúde Archives - Portal Medicina e Saúde</title>
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		<title>Uso excessivo de telas antes de dormir pode agravar o bruxismo e comprometer a qualidade do sono</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 11:49:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dra. Luísa Casado: “Quando usamos telas até minutos antes de dormir, deixamos o cérebro em estado de alerta, dificultando o relaxamento. Isso pode favorecer os fatores que levam ao bruxismo” Crédito-foto: Mateus Takenaka O hábito de usar celulares, tablets e computadores antes de dormir pode comprometer a qualidade do descanso. A exposição prolongada às telas &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Dra. Luísa Casado: “Quando usamos telas até minutos antes de dormir, deixamos o cérebro em estado de alerta, dificultando o relaxamento. Isso pode favorecer os fatores que levam ao bruxismo</em></strong><em>”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Crédito-foto: Mateus Takenaka</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>hábito de usar celulares, <em>tablets</em> e computadores antes de dormir</strong> pode comprometer a qualidade do descanso. A exposição prolongada às telas estimula o cérebro justamente quando se deve desacelerar. Essa ativação no cérebro, além de dificultar o relaxamento, o comportamento pode favorecer o surgimento ou o <strong>agravamento do bruxismo</strong>, condição caracterizada pelo <strong>apertamento ou ranger involuntário dos dentes.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos indicam que cada hora adicional de uso de telas antes de dormir aumenta em 63% o risco de insônia e reduz em cerca de 24 minutos o tempo total de sono. De acordo com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a luz azul emitida pelos aparelhos eletrônicos inibe a produção de melatonina, hormônio responsável por regular o ciclo do sono. Além disso, conteúdos estimulantes, como vídeos curtos, redes sociais e jogos, mantêm o cérebro em estado de alerta e dificultam o início do descanso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação entre a qualidade do sono e o bruxismo é reconhecida por especialistas. Segundo a Associação Brasileira de Odontologia do Sono (ABROS), a condição tem origem multifatorial e está associada a fatores como estresse, ansiedade e alterações do sono. Assim, hábitos que dificultam um descanso reparador, como o uso excessivo de telas antes de dormir, podem contribuir para intensificar os episódios de apertamento ou ranger dos dentes em pessoas predispostas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as principais consequências do bruxismo estão dores nos músculos da mandíbula, cefaleia, sensibilidade dentária, desgaste dos dentes e sensação de cansaço ao despertar. Muitas pessoas também relatam desconforto na região do pescoço e dos ombros, reflexo da tensão muscular provocada pelos episódios de apertamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Quando usamos telas até minutos antes de dormir, deixamos o cérebro em estado de alerta, dificultando o relaxamento. Isso pode favorecer os fatores que levam ao bruxismo. Embora o uso de telas não seja a causa direta da condição, pode contribuir para o agravamento, podendo causar dores na face, que podem irradiar para o ouvido, pescoço e ombros, dores de cabeça e sensibilidade nos dentes&#8221;, explica a ortodontista especialista em sono, <strong>Dra. Luísa Casado</strong>, em Brasília/DF.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adotar hábitos saudáveis antes de dormir também contribui para uma noite de sono mais reparador. Reduzir o uso de telas pelo menos uma hora antes de deitar, manter o ambiente escuro, silencioso e confortável e investir em atividades relaxantes, como leitura, meditação ou exercícios de respiração, ajudam o organismo a entrar no ritmo adequado para o descanso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Uma boa higiene do sono é um dos principais pilares para conquistar noites de sono reparador e preservar a saúde como um todo. Pequenas mudanças de hábito, como evitar aparelhos eletrônicos antes de dormir, manter horários regulares para dormir e acordar e criar um ambiente tranquilo no quarto, podem melhorar a qualidade do sono e contribuir para reduzir fatores associados ao agravamento do bruxismo. Caso os sintomas persistam, é importante procurar um profissional para obter o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado&#8221;, orienta a Dra. Luísa Casado.</p>
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		<title>Saúde bucal: como identificar placa bacteriana?</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 09:47:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Odontologia & Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[higiene bucal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sangramento, sensação de dentes ásperos e formação de tártaro podem indicar que a higiene bucal precisa de atenção. Veja quais sinais merecem avaliação! Foto: crédito-Freepik Escovar os dentes todos os dias não significa, necessariamente, que a limpeza está sendo feita da forma adequada. Mesmo com escovação diária, algumas regiões da boca podem acumular placa bacteriana, &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Sangramento, sensação de dentes ásperos e formação de tártaro podem indicar que a higiene bucal precisa de atenção. Veja quais sinais merecem avaliação!</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Foto</strong>:<strong> crédito-Freepik </strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Escovar os dentes todos os dias não significa, necessariamente, que <strong>a limpeza está sendo feita da forma ad</strong>equada. Mesmo com escovação diária, algumas regiões da boca podem acumular placa bacteriana, uma camada de bactérias que gruda nos dentes, favorecer o aparecimento de tártaro e provocar sinais como sangramento na gengiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a periodontista <strong>Dra. Cristina Miura</strong>, especializada em doenças da gengiva e ao redor dos implantes, em Londrina/PR, um dos primeiros sinais de alerta é a sensação de dentes ásperos. Ao passar a língua, os dentes devem estar lisos. Quando parecem rugosos, pode haver acúmulo de placa, que nem sempre sai bem durante a escovação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Teste simples &#8211; </strong>Para quem quer observar melhor a própria escovação, a dentista sugere um teste simples, feito com corante alimentício de cor contrastante, como azul ou verde. A ideia é aplicar uma pequena quantidade do corante nos dentes, com cotonete ou na escova, para evidenciar regiões onde ainda há placa bacteriana.&nbsp;Esse corante revela falhas na escovação, mas não substitui consulta odontológica. O teste ajuda a visualizar falhas na escovação, mas não serve para diagnosticar doenças, remover tártaro ou tratar inflamações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dente áspero &#8211; </strong>A placa bacteriana é descrita pela dentista como uma “massinha” que se forma ao redor dos dentes. Quando não é removida, essa camada pode endurecer e virar tártaro. Essas áreas endurecidas funcionam como esconderijos para bactérias e dificultam a limpeza diária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme explica, a saliva tem cálcio, algo importante para os dentes. Mas, quando a placa fica acumulada, esse mesmo cálcio pode ajudar a endurecer a sujeira presa ao dente. É assim que se formam áreas ásperas que a escova já não consegue remover sozinha. Com o tempo, essas áreas endurecidas funcionam como esconderijos para bactérias e dificultam ainda mais a limpeza diária. Por isso, a sensação de dente áspero deve ser observada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sangramento gengival &#8211; </strong>Outro sinal importante é o sangramento durante a escovação. Segundo a periodontista, muita gente tenta disfarçar o problema com bochechos, produtos naturais ou soluções pontuais, mas o sangue na gengiva costuma indicar que há uma doença ou desequilíbrio na boca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a dentista, o sangramento pode estar associado à gengivite e, quando há agravamento do quadro, como periodontite e doenças ao redor dos implantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mais força na escova não resolve &#8211; </strong>Um erro comum é associar o sangramento apenas à força usada na escovação. Para a Dra. Cristina, quando a gengiva sangra, o sinal principal é de que pode haver uma doença ou desequilíbrio na boca, e não apenas um problema de intensidade na escova. Por isso, a orientação correta, feita por um dentista, ajuda o paciente a entender se a higiene está sendo suficiente e quais regiões precisam de mais atenção. <em>Nesse sentido, “Não é necessariamente a força na escovação que causa o sangramento. Esse sinal indica que pode haver alguma doença na boca”</em>, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dentista compara a boca a um jardim. Em equilíbrio, há bactérias boas e algumas nocivas em menor quantidade. Quando esse equilíbrio se perde, as bactérias que causam doenças ganham espaço. Esse desequilíbrio é chamado de disbiose bucal e pode favorecer cárie, gengivite, periodontite e problemas ao redor dos implantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso mesmo, acrescenta, a orientação é procurar avaliação quando houver sangramento persistente, dentes ásperos, acúmulo visível de tártaro ou dificuldade para manter a higiene bucal adequada mesmo com escovação diária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a especialista, esses sinais não devem ser ignorados. O ideal é criar uma cultura de prevenção, com consultas regulares e orientação individualizada. <em>“Ir ao dentista somente quando existe um problema pode ser tarde demais,</em> alerta.</p>
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		<title>Pesquisa revela que o brasileiro está buscando mais cuidados com a saúde bucal</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 09:41:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Foto-crédito- Freepik A boa saúde é um dos principais pilares para uma vida mais equilibrada, transformando os cuidados com nosso corpo em um investimento contínuo, em vez de focar na remediação de dor e doenças. Essa tendência é confirmada por um estudo da Odontoprev, que revelou um aumento no número de procedimentos odontológicos preventivos em &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto-crédito- Freepik</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A boa saúde é um dos principais pilares para uma vida mais equilibrada, transformando os cuidados com nosso corpo em um investimento contínuo, em vez de focar na remediação de dor e doenças. Essa tendência é confirmada por um estudo da <strong>Odontoprev</strong>, que revelou um aumento no número de <strong>procedimentos odontológicos preventivos em 202</strong>5. Feito com a base de clientes da companhia, a pesquisa revela uma maior preocupação dos brasileiros com a saúde bucal e uma evolução na conscientização sobre a prevenção e autocuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento aponta um aumento no número de tratamentos odontológicos preventivos realizados entre janeiro e dezembro de 2025, em comparação ao ano anterior. O crescimento foi observado nos atendimentos realizados em sua rede credenciada de dentistas, que abrange mais de 27 mil profissionais em todo o país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O interesse por informações sobre cuidados e higiene bucal cresceu 9% entre a população, conforme demonstrou o estudo. Outro dado relevante é o aumento de 4,52% na procura pela profilaxia dental, procedimento conhecido como limpeza profissional realizada pelo dentista no consultório, evidenciando que o público demonstra estar mais bem-informado e engajado, buscando ativamente informações sobre tipos de escovas, fios dentais e composição dos cremes dentais. Este comportamento resulta em pacientes que chegam ao consultório odontológico com um nível maior de conhecimento e perguntas específicas a serem feitas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa registrou também uma queda de 23,48% no procedimento de raspagem supragengival com profilaxia, ou seja, remoção mecânica de tudo o que a escova de dentes e o fio dental não conseguiram tirar e que acabou endurecendo na superfície do dente, o que demonstra que as pessoas estão efetuando uma melhor escovação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para <strong>Dr. Emerson Nakao</strong>, São Paulo/SP,&nbsp;dentista e consultor científico da Odontoprev, esses indicativos deixam clara uma maior atenção das pessoas para a saúde da boca. “A crescente conscientização sobre a correlação entre infecções bucais e condições de saúde sérias, como diabetes e doenças cardíacas, tem impulsionado a busca por prevenção. Paralelamente, o receio de visitar o dentista diminuiu devido à adoção de tecnologias menos invasivas. Além disso, a visibilidade nas redes sociais elevou o sorriso ao <em>status</em> de &#8220;cartão de visitas&#8221;, tornando o <em>check-up</em> odontológico mais procurado”, comenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista destaca também que, mesmo com uma higiene bucal rigorosa, a combinação da saliva e dos minerais na boca leva à formação do tártaro e é necessário um acompanhamento profissional. “A ausência de remoção periódica desse tártaro pode desencadear problemas graves, como gengivite (inflamação e sangramento da gengiva), periodontite (infecção mais séria que afeta o osso), cáries e até mesmo mau hálito. A recomendação é realizar a profilaxia a cada 6 meses”, orienta o dentista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já com relação aos procedimentos curativos, o estudo revelou um crescimento de 13,69% na consulta de remineralização de esmalte, procedimento que visa repor minerais essenciais nos dentes, evitando assim a formação efetiva de cáries. Foi constatada também uma queda de 22,38% na consulta de controle de placa bacteriana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os dados da pesquisa refletem uma transformação notável na maneira como os brasileiros encaram a saúde bucal. Anteriormente, a relação de grande parte da população com o dentista era baseada na urgência. Procurava-se o profissional quando a dor já não permitia dormir ou quando um dente quebrava. O consultório era sinônimo de intervenção, não de manutenção. Hoje, ressalta o Dr. Nakao, o sorriso assume um papel central como um elemento fundamental para o bem-estar geral, a autoestima e a saúde integral do indivíduo”.</p>
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		<title>Saúde bucal de idosos e pessoas com deficiência: cuidados e sinais de alerta</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 09:57:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[doenças bucais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dra. Cristiane Vasconcellos: “em pacientes com deficiência ou idosos mais fragilizados, a dor nem sempre é verbalizada. Às vezes, ela aparece em forma de mudança de comportamento ou dificuldade para se alimentar” De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as doenças bucais afetam cerca de 3,5 bilhões de pessoas no mundo, com impacto mais &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Dra. Cristiane Vasconcellos: “em pacientes com deficiência ou idosos mais fragilizados, a dor nem sempre é verbalizada. Às vezes, ela aparece em forma de mudança de comportamento ou dificuldade para se alimentar”</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as <strong>doenças bucais</strong> afetam cerca de 3,5 bilhões de pessoas no mundo, com impacto mais severo entre <strong>idosos e pessoas com deficiência</strong>. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 41% dos idosos perderam todos os dentes, evidenciando um&nbsp;problema que afeta diretamente a saúde sistêmica dessa população. Esses dados chamam a atenção principalmente quando estudos do PNAD Contínua do IBGE indicam que mais de 18,6 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência, o equivalente a 8,9% da população, o que acende um sinal de alerta no cuidado da saúde bucal do idoso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme explica a cirurgiã-dentista <strong><a href="https://www.instagram.com/cristiane.vc">Dra. Cristiane Vasconcellos</a></strong>, de Vitória/ES, mestre em Clínica Odontológica Integrada, afirma que a dificuldade vai além da falta de acesso físico aos consultórios. “Muitas famílias enfrentam barreiras no deslocamento, ausência de profissionais preparados e até insegurança em relação ao atendimento. Isso faz com que cuidados básicos sejam adiados e quadros simples evoluam para procedimentos mais graves”, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema atinge uma parcela expressiva da população. Entre os brasileiros com deficiência, a maior concentração está nas regiões Sudeste e Nordeste, com predominância entre pessoas acima dos 60 anos, faixa etária que também concentra maior incidência de doenças bucais. Levantamentos epidemiológicos apontam alta prevalência de cárie não tratada e doença periodontal, especialmente em populações de menor renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a especialista, a combinação entre envelhecimento populacional e limitações estruturais do sistema de saúde agrava o cenário. “Quando o paciente já tem um problema neurológico, motor ou cognitivo, a negligência com a saúde bucal acelera complicações. Infecções locais e dor podem evoluir para quadros sistêmicos, como pneumonias aspirativas, desnutrição e até agravamento de doenças cardiovasculares”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico tardio é outro fator crítico. Muitos sinais iniciais passam despercebidos por familiares e cuidadores, o que dificulta intervenções precoces. Entre os principais alertas estão sangramento gengival frequente, mau hálito persistente, dificuldade para mastigar, recusa alimentar, presença de feridas que não cicatrizam, além de alterações comportamentais, como irritação ou isolamento, que podem indicar dor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Em pacientes com deficiência ou idosos mais fragilizados, a dor nem sempre é verbalizada. Às vezes, ela aparece em forma de mudança de comportamento ou dificuldade para se alimentar. Por isso, a observação diária é fundamental”, observa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, a rotina de cuidados precisa ser ajustada à realidade de cada paciente, considerando nível de autonomia, limitações físicas e cognitivas e o suporte disponível. A especialista aponta cinco medidas essenciais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Adaptação de escovas e utensílios</strong> &#8211; Escovas com cabos modificados, engrossados ou escovas elétricas facilitam a higienização, especialmente em pacientes com limitação motora manual.</li>



<li><strong>Rotina assistida de higiene</strong> &#8211; Quando há dependência, cuidadores devem ser orientados sobre a técnica e a frequência adequada. “A forma como a higiene é feita interfere diretamente no resultado. Pequenos ajustes fazem grande diferença”, explica.</li>



<li><strong>Atendimento domiciliar ou hospitalar</strong> &#8211; Levar o atendimento até o paciente reduz barreiras de acesso e aumenta a adesão ao tratamento, principalmente em casos de mobilidade reduzida.</li>



<li><strong>Uso de tecnologias, como a laserterapia</strong> &#8211; Recursos tecnológicos auxiliam no controle da dor, na cicatrização e no tratamento de lesões, tornando o processo mais confortável.</li>



<li><strong>Acompanhamento preventivo regular</strong> &#8211; Consultas periódicas evitam agravamentos e reduzem a necessidade de intervenções mais complexas. “Prevenir é sempre o melhor caminho, principalmente para pacientes que já enfrentam outras limitações”, afirma.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos benefícios clínicos, o cuidado com a saúde bucal impacta diretamente a autoestima, a interação social e o bem-estar sistêmico. Para familiares e cuidadores, a orientação profissional também reduz riscos e melhora a qualidade do cuidado diário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Dra. Cristiane Vasconcellos, cada paciente exige um olhar único. Quando o atendimento é bem feito e contínuo, afirma, “o impacto vai muito além da saúde bucal e transforma a qualidade de vida como um todo”.</p>
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		<title>Bruxismo e disfunção temporomandibular, ai que dor!</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 09:36:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dra. Jaqueline Borges: “O bruxismo e as disfunções da ATM não devem ser vistos como problemas isolados, mas como sinais inteligentes do corpo, indicando que existe um desequilíbrio mais profundo que precisa ser compreendido”.&#160; Ansiedade, estresse, depressão e tensão são algumas das causas do bruxismo, hábito involuntário de apertar ou ranger os dentes, durante o &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Dra. Jaqueline Borges: “O bruxismo e as disfunções da ATM não devem ser vistos como problemas isolados, mas como sinais inteligentes do corpo, indicando que existe um desequilíbrio mais profundo que precisa ser compreendido”.&nbsp;</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ansiedade, estresse, depressão e tensão são algumas das causas do bruxismo, hábito involuntário de apertar ou ranger os dentes, durante o sono (noturno) ou em vigília (acordado). Como consequência, pode haver um desgaste dentário e dores de cabeça e no pescoço, bem como na <strong>Articulação Temporomandibular – ATM</strong>, <strong>que conecta o osso temporal</strong> <strong>do crânio à mandíbula</strong>, permitindo movimentos como abrir/fechar a boca, mastigar e falar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a cirurgiã dentista Jaqueline Borges, a demanda por esse atendimento em consultório tem aumentado bastante nos últimos tempos. Para compreender melhor esta condição e suas consequências, o Portal Medicina e Saúde entrevistou a especialista, que atende em Belo Horizonte, Minas Gerais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Primeiramente, Dra. Jaqueline, por que a procura pelo tratamento do bruxismo tem aumentado? &#8211; </strong>Acredito que este aumento esteja relacionado principalmente ao ritmo de vida atual. As pessoas estão convivendo constantemente com muitos desafios como, pressões emocionais, excesso de informações, preocupações financeiras e profissionais, além de uma rotina que nem sempre permite pausas para descanso físico e mental. Nesse cenário, uma das formas mais comuns do corpo liberar essa tensão é justamente o apertamento ou o ranger dos dentes, tanto durante o dia quanto à noite durante o sono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas pessoas têm me procurado, relatando não saber que faziam isso, até começarem a sentir dores na face, na cabeça, no pescoço ou quando alguém percebe o ranger dos dentes à noite. O apertamento é, muitas vezes, uma resposta involuntária do sistema nervoso central ao estresse acumulado. Por isso, quando falamos de bruxismo, não estamos lidando apenas com um problema dentário, mas com algo que envolve também aspectos emocionais, comportamentais e até mesmo neurológicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esse ato – apertamento/ranger dos dentes, pode ser controlado? &#8211; </strong>Em alguns casos mais leves, quando o paciente percebe conscientemente este hábito, é possível desenvolvermos estratégias para reduzir esse comportamento, como relaxar a mandíbula, manter os dentes desencostados e prestar mais atenção à postura da boca. No entanto, quando falamos de bruxismo que acontece durante o sono, a ajuda profissional é muito importante, tanto para proteger os dentes e o sistema do paciente, quanto para tratar as possíveis causas associadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O tratamento envolve outros profissionais? &#8211; </strong>Na grande maioria dos casos, o meu protocolo &#8211; com o dispositivo de neuromodulação e estabilização da via aérea, é o suficiente para reequilibrar o sistema. Ao tratar o bruxismo na sua origem física e respiratória, consigo &#8216;desligar&#8217; o estado de alerta do corpo, regular o nervo vago e restaurar a arquitetura do sono (fases N3 e REM) de forma isolada e eficaz, com o paciente sentindo o alívio da dor e a melhora da disposição nas primeiras semanas. No entanto, em situações de alta severidade ou cronicidade, onde o sistema nervoso do paciente já está em um nível de exaustão ou dor centralizada muito profunda, é importante o envolvimento de outros profissionais, como neurologistas, psicólogos e fisioterapeutas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O meu trabalho é o alicerce. Eu preparo o terreno físico e respiratório. Para muitos, isso é a cura. Para casos mais graves, é o que permite que as terapias dos meus colegas funcionem. Eu avalio cada paciente individualmente para decidir se seguiremos apenas com o meu protocolo ou se montaremos uma força-tarefa para a sua recuperação total.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Especificamente Dra. Jaqueline, como é o tratamento do bruxismo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro da odontologia sistêmica humanizada, que é a linha que eu trabalho, eu vejo o bruxismo como uma expressão do corpo em estado de alerta. Por isso, o tratamento que busco realizar tem como base uma compreensão mais profunda da fisiologia do paciente como um todo. O aparelho que utilizo &#8211; que é o RFA, é um recurso essencial nesse processo, porque ele não atua apenas como um protetor mecânico — ele tem um papel ativo na neuro regulação, especialmente na modulação do sistema nervoso autônomo, com influência indireta, porém, profundamente eficaz sobre o nervo vago. A partir desse estímulo, conseguimos favorecer um estado de maior relaxamento, reduzindo a hiperatividade muscular, melhorando a qualidade do sono e da respiração, impactando positivamente diversos sintomas que muitas vezes acompanham o bruxismo, como dores crônicas, tensão muscular, fadiga e até alterações digestivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, eu faço uma avaliação ampla e individualizada, observando aspectos como, respiração, padrão de sono, nível de estresse, saúde intestinal e sinais de inflamação no organismo. O tratamento, então, se torna integrativo: o aparelho atua como um regulador importante desse sistema enquanto as orientações e, quando necessário, o trabalho conjunto com outros profissionais, ajudam a sustentar esse novo equilíbrio. O meu objetivo não é apenas interromper o ato de apertar os dentes, mas ajudar o corpo a sair desse padrão de defesa e retornar a um estado mais saudável, estável e funcional como um todo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quanto tempo demora o tratamento?</strong> &#8211; O tempo do tratamento do bruxismo não é determinado apenas pelo sintoma em si, mas pela capacidade do organismo de responder ao processo de reequilíbrio que estamos promovendo. Quando utilizo o aparelho RFA, o objetivo não é apenas conter o desgaste ou apertamento dentário, mas atuar diretamente na reorganização do sistema nervoso, especialmente na modulação do estado de hiperalerta em que muitos pacientes se encontram. Por isso, alguns pacientes já percebem melhoras importantes logo nas primeiras semanas, como redução da dor, melhora do sono e sensação de relaxamento mais profundo. No entanto, para uma estabilização mais consistente e duradoura, o tempo pode levar alguns meses, dependendo do nível de desregulação do sistema nervoso, da presença de inflamação sistêmica, dos hábitos de vida e do envolvimento do paciente no processo. Eu sempre informo que não se trata de um tratamento imediato, mas de uma jornada de reorganização do corpo, em que o aparelho atua como um facilitador dessa neuro regulação, enquanto ajustamos, de forma integrada, os demais fatores que sustentam o equilíbrio do organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma das consequências do bruxismo é a disfunção da ATM, mas não é apenas o bruxismo que causa dores nesta articulação, não é verdade? &#8211; </strong>Dentro da odontologia sistêmica humanizada, eu não vejo a dor na ATM como um evento isolado ou puramente mecânico, mas como o resultado de um desequilíbrio mais amplo que envolve todo o sistema do paciente. O bruxismo, sim, pode ser um fator importante, mas ele pode ser apenas uma peça dentro de um cenário muito maior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ATM está profundamente conectada com o sistema nervoso, com a respiração, com a postura e até com o funcionamento metabólico e inflamatório do corpo. Por exemplo, estados de estresse crônico e desregulação do sistema nervoso autônomo mantêm a musculatura em constante tensão, sobrecarregando a articulação. Alterações respiratórias, como respiração bucal ou padrões inadequados durante o sono, também podem levar a uma posição mandibular desfavorável e aumentar a carga na ATM. Além disso, questões posturais, especialmente relacionadas à coluna cervical, influenciam diretamente o posicionamento da mandíbula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto fundamental, muitas vezes negligenciado, é a influência de processos inflamatórios sistêmicos, que podem sensibilizar estruturas articulares e musculares, tornando a ATM mais suscetível à dor. Até mesmo a saúde intestinal e o estado nutricional podem impactar esse processo, modulando inflamação e resposta neuromuscular. Portanto, quando um paciente apresenta dor na ATM, eu amplio o olhar: investigo não apenas a mordida ou o hábito de apertar os dentes, mas todo o contexto fisiológico e emocional. Isso permite um tratamento mais preciso e profundo, que não se limita a aliviar a dor local, mas restabelecer o equilíbrio do sistema como um todo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como diferenciar uma condição da outra, ou seja, bruxismo da ATM? Quais os sintomas mais comuns de ATM? &#8211; </strong>Dentro da odontologia sistêmica humanizada, diferenciar bruxismo de disfunção da ATM vai muito além de identificar sinais isolados; envolve compreender como o corpo está se organizando diante de um processo de adaptação ou desregulação. Na minha visão, o bruxismo é uma resposta do sistema nervoso, muitas vezes ligada a um estado de hiperativação, em que o paciente manifesta apertamento ou ranger dos dentes como uma forma de descarga ou compensação. Já a disfunção da ATM representa, muitas vezes, um estágio em que essa sobrecarga, somada a outros fatores, começa a gerar alterações estruturais e funcionais na articulação e na musculatura associada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Clinicamente, o bruxismo se manifesta com desgaste dentário, sensibilidade, fadiga muscular ao acordar e sensação de mandíbula “pesada” ou contraída, enquanto as disfunções da ATM envolvem sinais mais articulares e funcionais, como estalos, crepitações, limitação de abertura bucal, desvios no movimento da mandíbula e dores que podem irradiar para cabeça, pescoço e até região escapular. No entanto, o que realmente diferencia dentro dessa abordagem é a leitura sistêmica: eu observo padrões de respiração, qualidade do sono, nível de tensão do sistema nervoso, presença de inflamação e até a relação com outros sintomas do corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes, o bruxismo é o gatilho inicial e a ATM é a consequência de um sistema que já vinha em desequilíbrio. Por isso, mais do que rotular, o meu foco é entender em que nível esse organismo está: se ainda está em uma fase adaptativa ou se já entrou em um processo de descompensação para, então, direcionar um tratamento que realmente faça sentido para aquele paciente como um todo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais exames detectam problemas na ATM? &#8211; </strong>Dentro da odontologia sistêmica humanizada, os exames para avaliação da ATM não são utilizados de forma isolada, mas, sim, como ferramentas complementares dentro de um raciocínio clínico mais amplo e integrado. O ponto de partida é sempre uma anamnese aprofundada e um exame clínico minucioso, em que eu observo não apenas a articulação em si, mas padrões de movimento, assimetrias, qualidade da abertura bucal e presença de ruídos articulares, além da avaliação da musculatura, da oclusão e da relação com a postura cervical e o padrão respiratório. A partir dessa leitura global, quando necessário, lanço mão de exames de imagem, como a tomografia computadorizada e ressonância magnética.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um nível mais avançado, também considero a importância de exames funcionais e sistêmicos, como avaliações do sono, análise do padrão respiratório e até marcadores inflamatórios, quando há indicação. Ou seja, dentro dessa abordagem, o diagnóstico não se baseia apenas em “ver a articulação”, mas em entender como ela está inserida dentro de um organismo que funciona de forma integrada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nesse caso, como é o tratamento da ATM?</strong> &#8211; Dentro da odontologia sistêmica humanizada, o tratamento é conduzido com um olhar integrativo e profundamente individualizado, em que o foco não está apenas na articulação, mas no reequilíbrio do sistema como um todo. Eu parto do princípio de que a dor e a disfunção são manifestações de um organismo que perdeu sua capacidade de adaptação eficiente, muitas vezes em função de uma desregulação do sistema nervoso, sobrecarga mecânica, inflamação e hábitos de vida desajustados. Nesse contexto, o uso de um aparelho terapêutico específico tem um papel central, não apenas na proteção e reorganização da função mandibular, mas também como um importante modulador do sistema nervoso autônomo, favorecendo a regulação funcional autonômica através do uso do RFA, e estimulando respostas de relaxamento por meio da influência dele sobre o nervo vago. Isso contribui diretamente para a redução da dor, da hiperatividade muscular e da sobrecarga articular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, eu integro estratégias voltadas para a melhora da respiração, qualidade do sono, postura e redução de processos inflamatórios, além de, quando necessário, atuar em conjunto com outros profissionais. O tratamento, portanto, deixa de ser apenas local e passa a ser sistêmico: buscamos restaurar não só a função da ATM, mas a capacidade do organismo de se autorregular, promovendo resultados mais consistentes, duradouros e alinhados com a saúde global do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Há como prevenir o bruxismo e a ATM? &#8211;</strong>&nbsp; Quando eu falo em prevenção, eu estou olhando para fatores que, muitas vezes, passam despercebidos, mas que têm um impacto profundo na forma como o corpo responde ao estresse e se organiza funcionalmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos pilares mais conhecidos, como sono, respiração e gestão emocional, eu investigo e oriento sobre condições menos óbvias, mas extremamente relevantes. Por exemplo, alterações no padrão respiratório, como uma respiração mais alta e curta ou até uma respiração bucal sutil podem manter o sistema nervoso em estado de alerta constante, favorecendo o bruxismo. Da mesma forma, distúrbios do sono não diagnosticados, como micro despertares frequentes, também são grandes gatilhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto importante é a saúde intestinal: quadros de disbiose e aumento da permeabilidade intestinal podem sustentar um estado inflamatório crônico de baixo grau, que impacta diretamente a sensibilidade muscular e articular, além da regulação do sistema nervoso. Deficiências nutricionais, como magnésio, vitaminas do complexo B e outros cofatores neuromusculares, também podem contribuir para maior excitabilidade muscular e dificuldade de relaxamento. Além disso, questões posturais mais sutis, como o posicionamento da cabeça anteriorizado ou tensões crônicas na região cervical, alteram a biomecânica da mandíbula sem que o paciente perceba. Até mesmo hábitos aparentemente inofensivos, como uso excessivo de telas à noite, interferem na produção de melatonina e na qualidade do sono, perpetuando esse ciclo de desregulação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro desse contexto, o uso do aparelho RFA pode atuar de forma preventiva, ajudando o corpo a sair desse padrão de hiperalerta e favorecendo um estado de maior equilíbrio autonômico. Ou seja, prevenir, para mim, é identificar esses sinais silenciosos antes que eles se tornem sintomas evidentes, atuando de forma precoce e integrada para que o organismo não precise recorrer ao bruxismo ou à dor na ATM como forma de compensação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Concluindo, uma das informações mais importantes que eu gosto de trazer é que o bruxismo e as disfunções da ATM não devem ser vistos como problemas isolados, mas como sinais inteligentes do corpo, indicando que existe um desequilíbrio mais profundo que precisa ser compreendido.&nbsp; Eu sempre reforço que o sintoma não é o inimigo — ele é uma forma de comunicação do organismo. Muitas vezes, o paciente chega focado na dor, no desgaste dos dentes ou no estalo da articulação, mas por trás disso existe, com frequência, um sistema nervoso em estado de hiperativação, um padrão respiratório inadequado, uma inflamação silenciosa ou até um esgotamento fisiológico que ainda não foi identificado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto essencial e pouco abordado, é que a boca não está separada do restante do corpo. Ela faz parte de um eixo funcional que envolve cérebro, respiração, postura, sistema digestivo e regulação emocional. Quando eu intervenho na cavidade oral de forma estratégica, especialmente com o uso de dispositivos que promovem regulação funcional autonômica (SISTEMA HBTC-RFA), eu não estou atuando apenas localmente, mas influenciando todo esse sistema integrado. Isso explica por que muitos pacientes relatam melhoras que vão além da dor na mandíbula, como qualidade do sono, redução da ansiedade, melhora digestiva, diminuição nas dores crônicas sistêmicas e sensação geral de bem-estar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, o grande diferencial dessa abordagem é justamente sair de um modelo focado apenas na contenção do sintoma e avançar para uma odontologia que participa ativamente da regulação do organismo como um todo. A partir desse entendimento, o paciente também passa a se enxergar de forma diferente — não como alguém que “tem um problema nos dentes”, mas como um sistema que pode ser reorganizado, equilibrado e conduzido para um estado mais saudável e funcional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sobre a cirurgiã dentista:</strong> A Dra. Jaqueline Borges é terapeuta neural, com aperfeiçoamento em Prótese sobre Implante-CRO-DF, em Ortodontia Invisivel Be Flash – <strong>técnica que permite fabricar desde alinhadores até aparelhos mais complexos</strong>, e em Sistema HBTC-RFA – que utiliza aparelhos intraorais para reposicionar a mandíbula (ATM), equilibrar a musculatura, promover respiração nasal e tratar dores crônicas. É também especialista em DTM e Dor Orofacial pela FMU-SP.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em Belo Horizonte, ela atende na avenida Alvares Cabral, 1030/sala 606, Bairro Lourdes. Fone: (31) 97216-7164 | Insta@drajaquelinesborges</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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		<title>Saúde bucal: além do sorriso!</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 09:37:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dentista explica por que manter hábitos de higiene e visitas ao dentista previnem complicações que vão além do sorriso Imagem: crédito- Freepik A saúde bucal impacta o bem-estar de diversas áreas do corpo, incluindo o coração e o sistema imunológico. Apesar de sua importância, grande parte dos brasileiros negligencia os cuidados orais. De acordo com &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Dentista explica por que manter hábitos de higiene e visitas ao dentista previnem complicações que vão além do sorriso</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Imagem: crédito- Freepik</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>saúde bucal</strong> impacta o bem-estar de diversas áreas do corpo, incluindo o coração e o sistema imunológico. Apesar de sua importância, grande parte dos brasileiros <strong>negligencia os cuidados orais</strong>. De acordo com a pesquisa <a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sb_brasil_2023_relatorio_final_1edrev.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SB Brasil 2023</a>, conduzida pelo Ministério da Saúde, um sinal disso é o fato de que metade dos adultos do país possuem um ou mais dentes com cárie não tratada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme explica a dentista do Amor Saúde, Dra. Milca Cabral, de São Paulo/SP, a saúde bucal está diretamente relacionada à saúde geral do organismo, pois a boca é uma das principais portas de entrada para bactérias. “Quando há infecções ou inflamações bucais, microrganismos podem alcançar a corrente sanguínea, desencadeando processos inflamatórios que afetam outros órgãos”, alerta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, para manter a saúde em todo o organismo, alguns cuidados com a higiene oral são necessários. Não escovar os dentes e não usar fio dental, por exemplo, podem trazer consequências graves e favorecer o agravamento de enfermidades, como a diabetes. Outros exemplos são:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1) Infecções:</strong> a falta de higiene bucal favorece o acúmulo de placa bacteriana, tártaro dentário e o surgimento de infecções gengivais, dentre elas a gengivite e a periodontite;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2) Doenças cardiovasculares:</strong> as infecções na gengiva e em outras áreas da boca aumentam a inflamação sistêmica no corpo, o que pode contribuir para doenças cardiovasculares, como endocardite bacteriana e aterosclerose;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3) Problemas nos rins:</strong> inflamações crônicas causadas por bactérias na boca podem sobrecarregar os rins, o que diminui a capacidade do órgão de filtrar o sangue;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4) Diabetes:</strong> em diabéticos, as infecções bucais dificultam o controle glicêmico, criando um ciclo em que a inflamação na boca piora o controle da doença. A dentista também lembra que complicações da diabetes podem gerar problemas nos rins, nos olhos e no coração, além de causar amputações;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5) Doenças pulmonares:</strong> o acúmulo de bactérias na boca favorece que esses microrganismos sejam aspirados. No pulmão, eles podem gerar doenças como pneumonia e bronquite.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sinais de alerta</strong> &#8211; Segundo Cabral, o corpo dá alguns sinais de que é necessário prestar atenção à higiene bucal. Por isso mesmo, a dentista ressalta que é preciso redobrar o cuidado com a escovação e procurar um profissional da área caso algum desses sintomas se apresente:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Sangramento gengival;</li>



<li>Mau hálito persistente;</li>



<li>Dor e/ou sensibilidade nos dentes;</li>



<li>Inchaço ou vermelhidão na gengiva; </li>



<li>Mobilidade dental;</li>



<li>Feridas na boca que não cicatrizam.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A  Dra. Milca Cabral ressalta ainda que “alterações na cor da mucosa, feridas que aparecem e somem, boca seca, sangramentos, infecções recorrentes e mudanças no paladar podem estar associadas a condições como anemia, diabetes, deficiências nutricionais ou doenças autoimunes”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso perceba alguns desses sinais, orienta, “o ideal é procurar um dentista e um médico para uma avaliação completa. O diagnóstico precoce permite tratar tanto o problema bucal quanto possíveis doenças sistêmicas, prevenindo futuras complicações”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Boas práticas</strong> – De acordo com a dentista, além de escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia e usar fio dental diariamente, utilizar creme dental com flúor e higienizar a língua ajudam a evitar doenças”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma forma, mudanças na alimentação, como evitar o consumo excessivo de açúcar e manter uma alimentação equilibrada, bem como evitar hábitos danosos, como fumar, também garantem uma boa saúde bucal e, por consequência, no corpo todo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, Dra. Milca afirma que o ideal é visitar um dentista a cada seis meses para checar se a saúde oral está em dia. No entanto, pacientes com doenças crônicas, histórico de problemas na gengiva ou próteses dentárias devem procurar o profissional com mais frequência, seguindo as orientações dele.</p>
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		<title>Dor de dente: sinal de alerta</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 09:46:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Odontologia & Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Associação Israelita Fortunée de Picccioto]]></category>
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		<category><![CDATA[dor de dente]]></category>
		<category><![CDATA[Dra. Maria Clara Lembo]]></category>
		<category><![CDATA[inflamação na gengiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Problemas bucais não tratados podem desencadear doenças mais graves Crédito-Foto: Freepik Dor de dente, cárie ou inflamação na gengiva não devem ser vistos apenas como um incômodo pontual: em muitos casos, esses sinais indicam infecções que podem afetar o desempenho físico, a imunidade e até órgãos vitais, como o coração. É importante investigar e tratar &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Problemas bucais não tratados podem desencadear doenças mais graves</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Crédito-Foto: Freepik</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dor de dente, cárie ou inflamação na gengiva </strong>não devem ser vistos apenas como um incômodo pontual: em muitos casos, esses sinais indicam infecções que podem afetar o desempenho físico, a imunidade e até órgãos vitais, como o coração. É importante investigar e tratar precocemente qualquer alteração na <strong>cavidade oral</strong> para proteger a saúde integral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com especialistas, problemas como a doença cárie, doença periodontal (infecção na gengiva) e focos de infecção em dentes não tratados favorecem processos inflamatórios crônicos, capazes de reduzir o rendimento em atividades físicas, aumentar a sensação de cansaço e comprometer o bem-estar geral. Em quadros mais graves, bactérias presentes na boca podem alcançar a corrente sanguínea e contribuir para doenças sistêmicas, como a endocardite bacteriana – infecção que atinge o revestimento interno do coração e pode ser potencialmente fatal se não for diagnosticada e tratada a tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando uma dor de dente persiste ou a gengiva sangra com frequência, não é apenas um desconforto local: é um sinal de alerta de que algo pode estar errado com a saúde como um todo”, afirma Dra. Maria Clara Lembo/São Paulo/SP, coordenadora e odontopediatra da Associação Israelita Fortunée de Picciotto, obra social sem fins lucrativos especializada em atendimento odontológico infantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a especialista, entre as consequências da falta de tratamento estão dificuldade para mastigar, distúrbios do sono, impacto no crescimento, queda de rendimento escolar e maior vulnerabilidade a infecções, sobretudo em crianças e adolescentes com outras condições de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso de crianças e adolescente, a Associação Israelita Fortunée de Picciotto orienta pais e responsáveis a ficarem atentos a sinais como dor, sensibilidade ao frio ou ao quente, mau hálito persistente, sangramento gengival, inchaço no rosto e febre sem causa aparente. Nessas situações, a recomendação é procurar uma dentista o quanto antes, em vez de adiar a consulta ou recorrer apenas a analgésicos, que aliviam o sintoma momentaneamente, mas não eliminam a causa do problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para reduzir riscos, é importante reforçar hábitos simples e diários: escovação após as refeições com creme dental com flúor, uso de fio dental, alimentação equilibrada com menor consumo de açúcar e visitas regulares a dentista, pelo menos a cada seis meses ou conforme orientação profissional. “Cuidar dos dentes é cuidar do coração, da imunidade e da qualidade de vida. Ao tratar uma lesão de cárie a tempo, muitas vezes prevenimos problemas muito maiores no futuro”, reforça a Dra. Maria Clara Lembo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Associação Israelita Fortunée de Picciotto</strong> &#8211; Fundada em 2014 pelo empresário Vivian de Picciotto, a Associação é uma obra social, sem fins lucrativos, que nasceu do sonho de infância de seu fundador e da inspiração no legado filantrópico de sua mãe. Ao longo de 10 anos, a instituição já transformou a vida de milhares de pessoas, oferecendo acesso à odontologia e oftalmologia de qualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações: <a href="http://www.pt.associacaofortunee.com">www.pt.associacaofortunee.com</a>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Bruxismo e ansiedade: a dupla silenciosa que afeta a saúde</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jan 2026 12:04:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Odontologia & Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[Bruxismo]]></category>
		<category><![CDATA[Bruxismo e ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[dentista Lidiane Takeda]]></category>
		<category><![CDATA[desgaste dental]]></category>
		<category><![CDATA[Disfunção Temporomandibular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dra. Lidiane Takeda: “é fundamental que o paciente receba, além de tratamento odontológico, suporte psicológico para manejar a ansiedade e evitar que o problema se agrave”. Foto: Divulgação O bruxismo, caracterizado pelo ato involuntário de apertar ou ranger os dentes, desponta como um sintoma cada vez mais relacionado à saúde mental. Especialistas apontam que a&#160;ansiedade&#160;é &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Dra. Lidiane Takeda: “é fundamental que o paciente receba, além de tratamento odontológico, suporte psicológico para manejar a ansiedade e evitar que o problema se agrave”.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto: Divulgação</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>bruxismo,</strong> caracterizado pelo ato involuntário de apertar ou ranger os dentes, desponta como um sintoma cada vez mais relacionado à saúde mental. Especialistas apontam que a&nbsp;ansiedade&nbsp;é um dos fatores psicológicos centrais por trás desse comportamento dentário, que pode evoluir para consequências sérias, como <strong>desgaste dental</strong>, <strong>dores na face</strong> e até <strong>disfunção da articulação temporomandibular</strong> <strong>(DTM).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo estudos recentes, a ansiedade exerce papel relevante na etiologia do bruxismo, contribuindo para desgastes dentários, dores orofaciais e sensibilidades. Além disso, uma pesquisa realizada por estudantes de odontologia no Brasil revelou que tanto o bruxismo noturno quanto o de vigília se associam a níveis moderados a altos de ansiedade. A magnitude desse problema no Brasil também chama atenção: o bruxismo pode atingir até&nbsp;40% da população, e muitos casos permanecem subdiagnosticados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a dentista&nbsp;Lidiane Takeda, de Goiânia/GO, o bruxismo não é apenas uma questão dental, já que pode ser um sinal claro de que algo está desequilibrado na saúde emocional do paciente. Takeda destaca ainda a necessidade de um acompanhamento multidisciplinar. “É fundamental que o paciente receba, além de tratamento odontológico, como o uso de placas de proteção ou ajustes oclusais, suporte psicológico para manejar a ansiedade e evitar que o problema se agrave”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dentista recomenda algumas estratégias para controle do bruxismo associado à ansiedade, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Uso de dispositivos de proteção, como placas de mordida (ou “placas de bruxismo”) durante o sono;</li>



<li>Técnicas de relaxamento e redução de estresse, incluindo terapia cognitivo-comportamental;</li>



<li>Mudanças no estilo de vida, como melhora do sono, redução do consumo de cafeína e regulação emocional;</li>



<li>Acompanhamento regular com dentista para monitorar desgaste dentário, sintomas de DTM e evolução do caso.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em um cenário em que a pressão psicológica parece ganhar cada vez mais espaço no cotidiano, observa a dentista, “o bruxismo surge como um sintoma silencioso, que pode se tornar grave, refletindo desequilíbrios muito além da boca”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Rostos e reflexos: o impacto psicológico das deformidades em ossos da face e dente</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2025 09:55:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mente & Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Odontologia & Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[defdormidades da face edente]]></category>
		<category><![CDATA[deformidades da face]]></category>
		<category><![CDATA[deformidades dentofaciais]]></category>
		<category><![CDATA[Rafela Scariot]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dr. Rômulo Molinari e Dra. Rafaela Scariot, cirurgiões buco maxilo facial Um estudo inédito da Universidade Federal do Paraná (UFPR) revelou que pessoas com alterações no posicionamento dos ossos da face e dos dentes, conhecidas tecnicamente como deformidades&#160;dentofaciais, apresentam níveis significativamente maiores de insatisfação com a própria aparência e vulnerabilidade psicológica em comparação à população &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Dr. Rômulo Molinari e Dra. Rafaela Scariot, cirurgiões buco maxilo facial</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo inédito da Universidade Federal do Paraná (UFPR) revelou que pessoas com alterações no posicionamento dos ossos da face e dos dentes, conhecidas tecnicamente como <strong>deformidades&nbsp;dentofaciais</strong>, apresentam níveis significativamente maiores de insatisfação com a própria aparência e vulnerabilidade psicológica em comparação à população sem alterações faciais.&nbsp;&nbsp;A pesquisa também identificou sinais compatíveis com uma condição psiquiátrica, o <strong>transtorno dismórfico corporal (TDC</strong>), em parte desses pacientes, apontando para a necessidade de uma abordagem mais ampla e integrada no cuidado à saúde facial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo foi conduzido no Programa de Pós-Graduação em Odontologia da UFPR, com a participação de voluntários, sendo a metade com deformidades&nbsp;dentofaciais&nbsp;e a outra metade sem alterações estruturais na face. Entre os indivíduos com deformidades, 30% apresentaram indícios de transtorno dismórfico corporal, condição caracterizada por uma preocupação excessiva e persistente com defeitos percebidos na aparência. Esses resultados reforçam a importância de compreender a dimensão psicológica envolvida nas deformidades faciais, que afeta não apenas a estética, mas também o bem-estar emocional e a autoestima.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O transtorno dismórfico corporal, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde, é uma condição psiquiátrica que provoca sofrimento intenso e impacto direto nas relações pessoais e profissionais. Em casos mais severos, está associado à ansiedade, isolamento social e depressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto das deformidades&nbsp;dentofaciais, o distúrbio tende a se manifestar de forma mais complexa, já que a insatisfação com a aparência se soma às limitações funcionais e às dificuldades de socialização que, muitas vezes, acompanham essas condições.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados do trabalho indicam que a cirurgia ortognática, frequentemente indicada para a correção das deformidades&nbsp;dentofaciais, deve ser vista como parte de um processo terapêutico mais abrangente, que inclua suporte psicológico antes e depois da intervenção. Embora a correção cirúrgica possa melhorar a harmonia facial e restaurar funções como a mastigação e a fala, o impacto positivo na autoimagem depende também da forma como o paciente percebe a própria transformação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa chama atenção para o fato de que expectativas irreais e pressões estéticas podem intensificar a insatisfação, especialmente em uma sociedade cada vez mais voltada à imagem pessoal e às comparações nas redes sociais. Essa exposição constante pode acentuar o sofrimento de indivíduos que já apresentam fragilidades na autoimagem, tornando fundamental o acompanhamento psicológico no processo de diagnóstico e tratamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para além das implicações clínicas, o estudo reforça a necessidade de uma visão interdisciplinar no tratamento das deformidades faciais. O envolvimento conjunto de cirurgiões bucomaxilofaciais, ortodontistas, psicólogos e psiquiatras é essencial para garantir um cuidado integral e humanizado, que considere o paciente em todas as suas dimensões — física, emocional e social.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho conduzido na UFPR foi tão relevante que mereceu uma publicação científica na mais recente edição do&nbsp;<em>Journal&nbsp;of&nbsp;the&nbsp;Brazilian&nbsp;College&nbsp;of&nbsp;Oral&nbsp;and&nbsp;Maxillofacial&nbsp;Surgery</em>&nbsp;(JBC MS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo amplia o debate sobre a relação entre saúde mental e procedimentos estéticos e reconstrutivos, tema ainda pouco explorado no Brasil. Ao evidenciar que a autoimagem e o equilíbrio psicológico têm papel central no sucesso terapêutico, a pesquisa contribui para a construção de protocolos clínicos mais completos e humanizados. A investigação reforça, por fim, que cuidar do rosto vai muito além de corrigir imperfeições visíveis: é também uma forma de promover saúde emocional e restaurar a confiança diante do espelho.&nbsp;</p>
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		<title>Conselho Federal de Odontologia alerta sobre práticas que podem prejudicar a saúde bucal</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2025 09:39:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Odontologia & Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[Bianca Zambiasi.]]></category>
		<category><![CDATA[Conselho Federal de Odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[palitar os dentes]]></category>
		<category><![CDATA[riscos piercings dentes]]></category>
		<category><![CDATA[saúde bucal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“A população deve ser conscientizada sobre a prevenção de possíveis fraturas nos dentes e lesões em geral na cavidade oral” Foto: Divulgação O Conselho Federal de Odontologia – CFO, e todos os seus 27 Conselhos Regionais estão reforçando a importância da saúde bucal. Maus hábitos e modismos da Internet podem causar lesões em geral na &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>“A população deve ser conscientizada sobre a prevenção de possíveis fraturas nos dentes e lesões em geral na cavidade oral”</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Foto: Divulgação</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Conselho Federal de Odontologia – CFO</strong>, e todos os seus 27 Conselhos Regionais estão reforçando a importância da saúde bucal. Maus hábitos e modismos da Internet podem causar lesões em geral na cavidade oral, prejudicando o bem-estar geral dos pacientes. Por esse motivo, o programa <em>CFO Esclarece</em>, voltado à divulgação de informações orientativas e ao combate das <em>fake news</em> na Odontologia, listou 5 erros que não devem ser cometidos quando o assunto é saúde bucal:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 &#8211; Abrir garrafas ou rasgar embalagens</strong> &#8211; A utilização dos dentes em substituição a &#8220;ferramentas&#8221;, como abridores de garrafas ou tesouras para corte de embalagens, é um hábito equivocado que coloca em risco a saúde oral. Essas práticas podem resultar em trincas ou até mesmo fraturas nos dentes, a depender da força exercida. Esse risco aumenta caso a pressão incida em coroas ou restaurações. Além disso, no caso de materiais potencialmente cortantes, como as tampas de garrafa feitas de metal, há risco de lesões nos lábios ou na mucosa da boca.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 &#8211; Palitar os dentes ou usar linhas e barbantes na limpeza interdental</strong> &#8211; Embora sejam popularmente conhecidos como &#8220;palitos de dentes&#8221;, esses produtos são destinados exclusivamente ao uso culinário. O mau hábito de &#8220;palitar&#8221; os dentes pode provocar acidentes e lesões na boca. Há ainda o risco de fragmentos de madeira ficarem presos entre as gengivas e os dentes, levando a casos de dor, inflamações e até a quadros mais graves com formação de abcessos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do uso equivocado dos palitos de madeira para remoção de alimentos presos entre os dentes, também há casos de pessoas que usam linhas, barbantes ou outros produtos similares para, de forma improvisada, realizar a limpeza interdental. Porém, tal prática também não deve ser adotada, pelo fato de que esses materiais, além de não serem próprios ao uso odontológico, possuem espessura inadequada e podem machucar o tecido gengival.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Hoje no mercado há uma infinidade de fios dentais e escovas interdentais com material e formato anatômico adequados. Portanto, é importante destacar que a higienização bucal deve ser feita exclusivamente com produtos odontológicos devidamente regulamentados, que são completamente seguros para uso dos pacientes&#8221;, pontua a conselheira federal Bianca Zambiasi.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 &#8211; Usar aparelhos falsos ou piercings e joias dentais sem procedência</strong> &#8211; Em razão dos modismos da Internet e das redes sociais é comum que as pessoas, especialmente nas faixas etárias mais jovens, usem na boca os mais diversos produtos com finalidade exclusivamente estética. O problema é que muitos deles são irregulares. Entre os mais perigosos estão os aparelhos ortodônticos falsos, que podem causar problemas de mastigação, reações alérgicas, movimentações dentárias incorretas e até perda óssea ou dos próprios dentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra situação que deve ser evitada é a utilização das chamadas joias dentais compradas na Internet sem informações técnicas ou de procedência. O uso desses produtos é arriscado uma vez que não há conhecimento sobre a composição do material de que são feitos. Caso sejam fabricados com metais de baixa qualidade, há risco de oxidação quando em contato com a saliva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já os <em>piercings</em> são pequenas peças de <em>strass</em> coladas ao dente. Embora mais inofensivos, seu uso também requer cuidados, uma vez que o processo de fixação na superfície dental, se feito de forma errada e com produto abrasivo, pode gerar algum prejuízo a longo prazo. Desta forma, é importante que a fixação seja feita em consultório por um cirurgião-dentista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 &#8211; Fazer clareamento dental caseiro</strong> &#8211; Entre os maiores erros cometidos está também o uso de clareadores dentais sem orientação profissional. A conselheira federal Bianca Zambiasi destaca que, quando feito de forma adequada, o clareamento é completamente seguro para o paciente maior de 18 anos. Porém, sem o acompanhamento de um cirurgião-dentista, há riscos significativos. &#8220;É um processo que, se for mal conduzido, pode levar a prejuízos gravíssimos ao paciente, incluindo danos ao dente, gengiva, tecidos moles e até mesmo a garganta&#8221;, alerta a cirurgiã-dentista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 – Uso inadequado dos produtos de higiene oral &#8211; </strong>O CFO esclarece ainda que o mau uso dos produtos de higiene bucal também pode provocar danos à saúde da boca. A escovação errada, com escovas de cerdas duras ou uso de força exagerada, pode provocar retrações gengivais graves. Além disso, os pacientes devem utilizar creme dental na quantidade adequada e com baixa abrasividade, para que não prejudiquem os dentes a longo prazo. Deve-se lembrar ainda que os enxaguantes bucais não são produtos de uso diário, devendo ser consumidos apenas com indicação de um cirurgião-dentista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Orientação profissional é o melhor caminho</strong> &#8211; Para finalizar, o secretário do CFO, Roberto Souza Pires, destaca que as ações de prevenção e proteção da saúde bucal exigem orientação profissional. &#8220;A mensagem mais importante que deixamos para a população é sobre a importância das consultas regulares ao cirurgião-dentista, que é o profissional capacitado para realizar os procedimentos odontológicos com segurança e ainda para fornecer aos pacientes todos os esclarecimentos necessários a uma saúde bucal de qualidade&#8221;, ressalta.</p>
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