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	<title>Vida de Estudante Archives - Portal Medicina e Saúde</title>
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		<title>Saúde mental perinatal: a principal causa de morte no primeiro ano após o parto segue invisível no Brasil, o suicídio materno</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Sep 2025 11:17:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Cada morte evitável representa não só uma perda irreparável para a família, mas também um impacto profundo sobre bebês e gerações”, alerta psicóloga Imagem: Pixabay O suicídio materno é hoje uma das principais causas de morte entre mulheres no período perinatal — que vai da gestação até os 12 meses após o parto. Estudos internacionais &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>“Cada morte evitável representa não só uma perda irreparável para a família, mas também um impacto profundo sobre bebês e gerações”, alerta psicóloga</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Imagem: Pixabay </em></strong><strong><em></em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>suicídio materno</strong> é hoje uma das principais <strong>causas de morte entre</strong> <strong>mulheres no período perinatal</strong> — que vai da gestação até os 12 meses após o parto. Estudos internacionais apontam que o problema é urgente, mas ainda pouco debatido, especialmente no Brasil, onde os registros seguem priorizando complicações obstétricas e deixam de fora o rastreio sistemático de transtornos mentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Reino Unido, a Maternal Mental Health Alliance aponta o suicídio como a principal causa direta de morte materna entre seis semanas e um ano após o parto, responsável por 39% das mortes tardias. Nos Estados Unidos, dados do CDC, analisados pelo Pew Research, mostram que as mortes por suicídio entre gestantes e puérperas já superam causas obstétricas, como hemorragias e transtornos hipertensivos. Revisões acadêmicas recentes, como a publicada no <em>Current Psychiatry Reports</em> (2023), indicam que até 20% das mortes maternas no pós-parto estão relacionadas ao suicídio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, entretanto, as estatísticas oficiais continuam restritas a causas como hemorragia, pré-eclâmpsia e infecção. Sem protocolos nacionais de acolhimento psicológico no pré-natal e no pós-parto, inúmeros casos seguem subnotificados e invisibilizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a psicóloga Nicole Amorim, especialista em saúde mental perinatal, em Curitiba/PR, a negligência é alarmante. “O período perinatal é uma janela crítica para a saúde mental da mulher. Violência doméstica, histórico de abuso, ausência de rede de apoio e transtornos psiquiátricos aumentam significativamente o risco de suicídio. A prevenção é possível, mas ainda negligenciada”, explica</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Nicole, a questão ultrapassa o drama individual: <em>“Cada morte evitável representa não só uma perda irreparável para a família, mas também um impacto profundo sobre bebês e gerações. É urgente que sociedade e sistemas de saúde reconheçam a importância do rastreio psicológico durante toda a gestação e após o parto”</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas internacionais, como a revisão publicada no <em>BMJ Open</em>, confirmam que o suicídio materno é relevante mesmo em países de alta renda, como Reino Unido e Estados Unidos. Em nações de média e baixa renda, o problema tende a ser ainda mais grave, embora menos documentado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O alerta de Nicole deixa claro: políticas de saúde materna não podem se restringir às complicações obstétricas clássicas. É necessário incluir saúde mental, rede de apoio e acompanhamento contínuo — medidas que salvam vidas e poderiam evitar tragédias silenciosas.</p>
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		<title>Prótese de tornozelo: avanços garantem maiores benefícios no tratamento de artrose e impactos maiores</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jan 2024 10:03:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Foco]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
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		<category><![CDATA[Ortopedista Tiago Baumfeld]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Imagem: Divulgação Para quem pratica esportes, seja um amador ou profissional, e para casos mais específicos diários, as articulações recebem impactos frequentes, em atividades mais simples, como a caminhada, e mais complexas, como na corrida e em esportes de alto impacto. Nesses casos, locais como o joelho, o quadril e o tornozelo sofrem com o &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Imagem: Divulgação</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem pratica esportes, seja um amador ou profissional, e para casos mais específicos diários, as articulações recebem impactos frequentes, em atividades mais simples, como a caminhada, e mais complexas, como na <strong>corrida e em esportes de alto</strong> i<strong>mpacto</strong>. Nesses casos, locais como o joelho, o quadril e o <strong>tornozelo</strong> sofrem com o desgaste de possíveis abusos, além do impacto natural dos anos passando.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o joelho e o quadril, é mais comum que a saída final seja a colocação de uma prótese, visando a substituição da parte mais danificada. Porém, a prática não é tão comum no tornozelo, apesar da chance de haver impactos debilitantes e de doenças como a artrose, que causa diversas dores em qualquer pessoa, independente do biotipo e da rotina de exercícios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há alguns anos, quando todos os tratamentos tradicionais se mostram ineficazes, há a possibilidade de optar pela prótese no local, com segurança. Assim, a qualidade de vida do paciente pode apresentar melhoras e não atrapalhar os afazeres domésticos ou profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o <a href="https://tiagobaumfeld.com.br/">ortopedista Tiago Baumfeld</a>, especialista em próteses no local, de Belo Horizonte/MG, <em>&#8220;os modelos atuais de próteses possuem três componentes: tibial, intermediário de polietileno e Talar. O primeiro, que se liga à tíbia, e o último, que liga-se ao tálus, apresentam ligas metálicas, sendo, na maioria das vezes, utilizado cromo e cobalto com superfície porosa de contato com o osso, integrando, assim, o osso à prótese. O dispositivo intermediário é de material plástico, chamado de polietileno, que é altamente irradiado para a melhora da sua durabilidade”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de ter se popularizado no Brasil há cinco anos, os modelos disponíveis no País ainda são escassos e com menos variedade dos vistos em locais como EUA e Europa. Os tipos a serem utilizados são &#8220;Cadence&#8221;, &#8220;Vantage&#8221; e &#8220;Infinity&#8221;. Atualmente, se encontram em sua quarta geração.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>No Brasil, ressalta, “temos atualmente o modelo Infinity, que é uma prótese utilizada para artroplastia primária, ou seja, para pacientes com artrose que nunca foram submetidos à prótese anteriormente. A Inbone II, também disponível no Brasil, é uma prótese de revisão, utilizada em casos de substituição de uma prótese já existente, devido a alguns motivos como, desgaste da prótese, falha da sustentação ligamentar ou do suporte ósseo&#8221;</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a chance de maior crescimento da prática na área cirúrgica, modelos mais avançados podem chegar ao País e mais pessoas podem se submeter ao procedimento. Para isso, é preciso que os médicos estejam mais abertos para essa modalidade de tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Baumfeld, <em>a cirurgia de prótese de tornozelo ainda não tem a mesma aceitação que as de joelho e quadril. Por enquanto, a baixa procura pela operação também afeta na melhoria dos materiais disponibilizados aqui. “É tudo questão de demanda: quando aumentar o número de cirurgias, aumentará a qualidade dos materiais no Brasil”</em>, observa, acrescentando que, com a melhoria das próteses disponíveis, aumenta, também, o tempo de duração, fazendo com que o retorno para a troca seja mais demorado e trazendo mais confiança no procedimento e na rotina após a cirurgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A intenção, afirma, é de que, após a operação, o paciente consiga voltar aos exercícios físicos e ao dia a dia com uma redução significativa da dor, trazendo a mobilidade da articulação de volta e dando mais liberdade e agilidade à pessoa.</p>
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		<title>Missão Amazônia no barco Abaré: entrevista com a estudante de medicina, Isadora Faion</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Nov 2023 09:40:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Os ribeirinhos realmente aguardam ansiosos os atendimentos do Abaré, eles ficam extremamente agradecidos pelo projeto e pelos profissionais que se disponibilizam para estar lá e atendê-los”. Algumas experiências são muito enriquecedoras para um estudante de medicina, que tem contato com a realidade de um país com tantas diferenças sociais como o Brasil. Nessa entrevista ao &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>“Os ribeirinhos realmente aguardam ansiosos os atendimentos do Abaré, eles ficam extremamente agradecidos pelo projeto e pelos profissionais que se disponibilizam para estar lá e atendê-los”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas experiências são muito enriquecedoras para um estudante de medicina, que tem contato com a realidade de um país com tantas diferenças sociais como o Brasil. Nessa entrevista ao Portal Medicina e Saúde, <strong>Isadora Faion</strong>, que cursa o 8º período de Medicina no UNIBH, fala de sua recente participação na “<strong>Missão Amazônia</strong>”, que foi realizada no estado do Pará, e que atende populações ribeirinhas da região, com 15 dias de atividades médicas.  Confira:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Isadora, primeiramente, o que é a Missão Amazônia, quando foi fundada, quem a fundou, objetivos</em></strong><em>? &#8211; </em>A&nbsp;criação do projeto se deu em 2006, quando a ONG holandesa&nbsp;Terre Des Hommes&nbsp;(TDH), proprietária de um navio hospital, batizado de Abaré (“amigo cuidador”, na língua Tupi), fez a sua&nbsp;primeira incursão pelo rio Tapajós, com objetivo de prestar assistência médico-hospitalar às comunidades ribeirinhas do oeste do Pará.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2013, a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) passou a assumir, de forma definitiva, a gestão do navio-hospital Abaré I, dando continuidade ao projeto. Mas só alguns anos depois foi que o Abaré se tornou navio-hospital-escola, iniciando suas atividades batizadas de “Missão Amazônia”, objetivando, além de possibilitar o acesso mais amplo das comunidades ribeirinhas À saúde, se transformar também em um projeto em que acadêmicos e professores de Medicina das Escolas do Grupo Inspirali, de forma voluntariada, em parceria com Secretarias de Saúde, ONGs e Escolas de Medicina, realizassem atendimentos médicos e educação em Saúde com essa população.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Como é o barco Abaré/barco hospital? Como funciona o atendimento médico? – </em></strong>A embarcação possui quatro andares. No primeiro andar existem quatro cabines com beliches, que são um dos locais onde os estudantes podem dormir, o segundo é formado por uma sala de espera, uma farmácia, um local para coleta de exames laboratoriais e cinco consultórios, sendo dois deles de Odontologia, dois Ginecologia e obstetrícia e um último para demais atendimentos, caso necessário, além de uma sala utilizada para pequenos procedimentos. No terceiro andar existe uma sala de estar para os voluntários, a cozinha e algumas cabines onde os profissionais da saúde, marinheiros e cozinheiras dormem. Já o quarto andar é formado por um redário, que constituí mais uma opção de local para os voluntários dormirem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Como surgiu o convite para você participar da Missão Amazônia, foi uma seleção? &#8211; </em></strong>Para participar da Missão Amazônia é necessário passar por uma seleção formada por quatro etapas. Todos os estudantes, a partir do 7º período do curso de medicina das instituições do grupo Anima, podem se inscrever para participar do processo seletivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Quando ocorreu a missão? &#8211; </em></strong>A Missão Amazônia ocorre, normalmente, quatro vezes ao ano. A que participei ocorreu entre os dias 02 a 12 de outubro desse ano, e foram atendidas comunidades ribeirinhas de região de Aveiro e Belterra, localizadas no Oeste do Pará.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Quantos alunos de sua faculdade e de outras participaram dessa missão? &#8211; </em></strong>Foram selecionados quatro estudantes do Centro Acadêmico de Medicina &#8211; UNIBH, sendo três do curso de medicina e um do curso de enfermagem. Cada faculdade que participou da V Missão Amazônia levou cerca de 4 alunos para constituírem o grupo da missão, totalizando 28 alunos abordo do Abaré.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Qual o objetivo dessa edição? &#8211; </em></strong>Todas as edições da Missão Amazônia possuem o mesmo objetivo, que consiste em levar atendimento de atenção básica de saúde, procedimentos odontológicos e exames laboratoriais básicos para as populações ribeirinhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Quais trabalhos médicos você realizou? Durante quanto tempo? &#8211; </em></strong>Durante os 10 dias que estive abordo do Abaré, realizei atendimentos nas especialidades de Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia (GO), Medicina de Família e Comunidade (MFC), além de pequenos procedimentos cirúrgicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Quais as principais doenças encontradas? &#8211; </em></strong>Acho difícil citar algumas doenças mais encontradas, pois em cada comunidade que realizávamos os atendimentos e a depender da especialidade (GO, Pediatria, MFC e pequenos procedimentos) existiam diferentes demandas mais prevalentes. No entanto, se tivesse que citar exemplos mais marcantes para mim foram: na Ginecologia e Obstetrícia, o atraso na coleta de exames, como citologia oncótica, e o acompanhamento pré-natal feito de forma muito incompleta. Na Pediatria, notei que a maior parte das crianças inicia muito cedo a introdução alimentar com alimentos e bebidas não condizentes com a idade. Por fim, na Medicina de Família e Comunidade, atendi muitos pacientes com queixas de dores crônicas e quadros de diarreia associada a náuseas e vômitos que, em grande parte, relacionávamos ao precário acesso a água tratada e a má qualidade de higiene geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Como esses pacientes foram tratados? &#8211; </em></strong>De acordo com a queixa principal e a idade, os pacientes eram distribuídos para os atendimentos nas especialidades. Após a consulta, a grande maioria dos medicamentos prescritos estava disponível para retirada na farmácia do Abaré. Alguns exames básicos também eram realizados no laboratório a bordo do navio. A distribuição etária, de gênero e idade variavam em cada localidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Casos mais graves foram cuidados e pacientes enviados para algum hospital mais próximo? &#8211; </em></strong>Não tivemos situações de casos mais graves e que demandassem encaminhamento imediato para hospitais. No entanto, quando solicitávamos a realização de algum exame de imagem ou laboratorial que não era disponível no Abaré, os nossos protocolos previam o encaminhamento para Santarém.&nbsp;Porém, ficamos sabendo de missões anteriores, onde o deslocamento de pacientes que necessitavam de atendimento complexo, foi feito por barcos rápidos ou até aeronaves.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Isadora, como foi a receptividade das populações ribeirinhas? &#8211; </em></strong>Os ribeirinhos realmente aguardam ansiosos os atendimentos do Abaré. Eles ficam extremamente agradecidos pelo projeto e pelos profissionais que se disponibilizam ir para lá atendê-los. Sempre estavam com um sorriso no rosto, independente das queixas, pelo fato de saberem que estávamos ali para ajuda-los, e sempre deixavam muito claro a gratidão deles por cada atendimento prestado. Cabe salientar que a missão ocorre durante dez dias corridos, sem distinção entre dia de semana ou fim de semana e feriados. Como a população sabe com antecedência o dia que o barco estará em cada localidade, esse dia se torna um evento na comunidade!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Qual a sua visão da medicina depois dessa missão? O que mudou? – </em></strong>Inicialmente, quando me inscrevi, acreditei que por serem comunidades que não têm amplo acesso à saúde, atenderíamos pacientes com quadros mais graves e com pouco entendimento de saúde. No entanto, percebi que como o Abaré já presta esse serviço há algum tempo, grande parte da população já estava em uso de medicamentos para tratamento de doenças crônicas e tinham consciência de seus quadros. A questão da saúde básica, com cuidados de higiene e medicina preventiva, é um trabalho constante e vai precisar ainda de algum tempo para entrar na rotina dessas populações. É o famoso trabalho de formiguinha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto muito marcante para mim foi que o problema para a população no âmbito da saúde não está ligado a falta de projetos que viabilizem o acesso, pois muitas possuem Unidades Básicas de Saúde, serviços de a<em>mbulanchas</em> (como são conhecidos os barcos ambulâncias que circulam pelas grandes “rodovias, que são os rios da bacia Amazônica) mas, sim, na falta de profissionais da saúde (médicos, enfermeiros, dentistas, etc…) para trabalharem nesses locais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O que a impressionou mais nessa viagem? &#8211; </em></strong>Essa experiência me trouxe várias reflexões. Me tocou muito saber que o problema do acesso das comunidades à saúde está mais relacionado a falta de profissionais na região do que de projetos e infraestruturas que viabilizem esse acesso. Com tantos profissionais se formando anualmente, inclusive na região do Pará, me vem o questionamento de porque não existem médicos dispostos a estarem atendendo nessas comunidades que realmente precisam de um maior acesso à saúde? Do ponto de vista governamental, algo precisa ser feito para levar o médico recém formado a se instalar nessas localidades. Não tenho dúvidas que o projeto Mais Médicos tem falhado nisso!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Você iria novamente em outra Missão? Isto pode acontecer ou a experiência é apenas para uma única Missão? &#8211; </em></strong>A Missão só é capaz de levar em torno de quatro estudantes por faculdade. Desse modo, como forma de tornar a oportunidade igual para todos, só é possível ir uma única vez. Por isso, a necessidade desse processo seletivo a que me submeti e que é muito concorrido. No entanto, tenho muita vontade de me inscrever e participar de outros projetos voluntariados no Brasil&nbsp;e&nbsp;fora&nbsp;daqui.</p>
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		<title>Vida de Estudante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[portalmedicinaesaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jul 2023 10:29:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Últimas Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Vida de Estudante]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Médicas de MG]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade Ciências Médicas]]></category>
		<category><![CDATA[formação de médicos]]></category>
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		<category><![CDATA[Wagner Scalabrini Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Projetos voluntários Wagner Scalabrini Neto Aluno do 8º período do curso de Medicina Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais/FCMMG A participação acadêmica em projetos voluntários desempenha um papel crucial na formação de um médico. Além de fornecer conhecimentos e habilidades técnicas, os projetos voluntários proporcionam uma oportunidade valiosa de desenvolver uma perspectiva mais humana e &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Projetos voluntários</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Wagner Scalabrini Neto</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Aluno do 8º período do curso de Medicina Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais/FCMMG</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A participação acadêmica em projetos voluntários desempenha um papel crucial na formação de um médico. Além de fornecer conhecimentos e habilidades técnicas, os <strong>projetos voluntários</strong> proporcionam uma oportunidade valiosa de desenvolver uma perspectiva mais humana e uma compreensão mais profunda das reais necessidades de comunidades mais carentes, visto que muitas delas possuem grandes entraves em relação aos serviços de saúde. Essa experiência engrandecedora contribui significativamente para a <strong>formação de médicos</strong> mais empáticos e compreensivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao se envolver em projetos voluntários, os estudantes de medicina têm a oportunidade de aplicar seus conhecimentos teóricos e habilidades práticas em situações reais. Nesses projetos, nós somos expostos a diferentes situações e aprendemos a lidar com diversos desafios, principalmente a falta de recursos adequados para o tratamento dos pacientes. Além disso, a interação com pessoas de diferentes origens socioeconômicas amplia nossa compreensão da diversidade humana e da importância de fornecer cuidados de saúde individualizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, os projetos voluntários oferecem aos acadêmicos a chance de trabalhar em equipe e colaborar com profissionais de saúde de diversas especialidades. Essa colaboração multidisciplinar não só melhora nossas habilidades comunicativas como também nos prepara para o ambiente interprofissional encontrado na prática médica atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles também nos estimulam a desenvolver empatia e compaixão. Ao interagir com pessoas em situações de vulnerabilidade, nós acadêmicos enxergamos em primeira mão os desafios enfrentados por muitos pacientes, como as dificuldades no acesso à serviços de saúde e grandes deslocamentos. Essa experiência nos ajuda a entender a importância de tratar cada paciente com respeito, empatia e dignidade, independentemente de sua condição social ou econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos benefícios pessoais, a participação nesses projetos garante uma pontuação extra nos principais processos seletivos de residência, sendo um diferencial a mais na nota final dessas provas tão concorridas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, os projetos voluntários desempenham um papel fundamental na formação acadêmica de um médico, proporcionando um ambiente de aprendizado prático, o desenvolvimento de habilidades sociais e uma visão humanitária da medicina. Essa experiência não só molda médicos mais completos, como também os prepara para enfrentar desafios e demandas da prática médica, com uma abordagem voltada para o bem-estar dos pacientes e da comunidade.</p>
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		<title>Sociedade x autismo: 5 dicas essenciais para uma interação respeitosa</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jun 2023 10:43:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[psicóloga Lívia Aureliano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Especialista em Transtorno do Espectro Autista destaca comportamentos a serem evitados na convivência com crianças e adolescentes autistas Foto: Canva Divulgação Em um mundo cada vez mais diverso, é fundamental aprender a conviver com as diferenças e respeitar a singularidade de cada indivíduo. No contexto do Transtorno do Espectro Autista (TEA), onde o número de &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Especialista em Transtorno do Espectro Autista destaca comportamentos a serem evitados na convivência com crianças e adolescentes autistas</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Foto: Canva Divulgação</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um mundo cada vez mais diverso, é fundamental aprender a conviver com as diferenças e respeitar a singularidade de cada indivíduo. No contexto do <strong>Transtorno do Espectro Autista</strong> (<strong>TEA</strong>), onde o número de diagnósticos tem aumentado significativamente, a educação sobre o tema e a busca por uma convivência harmoniosa e inclusiva tornam-se ainda mais relevantes. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que existam cerca de 70 milhões de pessoas com diagnóstico de autismo em todo o mundo. No Brasil, esse número pode chegar a dois milhões de pessoas com algum grau do transtorno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o objetivo de auxiliar nessa conscientização, a clínica TatuTEA, de São Paulo/SP, referência no cuidado de neurodivergentes, especialmente autistas, traz valiosas orientações. Conforme destaca a psicóloga Lívia Aureliano, Doutora em Análise do Comportamento Aplicada (ABA), <em>“c</em><em>om o aumento de diagnósticos de TEA, é inevitável que tenhamos contato com pessoas no espectro autista, em diferentes contextos da vida. Portanto, é responsabilidade de todos buscar o conhecimento adequado e adotar atitudes inclusivas, buscando a compreensão e aceitação das particularidades de cada pessoa autista, a fim de promover uma convivência respeitosa e inclusiva</em><em>”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma orientação importante, por exemplo, é evitar questionar os autistas em filas prioritárias ou qualquer situação que exija comprovação. De acordo com a especialista, é importante compreender que eles não precisam provar sua condição. <em>“</em><em>É necessário proporcionar um ambiente de inclusão e respeito para todos.</em><em> </em><em>Essa postura contribui para a promoção da autonomia e da igualdade de oportunidades dessas pessoas em todas as esferas da vida</em><em>”</em>, ressalta a especialista apontando cinco dicas essenciais para um convívio respeitoso com pessoas que fazem parte do Espectro Autista:</p>



<ol class="wp-block-list" type="1">
<li><strong>Não faça suposições ou estereótipos:</strong> evite generalizações ou estereótipos sobre o autismo. Cada indivíduo no espectro autista é único, com suas próprias características e necessidades. Portanto, não pense que todos os autistas compartilham as mesmas habilidades ou desafios.</li>
</ol>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Não ignore suas necessidades de comunicação: </strong>respeite e valorize as diferentes formas de comunicação utilizadas pelos autistas. Alguns podem preferir a comunicação não verbal, enquanto outros podem utilizar a fala, a escrita ou a tecnologia assistiva. Não ignore ou desvalorize essas formas de expressão, mas esteja aberto e receptivo a elas.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Não force a interação social</strong>: cada autista tem seu próprio conforto e limite em relação à interação social. Evite pressionar ou forçar um autista a se envolver em situações sociais que lhe causem desconforto. Respeite seu espaço e permita que ele decida quando e como deseja se envolver socialmente.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Não faça comentários ofensivos, depreciativos</strong> <strong>ou que desvalorizem suas habilidades</strong><strong>:</strong> eles julgamentos podem causar danos emocionais e prejudicar sua autoestima. Em vez disso, foque em valorizar suas conquistas e reconhecer suas habilidades únicas.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Não minimize suas experiências ou desafios</strong>: evite minimizar as dificuldades enfrentadas pelos autistas. As lutas e os desafios que eles enfrentam podem ser diferentes de pessoas neurotípicas. Portanto, não menospreze suas experiências, mas esteja disposto a ouvir, entender e oferecer apoio quando necessário.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme explica Lívia Aureliano, a convivência respeitosa com pessoas no espectro autista é um desafio que requer conhecimento e empatia. Nesse sentido, acrescenta, <em>“r</em><em>espeite os limites pessoais de pessoas no espectro autista. Esteja atento aos sinais de desconforto e, sempre que possível, crie um ambiente tranquilo e acolhedor para eles. Além disso, outra dica é utilizar uma linguagem objetiva, evitando metáforas ou ironias, e dê tempo para que eles processem as informações e respondam. Evite mudanças bruscas e, caso necessário, informe-as antecipadamente, possibilitando que eles se preparem para a transição. Por fim, mas não menos importante, ajude a criar oportunidades em que crianças e adolescentes autistas possam participar de atividades em grupo, respeitando suas necessidades individuais</em><em>”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O conhecimento, observa a psicóloca, é a chave para o respeito e a valorização da diversidade, contribuindo para que pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) tenham oportunidades igualitárias e uma vida com mais autonomia. A educação e a sensibilização são ferramentas poderosas para derrubar estigmas e preconceitos, permitindo que todos os indivíduos sejam reconhecidos e valorizados em sua plena capacidade.</p>
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		<title>Vida de Estudante</title>
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		<pubDate>Wed, 17 May 2023 11:48:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina & Saúde Jovem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é uma iniciação científica? Wagner Scalabrini Neto Aluno do 8º período do curso de Medicina Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais/FCMMG Após abordar temas como monitorias, ligas acadêmicas, projetos de extensão e outras atividades extracurriculares, venho hoje falar sobre iniciação científica (IC). Os projetos de iniciação científica têm como objetivo incentivar o envolvimento &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que é uma iniciação científica?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Wagner Scalabrini Neto</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Aluno do 8º período do curso de Medicina Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais/FCMMG</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Após abordar temas como monitorias, <strong>ligas acadêmicas</strong>, projetos de extensão e outras atividades extracurriculares, venho hoje falar sobre <strong>iniciação científica</strong> (IC). Os projetos de iniciação científica têm como objetivo incentivar o envolvimento de acadêmicos de graduação em pesquisas científicas. Basicamente consiste de um estudo realizado por discentes e orientadores que visam situar os estudantes no mundo das pesquisas científicas. Tais pesquisas podem ser de menor complexidade, normalmente as elaboradas pelos próprios acadêmicos, ou até mesmo de maior complexidade, geralmente feitas por profissionais que estão trabalhando em mestrado e que buscam voluntários para auxiliar na coleta de dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A coleta de dados é parte imprescindível da pesquisa, e pode ser feita de diversas formas, seja por meio de questionários, avaliação de prontuários médicos, avaliação de exames laboratoriais, dentre outras modalidades, lembrando-se sempre de que o paciente deve consentir com a pesquisa, sendo avisado de todos os riscos e benefícios de se participar do estudo, por meio de um termo de consentimento livre e esclarecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas quais são os benefícios de se realizar uma iniciação científica? Pode-se dizer que as ICs são a porta de entrada dos estudantes no ambiente de pesquisa, o que aumenta a bagagem do acadêmico de conhecimento técnico, tornam mais palpáveis as aplicações dos métodos científicos, da ética médica, sendo até mesmo uma forma de <em>networking</em> com profissionais de renome da área. Além disso, é um modo de aperfeiçoar o currículo, bem como pontuar nos principais processos seletivos de residência médica, aumentando as chances de conseguir uma vaga nesse meio tão concorrido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas afinal, como realizar uma iniciação científica? O processo começa com uma ideia. É necessário pensar em algum tema que será o pilar do estudo. Após isso, é essencial ter um orientador e começar a escrever o projeto. São necessários também alguns documentos que variam de instituição para instituição, bem como o parecer de um comitê de ética, que avaliará a viabilidade da pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Resumindo, as ICs são uma ótima forma de entrar no mundo da pesquisa científica, conhecer profissionais da área, agregar conhecimento, bem como aprimorar o currículo.</p>
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		<title>Vida de Estudante</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Mar 2023 08:57:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Volta às aulas e a importância das férias Wagner Scalabrini Neto Aluno do 8º período do curso de Medicina Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais/FCMMG As férias acabaram e, agora, é ritmo de estudos, porém, alcança-se esse ritmo muito mais fácil quando as férias foram bem aproveitadas, seja com descanso, estudos, viagens e afins. Afinal, &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Volta às aulas e a importância das férias</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Wagner Scalabrini Neto</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Aluno do 8º período do curso de Medicina Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais/FCMMG</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>As férias acabaram e, agora, é ritmo de estudos, porém, alcança-se esse ritmo muito mais fácil quando as férias foram bem aproveitadas, seja com descanso, estudos, viagens e afins. Afinal, nas férias, devemos usar o tempo a nosso favor.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Férias são de suma importância, tanto para a vida acadêmica como profissional, tendo em vista que é nesse período que podemos descansar, organizar o pensamento e aproveitar ao máximo nosso tempo livre. Mas afinal, como aproveitar melhor esse tempo? Simples, use-o da melhor maneira que você achar. Gosta de encontrar os amigos? Aproveite as férias para reencontrar aquelas pessoas que você não vê faz tempo. Gosta de ver filmes? Vá ao cinema ver aquele novo lançamento. Não consegue arrumar um tempo durante as aulas ou trabalho para cuidar do corpo e se exercitar? Aproveite para ir à academia ou fazer uma caminhada no parque. O tempo é seu!</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Eu, particularmente, gosto de usar as férias para fazer o que normalmente não consigo fazer durante o curso ou faço com frequência menor do que gostaria. Acredito que é sempre bom também aprender novas habilidades, não necessariamente relacionadas à faculdade, mas que definitivamente agregam conhecimento técnico para algo em específico ou até mesmo para a vida. Mas é possível também usar esse tempo para atividades vinculadas ao ambiente acadêmico, como estágios de férias, estudar para monitorias, ligas acadêmicas ou até mesmo desenvolver um projeto de iniciação científica ou extensão.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Caso você não se identifique com nada do que foi exemplificado acima não tem problema, use esse período para seu descanso. O semestre letivo é bastante cansativo e acaba nos consumindo de certa forma. Então, para garantir que vamos aguentar o próximo período, devemos fazer uma pausa para recarregar as baterias e renovar as energias.</em></p>
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		<title>Vida de Estudante</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2022 11:42:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A inteligência artificial na prática médica Wagner Scalabrini Neto Aluno do 7º. Período do curso de Medicina Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais/FCMMG A medicina é algo complicado. Nós estudantes passamos seis anos da nossa vida apenas para nos tornar um médico generalista, e mais diversos outros anos para nos especializar. Enquanto isso, um profissional &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>A inteligência artificial na prática médica</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Wagner Scalabrini Neto</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Aluno do 7º. Período do curso de Medicina Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais/FCMMG</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A medicina é algo complicado. Nós estudantes passamos seis anos da nossa vida apenas para nos tornar um <strong>médico generalista</strong>, e mais diversos outros anos para nos especializar. Enquanto isso, um profissional formado já atua há um tempo considerável na área e possui mais conhecimento e experiência. Dessa forma, fica muito difícil acompanhar o mercado, tornando necessária cada vez mais uma ajuda consistente, lógica e imparcial, a <strong>inteligência artificial (IA).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente é quase impossível não ouvirmos falar de IA. Ela está fortemente presente no nosso cotidiano, como nas redes sociais através dos algoritmos, nos carros através de novas tecnologias, como detector de fadiga, nos caixas automatizados de supermercado e até mesmo na prática médica.&nbsp; A IA veio tanto para facilitar a vida dos médicos como dos pacientes. A bomba de insulina é um exemplo disso. Ela atua como um pâncreas artificial e fica conectada ao corpo por meio de um cateter que monitora constantemente a glicemia do paciente e administra precisamente a quantidade necessária de insulina. Isso é extremamente prático, tendo em vista que dispensa o paciente de monitorar repetidamente a sua glicose, calcular a quantidade necessária de insulina e aplicar a injeção, tudo isso é feito pelo dispositivo. Entretanto, apesar de ser excepcionalmente funcional e benéfico, é um tratamento bastante oneroso, tornando o seu uso bastante limitado. Porém, sonhamos para que no futuro se torne acessível para todos aqueles portadores de diabetes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro exemplo de uso da IA na prática médica está no âmbito dos medicamentos. Atualmente existem <em>softwares</em> que conseguem dizer se existe ou não interação entre fármacos, tarefa que antes exigia do médico conhecimento prévio ou até mesmo consulta em livros. Além disso, existem também IA’s capazes de dizer se um fármaco será eficaz ou não, por meio de um banco de dados de estruturas moleculares em que será feita uma análise, sobre quais moléculas atenderão uma necessidade em particular ou não. Isso foi feito em 2015, quando pesquisadores usaram esses dados para criar fármacos que tornariam a Ebola menos provável de infectar outras pessoas. A investigação que levaria meses ou até mesmo anos foi concluída em apenas um dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, é possível concluir que a IA não veio para tomar lugar do médico como muitos erroneamente pensam, mas, sim, ajudá-lo em sua prática diária, promovendo diagnósticos e tratamentos mais assertivos, melhorando a qualidade de vida das pessoas.</p>
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		<title>Mês de conscientização sobre câncer de próstata: ação educativa em Belo Horizonte</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2022 10:54:22 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Urologista Eliney Ferreira Faria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dr. Eliney Ferreira Faria: “os homens são famosos por serem resistentes em cuidar da própria saúde. Existem muitas exceções, mas as estimativas apontam que entre 50% e 70%, só procuram um médico quando a doença já está em estágio avançado”. O Novembro Azul é uma campanha mundial, já tradicional, que tem como objetivo a prevenção &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Dr. Eliney Ferreira Faria: “os homens são famosos por serem resistentes em cuidar da própria saúde. Existem muitas exceções, mas as estimativas apontam que entre 50% e 70%, só procuram um médico quando a doença já está em estágio avançado”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Novembro Azul</strong> é uma campanha mundial, já tradicional, que tem como objetivo a <strong>prevenção do câncer de próstata</strong>, com várias atividades importantes nesse sentido. A iniciativa é da maior importância pois, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer -INCA, o câncer de próstata é o mais frequente entre os homens, depois do câncer de pele e de pulmão. As estimativas apontam mais de 68 mil novos casos em 2022, ou 66 em cada grupo de 100 mil homens, sendo a segunda causa de morte por câncer em homens no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o INCA, são mais de 14 mil óbitos previstos para o ano de 2022.&nbsp;&nbsp;Pelos estudos, em cada grupo de 41 homens, pelo menos 1 morrerá de câncer de próstata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O câncer de próstata pode ser uma doença grave, mas a maioria dos homens diagnosticados com a doença não irá morrer por causa dela, ou seja, se o homem fizer o diagnóstico precoce, a chance de cura pode ser perto de 99%.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ação em Belo Horizonte</strong> &#8211; Na capital mineira uma das ações de prevenção será coordenada pelo <strong>urologista Eliney Ferreira Faria</strong>, professor da Pós Graduação da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Ele tem especialização em câncer de próstata e uro-oncologia e atua também no <strong>Instituto de Robótica Uro-Oncologia – ICRON</strong>, em Belo Horizonte/MG. O Dr. Eliney Faria fará palestras gratuitas em várias instituições de Belo Horizonte, como na Assembleia Legislativa e nas Ciências Médicas, entre outros locais.  Conforme ele informa, o Novembro Azul é uma ótima oportunidade para abordar a saúde masculina, porque a expectativa de vida dos homens é menor do que a das mulheres, “e os motivos são vários. Um deles é que os homens são famosos por serem resistentes em cuidar da própria saúde. Existem muitas exceções, mas as estimativas apontam que entre 50% e 70% só procuram um médico quando a doença já está em estágio avançado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Causas</strong> &#8211; O câncer de Próstata é o tumor que afeta a próstata, glândula localizada abaixo da bexiga e que envolve a uretra, canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis, onde sai a urina. “Assim como os principais tipos de câncer, a causa exata desta doença ainda não é totalmente conhecida. Sabe-se que ela surge devido a uma predisposição genética e por meio da interação entre fatores ambientais, o que provoca mutações no DNA. Isso causa o crescimento anormal nas células da próstata, resultando no câncer. O tabagismo pode ser uma das causas dessa mutação genética. De acordo com a literatura médica há mais de 100 genes envolvidos no câncer de próstata”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Dr. Eliney Faria explica ainda que o câncer de próstata está também associado à idade, cuja possibilidade de se desenvolver o tumor aumenta 40% em homens com mais de 50 anos, bem como histórico familiar (casos pré-existentes aumentar mais ainda o risco).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ressalta, a alimentação não é a principal causa para o desenvolvimento do câncer de próstata, mas uma dieta pobre em vegetais e rica em gordura pode aumentar o risco. Homens que estão com sobrepeso costumam também apresentar versões mais agressivas dos tumores, fator que pode complicar o tratamento e diminuir as chances de cura.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sintomas e diagnóstico – </strong>Conforme explica o urologista, o câncer de próstata cresce lentamente e não costuma apresentar sintomas. Porém, em estágios mais avançados pode causar sintomas como dificuldade para urinar e presença de urina com sangue.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre o diagnóstico, “o exame para identificação do câncer de próstata é o Antígeno Prostático Específico (PSA). Quanto maior a quantidade de PSA no sangue, maior a chance do homem ter câncer de próstata. Caso haja alteração nesse exame, ou no toque retal, a doença é confirmada por meio da biópsia (feita com auxílio de ultrassonografia) e da análise anatomopatológica do tecido retirado”, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A faixa etária predominante dos pacientes é a partir de 50 anos devido ao envelhecimento da próstata e fatores genéticos ligados a este envelhecimento.&nbsp; O especialista que deve tratar desta patologia é sempre o urologista. A doença deve começar a ser pesquisada a partir dos 50 anos. Porém, observa, se há familiares de primeiro grau com a doença, raça negra, ou obesos, a pesquisar deve começar a ser feita a partir de 45 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tratamento &#8211; </strong>De acordo com Dr. Eliney Faria, as opções de tratamento vão depender de alguns fatores, como o estágio da doença, idade e expectativa de vida do paciente, bem como sua saúde geral, a probabilidade de cura e a expectativa que ele tem em relação aos efeitos colaterais de cada tratamento. Esse tratamento pode ser desde apenas &#8220;vigiar&#8221; o tumor se esse for insignificante e de baixo grau, ou cirurgia robótica para remoção do mesmo, ou em casos avançados, combinação de tratamentos como cirurgia, radioterapia e hormonioterapia. Importante consultar um especialista para poder decidir o melhor caminho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Vida da Estudante</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Oct 2022 10:38:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O que são os projetos de extensão universitários? Wagner Scalabrini Neto Aluno do 7º. período do curso de Medicina Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais/FCMMG Os projetos de extensão são ações acadêmicas que buscam extrapolar o conhecimento teórico adquirido no âmbito universitário para além da sala de aula, por meio de práticas sociais, culturais e &#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que são os projetos de extensão universitários?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Wagner Scalabrini Neto</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Aluno do 7º. período do curso de Medicina Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais/FCMMG</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os projetos de extensão </strong>são <strong>ações acadêmicas</strong> que buscam extrapolar o conhecimento teórico adquirido no âmbito universitário para além da sala de aula, por meio de práticas sociais, culturais e educativas. No caso da Medicina, esses projetos geralmente visam promover a saúde para uma determinada população, por meio de intervenções, como, por exemplo, fomentar a prática de atividades físicas, combater maus hábitos de saúde, como o tabagismo e etilismo, ou, então, realizar ações socioeducativas, como ir em escolas e abordar temas como saúde sexual e a importância do uso de preservativos. Os temas dos projetos de extensão são bastante variados, mas, de um modo geral, todos têm como finalidade a promoção da saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Habitualmente, existem duas formas de se ingressar em um projeto de extensão, seja por meio das ligas acadêmicas ou pela submissão do seu projeto no Comitê de Pesquisa da sua faculdade. São diversos critérios que o projeto deve preencher, como ser relevante para a sociedade e comunidade acadêmica, bem como ser ético.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, afinal, quais as vantagens de se realizar um projeto de extensão? Elas são inúmeras, eu diria. Tais iniciativas apresentam um cunho social muito forte, visto que oferece práticas de saúde para comunidades que talvez não teriam acesso àquela intervenção, além de ampliar seus horizontes e levar você a conhecer as reais necessidades daquela população. E como o seu conhecimento pode ajudá-la! O entusiasmo de estar ajudando o próximo e retornando à sociedade tudo o que foi aprendido na universidade é inexplicável. Ademais, a experiência de promoção à saúde é bastante engrandecedora, pois ao trabalhar com realidades diferentes é possível descobrir valores que nem você mesmo sabia que tinha, em adição à possibilidade de ofertar higidez sem gastos desnecessários com medicamentos e exames complexos. Por fim, esses tipos de projeto acrescentam experiências médicas e ainda conferem pontuação para o Processo Seletivo Unificado (PSU).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste período da faculdade, tive a sorte de ingressar em um projeto com a ajuda de meus colegas. O nosso projeto se chama REVIVER, e tem como objetivo promover a reabilitação de pacientes oncológicos por meio de intervenções fisioterapêuticas, psicológicas e médicas. Incluímos em nosso projeto pacientes com diagnóstico de câncer de mama, colorretal e de próstata e iremos promover todo um acompanhamento multidisciplinar para possibilitar uma melhora na qualidade de vida desses pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Concluindo, os projetos de extensão são práticas imprescindíveis para uma boa formação médica, uma vez que aproximam os acadêmicos da população e proporcionam experiências enriquecedoras, tanto acadêmica como social.</p>
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