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Corpo saudável aos 30, 40 e 50 anos: principais sinais de mudanças

Foto: crédito- Freepix

Comemorado no dia 15 de janeiro, o Dia do Adulto convida à reflexão sobre as transformações naturais do corpo ao longo da vida e a importância do autocuidado. A partir dos 30 anos, alterações hormonais e metabólicas passam a ocorrer de forma progressiva e silenciosa, impactando o peso, a disposição e a saúde como um todo. Segundo o endocrinologista Marcelo Miranda, do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), “há uma redução progressiva do hormônio do crescimento e dos hormônios sexuais, especialmente da testosterona nos homens. Além disso, o metabolismo basal diminui, favorecendo o acúmulo de gordura corporal”, devido a uma combinação de fatores hormonais, perda de massa muscular, estresse crônico e hábitos de vida cada vez mais sedentários.

O estresse cotidiano, a sobrecarga de responsabilidades, a falta de tempo para atividade física e os distúrbios do sono, acrescenta o especialista,  “interferem diretamente em hormônios como o cortisol, que favorece o ganho de peso, além de desregular o apetite”.

A alimentação também exerce papel central nesse processo. “Com a correria do dia a dia, é comum substituir a comida de verdade por alimentos ultraprocessados e fast food, que têm alta densidade calórica, baixo valor nutricional e aditivos químicos que prejudicam o metabolismo”, alerta.

De acordo com o Dr. Marcelo, com o avançar da idade, o ganho de peso tende a se concentrar principalmente na região abdominal, e emagrecer se torna mais difícil. “As estratégias que funcionavam antes passam a ter menos efeito. Ainda assim, o principal desafio está no estilo de vida estressante, e a solução passa pela mudança de hábitos”.

Mulheres X Homens – Nas mulheres, as alterações hormonais começam antes da menopausa. “Os hormônios sexuais femininos entram em declínio progressivo anos antes da menopausa. Enquanto os ciclos menstruais são regulares, o impacto é menor, mas as falhas menstruais que surgem nesse período já podem prejudicar o metabolismo”, explica. Já nos homens, a queda da testosterona ocorre de forma lenta e contínua a partir dos 30 anos, sendo mais comum a deficiência hormonal após os 50. “Hoje, porém, vemos esse diagnóstico cada vez mais precoce, associado à obesidade, diabetes tipo 2 e gordura no fígado”, completa.

Miranda salienta a necessidade de atenção, pois o corpo costuma dar sinais quando algo não vai bem. “Desânimo, cansaço, sonolência excessiva, redução da força muscular, diminuição da libido, ganho de peso e flacidez são sintomas que merecem atenção”.

Mais problemas – A perda de massa muscular associada ao aumento de gordura corporal eleva significativamente o risco de doenças crônicas, como obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, insuficiência renal, alguns tipos de câncer, além de problemas hormonais, articulares e ósseos, como osteoartrite e osteoporose, por exemplo.

Segundo o médico, avaliações simples ajudam a acompanhar a saúde metabólica. “Peso corporal, circunferência abdominal, análise da composição corporal, testes de força muscular e exames laboratoriais direcionados são ferramentas importantes para diagnóstico e prevenção”.

Para manter a saúde ao longo dos anos, a prevenção é o melhor caminho e o cuidado não deve ser adiado. “Apesar das mudanças naturais do tempo, os hábitos de vida são os maiores determinantes da saúde metabólica. Dormir bem, manter uma rotina de atividade física e priorizar uma alimentação natural fazem toda a diferença. A prevenção deve começar a partir dos 30 anos, ou antes, caso haja excesso de peso ou hábitos desequilibrados”, orienta o especialista.

Por fim, o Dr. Miranda deixa um conselho direto: “assuma, hoje, a responsabilidade pela qualidade de vida de amanhã. Não espere ter tempo ou ânimo. Priorize o sono, movimente-se, reduza o tempo sentado, escolha comida de verdade e acompanhe seu peso. O ânimo vem como consequência da ação; e o endocrinologista estará ao seu lado em toda essa jornada”.

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