Insuficiência Cardíaca: falta de ar e cansaço podem indicar doença cardíaca grave

Diagnóstico precoce pode salvar vidas
Crédito-foto: Divulgação
O Hospital Cardiológico Costantini/Curitiba/PR chama a atenção para a insuficiência cardíaca, uma doença que ainda é pouco conhecida pela população, apesar de estar entre as principais causas de internação e mortalidade cardiovascular no Brasil. Silenciosa em muitos casos, a insuficiência cardíaca costuma se manifestar por sintomas aparentemente comuns, como falta de ar, cansaço excessivo e inchaço nas pernas, fatores que frequentemente atrasam o diagnóstico e comprometem o tratamento.
O alerta ganha ainda mais importância diante de um cenário preocupante. As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde- (OMS, elas são responsáveis por aproximadamente 18 milhões de óbitos por ano, o equivalente a quase um terço de todas as mortes registradas globalmente.
No Brasil, as doenças do coração também lideram as estatísticas de mortalidade e representam uma das maiores demandas do sistema de saúde. Dentro desse grupo, a insuficiência cardíaca merece atenção especial por seu impacto crescente, especialmente entre idosos e pessoas que convivem com hipertensão, diabetes, obesidade ou já sofreram infarto. A doença ocorre quando o coração perde a capacidade de bombear sangue de forma eficiente para suprir as necessidades do organismo, comprometendo o funcionamento de diversos órgãos e reduzindo significativamente a qualidade de vida.
Segundo a cardiologista Dra.Bianca Maria Prezepiorski, do Hospital Cardiológico Costantini, um dos maiores desafios ainda é fazer com que a população reconheça os primeiros sinais da doença. “É muito comum que os pacientes interpretem os sintomas como consequência da idade, da rotina ou da falta de condicionamento físico. Quando a falta de ar começa a limitar atividades simples ou o inchaço nas pernas passa a ser frequente, muitas vezes a insuficiência cardíaca já está instalada há bastante tempo”. Nesse sentido, ressalta, “quanto mais cedo esse quadro for identificado, maiores são as chances de controlar a evolução da doença e preservar a função do coração”, explica.
Embora seja considerada uma condição crônica, a insuficiência cardíaca pode ser tratada e controlada. Os avanços da cardiologia nas últimas décadas permitiram ampliar a expectativa e a qualidade de vida dos pacientes por meio de novos medicamentos, protocolos terapêuticos e acompanhamento multidisciplinar.
“O tratamento evoluiu muito e hoje conseguimos oferecer uma perspectiva bastante diferente daquela de alguns anos atrás. O grande diferencial continua sendo o diagnóstico precoce, aliado ao acompanhamento especializado e à adesão do paciente ao tratamento”, destaca a cardiologista.
A insuficiência cardíaca não surge normalmente de forma isolada, observa. Hipertensão arterial, doença arterial coronariana, infarto do miocárdio, diabetes, obesidade, doenças das válvulas cardíacas e algumas cardiomiopatias estão entre as principais causas da doença.
“Grande parte desses fatores pode ser controlada. Manter a pressão arterial em níveis adequados, tratar corretamente o diabetes, praticar atividade física, abandonar o cigarro, manter uma alimentação equilibrada e realizar consultas periódicas são medidas capazes de reduzir significativamente o risco de desenvolver insuficiência cardíaca”, afirma Dra. Bianca.
Confira a seguir, as principais sinais de alerta da insuficiência cardíaca:
- Falta de ar durante esforços ou mesmo em repouso;
- Cansaço excessivo para atividades rotineiras;
- Inchaço nos pés, tornozelos, pernas ou abdômen;
- Ganho rápido de peso provocado por retenção de líquidos;
- Tosse persistente, principalmente ao deitar;
- Dificuldade para dormir totalmente deitado;
- Palpitações;
- Redução da capacidade para caminhar ou subir escadas.
Quem deve ficar mais atento? – Pessoas com hipertensão arterial, diabetes, obesidade, histórico de infarto, doença coronariana, alterações nas válvulas cardíacas ou antecedentes familiares de doenças cardiovasculares devem realizar acompanhamento cardiológico periódico, mesmo quando não apresentam sintomas.




