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Janeiro Branco/Saúde Mental:os principais transtornos que afetam as pessoas

O mês de janeiro foi escolhido como o mês de campanha para uma maior atenção à saúde mental. Isso se iniciou em 2014, por profissionais da área da saúde, e o mês escolhido foi janeiro pois, comumente, é o mês em que as pessoas traçam metas e definem seus objetivos para o ano, levando a importante sensação de recomeço. Desse modo, a campanha foi denominada de Janeiro Branco.

Pesquisas preliminares feitas pelo Ministério da Saúde no ano de 2020, traça um panorama atual de saúde mental dos brasileiros. Através dos primeiros levantamentos, a ansiedade foi, e continua sendo, o transtorno mais prevalente na população, principalmente durante o período pandêmico.

Os dados são provenientes de questionários e escalas para rastreio das condições mentais dos pesquisados. Eles apontam uma elevada proporção de ansiedade (86,5%), a presença de distúrbio de estresse pós-traumático (45,5%), e de depressão em sua forma mais grave (16%).

Associada à preocupação demasiada com o futuro e ao medo de não ter controle sobre situações, a ansiedade, que é uma reação biológica natural do ser humano, torna-se um transtorno quando sua intensidade e frequência aumentam excessivamente.

Segundo a psiquiatra geral especialista em psiquiatria infantil e da adolescência e Transtornos do peri-parto, Priscila Dossi, os tipos de ansiedade mais comuns são: agorafobia, ansiedade generalizada, fobia social, transtornos fóbicos específicos. Ela também aponta alguns sinais e sintomas que podem estar presentes no individuo com ansiedade:

  • Medo
  • Aumento do batimento cardíaco
  • Tremores
  • Tontura
  • Suor em excesso
  • Dificuldade para respirar
  • Agitação ou sensação de nervosismo/tensão
  • Cansaço fácil
  • Dificuldade de concentração
  • Irritabilidade
  • Tensão muscular
  • Alterações no sono

            Outro transtorno muito comum, afirma a médica, é o Distúrbio de Estresse Pós-Traumático, que se desenvolve naquelas pessoas que passaram por um fator estressor grave. Ela explica que esse transtorno pode causar muito sofrimento e prejudicar a vida profissional e afetiva dos indivíduos, além de também trazer prejuízos para outras áreas da vida.

Alguns sintomas apresentados pelo Distúrbio de Estresse Pós-Traumático são:

  • Frequente sensação de ansiedade
  • Insônia ou dificuldades para dormir; como sono agitado e pesadelos frequentes
  • Crises de raiva
  • Pensamentos assustadores
  • Aumento de frequência cardíaca
  • Suor excessivo

Mal do século – De acordo com a Dra. Priscila Dossi, a Depressão é outro transtorno mental comum. Chamada também de “mal do século XXI”, ela apresenta um quadro silencioso, que vem aumentando a cada ano.

É um distúrbio afetivo que abrange toda a humanidade, apresentando, entre outros sintomas, tristeza, baixa autoestima, pessimismo, falta de prazer na vida e nas atividades antes prazerosas, acrescenta a médica, chamando atenção para a estigmatização daqueles que têm transtorno mental – a “psicofobia”.

O termo foi criado pelo Dr. Antônio Geraldo, da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatra) para descrever o preconceito contra as pessoas que sofrem com deficiências e/ou transtornos mentais. Um dos geradores do estigma é a falta de conhecimento e compreensão do assunto. Infelizmente, muito desse preconceito tem a sua origem dentro das nossas próprias casas.

“Ainda hoje, pessoas que buscam ajuda profissional no meio psiquiátrico, ou com a psicologia, são estigmatizadas. Por isso, muitos, mesmo cientes de seu transtorno, não procuram ajuda psiquiátrica por receio ou vergonha”, salienta a médica.

A falta de informação. misturada com ideias falsas. acaba alimentando e aumentando a psicofobia. “É preciso que a população geral entenda o que são os distúrbios mentais e que nenhum de nós está isento de, em algum momento da vida, sofrer com ansiedade, depressão ou algum outro transtorno mental, mais ou menos grave, não importando quão saudáveis aparentemente somos”, destaca a Dra. Priscila Dossi.

A realidade atual, ressalta, “em especial nestes últimos dois últimos anos, é que a Saúde Mental vem se fragilizando em todo o mundo, sendo alguns transtornos mais fáceis de serem mantidos em sigilo, outros, sendo mais evidentes”.  Independentemente, o que importa neste momento “é que qualquer pessoa, pertencente a qualquer classe social e gênero, percebendo alguma alteração em seu comportamento, deve imediatamente buscar ajuda “, conclui.

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