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Vida de Médico: Conheça a trajetória da ginecologista Rayana Rolla Campos, jovem médica que atua na capital mineira

Dra. Rayana Rolla Campos:  “quando nos formamos, somos jogados no mercado de trabalho muito despreparados para o que vamos encontrar”

O exercício da medicina implica disciplina, estudo, dedicação e sacrifícios, sacrifícios, inclusive, de abrir mão de momentos em família e com amigos. Mas todos que exercem a profissão médica garantem que vale a pena, como é o caso da Dra. Rayana Rolla Campos, membro do corpo médico da Neocenter Maternidade e preceptora da Residência Médica de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Nesta entrevista ao Portal Medicina e Saúde, ela fala um pouco como é a vida profissional, confira!

Quando e por que a senhora decidiu fazer Medicina?

– Desde os quatro anos de idade eu falava que queria ser médica. Na época, eu dizia que seria médica e cantora. Não sei de onde tirei essa ideia, pois não tenho familiares médicos. Mas, aos poucos, essa brincadeira de criança foi tomando forma real. Fui me preparando para o vestibular e para ingressar realmente na faculdade de Medicina. E, aí, parei para pensar nos meus motivos: porque ser médica? E me dei conta de que eu gosto do contato com as pessoas, de poder ajudar e se fazer útil ao próximo de alguma forma.

Quais os desafios que encontrou no início de sua carreira?

– No início, quando nos formamos, somos jogados no mercado de trabalho muito despreparados para o que vamos encontrar. As faculdades não te preparam para isso. Aí, você vai pegando qualquer trabalho que aparece, com medo de não conseguir se inserir no mercado. Além disso, a gente sente medo de não conseguir aplicar o que aprendemos na faculdade. Mas, aos poucos, tudo vai se encaixando. Seis meses após minha formatura eu ingressei na residência de Ginecologia e Obstetrícia e depois na de Reprodução Humana, o que me direcionou melhor e me trouxe novas perspectivas.

A senhora é envolvida com trabalhos sociais voltados para a comunidade? Quais?

– Já participei de vários projetos sociais. Hoje estou me dedicando a um programa que tenta tornar a fertilização in vitro mais acessível para casais que não conseguem ter filhos e não têm condições de pagar o procedimento. Tem sido muito gratificante!

Em tempo de pandemia, como ficou a sua vida profissional?

– No início da pandemia havia muita incerteza. Suspendemos consultas de ginecologia eletiva e os tratamentos relacionados à reprodução humana. Continuei com os atendimentos a gestantes pois eram prioridade, e os plantões. Mas, aos poucos, fomos retomando esses atendimentos, até porque era preciso retomar o controle ginecológico e a prevenção, por exemplo, do câncer de colo uterino e o diagnóstico precoce do câncer de mama. Atualmente, já retomamos os atendimentos e os tratamentos de reprodução humana.

Como avalia a formação de Medicina?

– Hoje ainda vejo algumas falhas, inclusive da parte psicológica, de preparação para o mercado de trabalho e financeira. Mas, em geral, temos uma boa formação.

Hoje o aluno tem mais visão humanística ou uma visão mais mercadológica da medicina?  Por que?

– A meu ver há deficiência nas duas partes. Deveria haver mais investimento em ensino e formação dos médicos nesse sentido. Mas a visão humanística, na minha opinião, faz parte de ser médico. Ser médico é cuidar do humano. O ginecologista e o obstetra estão junto da mulher. Eles a acompanham nos momentos mais importantes da vida. Por isso, uma relação de carinho e respeito é essencial!

A concorrência é muito grande? Como se destacar?

– Sim! Cada vez mais vemos a abertura de faculdades de medicina e a formação de mais médicos. A gente se destaca de duas formas: se especializando e nunca parando de estudar, procurando sempre se aprimorar para oferecer uma boa assistência, e sendo um profissional que escuta e entende o paciente, com amor.

Como a senhora vê a relação médico-paciente?

– Uma boa relação médica paciente é essencial! Saber ouvir o problema do paciente, explicar tudo que pode acontecer, conferir se o paciente entendeu o diagnóstico, os exames e tudo que será realizado é de extrema importância para que consigamos exercer a profissão de forma adequada. Inclusive para evitar surpresas desagradáveis do ponto de vista jurídico.

Como é o apoio de sua família?

– A vida do obstetra não é fácil. Precisamos estar disponíveis e, muitas vezes, saímos de casa em horários inusitados, como de madrugada! Nesse sentido, o apoio da família é muito importante, inclusive para entender algumas ausências necessárias. Tenho uma mãe, irmãos e noivo que me apoiam e que vibram com minhas conquistas, o que fazem com que esse exercício da profissão seja possível!

O que poderia dizer para os colegas que estão no caminho da Medicina?

–  que se dediquem! Saibam que o estudo e a dedicação nunca acabam, mas a recompensa ao ver um sorriso, um chorinho de bebê, uma obrigada, faz tudo valer a pena!

Diante do estresse da profissão, o que a senhora faz para relaxar? Tem algum hobby?

Sim, eu canto! Faço inclusive aula de canto. Atualmente, faço também atividades físicas e jogo beach tênis, além de cozinhar com meu noivo, ver filmes e séries!

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