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Janeiro Roxo: SBD realiza Campanha Nacional de Combate à Hanseníase

Diagnóstico tardio e o estigma social são os principais obstáculos para o tratamento da doença, que tem cura.

Foto: Divulgação-SBD

Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, a Hanseníase segue como um importante desafio de saúde pública no Brasil. Doença infecciosa crônica, causada pelo Mycobacterium leprae, tem cura e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas ainda enfrenta obstáculos como o diagnóstico tardio e o estigma social. Para ampliar a conscientização da população e estimular a identificação precoce dos sinais, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) integra e apoia as ações do Janeiro Roxo 2026, Campanha Nacional dedicada à prevenção e ao combate da Hanseníase.
 

Entre 2014 e 2024, o Brasil registrou 275.118 novos casos da doença, mantendo-se como o segundo país com maior número de registros no mundo. Embora tenha ocorrido uma queda aproximada de 33% na taxa de detecção de casos novos, o país permanece em nível alto de endemicidade, com retomada do crescimento após a pandemia, o que indica diagnóstico represado.
 

A doença atinge principalmente adultos entre 30 e 59 anos, em idade produtiva, com maior ocorrência entre homens. A persistência de casos em menores de 15 anos indica transmissão ativa e recente, reforçando a importância da vigilância e do diagnóstico precoce.

Conforme explica a Dra. Regina Carneiro, secretária-geral da SBD, “a Hanseníase pode ser silenciosa no início, mas sem tratamento adequado pode causar danos neurológicos permanentes e incapacidades físicas evitáveis. Manchas na pele, com alteração de sensibilidade, não devem ser ignoradas. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de cura sem sequelas”.

Ações da SBD em Manaus e Belém: 

Em Manaus, o atendimento foi realizado no dia 17 de janeiro, na Fundação Alfredo da Matta, com avaliação das 08h às 14 horas.  “A escolha de Manaus reforça a importância de fortalecer a avaliação dermatológica e ampliar o acesso ao diagnóstico precoce, especialmente em regiões historicamente impactadas pela doença”, ressalta a Dra. Mônica Nunes de Souza Santos, coordenadora local da campanha.
 

Já em Belém, a ação ocorrerá no dia 23 de janeiro, no Centro de Ciências Biológicas da Saúde (CCBS) da Universidade do Estado do Pará (UEPA). O atendimento será realizado das 8h30 às 11h, em demanda espontânea. Para participar, é necessário apresentar Cartão SUS, documento de identidade e comprovante de residência.

“A ação em Belém amplia o acesso da população à avaliação dermatológica para a doença, facilitando o diagnóstico precoce em um serviço de referência e orientando pessoas que apresentam manchas suspeitas na pele”, explica também a Dra. Carla Andréa Avelar Pires, coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD.

Sinais, transmissão e tratamento – A Hanseníase se manifesta, principalmente, por manchas na pele com diminuição ou perda de sensibilidade, além de formigamentos, dormência, fraqueza muscular e nódulos. O diagnóstico é clínico e deve ser realizado por profissionais capacitados, com destaque para o papel do dermatologista.

A transmissão ocorre por contato próximo e prolongado com pessoas não tratadas. Após o início do tratamento, o paciente deixa de transmitir a doença. O tratamento é feito com poliquimioterapia, dura de seis a doze meses, é gratuito pelo SUS e pode ser realizado sem afastamento das atividades cotidianas.

Compromisso da SBD – A Sociedade Brasileira de Dermatologia mantém atuação permanente no enfrentamento da Hanseníase, em parceria com o Ministério da Saúde e instituições regionais, contribuindo para ampliar o acesso ao cuidado dermatológico em todo o país.

Ao identificar manchas na pele com alteração de sensibilidade ou outros sinais suspeitos, a SBD orienta procurar uma unidade de saúde ou um dermatologista pelo SUS.

Para localizar um especialista associado à SBD, acesse: www.sbd.org.br/localizador.

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