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Cuidados para prevenir queimaduras durante as festas típicas de inverno

Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta quanto as queimaduras e orienta sobre primeiros socorros

Foto-crédito: Magnific

Comidas típicas, quadrilhas, brincadeiras e trajes caipiras movimentam o inverno em todo o país. Entre as tradições mais comuns também estão as fogueiras, os estalinhos (brinquedos com pólvora), os fogos de artifício e, em alguns casos, os balões. Diante desse cenário, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) alerta para os riscos de queimaduras relacionados ao uso do fogo e reforça a importância da prevenção durante as comemorações.

De acordo com o dermatologista Sérgio Palma, membro da diretoria da SBD, em Recife/PE, “as queimaduras são lesões na pele, geralmente provocadas pelo calor, mas também causadas pelo frio, eletricidade, produtos químicos, radiações e até pela fricção. Dependendo da gravidade, podem comprometer parcial ou totalmente a pele. Nos casos mais graves, podem atingir tecidos mais profundos, como gordura, músculos e ossos.”

Elas podem ser classificadas da seguinte forma:

  • Queimadura de primeiro grau: quando atinge apenas a camada mais superficial da pele, causando vermelhidão, dor e sensação de calor;
  • 2º grau superficial: caracterizada pela formação de bolhas e dor intensa;
  • 2º grau profundo: pode apresentar menor sensibilidade à dor, com base da lesão esbranquiçada e seca;
  • 3º grau: acomete todas as camadas da pele, podendo atingir tecidos mais profundos e, em alguns casos, músculos e ossos. Caso o cuidado não seja suficiente e ocorra um acidente com fogo, é necessário agir rapidamente com medidas de primeiros socorros.

Conforme explica a dermatologista Dra. Regina Carneiro, também diretora da SBD, em Belém/PA, “a recomendação é resfriar a área queimada com água corrente em temperatura ambiente por cerca de 20 minutos, o mais cedo possível após o acidente. Na ausência de água corrente, podem ser utilizadas compressas limpas umedecidas em água. Em seguida, a área deve ser protegida com um pano ou curativo limpo até a avaliação médica.”

Queimaduras superficiais e de pequena extensão, acrescenta, podem receber cuidados locais, conforme orientação médica. Se houver formação de bolhas, elas não devem ser rompidas, pois funcionam como uma proteção natural da pele e ajudam a reduzir o risco de infecção.

Após a cicatrização da lesão, também é importante utilizar filtro solar para ajudar a prevenir alterações na pigmentação da pele. A Sociedade Brasileira de Dermatologia também alerta para os riscos dos tratamentos caseiros, que podem causar infecções, irritações e reações alérgicas.

“Não é recomendado utilizar pasta de dente, manteiga, clara de ovo, café, pomadas sem orientação médica ou qualquer outra receita caseira indicada por amigos ou encontrada na internet. O tratamento adequado depende do tipo, da extensão e da profundidade da queimadura e deve ser orientado por um médico”, alerta Dr. Sérgio Palma, orientando ainda para buscar atendimento médico imediato nos seguintes casos:

  • Se a queimadura for de segundo grau ou de terceiro grau;
  • a área queimada for grande, especialmente quando envolver mais de 10% da superfície corporal em crianças ou mais de 15% a 20% em adultos;
  • Se a queimadura for provocada por fogo, corrente elétrica, substâncias químicas ou explosões;
  • Se a queimadura atingir rosto, mãos, pés, genitais, períneo, grandes articulações ou circundar membros ou o tórax;
  • Se houver sinais de infecção, como aumento da vermelhidão, saída de pus, mau cheiro, febre ou piora da dor.

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