Escova de dentes no inverno: vírus e bactérias podem permanecer nas cerdas

Dra. Nathália Ungarelli: “durante episódios de gripe, resfriado ou infecções virais, os vírus e bactérias podem permanecer nas cerdas da escova por algum tempo”
Durante o inverno, os brasileiros ficam expostos ao frio e ao tempo seco, momento em que a gripe se aproveita do sistema imunológico mais fraco. Em meio ao espirro do colega de trabalho ou da tosse da atendente do supermercado, é muito difícil se proteger completamente. Uma vez gripado, é necessário alguns cuidados para não prolongar a doença ou se recontaminar depois, sendo uma delas jogar a sua escova de dentes fora.
Apesar de parecer absurdo em um primeiro momento, associar a escova de dentes à gripe faz todo sentido. A dentista Dra. Nathália Ungarelli, em Goiânia/GO, explica que durante episódios de gripe, resfriado ou infecções virais, os vírus e bactérias podem permanecer nas cerdas da escova por algum tempo, principalmente quando ela é armazenada em ambientes úmidos ou fechados.
Isso quer dizer que a escova de dentes, por si só, não causa nenhuma dessas doenças respiratórias, mas pode favorecer a recontaminação e prolongar a exposição a microrganismos, atrasando a recuperação. A doutora também ressalta que se a escova ficar próxima de outras, pode haver contaminação cruzada, aumentando o risco de transmissão para outras pessoas da casa.
No fim das contas, a dentista alerta que caso você fique gripado ou resfriado, mesmo que a escova de dentes seja nova e você tenha começado a usar há poucos dias, será necessário mandar ela para a lixeira e começar a usar outra.
Troca regular – A escova de dentes também pode causar outros problemas além da gripe, como favorecer o desenvolvimento de doenças como gengivite, periodontite, candidíase oral, herpes recorrente e até infecções respiratórias em pessoas mais vulneráveis.
Para evitar que a escova de dentes se torne um inimigo do corpo, Nathália pontua que é necessário fazer o armazenamento adequado da escova, evitando lugares muito úmidos, bem como expostas em lugares sujos.
Tão importante quanto, é o cuidado em manter a troca da escova de dentes regular. Segundo a dentista, o ideal é que a escova de dentes seja trocada a cada três meses. Mas caso as cerdas estejam abertas – elas não limpam e ainda machucam a gengiva – ou se a escova cair em um local contaminado, é necessário que a troca seja feita imediatamente.
Cuidados – A Dra. Nathália explica que os cuidados com a escova de dentes não são coisa de outro mundo. “O básico bem feito sempre funciona”, observa, orientando que, primeiramente, é necessário escolher as escovas com cerdas macias ou extramacias, com maior número de cerdas e todas do mesmo tamanho, além de cabo reto e cabeça arredondada.
Além do cuidado na hora de escolher, a Dra. Nathália lembra que existem cuidados diários, como lavar bem a escova após a escovação e retirar o excesso de água. Este último, pode ser feito batendo levemente o cabo da escova na pia, cuidando para que a cabeça da escova não entre em contato com a superfície.
Por fim, guarde a escova em posição vertical, para que seque naturalmente, distante do vaso sanitário e sem contato com outras escovas diferentes.
