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Doação de sangue pode salvar vidas e manter fluxo regular de cirurgias em hospitais

O cirurgião Ricardo Gomes: “ser doador é um motivo de alegria, saber que está contribuindo para salvar outras vidas, isso não tem preço”

De acordo com dados do Ministério da Saúde, durante a pandemia houve redução de até 20% no número de doações de sangue no País. Os postos de coleta e hemocentros precisam do reforço constante em seus estoques para que cirurgias e outros procedimentos possam continuar sendo realizados nos hospitais. O alerta é do cirurgião do HCSG – Hospital Casa de Saúde Guarujá, da cidade de Guarujá/SP, Ricardo Gomes.

Segundo informa, uma única bolsa de sangue pode salvar até seis vidas e ajudar pessoas que precisam de transfusão em seus tratamentos de saúde. “A quantidade não afeta o doador e o organismo dele se recupera rapidamente. Um adulto possui cinco litros de sangue e a doação é de até 450ml. Ser doador é um motivo de alegria, saber que está contribuindo para salvar outras vidas, isso não tem preço”, observa.

Cirurgias eletivas em geral utilizam pelo menos duas a três bolsas de sangue, mas uma única cirurgia cardíaca pode usar até dezoito bolsas. Por isso, é necessário que os hemocentros estejam sempre abastecidos, para que quem tem a necessidade de realizar uma cirurgia possa ser atendido quando precisa, acrescenta o médico, explicando que nas emergências hospitalares, o sangue proveniente das transfusões também é utilizado nos mais diversos tipos de pacientes, quando é necessário, como em acidentes, por exemplo. Partos e urgências neonatais também podem necessitar de transfusões.

Quem pode doar sangue? – Homens ou mulheres podem doar sangue e apenas algumas características específicas devem ser observadas, como:

  • Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12h;
  • Não ter tido parto ou aborto há menos de 3 meses;
  • Não estar grávida ou amamentando;
  • Não ter feito tatuagem ou maquiagem definitiva há menos de 12 meses;
  • Não ter piercing em cavidade oral ou região genital;
  • Não ter feito endoscopia ou colonoscopia há menos de 6 meses;
  • Não ter tido febre, infecção bacteriana ou gripe há menos de 15 dias;
  • Não ter fator de risco ou histórico de doenças infecciosas, transmissíveis por transfusão (Hepatite após 11 anos, Hepatite B ou C, doença de Chagas, sífilis, HIV, HTLV I/II);
  • Não ter visitado área endêmica de malária há menos de 1 ano;
  • Não ter tido malária;
  • Não ter diabetes em uso de insulina ou epilepsia em tratamento;
  • Não ter feito uso de medicamentos anti-inflamatórios há menos de 3 dias (se a doação for de plaquetas).

            Para doar, a pessoa deve comparecer a Hemocentro local ou posto de coleta, bem alimentada e descansada, munida de documento de identidade com foto. A doação de sangue demora apenas 15 minutos e o intervalo entre elas é de três meses para mulheres e dois meses para homens.

“Quem é doador de sangue precisa ir regularmente ao hemocentro ou posto de coleta mais próximo para renovar a doação. Cada vez que uma pessoa doa sangue, ela contribui para tornar mais saudável a vida de outras pessoas onde mora. E quem não pode doar, pode incentivar outras pessoas”, pontua o cirurgião do HCSG, Ricardo Gomes.

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