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Minas Gerais ganha primeiro robô especializado em cirurgias ortopédicas

Dr. Juraci de Oliveira, chefe do Serviço de Ortopedia do Hospital São Lucas/BH:  “Esta tecnologia contribui para maior eficácia segurança do procedimento. O cirurgião consegue ter o desempenho máximo na cirurgia”

A cirurgia robótica vem crescendo cada vez mais no Brasil. Segundo pesquisa da empresa Intuitive Surgical, Minas Gerais é o terceiro estado que mais realiza procedimentos desse tipo no país. Um exemplo recente desta inovação foi a aquisição, pelo Hospital São Lucas/Belo Horizonte, um robô cirurgião, batizado com o nome Rosa, para realizar procedimentos de substituição total do joelho por próteses. Sua utilização torna as intervenções mais precisas e seguras, contribuindo, dessa forma, para a recuperação mais rápida do paciente. O Rosa é o primeiro de Minas especializado em Ortopedia e marca a nova fase do Hospital, que foca cada vez mais nas cirurgias minimamente invasivas.

O Robô, desenvolvido pela multinacional Zimmer Biomet, é um dos vários investimentos que o Hospital São Lucas tem realizado na área de inovação e tecnologia. O sistema, considerado o mais avançado no mundo em procedimentos ortopédicos, traz benefícios significativos para o médico, como explica o Chefe do Serviço de Ortopedia do Hospital,  Dr. Juraci de Oliveira. Segundo ele, com o auxílio do robô, “o cirurgião consegue ter o desempenho máximo na cirurgia. Por meio de um sistema intuitivo que ajuda na tomada de decisões, ele pode planejar cortes precisos e validar o local exato da prótese, impedindo folgas e garantindo o correto ajuste à anatomia do paciente. Isso contribui para a maior eficácia e segurança do procedimento”, destaca.

O robô é colaborativo, acrescenta o médico, ao explicar que todo o planejamento é feito pelo médico no próprio sistema e o Rosa aponta onde serão as incisões a serem feitas pelo cirurgião.

Com procedimentos mais eficientes e seguros, quem ganha é o paciente, já que há uma redução das dores e das complicações no pós-operatório, acelerando também a recuperação. “Quanto mais rápida é a evolução do paciente, mais cedo ele volta às suas atividades normais. Ou seja, o impacto dessa tecnologia vai muito além da mesa de cirurgia, pois influencia desde o planejamento da operação até a total reabilitação do paciente”, comenta o Chefe do Serviço de Ortopedia.  

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