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Faculdade Sírio-Libanês firma acordo de colaboração inédito com Stanford para estudar IA na formação médica

Estão previstas pesquisas sobre o uso da tecnologia no ensino e novas possibilidades para a formação de estudantes de medicina

A Faculdade Sírio-Libanês tornou-se pioneira entre as instituições de ensino do país ao estabelecer um acordo com a Stanford University, dos Estados Unidos, para estudar a aplicação da inteligência artificial (IA) na educação médica. A colaboração inclui o acesso à Clinical Mind AI e permitirá desenvolver estudos sobre o uso da tecnologia na formação dos futuros médicos e avaliar o seu potencial como apoio no desenvolvimento do raciocínio clínico dos estudantes.  

A plataforma utiliza inteligência artificial para simular interações clínicas, permitindo a criação e a exploração de casos que reproduzem situações de atendimento a pacientes. A ferramenta oferece uma experiência interativa de aprendizagem, na qual estudantes podem analisar casos e exercitar a tomada de decisão clínica em diferentes cenários.  

Para Christian Valle Morinaga, pesquisador principal e coordenador do curso de Medicina da Faculdade Sírio-Libanês, a colaboração representa uma oportunidade de ampliar a integração entre inovação, ciência e educação médica. “Como pesquisador e coordenador do curso de Medicina, vejo essa colaboração como uma oportunidade muito relevante para aproximarmos ainda mais inovação, ciência e formação médica. O Clinical Mind AI amplia as possibilidades de aprendizagem ao permitir que nossos estudantes exercitem o raciocínio clínico, a tomada de decisão e a análise de diferentes cenários em um ambiente seguro e estruturado”.

Pesquisa na prática – A primeira iniciativa será um estudo piloto sobre a viabilidade e a aceitação da plataforma no ensino da medicina. Cinco docentes da instituição participarão da pesquisa, que analisará aspectos como a precisão das simulações de pacientes, a usabilidade da ferramenta, eventuais barreiras à sua adoção e os indicadores considerados importantes pelos professores para avaliar o raciocínio clínico dos estudantes. Stanford será responsável pela condução da pesquisa, coleta e análise dos dados e produção dos resultados científicos.

“Mais do que incorporar inteligência artificial ao ensino, nosso objetivo é investigar de forma crítica e responsável como essa tecnologia pode contribuir para a formação de médicos cada vez mais preparados para lidar com a complexidade da prática clínica. A tecnologia não substitui o professor, o contato com o paciente ou a experiência assistencial; ela amplia as oportunidades de treinamento, reflexão e desenvolvimento do estudante”, destaca Morinaga.

Para os estudantes brasileiros, a colaboração poderá ampliar as possibilidades de aprendizagem e oferecer novas formas de colocar em prática os conhecimentos adquiridos ao longo da formação. A experiência também poderá gerar informações para que os professores avaliem de que maneira ferramentas de inteligência artificial (IA) podem ser incorporadas às práticas educacionais.

Além do primeiro estudo, esta colaboração cria uma estrutura para que a Faculdade Sírio-Libanês e a Stanford University desenvolvam novas frentes de pesquisa ao longo da colaboração. Os projetos poderão gerar relatórios e publicações científicas, ampliando o conhecimento sobre a aplicação da IA no ambiente acadêmico. O acordo prevê ainda a possibilidade de publicação conjunta dos resultados das pesquisas. 

“Participar de uma iniciativa como essa, em colaboração com a Stanford University, também fortalece nossa vocação para pesquisa e inovação em educação médica, permitindo que docentes e estudantes contribuam ativamente para a construção e avaliação de novas formas de ensinar e aprender Medicina”, acrescenta Denise Greff, gerente de ensino da Faculdade Sírio-Libanês.

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