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Maio Verde alerta para doença silenciosa que pode levar à cegueira

Dr. Rodrigo Carvalho: “identificar precocemente e iniciar o tratamento o quanto antes é fundamental para evitar a progressão”

Crédito-foto: Isabelle Venceslau

O mês de maio ganha um tom de alerta na área da saúde ocular com a campanha Maio Verde, dedicada à conscientização sobre o glaucoma, uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. A mobilização está diretamente ligada ao Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, celebrado em 26 de maio desde 2002, marco que consolidou a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento contínuo da doença no país.

A campanha surgiu com o objetivo de ampliar o acesso à informação e incentivar a população a realizar exames oftalmológicos regularmente, diante de um cenário preocupante. Estima-se que milhões de pessoas convivam com o glaucoma sem saber, justamente pelo caráter silencioso da doença. Ao longo dos anos, a iniciativa passou a mobilizar entidades médicas, instituições públicas e privadas em ações educativas, eventos e campanhas de orientação.

Silenciosa e progressiva, a doença costuma avançar sem sinais perceptíveis, o que torna o diagnóstico precoce decisivo para preservar a visão. De acordo com o oftalmologista Dr. Rodrigo Carvalho, de Campinas/SP, o glaucoma afeta diretamente o nervo óptico e tem como principal fator de risco o aumento da pressão intraocular. “Na maioria dos casos o paciente não sente nada no início. A perda visual começa pela periferia e evolui de forma lenta, o que dificulta a percepção. Quando há sintomas, a doença já pode estar em estágio avançado”, explica.

Sem reversão – A campanha Maio Verde busca justamente chamar a atenção para esse comportamento silencioso. Sem acompanhamento adequado, o glaucoma pode evoluir para a cegueira, sem possibilidade de reversão. “A visão perdida não pode ser recuperada. Por isso, identificar precocemente e iniciar o tratamento o quanto antes é fundamental”, destaca o especialista.

Entre os principais fatores de risco estão:

  • Pressão intraocular elevada;
  • Histórico familiar;
  • Idade acima de 40 anos;
  • Diabetes;
  • Miopia alta;
  • Uso prolongado de corticoides.

Embora seja mais comum após os 40 anos, o glaucoma também pode atingir jovens, crianças e até bebês, dependendo do tipo. O diagnóstico é feito por meio de uma avaliação oftalmológica completa, que inclui a medição da pressão intraocular e a análise detalhada do nervo óptico. Exames como tomografia de coerência óptica, craniometria e gonioscopia ajudam a identificar alterações e são fundamentais para o correto acompanhamento.

Controle – Exames como tomografia de coerência óptica, campimetria e gonioscopia ajudam a identificar alterações, informa o oftalmologista, destacando que o tratamento pode envolver o uso de colírios, procedimentos a laser ou cirurgia, sempre com o objetivo de controlar a doença e preservar a visão existente.  Conforme explica, “os colírios ainda são a primeira linha, mas o laser tem ganhado espaço por sua eficácia e segurança. A cirurgia é indicada em casos mais avançados ou quando não há resposta adequada às outras abordagens”.

Mesmo sem sintomas, a recomendação do Dr. Rodrigo Carvalho é que a população mantenha consultas regulares com o oftalmologista. Para pessoas sem fatores de risco, a avaliação anual é suficiente. Já aqueles com maior predisposição devem seguir um acompanhamento individualizado.

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