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Primeira cirurgia cardíaca robótica do Ceará é realizada no Hospital Oto Aldeota

Crédito: foto- Iratuã Freitas

O Hospital Oto Aldeota/Fortaleza/CE, realizou a primeira cirurgia cardíaca robótica no Estado, procedimento que representa um marco histórico para o Ceará no avanço do tratamento das doenças cardiovasculares. A operação, ocorrida no dia 5 de março, foi conduzida com o auxílio de plataforma robótica avançada, que permite movimentos altamente precisos, visão tridimensional ampliada e maior controle técnico durante toda a intervenção.

Realizada por meio de pequenos orifícios no tórax, a cirurgia utiliza braços robóticos e microcâmera de alta definição para acesso às estruturas cardíacas. O cirurgião atua a partir de um console, onde controla os instrumentos com filtragem de tremores e precisão milimétrica, enquanto a equipe multiprofissional acompanha cada etapa em tempo real. A tecnologia possibilita maior delicadeza nos movimentos e menor invasão ao organismo, favorecendo recuperação mais rápida e redução do risco de complicações.

O avanço ocorre em um cenário que reforça a necessidade de inovação no tratamento de doenças cardiovasculares. As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no Brasil, associadas a fatores como, hipertensão, diabetes, obesidade, sedentarismo, tabagismo e envelhecimento populacional.

Dados do estudo Global Burden of Diseases (GBD), publicados em 2023, destacam que o Brasil registrou cerca de 400 mil mortes por doenças cardiovasculares em 2022. Desde 1990, houve crescimento de 48,4% no número de óbitos por essas causas no país, quando eram contabilizadas aproximadamente 275 mil mortes anuais.

Cirurgias cardíacas estão entre os procedimentos mais complexos da medicina, exigindo equipe altamente especializada, suporte tecnológico avançado e protocolos rigorosos de segurança. Tratamentos para insuficiência cardíaca, valvopatias e doença arterial coronariana demandam precisão técnica e monitoramento intensivo no pré e no pós-operatório, devido ao risco elevado de complicações. Nesse contexto, a incorporação da robótica amplia as possibilidades terapêuticas para doenças graves e complexas, oferecendo abordagem menos invasiva e melhora nos resultados.

De acordo com o cirurgião cardiovascular Dr. Milanez, responsável pelo procedimento, a realização da cirurgia robótica cardíaca representa um marco histórico no Ceará, em relação ao avanço do tratamento das doenças cardiovasculares. “A técnica amplia nossa capacidade de precisão, ajudando no tratamento de doenças cardíacas graves e complexas por meio de pequenos orifícios e com menor invasão ao organismo. A cirurgia robótica proporciona uma recuperação mais rápida, menor risco de complicações e retorno mais breve às atividades habituais”, explica.

A enfermeira da robótica Desiree Sousa, que integrou a equipe durante o procedimento, explica que o procedimento realizado foi uma plastia valvar, técnica indicada para correção de alterações nas válvulas cardíacas, preservando a estrutura do próprio paciente sempre que possível.

De acordo com a diretora–geral do Oto Aldeota, Dra. Marilda Venzel, “a preparação para a realização da cirurgia envolveu treinamento específico da equipe multiprofissional, adequação do centro cirúrgico e protocolos rigorosos de segurança assistencial”.

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