Sedentarismo e intestino preso: por que a falta de atividade física deixa o intestino mais lento

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Você sabia que o sedentarismo e a constipação estão relacionados? Dos diversos benefícios que a atividade física regular fornece, o bom funcionamento do sistema digestivo está entre eles. Um dos principais motivos para isso é que os exercícios intensificam o movimento natural do intestino, chamado de peristaltismo. Portanto, a falta de atividades físicas tende a causar o efeito reverso, dificultando a evacuação.
Estima-se que cerca de 30% dos adultos no Brasil e no mundo sofram com “prisão de ventre”. O sintoma é ainda mais comum entre mulheres e normalmente está relacionado à baixa ingestão de fibras e água e ao estresse emocional, além do sedentarismo.
O distúrbio é caracterizado pela presença de dois ou mais dos seguintes sintomas: esforço para evacuar e queixas de eliminação de fezes endurecidas, presença de fezes duras ou em grumos, sensação de evacuação incompleta ou de obstrução/bloqueio anorretal, necessidade de manobras manuais para facilitar evacuações em mais 25% das evacuações e menos de três evacuações por semana.
Independentemente de qualquer sintoma, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos realizem entre 150 a 300 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada semanalmente ou 75 a 150 minutos de atividades de intensidade vigorosa. A instituição também recomenda a realização de atividade em prol do fortalecimento muscular.
Mas quais são os melhores exercícios para acabar com o intestino preso? De modo geral, qualquer atividade física pode trazer benefícios, mas as aeróbicas de intensidade moderada são as mais recomendadas para melhorar o fluxo digestivo. Entre os exercícios mais recomendados estão caminhadas, ciclismo, natação, corrida, yoga, Tai Chi, além de atividades de fortalecimento do core, como pilates.
A prática regular de exercícios como esses reduz a inflamação sistêmica, melhora a motilidade intestinal (movimento do intestino) e ajuda a prevenir a constipação, o que reduz as chances de desenvolver também hemorroidas ou fissuras anais.
Em alguns casos, a rotina entre trabalho, estudos e vida social pode dificultar a prática de exercícios físicos, mas algumas mudanças simples já fazem a diferença. Quando o assunto são as atividades físicas, fazer algo, mesmo que pouco, é melhor do que nada, como, por exemplo, subir ou descer de escadas, caminhadas de 20 a 30 minutos, brincar com os filhos ou pedalar5.
Sinais de alerta sobre a constipação e quando buscar um médico – A constipação é um sintoma, não uma doença específica. Ela pode indicar alguma manifestação de enfermidade que necessita de investigação e diagnóstico. Pessoas que sofrem com constipação apresentam taxa de mortalidade superior, em todas as causas, à de pessoas que não enfrentam o problema. O grupo também apresenta maior incidência de problemas cardíacos, rins e até câncer intestinal.
Segundo o gastroenterologista Dr. Décio Chinzon, médico consultor da Libbs, em São Paulo/SP, os sintomas devem servir como um ponto de atenção. “A constipação ocasional é comum, mas alguns sinais não podem ser ignorados. Sangue nas fezes, dor abdominal persistente, perda de peso sem explicação ou mudanças recentes no funcionamento do intestino são alertas importantes. Nesses casos, orienta, “é fundamental procurar avaliação médica para investigar a causa e iniciar o tratamento adequado”.
