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Varizes, muito além da estética. Se não tratadas, podem se romper

A condição, chamada de varicorragia, exige atenção imediata e reforça a importância do acompanhamento vascular regular

 Foto- crédito- Freepik

As varizes são uma preocupação frequente entre os brasileiros, não apenas pelo desconforto estético ou pelas dores e inchaços que causam, mas pelo risco de se romperem quando não tratadas adequadamente. Essa condição, conhecida clinicamente como varicorragia, provoca sangramento súbito e intenso, além de manchas roxas e hematomas internos que podem comprometer ainda mais a rotina do paciente.

Segundo o cirurgião vascular e angiologista Dr. Fábio Rocha, de Ribeirão Preto/SP, os fatores que levam ao rompimento das varizes são variados. “A fragilidade das paredes dos vasos, agravada por condições como deficiência de vitamina C, uso de medicamentos anticoagulantes, doenças hepáticas ou mesmo o envelhecimento natural, pode tornar as veias muito mais vulneráveis ao rompimento”, alerta o especialista.

Entre as causas mais comuns estão o aumento de pressão nas veias, os danos causados pela exposição solar excessiva ao longo dos anos e condições que afetam a coagulação do sangue, como a deficiência de plaquetas. O avanço da idade também tem papel relevante, já que torna a pele e as paredes dos vasos mais finas e menos elásticas.

Como identificar uma variz estourada? – O sinal mais evidente, e que costuma assustar à primeira vista, é o sangramento súbito, que normalmente não causa dor e pode ser percebido em atividades simples do cotidiano, como tomar banho, trocar de roupa ou calçar sapatos. Após o sangramento, manchas arroxeadas ou azuladas tendem a se formar ao redor da região afetada, podendo vir acompanhadas de dor, inchaço e inflamação.

“Em casos mais graves, o sangramento pode ser volumoso e intenso, causando queda na pressão arterial, sudorese e tontura. Por isso, esses sintomas precisam ser tratados com rapidez. Se demoram a ser controlados, podem gerar feridas abertas e aumentar o risco de infecções”, enfatiza Dr. Fábio Rocha.

Enquanto o socorro não chega – O médico recomenda que a varicorragia seja tratada imediatamente por um profissional de saúde. No entanto, algumas medidas podem ser adotadas pelo próprio paciente ou por pessoas ao redor antes do atendimento médico. O paciente deve se acalmar e se deitar, elevar a perna afetada acima do nível da cabeça e comprimir a região do sangramento com um pano limpo umedecido em água fria. Com o sangramento controlado, é fundamental buscar atendimento médico o quanto antes.

Para o Dr. Fábio Rocha, o episódio de varicorragia reforça a importância de consultas regulares com um cirurgião vascular. “O acompanhamento periódico permite monitorar a evolução da doença, avaliar o grau da condição e definir o melhor plano de tratamento para cada paciente”, orienta.

Entre as medidas recomendadas estão o uso de meias de compressão, a prática regular de atividade física, a elevação das pernas ao descansar e a manutenção do peso adequado. Em casos mais avançados, podem ser indicados procedimentos como laser, radiofrequência, escleroterapia, também chamada de “secagem de varizes”, ou cirurgia, que costuma ter rápida recuperação e bons resultados funcionais e estéticos.

“Cuidar das varizes vai muito além da estética. É uma questão de saúde e qualidade de vida”, conclui o Dr. Fábio Rocha.

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