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Dezembro Vermelho: mês da prevenção e proteção das pessoas que vivem com HIV/AIDS

Quem viveu a juventude nos anos 80 e 90 sabe perfeitamente dos medos que a Aids causou, inclusive devido à morte de muitos artistas conhecidos no Brasil, como o compositor Cazuza, a atriz Sandra Bréa, o ator Kaique Ferreira, o cartunista Henfil, o escritor Caio Fernando Abreu, os atores Thales Pan Chacon e Lauro Corona, a atriz Claudia Magno, o cantor/compositor Renato Russo, todos ainda jovens, entre outros, além, evidentemente, de grandes nomes internacionais. Também, passou a ser comum conhecer alguém que não era famoso e tinha aids.  Tempos difíceis. Daqueles anos sombrios ao momento atual, felizmente, sugiram bons medicamentos antirretrovirais eficazes no combate à doença. Entretanto, a prevenção continua a ser a única forma de combater a transmissão do vírus HIV.  Daí, o “Dezembro Vermelho”, campanha que merece destaque na prevenção da doença. 

Em recente matéria de Everton Cruz, da IFF/Fiocruz, ele explica que a campanha nacional foi instituída pela Lei nº 13.504/2017, e promove a prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos humanos das pessoas que vivem com HIV/AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis.

“A doença é causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV é a sigla em inglês). Esse vírus ataca o sistema imunológico, que é o responsável por defender o organismo de doenças, tendo os linfócitos T CD4+ como as células mais atingidas. O vírus é capaz de alterar o DNA dessa célula, fazer cópias de si mesmo e, depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção”

“É importante destacar que ter HIV não é o mesmo que ter Aids, pois há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. O vírus pode ser transmitido “a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas, ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção. Por isso, é essencial se proteger em todas as situações e fazer regularmente o exame”, destaca Everton Cruz.

Conforme divulgado, cita Cruz, em dezembro de 2020, pelo Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, atualmente, cerca de 920 mil pessoas vivem com HIV no Brasil. Dessas, 89% foram diagnosticadas, 77% fazem tratamento com antirretroviral (medicamentos) e 94% das pessoas em tratamento não transmitem o HIV por via sexual por terem atingido carga viral indetectável (intransmissível).

“No Brasil, em 2019, foram diagnosticados 41.919 novos casos de HIV e 37.308 casos de Aids. A maior concentração de casos está entre os jovens, de 25 a 39 anos, de ambos os sexos, com 492,8 mil registros. Os casos nessa faixa etária correspondem a 52,4% dos casos do sexo masculino e 48,4% entre as mulheres”

De acordo com o Boletim Epidemiológico HIV/Aids 2020, divulgado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, em dezembro de 2020, desde o início da epidemia de Aids (1980) até 31 de dezembro de 2019, foram notificados no Brasil 349.784 óbitos tendo o HIV/Aids como causa básica – em 2019, foram 10.565 óbitos. O Boletim verificou, no período de 2009 a 2019, uma queda de 29,3% no coeficiente de mortalidade padronizado para o Brasil, que passou de 5,8 para 4,1 óbitos por 100 mil habitantes.

Alerta – Diante desse grave quadro, é sempre importante destacar a importância da prevenção para que as pessoas não contraiam o vírus HIV. 

Assim pega:

  • Sexo vaginal sem camisinha
  • Sexo anal sem camisinha
  • Sexo oral sem camisinha
  • Uso de seringa por mais de uma pessoa
  • Transfusão de sangue contaminado
  • Da mãe infectada para o filho durante a gravidez, no parto e na amamentação
  • Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados

Assim não pega:

  • Sexo com o uso correto da camisinha
  • Masturbação a dois
  • Beijo no rosto ou na boca
  • Suor e lágrima
  • Picada de inseto
  • Aperto de mão ou abraço
  • Uso compartilhado de sabonete, toalha ou lençóis
  • Uso compartilhado de talheres e copos
  • Assento de ônibus
  • Piscina
  • Banheiro
  • Doação de sangue
  • Pelo ar

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