InCor realiza primeiro procedimento que alia tecnologia de ultrassom intracoronário e inteligência artificial

Nova plataforma permite diagnóstico mais rápido e preciso de obstruções coronárias, ampliando segurança e personalização no tratamento de doenças do coração
Imagem: crédito-Freepik
O Instituto do Coração – InCor, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP – HCFMUSP, realizou o primeiro procedimento utilizando uma tecnologia avançada que combina ultrassom intracoronário, avaliação fisiológica do fluxo sanguíneo e inteligência artificial para o tratamento de doenças das artérias do coração.
Na prática, o aparelho permite que o médico “enxergue por dentro” das artérias coronárias com alta precisão, avaliando a presença de placas de gordura, cálcio e o grau real de obstrução. Diferentemente do cateterismo cardíaco tradicional, que mostra apenas o contorno do vaso, essa tecnologia oferece uma visão detalhada da parede interna da artéria, em tempo real.
O grande diferencial é a integração da imagem com dados funcionais do fluxo de sangue, auxiliada por algoritmos de inteligência artificial. Isso significa que, além de visualizar a artéria, o médico consegue compreender com maior exatidão se a obstrução realmente compromete a circulação sanguínea e qual a melhor estratégia de tratamento para cada paciente.
A inteligência artificial atua como um apoio à decisão médica, organizando informações complexas, padronizando medidas e aumentando a precisão da análise. O resultado é um procedimento mais rápido, personalizado e eficiente, com potencial de reduzir complicações, evitar intervenções desnecessárias e melhorar os resultados clínicos a curto e longo prazos.
Segundo o Prof. Dr. Carlos Campos, Supervisor do Serviço de Hemodinâmica do InCor, a realização desse primeiro caso marca um avanço importante na cardiologia intervencionista, alinhando o hospital às tecnologias mais modernas disponíveis internacionalmente. “Para o paciente, isso significa mais segurança, tratamento conduzido com máxima precisão e um cuidado com o coração muito mais abrangente e rigoroso”, explica o especialista.




