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Os perigos das doenças de inverno

Quais s riscos de não tratá-las e quando é necessária uma cirurgia otorrinolaringológica

O inverno é motivo de atenção para as  doenças respiratórias. No frio, as pessoas tendem a ficar em ambientes fechados, o que dificulta a circulação do ar e favorece a proliferação de vírus e bactérias. Com isto, doenças como sinusite, rinite, otite, laringite e outras se tornam mais recorrentes e os cuidados devem ser redobrados, explica o Dr. Fernão Bevilacqua, otorrinolaringologista do Hospital Albert Sabin (HAS), de São Paulo. Para melhor prevenção das doenças comuns dessa época, ele destaca a importância de se adotar alguns hábitos como:

  • Manter as vacinas em dia;
  • Beber bastante líquido;
  • Conservar os ambientes ventilados;
  • Alimentar-se de forma variada e saudável;
  • Evitar contato com pessoas doentes.

Intervenção cirúrgica – No inverno, algumas doenças podem se tornar crônicas e exigir procedimentos cirúrgicos. Por isso todo cuidado é pouco, alerta o médico, ao explicar que as cirurgias otorrinolaringológicas consistem em abordagens dessas regiões para o tratamento de infecções agudas, crônicas e recorrentes, quadros de obstrução nasal, roncos, apneia obstrutiva do sono e tumores.

“Com o auxílio das novas tecnologias, como as cirurgias endoscópicas, por exemplo, o otorrinolaringologista também está apto para realizar cirurgia de acesso às lesões e afecções de base de crânio, assim como reabilitar perdas auditivas por meio do ouvido biônico”, informa o Dr. Bevilacqua.

As cirurgias otorrinolaringológicas mais realizadas são:

  • Septoplastia – consiste na abordagem cirúrgica do septo nasal para a correção de desvios nas porções cartilaginosa e óssea, para a melhora da potência nasal. É realizada por dentro do nariz, podendo ser necessário o auxílio do endoscópio;
  • Turbinectomia – geralmente realizada junto à septoplastia, serve para o tratamento dos cornetos inferiores;
  • Tonsilectomia – significa a retirada das amígdalas (amigdalectomia) e/ou da adenoide (adenoidectomia).

A principal complicação associada a essas cirurgias é o sangramento nasal e oral. “A irrigação sanguínea dessas regiões provém de vasos calibrosos, assim os quadros hemorrágicos podem ser sérios, sendo muito importante seguir atentamente os cuidados pós-operatórios”, adverte o médico do HAS. 

O tempo médio de recuperação costuma ser de, aproximadamente, duas semanas. Contudo, para o retorno às atividades físicas mais intensas, esse prazo pode chegar a 30 dias.

“Importante ressaltar que as cirurgias otorrinolaringológicas podem trazer melhoras significativas na qualidade de vida do paciente. Porém, os cuidados pós-operatórios e o seguimento do tratamento de doenças crônicas são imprescindíveis para o sucesso cirúrgico. No mais, é extremamente indispensável a conscientização, em toda a população, da importância da lavagem nasal diária para a manutenção da boa saúde”, finaliza o otorrino.

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