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Poluição e inverno: cuidado. Esta combinação aumenta crises de alergias e problemas respiratórios

Baixa umidade do ar, inversão térmica e maior concentração de poluentes agravam sintomas de rinite, sinusite e asma nos meses mais frios do ano

Foto: crédito-Magnific

Julho marca o período de maior atenção para quem sofre com alergias respiratórias. Além das temperaturas mais baixas e da queda da umidade do ar, o inverno traz um agravante muitas vezes invisível: o aumento da concentração de poluentes na atmosfera.

A combinação ajuda a explicar por que, nesta época do ano, crescem as queixas de espirros, congestão nasal, tosse, crises de rinite e agravamento da asma. O alerta ganhou ainda mais relevância no recente Dia Mundial da Alergia, celebrado em 8 de julho, data dedicada à conscientização sobre doenças alérgicas e seus impactos na saúde.

Segundo a otorrinolaringologista Dra. Cristiane Passos Dias Levy, especialista em alergias respiratórias do Hospital Paulista/São Paulo/SP, a qualidade do ar exerce papel fundamental na saúde das vias aéreas. “A poluição funciona como um agente irritante permanente para a mucosa respiratória. Quando ela se associa ao clima seco do inverno, observamos um aumento importante dos sintomas alérgicos e das doenças respiratórias, especialmente em pessoas que já possuem alguma predisposição”, explica.

Um problema que afeta milhões de pessoas – Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a poluição atmosférica está associada a aproximadamente 7 milhões de mortes prematuras por ano em todo o mundo. Ao mesmo tempo, a própria OMS estima que as doenças alérgicas afetem entre 30% e 40% da população mundial, tornando-se um dos problemas de saúde crônicos mais frequentes da atualidade.

No Brasil, a rinite alérgica está entre as condições mais comuns. Estimativas da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) indicam que cerca de 30% dos brasileiros apresentam sintomas relacionados à doença.

Por que a poluição piora no inverno? – Durante os meses mais frios, a dispersão dos poluentes se torna mais difícil. A redução das chuvas diminui a limpeza natural da atmosfera, enquanto fenômenos – como a inversão térmica, impedem que os poluentes se dispersem adequadamente. Como resultado, partículas provenientes da queima de combustíveis, emissões industriais e fumaça permanecem mais concentradas próximas ao solo. Essas partículas, destaca a médica, “entram em contato direto com as vias respiratórias, provocando irritação, inflamação e aumento da produção de secreções. Em pessoas alérgicas, essa resposta costuma ser ainda mais intensa.”

O nariz é a primeira barreira de defesa – O nariz funciona como um filtro natural do organismo. A mucosa nasal produz secreções capazes de reter partículas, enquanto pequenos cílios microscópicos ajudam a eliminar impurezas. No entanto, a exposição constante à poluição e ao ar seco pode comprometer esse mecanismo. Entre os sintomas mais frequentes estão:

  • espirros repetitivos;
  • congestão nasal;
  • coriza;
  • coceira no nariz;
  • irritação na garganta;
  • tosse persistente;
  • agravamento de crises de rinite e asma.

Além disso, a maior permanência em ambientes fechados favorece a exposição a ácaros, poeira e mofo, agravando ainda mais o quadro.

Crianças e idosos exigem atenção redobrada – Embora qualquer pessoa possa sentir os efeitos da poluição, alguns grupos são mais vulneráveis. Entre eles estão crianças, idosos, pessoas com rinite alérgica, pacientes asmáticos e indivíduos com doenças respiratórias crônicas. Nesses grupos, a inflamação provocada pelos poluentes pode resultar em sintomas mais intensos e maior risco de complicações.

Reduzindo impactos? – Embora seja impossível eliminar completamente a exposição à poluição, algumas medidas ajudam a proteger as vias respiratórias. Entre as principais recomendações estão:

Baixa umidade do ar, inversão térmica e maior concentração de poluentes agravam sintomas de rinite, sinusite e asma nos meses mais frios do ano

Foto: crédito-Magnific

Julho marca o período de maior atenção para quem sofre com alergias respiratórias. Além das temperaturas mais baixas e da queda da umidade do ar, o inverno traz um agravante muitas vezes invisível: o aumento da concentração de poluentes na atmosfera.

A combinação ajuda a explicar por que, nesta época do ano, crescem as queixas de espirros, congestão nasal, tosse, crises de rinite e agravamento da asma. O alerta ganhou ainda mais relevância no recente Dia Mundial da Alergia, celebrado em 8 de julho, data dedicada à conscientização sobre doenças alérgicas e seus impactos na saúde.

Segundo a otorrinolaringologista Dra. Cristiane Passos Dias Levy, especialista em alergias respiratórias do Hospital Paulista/São Paulo/SP, a qualidade do ar exerce papel fundamental na saúde das vias aéreas. “A poluição funciona como um agente irritante permanente para a mucosa respiratória. Quando ela se associa ao clima seco do inverno, observamos um aumento importante dos sintomas alérgicos e das doenças respiratórias, especialmente em pessoas que já possuem alguma predisposição”, explica.

Um problema que afeta milhões de pessoas – Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a poluição atmosférica está associada a aproximadamente 7 milhões de mortes prematuras por ano em todo o mundo. Ao mesmo tempo, a própria OMS estima que as doenças alérgicas afetem entre 30% e 40% da população mundial, tornando-se um dos problemas de saúde crônicos mais frequentes da atualidade.

No Brasil, a rinite alérgica está entre as condições mais comuns. Estimativas da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) indicam que cerca de 30% dos brasileiros apresentam sintomas relacionados à doença.

Por que a poluição piora no inverno? – Durante os meses mais frios, a dispersão dos poluentes se torna mais difícil. A redução das chuvas diminui a limpeza natural da atmosfera, enquanto fenômenos – como a inversão térmica, impedem que os poluentes se dispersem adequadamente. Como resultado, partículas provenientes da queima de combustíveis, emissões industriais e fumaça permanecem mais concentradas próximas ao solo. Essas partículas, destaca a médica, “entram em contato direto com as vias respiratórias, provocando irritação, inflamação e aumento da produção de secreções. Em pessoas alérgicas, essa resposta costuma ser ainda mais intensa.”

O nariz é a primeira barreira de defesa – O nariz funciona como um filtro natural do organismo. A mucosa nasal produz secreções capazes de reter partículas, enquanto pequenos cílios microscópicos ajudam a eliminar impurezas. No entanto, a exposição constante à poluição e ao ar seco pode comprometer esse mecanismo. Entre os sintomas mais frequentes estão:

  • espirros repetitivos;
  • congestão nasal;
  • coriza;
  • coceira no nariz;
  • irritação na garganta;
  • tosse persistente;
  • agravamento de crises de rinite e asma.

Além disso, a maior permanência em ambientes fechados favorece a exposição a ácaros, poeira e mofo, agravando ainda mais o quadro.

Crianças e idosos exigem atenção redobrada – Embora qualquer pessoa possa sentir os efeitos da poluição, alguns grupos são mais vulneráveis. Entre eles estão crianças, idosos, pessoas com rinite alérgica, pacientes asmáticos e indivíduos com doenças respiratórias crônicas. Nesses grupos, a inflamação provocada pelos poluentes pode resultar em sintomas mais intensos e maior risco de complicações.

Reduzindo impactos? – Embora seja impossível eliminar completamente a exposição à poluição, algumas medidas ajudam a proteger as vias respiratórias. Entre as principais recomendações estão:

  • manter boa hidratação ao longo do dia;
  • realizar lavagem nasal com soro fisiológico;
  • manter ambientes ventilados;
  • evitar exposição prolongada em horários de pico de poluição;
  • acompanhar os índices de qualidade do ar;
  • manter o tratamento das alergias respiratórias em dia.

De acordo com a Dra. Cristiane, “a lavagem nasal com soro fisiológico é uma das medidas mais simples e eficazes para remover partículas inaladas e manter a mucosa hidratada. Ela ajuda a reduzir a irritação causada tanto pela poluição quanto pelo ar seco.”

Ajuda médica? – A avaliação especializada é recomendada quando os sintomas se tornam frequentes ou persistentes. Entre os sinais de alerta estão: crises alérgicas recorrentes, congestão nasal constante, tosse persistente, chiado no peito, falta de ar e piora progressiva dos sintomas respiratórios. 

“Muitas pessoas se acostumam a conviver com sintomas respiratórios e acabam normalizando o desconforto”, observa a especialista, reforçando que “nariz entupido constante, crises frequentes de rinite ou dificuldade para respirar merecem investigação médica.”

De acordo com a Dra. Cristiane, “a lavagem nasal com soro fisiológico é uma das medidas mais simples e eficazes para remover partículas inaladas e manter a mucosa hidratada. Ela ajuda a reduzir a irritação causada tanto pela poluição quanto pelo ar seco.”

Ajuda médica? – A avaliação especializada é recomendada quando os sintomas se tornam frequentes ou persistentes. Entre os sinais de alerta estão: crises alérgicas recorrentes, congestão nasal constante, tosse persistente, chiado no peito, falta de ar e piora progressiva dos sintomas respiratórios. 

“Muitas pessoas se acostumam a conviver com sintomas respiratórios e acabam normalizando o desconforto”, observa a especialista, reforçando que “nariz entupido constante, crises frequentes de rinite ou dificuldade para respirar merecem investigação médica.”

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