Osteoporose: o que é, quais os fatores de riscos e sintomas

A Osteoporose é uma das uma das principais causas de morbidade e mortalidade em idosos, alerta a Sociedade Brasileira de Reumatologia. A doença provoca fraturas e pode atingir todos os ossos do corpo, fazendo com que fiquem fracos e com possibilidade de quebra ao mínimo esforço, especialmente no quadril, punho e coluna. Afeta, principalmente, a população acima de 50 anos, mas tem prevenção e tratamentos.
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A propósito do Dia Mundial da Osteoporose, celebrado no dia 20 de outubro, a Sociedade Brasileira de Reumatologia alerta sobre a importância do diagnóstico precoce e tratamentos adequados da osteoporose. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15 milhões no Brasil são acometidos pela doença e mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a International Osteoporosis Foundation (IOF).
A osteoporose pode atingir todos os ossos do corpo, fazendo com que fiquem fracos e com possibilidade de quebrarem ao mínimo esforço, especialmente no quadril, punho e coluna. A doença é a principal causa de fraturas na população acima de 50 anos. Em todo o mundo, 1 em cada 3 mulheres e 1 em cada 5 homens com mais de 50 anos sofrerão uma fratura por osteoporose. Anualmente, em pessoas com mais de 55 anos, são observados até 37 milhões de fraturas por fragilidade óssea, cerca de 70 por minuto, de acordo com a IOF.
Muitas dessas fraturas podem resultar em complicações graves, comprometendo a qualidade de vida do paciente e elevar o risco de mortalidade, sendo que seu risco pode ser comparado ao de se ter acidente vascular cerebral (AVC).
Osteoporose e Menopausa
Aproximadamente, 70% a 80% dos casos de osteoporose ocorrem em pessoas com mais de 65 anos. A doença é mais comum em mulheres na menopausa e em homens acima dos 70 anos. Há um conjunto de fatores que influenciam e favorecem o desenvolvimento da Osteoporose e a menopausa é um deles, já que ocorre a diminuição dos níveis de estrógeno, hormônio feminino que é fundamental para manter a massa óssea.
O envelhecimento naturalmente leva a perda progressiva de massa óssea, mas fatores hereditários, dieta nutricional pobre em cálcio, excesso de fumo e álcool, longos períodos de imobilização e o uso prolongado de alguns medicamentos como corticoides, também podem favorecer a redução da massa óssea.
Também há complicações mais raras, como a ocorrência de fraturas atípicas do fêmur, um tipo específico de fratura que ocorre no osso da coxa, com características distintas em comparação com as relacionadas a quedas, pois acontecem como consequência do uso de medicamentos justamente para tratar a osteoporose, especialmente os bisfosfonatos, uma classe de substâncias que diminuem a reabsorção óssea, mas podem apresentar, após um uso prolongado, como evento adverso essas fraturas atípicas.
A SBR reforça que a conscientização é essencial para reduzir o impacto da osteoporose na população. Hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos e o diagnóstico precoce por meio da densitometria óssea são fundamentais, alertam os especialistas, para reduzir a incidência da doença e permitir a adoção de estratégias preventivas e, quando necessário, tratamento medicamentoso.
Osteoporose nos homens
A gravidade da doença entre os homens está na mortalidade devido a fraturas por fragilidade ósseas que aumenta consideravelmente. Durante os primeiros seis meses após uma fratura de quadril, a taxa de mortalidade nos homens é duas vezes superior quando comparada a mortalidade em mulheres. Estudos mundiais apontam que cerca de 25% das fraturas por osteoporose ocorrem em homens, sendo que complicações e mortalidade associadas a essas fraturas por fragilidade ósseas são maiores do que nas mulheres.
O homem não está acostumado a fazer exame de densitometria óssea, realizando apenas quando ocorre uma fratura, e é preciso uma mudança de comportamento, neste sentido, alertam os especialistas. O declínio hormonal masculino ocorre gradativamente a partir da quarta ou quinta década de vida e apenas 10% dos homens com osteoporose recebem tratamento adequado.
Prevenção
A osteoporose é uma doença que pode ser prevenida com hábitos de vida saudáveis, entre os quais:
- Alimentação: o consumo de alimentos ricos em cálcio, como leite e derivados, verduras de folhas escuras, carnes e peixes, são essenciais.
- Exposição ao sol: a luz solar estimula a produção de vitamina D, que é fundamental para a absorção do cálcio.
- Exercício físico: a prática de atividades como caminhada, corrida, dança, musculação e pilates, pelo menos três vezes por semana, são recomendadas.
- Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool: o cigarro e o álcool são fatores de risco para a osteoporose.
- Densitometria óssea: é recomendado fazer um teste de densitometria óssea para avaliar a condição dos ossos, a partir dos 45 anos.
- Reposição hormonal: mulheres devem consultar um médico para começar um tratamento especial.
- Manutenção do peso: o baixo peso é um fator de risco para a osteoporose
A SBR disponibiliza gratuitamente em seu site (www.reumatologia.org.br) uma cartilha informativa, elaborada pela comissão científica de Doenças Osteometabólicas e Osteoporose, com linguagem simples e acessível para a população. A cartilha traz desde o que é Osteoporose até o tratamento e cuidados para prevenção da doença.




