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Academia Brasileira de Neurologia promove ação de conscientização do Alzheimer: 20 de setembro, em várias capitais do país

Avanços em exames e biomarcadores ampliam as possibilidades de investigação da doença; tema será levado à população durante mobilização nacional do Setembro Lilás da ABN

Imagem-crédito: Gerd Altmann por Pixabay

A investigação da doença de Alzheimer vem incorporando novas ferramentas que ampliam as possibilidades de identificar alterações relacionadas à doença de forma mais precoce. Além da avaliação clínica, biomarcadores no líquor, exames de PET e exames de sangue vêm sendo utilizados na investigação de casos selecionados. A indicação desses recursos, porém, depende da avaliação médica e do contexto de cada paciente.

O avanço dos recursos de investigação também reforça a importância de reconhecer mudanças cognitivas que ultrapassam os esquecimentos esperados com o envelhecimento. “Por isso é tão importante a gente dar a arma da informação para a população, mostrando como reduzir ao máximo a chance de esta doença aparecer e como buscar auxílio médico assim que houver sinais de um esquecimento anormal – afinal, hoje um diagnóstico precoce pode, de fato, mudar a evolução do quadro”, afirma o neurologista Dr. Victor Calil, no Rio de Janeiro.

É nesse contexto que a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) promove uma mobilização nacional pelo Setembro Lilás no dia 20 de setembro, levando informações sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidado para diferentes regiões do país. As ações serão realizadas em sete cidades: São Paulo, na Avenida Paulista, em frente ao Prédio da FIESP, das 9h às 12h; Rio de Janeiro, no Aterro do Flamengo, das 8h às 12h; Belo Horizonte, no Parque Ecológico da Pampulha, das 8h às 12h; Porto Alegre, no Parque Moinhos de Vento (Parcão), das 8h às 12h; João Pessoa, na Orla, das 8h às 12h; Recife, no campus da UFPE, das 7h às 11h; e Fortaleza, na Avenida Beira-Mar, na Praia de Iracema, das 7h às 11h.

As programações incluem caminhadas, atividades físicas, orientações e ações de conscientização sobre a doença. A mobilização busca aproximar a população de informações que podem ajudar a reconhecer sinais de alerta e compreender a importância da avaliação médica diante de mudanças cognitivas persistentes. Em um cenário de avanço nas ferramentas de investigação do Alzheimer, ampliar o acesso à informação também é uma forma de estimular a busca por avaliação e cuidado no momento adequado.

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