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Editorial: Brasil entra para o seleto grupo de produtores de vacina contra a covid-19

Desde 1º de junho, o Brasil passou a integrar o seleto grupo de países produtores de vacina contra a covid-19. Até então, apenas quatro países tinham esta capacidade: China, Índia Rússia e Estados Unidos. Agora, com o contrato de transferência de tecnologia firmado entre o Governo Federal, através do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz, e a farmacêutica AstraZeneca, o país passa a produzir o IFA – Ingrediente Farmacêutico Ativo, que é a matéria prima para a fabricação da vacina. Em outras palavras, isto significa que, a partir de agora, o Brasil tem como produzir tanto a matéria-prima quanto a vacina de Oxford. Até então, a Fiocruz vinha produzindo a vacina com o Ingrediente Farmacêutico Ativo importado.

As negociações para transferência desta tecnologia, tiveram início em setembro de 2020, quando o Governo Federal assinou uma Medida Provisória destinando R$ 1,9 bilhão para viabilizar o desenvolvimento, produção e aquisição do imunizante. Em período normal, todo este processo levaria de cinco a 10 anos para acontecer, mas, com a pandemia, o acordo foi fechado em tempo recorde – menos de um ano.

Isto significa que o Brasil agora não vai depender mais do IFA importando da China ou de doses compradas da Índia. Com a produção 100% nacional desse insumo e imunizante, o país terá condições para vacinar, em breve, toda a sua população e, posteriormente, exportar o produto para outros países.

A previsão é que as primeiras doses sejam entregues em outubro. Inicialmente, a Fiocruz terá capacidade de produção de cerca de 15 milhões de doses de vacinas.

       Neste momento, histórico para o país, o Portal Medicina e Saúde parabeniza todos que estão na linha de frente dessas negociações e que tornaram possível o ingresso do Brasil no seleto grupo de países produtores de vacina contra a Covid-19.

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