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Faculdade de Medicina da UFMG promove nova edição de congresso sobre evidências na covid-19

A professora do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG e organizadora dos eventos, Milena Marcolino: “a primeira edição do congresso deixou evidente a grande carência de informações de qualidade sobre a covid-19 na sociedade”.   Crédito: arquivo pessoal

A Faculdade de Medicina da UFMG realiza, neste mês, o 2º Congresso brasileiro de evidências clínicas da covid-19 e o 2° Simpósio ‘mitos e verdades’ sobre a covid-19. Os eventos, gratuitos, vão ocorrer de forma remota. A programação do congresso, que é dirigido a gestores, profissionais de saúde, estudantes e comunidade acadêmica, será nos dias 14, 16 e 21 de junho, sempre das 18h às 22h. Alguns dos temas definidos são o manejo de pacientes com sintomas persistentes, saúde mental, atenção nutricional e vacinação.  

Na programação internacional, o pesquisador Matt Inada-Kim, do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (National Health Service – NHS), apresentará resultados de trabalho sobre efetividade e sua experiência no acompanhamento a distância de pacientes com covid-19 na atenção primária à saúde da Inglaterra. 

O simpósio será realizado no dia 24 de junho, das 18h às 22h. A programação inclui temas como a retomada das atividades presenciais de ensino, os critérios de escolha para uso efetivo de máscaras, vacinas e medicamentos, entre outros. As atividades são destinadas ao público em geral, independentemente de formação na área da saúde. As inscrições estão abertas pelo site do congresso

A transmissão de ambos os eventos será feita pelo Centro de Tecnologia em Saúde (Cetes) da Faculdade de Medicina, com divulgação ao vivo pelo canal da Faculdade de Medicina no YouTube.

Para a organizadora dos eventos e professora do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, Milena Marcolino, a primeira edição do congresso deixou evidente a grande carência de informações de qualidade sobre a covid-19 na sociedade. A iniciativa de uma nova edição foi motivada pelo retorno dos participantes, por meio do chat e de mais de duas mil respostas em formulário de pesquisa de satisfação. O formulário ainda está disponível

As principais dúvidas surgidas na primeira edição foram sobre vacinas, manejo ambulatorial de covid-19 aguda e de quadros pós-covid-19. “Os eventos vão focar nesses temas com abordagem multiprofissional. Participarão educadores físicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, enfermeiros e médicos”, informa Milena Marcolino.  

A professora considera que o momento atual ainda é preocupante, com altos índices de ocupação de leitos nos hospitais. “É uma alegria que a vacinação tenha progredido, incluindo pessoas com doenças crônicas, em situação de rua e professores, entre outros grupos, mas a doença tem se alastrado de forma devastadora. Muitas pessoas ainda não entendem a importância do isolamento e do uso de máscaras, e ainda vemos condutas médicas não baseadas em evidências”, afirma. “Organizar a segunda edição do congresso e do simpósio é uma tentativa de contribuir com a mudança dessa triste realidade”, completa. 

A realização dos eventos é viabilizada pela parceria com o Instituto de Avaliação de Tecnologias em Saúde (IATS), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), a Associação Médica de Minas Gerais (AMMG) e a regional mineira da Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM). O certificado de participação garante pontuação em processos seletivos de especialidades médicas, como os de residências.  

Primeira edição

A primeira edição do congresso e do simpósio, pioneira no país, reuniu mais de 25 mil pessoas nos debates transmitidos pela UFMG no mês de maio. Os vídeos estão disponíveis no canal da Coordenadoria de Assuntos Comunitários da UFMG no Youtube. A covid-19 foi abordada sob diversos aspectos: tratamento, prevenção, vacinas, sequelas, impactos em saúde mental, fake news e efeitos indiretos (como aumento da violência contra mulher), entre outros. Dois simpósios fecharam a semana. 

A iniciativa foi idealizada pelo Projeto Registro Hospitalar Multicêntrico Nacional de Pacientes com Covid-19, que reúne 37 instituições hospitalares de 17 cidades brasileiras, sob a coordenação da professora Milena Marcolino. A realização foi da Faculdade de Medicina, que teve apoio da UFMG, da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) e do Instituto de Avaliação de Tecnologias em Saúde (IATS). 

Mais informações estão disponíveis no Instagram.: @congressobrasileiro.covid

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