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Hemodinâmica do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu/SP realiza a terceira cirurgia de implante de bioprótese valvar aórtica (TAVI)

 Os médicos Marisa Duru, Sergio Diogo, Gustavo Lycurgo, Fernando José Sibila Marcondes e  Waigner Pupin, que realizaram o procedimento pela terceira vez no hospital.

O serviço de Hemodinâmica do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu/SP realizou recentemente, mais um procedimento de implante de Bioprótese Valvar Aórtica (TAVI). O responsável pela cirurgia foi o cardiologista e hemodinamicista, Dr. Sérgio Diogo. O procedimento busca corrigir a compressão causada pela estenose aórtica, uma doença valvar cardíaca. 

A estenose aórtica pode ser congênita, reumática ou degenerativa, sendo essa a mais frequente entre idosos, principalmente hipertensos e diabéticos. A doença resulta em um estreitamento do orifício da via de saída do sangue do ventrículo esquerdo para circulação que normalmente mede de 2,5 a 3,5 cm², mas que em um quadro severo pode atingir até 0,5 cm². 

Os principais sintomas decorrentes da estenose aórtica são dispneia e cansaço aos esforços. O paciente também pode vir a sentir dor torácica (angina) e síncope (desmaio). “Vale a pena ressaltar que um terço desses pacientes não apresentam condições para uma cirurgia, devido ao elevado risco causado pela presença de comorbidades. Atualmente, nós temos a possibilidade de realização da TAVI para esse grupo de pacientes”, afirma o Doutor Sérgio Diogo.

Anteriormente, a única forma de tratamento dessa patologia era por meio de cirurgia convencional (aberta) com anestesia geral, no qual era feita a substituição da valva doente por uma prótese, metálica ou biológica. Um procedimento desse tipo envolve um alto risco cirúrgico e prolonga a internação hospitalar. 

O procedimento realizado pelo Hospital São Francisco de Mogi Guaçu é preferencialmente feito pela via femoral, apenas com anestesia local e sedação. Após a realização do procedimento, o paciente é encaminhado para UTI, com permanência aproximada de 24h. Após a liberação para o quarto de internação, é possível receber alta hospitalar depois de 48h. “A medicina está sempre se atualizando para criar tratamentos menos invasivos e também mais eficientes, como é o caso da TAVI”, conclui o médico.

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