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Março azul-marinho alerta para o câncer colorretal: diagnóstico precoce faz a diferença no tratamento

A médica da Oncomed BH, Mirielle Martins: “é importante ficar alerta aos sinais e sintomas, para diagnosticar cedo e tratar adequadamente”. Crédito-foto: E.Gurgel

Março é o mês da mulher, mas também é conhecido como o mês de conscientização ao câncer colorretal, com a campanha Março Azul Marinho. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2020, a estimativa de novos casos era de 40.990, sendo 20.520 em homens e 20.470 em mulheres. Em relação ao número de mortes, os dados mais atualizados do INCA são 20.578; sendo 10.191 homens e 10.385 mulheres (2019 – Atlas de Mortalidade por Câncer – SIM). Isso mostra como o câncer colorretal está cada dia mais comum. Conhecido também como câncer de intestino, ele abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso chamada cólon e no reto (final do intestino, imediatamente antes do ânus) e ânus. Pode ser chamado também de câncer de cólon e reto. Segundo a médica da Oncomed BH, Mirielle Martins, especialista nesse tipo de câncer, é um tipo de tumor com enorme ocorrência no Brasil atualmente, bastante agressivo quando diagnosticado tardiamente, porém, tratável e, na maioria dos casos, curável, ao ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos.

Por isso, a médica alerta que é importante ficar alerta aos sinais e sintomas, para diagnosticar cedo e tratar adequadamente. “Os sintomas mais frequentemente associados ao câncer do intestino são sangue nas fezes; alteração do hábito intestinal (diarreia e prisão de ventre alternados); dor ou desconforto abdominal; fraqueza e anemia; perda de peso sem causa aparente; alteração na forma das fezes (fezes muito finas e compridas); massa (tumoração) abdominal”, citou a oncologista. “Esses sinais e sintomas devem ser investigados para seu diagnóstico correto e tratamento específico. Na maioria das vezes esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico, principalmente se forem recorrentes”, explica Mirielle.

A oncologista ressalta que o tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. A cirurgia para retirar parte do intestino afetada é o tratamento inicial. Outras etapas do tratamento incluem a quimioterapia (uso de medicamentos) associada ou não à radioterapia (uso de radiação), para diminuir a possibilidade de recidiva (retorno) do tumor. “Quando a doença está espalhada, com metástases para outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas. Após o tratamento, é importante realizar o acompanhamento médico para monitorar recidivas ou novos tumores”, finaliza Mirielle Martins.

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