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Número de infectados e mortos pela Covid volta a crescer no Brasil

Luiz Francisco Corrêa – Jornalista / Diretor da Via Comunicação / membro do Conselho Curador da Fundação de Pesquisa e Ensino da Cirurgia – FUPEC / Diretor e Editor do Portal Medicina e Saúde

Cansados de ficar em casa, muitas pessoas começaram a frequentar bares, restaurantes, shoppings, reuniões sociais, entre outras atividades. Aglomerações passaram a ocorrer, muitas vezes sem o uso de máscara. Atenção: cuidado! O número de pessoas infectadas pela coronavírus tem aumentado no Brasil e, também, infelizmente, o número de mortos.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em 26/11/20, o Brasil registrou 37.614 casos nas 24 horas anteriores a esta data, e 691 óbitos. Casos de pacientes recuperados: 5.528,599 milhões. É importante destacar que já morreram 171 mil pessoas com a doença (número da população de uma cidade como Poços de caldas, no Sul de Minas). Os números são assustadores, pois correspondem a muitas tragédias na vida de muitas famílias.

Na Europa, onde os índices da doença e de mortes voltaram a aumentar, a população da Espanha, Reino Unido, França, Itália, entre outros países, está agora sob regras rígidas determinadas pelos seus governantes, para conter uma segunda onda da doença que tanto sofrimento já impôs à população europeia.

Autoridades de saúde de vários estados estão preocupadas com os índices brasileiros. Em depoimento para a coluna, o médico Estevão Urbano, presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, salientou: “estamos com uma piora em Minas e no país no número de casos e de internação. Infelizmente também de óbitos. Isso ocorre por vários motivos, entre elas a flexibilização das medidas de segurança; o que levou as pessoas se aglomerarem; vieram os feriados e muitos viajaram e não se cuidaram. Também houve um relaxamento de muitos, sabendo que os números haviam diminuído, como se a pandemia tivesse acabado.  Houve um cansaço emocional geral, depois de muito tempo de confinamento. Ao menor sinal que os índices diminuíram, alguns decretaram o fim dos cuidados”.

O Infectologista não vê também o momento atual como uma segunda onda, tal como ocorre nos Estados Unidos e alguns países da Europa. Segundo ele, “trata-se do aumento do número de casos ainda na primeira onda.  Podemos evitar a doença até a vacina chegar, provavelmente no início do próximo ano.  Mas são só previsões, sem garantia de nada. Portanto, é preciso redobrar as forças, usando máscara, higienizando sempre as mãos, não aglomerando. Com a vacina chegando, aquelas pessoas que tiverem infecções graves e morrerem vão perder a partida, já no finalzinho. O jogo não pode ser perdido aos 45 minutos do segundo tempo. Portanto, enquanto a vacina não chega, a prevenção contra a Covid 19 é a única arma existente. Cuidem-se!”

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