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Cânceres comumente vistos em paciente acima de 50 anos, têm sido diagnosticados de forma crescente em jovens 

Dr. Antônio Orlando Scalabrini Neto: “é muito preocupante, pois, além de não estar ocorrendo redução de sua incidência em adultos, estamos vendo um aumento desses tumores em jovens”

 Atualmente, o câncer é uma das doenças mais comuns no mundo. Há alguns anos, ele era mais frequente em pessoas acima dos 50 anos, mas, no momento, há cada vez mais notificações de pacientes jovens desenvolvendo tumores cancerígenos.

De acordo com o Dr. Antônio Orlando Scalabrini Neto, oncologista e especialista em Clínica Médica, “apesar de podermos, na nossa prática, verificar, um aumento do número de jovens com câncer, é importante salientar que existem tumores próprios da infância e da adolescência até o início da idade adulta. Entretanto, diferente desses tumores, o que estamos vendo são tumores, até então encontrados em pessoas acima dos 50 anos, ocorrendo hoje em pessoas mais jovens. O Cancer statistics for adolescents and young adults, respeitado periódico médico que estuda essa área, em 2020, mostrou isso claramente em um estudo, destacando-se entre eles, o câncer de tireoide”.

Esse fato, observa, “é muito preocupante, pois, além de não estar ocorrendo redução de sua incidência em adultos, estamos vendo um aumento desses tumores em jovens; o que pode vir a configurar uma verdadeira epidemia de câncer”. Entre os mais comuns, o oncologista cita os de pulmão, intestino e próstata. Porém, até tipos mais raros têm sido encontrados nessa parcela mais jovem, como o de ovário.

Diagnóstico – Segundo o médico, que atua no Instituto Oncoclinicas/Belo Horizonte, MG, “quando não encontramos uma causa familiar, é normal ficarmos sem saber porque o câncer se desenvolveu naquele jovem. Daí a importância do diagnóstico precoce, que leva a um prognóstico melhor. Geralmente, o diagnóstico é feito pela consulta clínica,juntamente com auxílio de biópsias e exames de imagem dentre outros. Importante, também, observar a sintomatologia, como emagrecimento, problemas psicológicos, dor abdominal, fadiga sem explicação. Mais especificamente, dor abdominal, sensação ou detecção de alterações no corpo, como manchas e nódulos.

Infelizmente, não há como prevenir o desenvolvimento de células cancerígenas, afirma Dr. Antônio Orlando, ao lembrar que também as mulheres jovens, atualmente, também estão sendo mais acometidas pelo câncer. “Além do câncer de intestino e mama, podemos destacar do mesmo modo os tumores malignos de tireoide e ovário, entre os principais.

“Comparativamente falando, não dispomos ainda de um estudo que mostre maior incidência no sexo masculino ou feminino, mas sabemos que os mais comuns do sexo feminino são, sem dúvida, o câncer de mama, pulmão e cólon, além do conhecido tumor do colo uterino”, ressalta o oncologista.

Da mesma forma que nos homens, pontua, “se não identificarmos um fator familiar, a causa ficará desconhecida. Como forma de alerta, as mulheres devem também observar alguns sintomas gerais como, emagrecimento, problemas psicológicos, dor abdominal e fadiga sem explicação, e sintomas específicos como, dor abdominal, aparecimento de manchas ou sensação e detecção de nódulos no corpo.

De acordo com o Dr. Antônio Orlando, “felizmente os avanços que temos usado nos adultos acima dos 50 anos são passíveis de serem usados nos jovens, mas é importante ressaltarmos que a maior arma contra o câncer é a informação, como, também, a atenção a qualquer anormalidade do corpo. Detectando algum sinal de alerta, a pessoa deve procurar um médico de confiança para investigação.

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