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Comissão da Câmara aprova texto-base que legaliza cultivo de cannabis medicinal no Brasil

A médica Maria Teresa Jacob: “é importante termos medicamentos de grau médico, sendo passado por todas as exigências para que seja seguro e eficaz”

          A Comissão da Câmara aprovou neste 08 de junho, o texto-base que legaliza o cultivo da cannabis medicinal no Brasil. A médica Maria Teresa Jacob, que atua há mais de 25 anos no tratamento de dor crônica e com medicina canabinóide, alerta que temos uma boa notícia, mas as formas de cultivo precisam ser fiscalizadas. “É importante termos medicamentos de grau médico, sendo passado por todas as exigências para que seja seguro e eficaz. Por isso, é necessária uma produção industrial, com todos os testes necessários, desde sementes, tipo de plantio, tipo de colheita, irrigação etc”. 

Outro ponto levado pela médica, “é que não basta o produto ser de fácil acesso e barato, mas que tenha qualidade e seja receitado por um profissional que conheça seus benefícios, para que o paciente não tenha nenhum tipo de complicação no tratamento”. 

A cannabis vem sendo utilizada para tratar dezenas de patologias ao redor do mundo, pois faz com que o equilíbrio do organismo se restabeleça com uma menor incidência de efeitos colaterais, trazendo mais qualidade de vida para os pacientes, acrescenta.

A especialista acredita também que deveriam existir mais estímulos para que as indústrias passem a produzir o medicamento aqui, o que diminuiria o custo e traria o respaldo necessário para o uso medicinal mais acessível.

“Já existem laboratórios que estão fazendo testes de qualidade para a Anvisa autorizar a produção no país, o que, segundo eles, diminuiria cerca de 40% a 50% no custo em dólar para o paciente. Acredito que beneficiaria uma grande parte da população”, finaliza.

            Hoje, para a Anvisa emitir autorização sanitária de produtos de cannabis, as indústrias devem apresentar os seguintes itens:

  • Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE);
  • Autorização Especial (AE);
  • Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF);
  • Justificativa para formular o produto;
  • Controle de qualidade;
  • Notificações de efeitos adversos;
  • Concentração dos canabinóides.

Sobre a Dra. Maria Teresa Jacob:

Formada pela Faculdade de Medicina de Jundiaí, turma de 1982, com residência médica em Anestesiologia pelo Instituto Penido Burnier e Centro Médico de Campinas. É Pós-graduanda em Endocanabinologia, Cannabis e Cannabinoides pela Universidade de Rosário, Argentina. Possui Título de Especialista em Anestesiologia, Acupuntura e Dor. Além de especialização em Dor, na Clinique de la Toussaint em Strassbourgo, na França, em 1992; especialização em Cannabis Medicinal e Saúde, na Universidade do Colorado e Cannabis Medicinal, no Uruguai.

É membro das seguintes entidades médicas:

  • Sociedade Internacional para Estudo da Dor (IASP),
  • Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED),
  • Sociedade Internacional de Dor Musculoesquelética (IMS),
  • Sociedade Européia de Dor (EFIC),
  • Society of Cannabis Clinicians (SCC) e
  • International Association for Canabinoid Medicines (IACM).

Desde 1992, atua no tratamento de Dor Crônica e, há alguns anos, em Medicina Canabinóide para diversas patologias, em sua clínica localizada em Campinas/SP.

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