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Desmistificando a anestesia

A médica anestesiologista Ana Claudia Galdez Monteiro: “são muitas as dúvidas relacionadas ao tema, que resultam no medo dos pacientes que se submeterão a tal prática”

Anestesia é o estado de ausência de dor e outras sensações durante uma cirurgia ou exame diagnóstico, por meio de medicações. Pode ser geral, ou seja, para o corpo todo, ou parcial (local), quando apenas uma região do corpo é anestesiada. O médico responsável por esse procedimento é o anestesiologista que, além do curso regular de medicina, passa por uma especialização de, ao menos, três anos.

São muitas as dúvidas relacionadas ao tema que resultam no medo dos pacientes que se submeterão a tal prática.  “O medo é inerente ao desconhecimento, pois todos nós temos receio do que não conhecemos”, diz a Dra. Ana Cláudia Galdez Monteiro, médica anestesiologista do Hospital Albert Sabin de SP (HAS).

Segundo explica, quando o paciente está anestesiado ele não se encontra no controle de sua vida, confiando esse domínio aos médicos, sendo natural que o medo se faça presente. “Contudo, tal sensação pode ser amenizada pelo esclarecimento”, completa a médica. Tal esclarecimento é feito no HAS com o encaminhamento do paciente ao Ambulatório de Avaliação Pré-anestésica, onde ele conhecerá o médico anestesiologista que administrará e controlará todo o procedimento durante sua cirurgia. Esse especialista também lhe dará todas as informações sobre o processo a fim de tranquilizá-lo.

De acordo com a Dra. Ana Cláudia Monteiro, são várias as classificações dos procedimentos anestésicos, como:

  • Sedação
  • Anestesia local
  • Geral (venosa ou inalatória)
  • Bloqueios espinhais, como a peridural e a raquidiana
  • Bloqueio dos nervos periféricos (local)

Os efeitos das anestesias e a recuperação do paciente que se submete a ela dependem de fatores como a técnica, porte do procedimento cirúrgico e condição de saúde desse paciente.

Os riscos também são inerentes a tais fatores. Contudo, podem ser minimizados com o planejamento adequado. “A oportunidade de o paciente conhecer seu médico anestesiologista, e vice-versa, para a correta análise do estado físico de saúde, leitura dos exames e outros fatores relacionados, é um elemento importantíssimo em todo o processo da anestesia e grande minimizador de riscos”, destaca a médica.

Como orientação, ela também faz algumas recomendações básicas aos pacientes que passarão pelo procedimento anestésico, como: evitar cabelos sintéticos, unhas e cílios postiços, piercings e quaisquer outros componentes que possam desencadear uma inflamação e/ou interferências nos bisturis elétricos. Cumprir rigorosamente os horários agendados com o médico também é de extrema importância, finaliza.

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