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Fique seguro: Saiba as diferenças entre Gripe e Covid-19

Atenção para as informações da médica Silvana de Barros Ricardo, coordenadora do Serviço de Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar (SECIH) da Rede Mater Dei de Saúde/MG

Desde o início da pandemia do novo Coronavírus, várias dúvidas surgiram sobre as diferenças entre a já conhecida gripe e a Covid-19. Um dos questionamentos mais presentes entre a população é como saber diferenciar as duas infecções?

Causadas por vírus diferentes, a gripe pelo vírus influenza e a Covid-19 pelo SARS-CoV-2, ambas podem apresentar sintomas semelhantes, o que dificulta o diagnóstico. 

Para esclarecer essa questão, o Portal Medicina e Saúde ouviu a médica coordenadora do Serviço de Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar (SECIH) da Rede Mater Dei de Saúde/MG, Silvana de Barros Ricardo. Confira:  

Como diferenciar os sintomas da gripe dos sintomas causados pela Covid-19?

            A Covid-19, uma infecção viral causada pelo SARS-CoV-2, pode começar com sintomas leves como febre e tosse seca, podendo progredir para uma dificuldade respiratória, que é um sintoma que indica que você deve procurar com urgência um atendimento. Os idosos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e cardiopatias, têm maior risco de evolução de forma grave e, inclusive, de óbito.

A gripe, por sua vez, é causada pelo vírus da Influenza, muito comum em períodos de frio e transição de temperatura. Ela pode se manifestar com dor de garganta, febre, coriza, dor de cabeça, tosse, fadiga, mal-estar e calafrios. Esses sintomas geralmente desaparecem após uma semana. No entanto, a tosse, que normalmente surge à medida que a doença progride, pode permanecer por algumas semanas.

Em locais onde os dois vírus estão circulando simultaneamente é muito difícil distinguir clinicamente quem é o causador da infecção respiratória do paciente. Assim, a recomendação é manejar os indivíduos com sintomas respiratórios de forma semelhante até que se tenha a definição do diagnóstico, o que só pode ser realizado através de exames laboratoriais específicos.”

É verdade que a gripe afeta o sistema imunológico facilitando o contágio por Coronavírus?

            Não. O grande problema da gripe e do resfriado neste momento é diferenciá-lo da COVID-19, já que muitos sintomas deles são indistinguíveis na apresentação clínica.

O que fazer caso esteja com gripe? 

            O tratamento consiste, em geral, no alívio dos sintomas. No entanto, ainda que seja comum que as pessoas tratem da gripe em casa, sem passar por uma consulta médica, uma vez que os sintomas costumam ser  brandos, é importante destacar que a gripe também pode apresentar complicações, como o agravamento de algumas comorbidades como  a asma, por exemplo, além do surgimento de sinusite, otite e até mesmo pneumonias, que podem, inclusive, levar a óbito, principalmente indivíduos imunocomprometidos, crianças e idosos. Portanto, é importante estar atento na presença e evolução desses sintomas respiratórios, bem como no agravamento do quadro, e não adiar a procura por assistência médica quando necessário.  

Qual a importância de se vacinar anualmente contra a gripe? Há contraindicações?

A principal medida para a prevenção da infecção por vírus Influenza é a vacinação. Ela ocorre anualmente em razão da grande variedade desse vírus em circulação. Assim, é feito um estudo das variedades que mais circularam nos últimos anos para produzir a vacina do ano seguinte. Quando ocorre coincidência entre as variantes em circulação na comunidade e aquelas contidas na vacina, a imunização pode prevenir a infecção em até 90% dos indivíduos.

A vacina contra a gripe é contraindicada para pessoas que apresentam alergia a ovo. Pessoas com quadro febril agudo devem postergar a sua tomada. Quem recebeu a vacina contra COVID-19 deve aguardar 14 dias para se vacinar contra a gripe.

Como se prevenir contra a gripe e a Covid-19?

As formas de se prevenir contra essas doenças e evitar sua transmissão também são semelhantes. Alguns cuidados devem ser tomados:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão e, na ausência desses, higienizar utilizando álcool em gel 70%;
  • Ao tossir e espirrar, cubra o nariz e a boca utilizando um lenço ou então a parte interna do seu cotovelo (ao utilizar um lenço, descarte-o em seguida e higienize as mãos);

.      Se estiver doente, permaneça em casa;

  • Mantenha os ambientes arejados;
  • Evite tocar nos olhos, boca e nariz com as mãos sem a devida higienização;
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal, como copos, talheres e pratos;
  • Higienize objetos que são manuseados com frequência, como celulares;
  • Mantenha-se a uma distância de pelo menos 1 metro das pessoas que apresentem sintomas dessas doenças;
  • Evite aglomerações em casos de surtos dessas doenças.

Vacine-se contra a gripe na Rede Mater Dei de Saúde:

A vacinação é uma das formas de prevenção mais eficientes. É aplicada anualmente, em dose única e a proteção se estabelece em duas a três semanas após a vacinação. A vacina é segura para gestantes e mulheres em amamentação, e é indicada a partir de 6 meses de vida sem idade limite.

A vacina contra influenza reduz em 32% a 45% das internações por pneumonia e de 39% a 75% as complicações da gripe. Ela protege as pessoas portadoras de doenças respiratórias, que são grupo de risco também para COVID-19, e reduz a pressão no sistema de saúde no inverno, quando tem aumento da circulação dos vírus respiratórios. Deve ser aplicada com intervalo mínimo de 14 dias antes ou após a vacina contra o coronavírus.

Por meio do Mater Dei Vacina, a Rede Mater Dei disponibiliza aos seus clientes a vacina de prevenção contra a gripe.

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