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Lançamento da Associação Brasileira de Hospitais e Clínicas de Transição é um marco histórico para o setor

Representantes de unidades de transição de cuidados se reúnem para lançamento da ABRAHCT. Na foto, Lucas Andrade, Carlos Chiesa, Carlos Costa, Arthur Hutzler, Frederico Berardo, Eduardo Santana, entre outros.

           A Rede Paulo de Tarso/MG, marcou presença no evento de lançamento da Associação Brasileira de Hospitais e Clínicas de Transição (ABRAHCT) realizado, no dia 9 de novembro, na sede da FIESP, em São Paulo. O encontro reuniu representantes de instituições de saúde que recebem pacientes que estiveram ou estão internados por um tempo, que ainda precisam de cuidados essenciais, mas já passaram pela fase aguda da doença e não demandam intervenções de alta complexidade e terapia intensiva existentes em hospitais gerais.

A ABRAHCT nasce com o intuito de aumentar a visibilidade dessas instituições, buscando soluções inovadoras para assegurar o fortalecimento e a sustentabilidade do setor. Seu papel é destacar os benefícios dos hospitais e clínicas de transição, além de garantir a sustentabilidade do ecossistema de saúde.

Durante o encontro de apresentação do conselho, foram discutidos o cenário, os desafios e a evolução das unidades de transição, as alternativas para a busca do melhor cuidado e o contexto pós-pandemia da COVID-19. O CEO da Rede Paulo de Tarso, Carlos Costa, participou do evento e está confiante no que está por vir: “estamos muito orgulhosos por fazer parte deste momento histórico para os hospitais e clínicas de transição.  A Rede Paulo de Tarso é precursora do modelo de transição de cuidados no país, atuando, enquanto hospital especializado, desde 1975, e tem muito a contribuir”.

Hospitais de transição – No momento em que se fala tanto em medicina personalizada, talvez esteja na hora de pensar mais em saúde integrada. Em uma população com a expectativa de vida cada vez mais alta, que nos leva automaticamente a um novo perfil epidemiológico de doenças prevalentes, essas instituições aparecem como a melhor opção para pacientes crônicos ou com doenças degenerativas. 

Entre os diversos benefícios que poderão ser percebidos, a partir da integração de serviços, estão os melhores desfechos clínicos proporcionados pela intensidade de cuidados que o modelo assistencial propõe, a geração de uma grande economicidade financeira ao sistema de saúde através da redução do tempo de permanência de pacientes pós-agudo oriundos dos hospitais gerais, maior disponibilidade de leitos de urgência para atendimento de pacientes em estado grave, maior garantia de uma transição segura para o domicílio com consequente redução de judicializações na saúde, uma efetiva gestão de risco evitando-se, assim, a utilização desnecessária de emergências, a adoção de barreiras para iatrogenias (exames e procedimentos desnecessários) e atuação sempre com o foco na capacitação de famílias, cuidadores e pacientes que possibilita relevante queda nas taxas de reinternações.

O Hospital de Transição Paulo de Tarso/BH/MG, conta com equipes médicas e interdisciplinares treinadas e prioriza a capacitação e reabilitação, no qual paciente e família são preparados durante todo o tratamento para seguirem de forma independente e segura após a alta hospitalar. Diferentemente dos modelos tradicionais de assistência, o serviço é aplicado em linhas de cuidados bem definidas, por meio do conceito “High Touch”, que, fundamentado no contato permanente da equipe assistencial e um plano de cuidados interdisciplinar individualizado, permite uma experiência transformadora e acolhedora.

‘’O nosso modelo assistencial vem conquistando espaço relevante na saúde em Minas Gerais e tem chamado atenção de outros Estados do Brasil, pois desempenha um papel estratégico muito importante para toda a cadeia de saúde, através do intenso trabalho de conscientização sobre a necessidade de mudar a visão da assistência com foco na doença para o foco na prevenção”, conclui Carlos Costa. 

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